América Latina
Memórias do Desenvolvimento será dois filmes
Dirigida por Miguel Coyula, obra homônima ao romance está focada em Sérgio, personagem principal, que surge como alguém existencialista e desconforme. Já O pai, a filha e o desconhecido, de Lorenzo Regalado, baseia-se na relação entre Sérgio e a filha que ele descobre ter em Cuba
Iana Cossoy Paro
10 de agosto de 2008
"Sérgio nunca estaria conformado. Por isso, identifico-me com ele"
Miguel Coyula, diretor de um dos dois filmes que estão surgindo a partir de Memórias do Desenvolvimento, explica como a obra dialoga com romance de Desnoes. Para cineasta, personagem principal expressa o sentimento — entre anárquico e apático — de sua geração diante da revolução cubana
Iana Cossoy Paro
10 de agosto de 2008
Memórias do Subdesenvolvimento, arte e revoluções
Edmundo Desnoes, romancista e inspirador de um filme que marcou o cinema cubano, conversa sobre seu processo criativo, as encruzilhadas da Ilha, política e literatura na América Latina, a banalidade do consumo e a importância do ato de narrar, como sentido da própria existência humana
Iana Cossoy Paro, Javier Cencig, Moara Passoni, Thiago Mendonça
8 de agosto de 2008
Fernando Solanas: entre a Terra e as Nuvens, o Sonho
Em entrevista especial para Le Monde Diplomatique Brasil, um dos grandes cineastas latino-americanos contemporâneos descreve sua formação política, explica como ela influenciou sua obra e defende uma estética que articule investigação profunda da realidade com invenção formal incessante
Moara Passoni, Javier Cencig
27 de julho de 2008
O universal e o latino-americano: diálogos entrecruzados
Jornalismo-cinema: numa mesa imaginária, colagem de falas reais, personagens presentes ao 3º Festival, em São Paulo, debatem tanto as condições de produção e distribuição do cinema latino-americano quanto a possibilidade de um projeto estético que expresse a identidade da região
Javier Cencig, Moara Passoni
21 de julho de 2008
Do Período Especial à ascensão de Raul
Surpreendentes na aparência, as mudanças políticas vividas por Cuba são desdobramentos da virada aberta nos anos 1990, quando se reverteu a postura de alinhamento à União Soviética. Mas não levarão a um processo de “abertura” como imaginado em Washington
Stephen Wilkinson
20 de julho de 2008
Escopeta não é chocalho
Ao reativarem a IV Frota, os EUA sugerem que têm força para, por exemplo, bloquear o comércio externo da América do Sul. Em teoria, a disposição de um estado mais poderoso a exercer violência só pode ser enfrentada por alianças entre parceiros que consigam superar suas próprias rivalidades
José Luís Fiori
17 de julho de 2008
Imagens de um continente em busca de si mesmo
Filmes, debates e oficinas expõem, em São Paulo, estado da produção cinematográfica na América Latina. Festival reflete momento em que tanto o continente quanto seu cinema buscam novos rumos — mas já não o fazem com as lentes e projetos que marcaram o século 20
Iana Cossoy Paro
12 de julho de 2008
Surpresa em Miami
Rica e poderosa, a comunidade de exilados cubanos brancos e de extrema-direita já não é majoritária, nem tão influente na maior cidade da Flórida. Sinal da mudança: três candidatos desafiam, nas eleições para a Câmara, em novembro, os eternos anti-castristas que "representam" a cidade
Maurice Lemoine
21 de abril de 2008
Cuba e EUA, aproximação improvável
Desde 1819, os EUA desejam Cuba. Tal obsessão permanente não autoriza grandes ilusões de mudanças nas relações entre os dois países. Para Washington, a ilha lhes pertence. E esta não tem como abrir mão do poder que acumulou, a partir de sua posição defensiva e resistência vitoriosa
José Luís Fiori
29 de fevereiro de 2008
Depois de Fidel, o quê?
Afastamento do "comandante" abrirá, sem dúvidas, debate sobre futuro da revolução. A novidade é que as grandes mudanças no cenário internacional amenizaram a polarização de há alguns anos. E surgiu, alimentada pelo giro à esquerda da América Latina, uma instigante alternativa
Antonio Martins
23 de fevereiro de 2008
Bolívia: o contra-ataque das elites
Dispostas a manter poder e privilégios, elas escoram-se nas autonomias regionais e alardeiam uma suposta "ameaça autoritária". Para superar o impasse, o governo Evo poderia manter a idéia de refundação nacional, mas estabelecer também uma ponte com os setores médios
Franck Poupeau, Hervé Do Alto
15 de fevereiro de 2008
Por que o plebiscito deu no que deu?
Chávez e seus partidários serão obrigados a analisar as causas profundas da derrota. Talvez reflitam sobre o açodamento da reforma constitucional, a exagerada personalização do processo ou a falta de eficácia dos programas governamentais. Enfrentar tais questões trará um novo vigor ao “socialismo do século 21”
Gregory Wilpert
14 de janeiro de 2008
O retorno do(s) idiota(s)
Numa América Latina que se redescobre e reinventa, um setor social continua a crer que o debate de temas complexos é aborrecido, e que o ideal de liberdade é a disputa egoísta nos mercados. Tal público é o alvo das obras medíocres de auto-ajuda política, como as de Alvaro Llosa e seus valetes
Cláudio César Dutra de Souza, Sílvia Ferabolli
24 de dezembro de 2007
Os "poliglotas descalços"
Henry Kissinger será lembrado tanto pela diplomacia pouco convencional e extremamente ágil que praticou quanto pelo lado sangrento de suas decisões e iniciativas. Ainda muito influente, ele jamais escondeu a importância que têm, para os EUA, políticos latino-americanos como Carlos Menem e FHC
José Luís Fiori
24 de dezembro de 2007
Washington diante do desafio latino-americano
Com sua retórica arrogante e a emergência de novos governos de esquerda ou centro-esquerda no continente, o governo norte-americano perdeu a mão na região. Mas ainda conta com poderosos fatores de influência, como os tratados de livre comércio e a chamada cooperação militar
Janette Habel
12 de dezembro de 2007
Cristina e a transição democrática Argentina
O saneamento da economia e a falência dos partidos políticos tradicionais configuram um horizonte promissor para o processo argentino. Mas a nova presidenta chega ao poder com uma base de sustentação frágil. Conseguirá cumprir sua promessa de reconstruir o Estado e instaurar um novo modelo econômico-social?
Carlos Gabetta
12 de dezembro de 2007
Nicholas Spykman e a América Latina
O grande teórico da "escola norte-americana de geopolítica" nasceu na Holanda e viveu apenas 49 anos — mas seu pensamento alimenta até hoje a estratégia de poder global dos EUA. Ele dedicou especial atenção à "luta pela América do Sul"
José Luís Fiori
24 de novembro de 2007
América dos punhos sem renda
Há um motivo para que a mídia tenha transformado em ícone a foto na qual o rei de Espanha pede a Chávez que se cale. Ela expressa o desconcerto das elites com um continente mestiço, onde está está cada vez mais difícil dizer às maiorias que reconheçam “o seu lugar”
Elizabeth Carvalho
19 de novembro de 2007
O Equador ensaia a “revolução cidadã”
Num país marcado pela debacle do sistema político tradicional, uma Assembléia Constituinte promete “refundar a República”. Apoiado por movimentos cidadãos, o presidente Rafael Correa sonha com um modelo em ruptura com o neoliberalismo — e enfrenta oposição da mídia e da oligarquia
Hernando Calvo Ospina
12 de novembro de 2007
A paz invade o coração da Colômbia
Num país golpeado pela violência política, a sociedade civil reage humilhando, em eleições regionais, os grupos pára-militares e o presidente associado a eles. Apoio a Uribe é cada vez mais precário, e sistema partidário tradicional está em frangalhos
Simone Bruno
31 de outubro de 2007
Hugo Chávez
A articulação entre os países da América Latina constrói e personaliza, em Chávez, a reinvenção da esquerda. Alvo de difamações, suas ações tornam-se referência de alternativa ao neoliberalismo para uns e sinônimo de autoritarismo para outros
Ignacio Ramonet
15 de outubro de 2007
Guatemala: o lento despertar do gigante
Ainda sem chance nas urnas, a esquerda guatemalteca é, porém, uma força política em ascensão. Até que ponto a oligarquia será capaz de aceitar as demandas populares que essa força representa, ao invés de precipitar o país novamente em um funesto ciclo de violência?
Renaud Lambert
6 de setembro de 2007
Viagem à Venezuela indígena
Uma reportagem revela, nas regiões mais remotas do país, os avanços e contradições da política de Hugo Chávez para os índios. Aqui, ao contrário da Bolívia ou Equador, é o Estado que procura assegurar direitos negados há séculos
Maurice Lemoine, Alexis Lemoine
28 de julho de 2007
Encruzilhada em Havana
Retratos de Cuba, antes da transição. Na economia, a fase da penúria acabou – porém a desigualdade cresceu e persistem ineficiência e pequena corrupção. Tateia-se um caminho, mas qual: um PC ainda mais onipresente? Ou a mobilização social, ensaiada na revolução dos e-mails?
Pablo Stefanoni
21 de junho de 2007
Cuba, hora de mudanças
A era Fidel está se esgotando. O projeto natural para a transição é combinar controle político nas mãos do PC com reformas capitalistas, ao estilo chinês. Mas há uma alternativa, que se apóia nos ricos processos de mobilização social da América Latina
Carlos Gabetta
21 de junho de 2007
Um banco pelos direitos humanos?
Em meio à crise do FMI e do Banco Mundial, países latino-americanos preparam-se para lançar o Banco do Sul. Seu caráter ainda não está definido, mas algumas propostas farão dele, se aprovadas, uma instituição revolucionária
Eric Toussaint, Damien Millet
21 de junho de 2007
A arma da impostura
Isolados, os paramilitares criam falsas ONGs, simulam relações internacionais solenes, fingem ter no exterior o apoio que já lhes falta em seu país
Laurence Mazure
20 de maio de 2007
A Colômbia encara a violência
A revelação, há meses, das relações entre paramilitares e política, mergulhou o país numa crise duradoura. Pergunta: a sociedade será capaz de vencer o círculo infernal de brutalidade, no qual se juntam as milícias de direita e a guerrilha de "esquerda"?
Laurence Mazure
19 de maio de 2007
Esquerda, versão Uruguai
Sensível aos temas sociais e duro com os militares que têm saudades da ditadura, o governo Tabaré Vasquez faz, porém, concessões às transnacionais. Parte de seus ministros flerta com os EUA e despreza o Mercosul
Edouard Bailby
29 de abril de 2007
Novo mosaico das resistências mexicanas
Num país governado pela direita autoritária, multiplicam-se iniciativas de contra-poder, algumas com forte caráter inovador. Mas serão capazes de se entender e fazer de sua grande diversidade um trunfo?
Jean-François Boyer
29 de abril de 2007
Glossário mexicano
Nomes e siglas da esquerda institucional, dos movimentos rebeldes, dos observadores internacionais e dos partidos de direita
Jean-François Boyer
29 de abril de 2007
Pinochet sem pena nem glória
"De suas vítimas, de todos os que o resistiram, do presidente Allende, fica o exemplo moral. Dele, nada resta digno de ser lembrado — somente o odor fétido que os bons ventos do Pacífico logo se encarregarão de levar". Um texto do escritor chileno Luis Sepúlveda
Luis Sepúlveda
16 de janeiro de 2007
Nos bastidores da vitória de Rafael Correa
Emergência do movimento indígena, uma sucessão de presidentes derrubados, crise do neoliberalismo na América Latina. Graças a tudo isso, um economista de classe média e idéias não-convencionais é o novo presidente do Equador
Maurice Lemoine
16 de janeiro de 2007
A carta internacional de Lula
Num cenário marcado pelo declínio do neoliberalismo e pela multiplicação de governos de esquerda na América Latina, o presidente brasileiro tem a oportunidade de ampliar o papel de seu país na construção de uma ordem mundial multipolar
Emir Sader
21 de dezembro de 2006
"Que o último apague a luz"
A dolarização da economia equatoriana, que encanta certos economistas, tem uma face oculta: aumento da pobreza, desorganização da pequena agricultura e... quatro milhões de emigrados, provenientes de todas as camadas sociais
Maurice Lemoine
21 de dezembro de 2006
El Salvador respira dólares
Cerca de dois milhões de salvadorenhos migraram, especialmente para os EUA. As remessas recebidas de parentes no exterior chegam a representar 30% da renda, em certas regiões. Nelas, faltam braços para a lavoura: os salários não competem com o dinheiro que vem de fora...
Raphaëlle Bail
21 de dezembro de 2006
A esperança mora além do rio
Retrato da Nicarágua às vésperas da volta dos sandinistas: num país empobrecido e com os serviços públicos devastados, um em cada sete habitantes emigrou – a maior parte para a Costa Rica. O êxodo destrói laços sociais e cria tensões do outro lado da fronteira
Raphaëlle Bail
21 de dezembro de 2006
Oaxaca resiste
Num estado empobrecido do México, movimentos sociais enfrentam paramilitares e exército e propõem, como alternativa ao governador corrupto, um regime de assembléias populares
Anne Vigna
10 de novembro de 2006
A encruzilhada de Alan García
Marcadas para novembro, as eleições regionais e municipais no Peru serão um teste importante para o presidente eleito há poucos meses. Apoiado por uma base parlamentar que inclui a direita, ele será capaz de sustentar o discurso que lhe garantiu a vitória nas urnas?
Maurice Lemoine
11 de outubro de 2006
Do banco dos réus ao Conselho de Segurança
Que estranhos motivos levam Washington a apoiar, como candidato ao órgão mais poderoso da ONU, um dos países latino-americanos que mais viola os direitos humanos?
Paola Ramírez Orozco-Souel
6 de setembro de 2006
Parar a esquerda
Por trás da fraude quase evidente, nas últimas eleições do México, está uma grande coalizão conservadora. Ela une a Casa Branca às forças mais conservadoras, e quer evitar que as eleições latino-americanas continuem apontando o caminho das mudanças
Ignacio Ramonet
1º de agosto de 2006
Como age a OMC
Cronologia das decisões que desfizeram os acordos entre países europeus e do Caribe, e permitiram às transnacionais bananeiras controlar o mercado
Phillippe Revelli
1º de maio de 2006
Quem topa produzir por menos?
Na lógica da OMC, só os preços devem regular o comércio internacional. No Caribe, isto inviabilizou a pequena produção camponesa, que assegurava ótimas condições de trabalho
Samy Archimede
1º de maio de 2006
Os frutos do “livre” comércio
Graças às regras da OMC, o Equador atende 25% do mercado mundial da fruta. Transnacionais e oligarcas controlam a produção, humilham trabalhadores e envenenam a natureza
Phillippe Revelli
1º de maio de 2006
Sangue latino no coração do Império
Cada vez mais numerosos e necessários à economia dos EUA, os imigrantes "hispânicos" estariam aderindo ao "american way of life"?
Jean-François Boyer
1º de fevereiro de 2006
Alternativas latino-americanas
Em meio às dificuldades da ALCA, projeto estratégico de Washington, avançam o Mercosul expandido e a ALBA - possíveis embriões de um comércio internacional de novo tipo
Emir Sader
1º de fevereiro de 2006
A um passo da mudança
Evo Morales, indígena e de esquerda, pode vencer as eleições para Presidência, em dezembro. Que movimentos sociais permitiram este avanço. Quais seus pontos de unidade e divergência. Como um novo governo poderia enfrentar os dramas do país mais pobre da América do Sul
Maurice Lemoine
1º de novembro de 2005
Brasil: oportunidade perdida
Corrupção e política econômica neoliberal transformam governo Lula em sonho desfeito
Ignacio Ramonet
1º de outubro de 2005
Impunidade à vista
Lei aprovada recentemente na Colômbia abre espaço para que os grupos paramilitares fiquem impunes e suas fortunas, construídas com narcotráfico e espoliação, intocadas
Carlos Gutiérrez
1º de outubro de 2005
Sinais de fraturas
Conturbações sociais e políticas dúbias são a marca da situação na América Latina, que esboça reação ao unilateralismo norte-americano
Maurice Lemoine
1º de junho de 2005
A história de um massacre
A exterminação dos membros da União Patriótica chama a atenção para uma das causas que explicam a duração e a crueldade do interminável conflito armado colombiano: uma democracia formal que camufla técnicas sofisticadas de eliminação dos opositores
Iván Cepeda Castro, Claudia Girón Ortiz
1º de maio de 2005
Milagres da multiplicação de votos
O crescimento das denominações evangélicas no Brasil modificou o padrão dissimulado de se fazer política dentro das Igrejas, mas deve-se relativizar seu peso eleitoral e a força do “clientelismo religioso”
Regina Novaes
1º de abril de 2005
Indígenas equatorianos diante do desafio evangélico
Diante da perda de credibilidade da Conaie, por seu apoio inicial ao presidente Gutiérrez, emerge no Equador uma nova organização, oriunda do movimento evangélico, hoje a principal voz dos indígenas
Laurent Tranier
1º de abril de 2005
A lei, ora, a lei...
Os Estados Unidos apóiam seqüestros em território venezuelano e homenageiam paramilitares na fronteira da Colômbia
Hernando Calvo Ospina
1º de fevereiro de 2005
Nas fronteiras do Plano Colômbia
Do Panamá à Venezuela, o Plano Colômbia consolida a política de ingerência americana na região e viola a soberania dos países, provocando crises diplomáticas que chegam à beira de conflitos militares
Hernando Calvo Ospina
1º de fevereiro de 2005
Privatização assassina do conflito colombiano
O plano Colômbia legalizou as atividades realizadas há anos por empresas militares privadas na guerra contra as guerrilhas, diminuindo a necessidade de presença ostensiva de militares norte-americanos que, no entanto, mantêm o controle dessas operações
Hermano Ospina
1º de novembro de 2004
Aristide: a queda na própria armadilha
Líder popular, Aristide é seduzido pelo estabilishment norte-americano com quem colabora por ocasião da privatização das estatais. Inebriado pelo poder e pelo dinheiro, é destituído por um bando de mercenários. França e EUA, dão o golpe de misericórdia ao impor um primeiro-ministro e manter o país ocupado por tropas estrangeiras, retomando à violência dos tempos duvalieristas
Cronologia
Maurice Lemoine
1º de setembro de 2004
Os escravos do bicentenário
O Banco Mundial financia a instalação de uma empresa conhecida por atos brutais e arbitrários contra os operários e desrespeito ao direito sindical para fabricar as famosas Levi’s 505 e 555. Hoje, deflagrada a mobilização operária, militares à paisana mantêm a « ordem » nas instalações da empresa
Maurice Lemoine
1º de setembro de 2004
A festa democrática
O governo Chávez sai fortalecido do plebiscito, assim como a mobilização popular, que através de comitês de base mobilizados para sua campanha devem reforçar a democracia participativa no país, pois esses ativistas têm perfeita consciência de que, assim como ocorreu por ocasião da sabotagem do petróleo ou do golpe de Estado, foram eles que salvaram o governo
Paul-Emile Dupret
1º de setembro de 2004
Oito etapas de instabilidade
1º de setembro de 2004
Prisões da morte
Sob a guarda do Estado e a vigilância da polícia, dezenas de jovens morrem em situações atrozes nos cárceres hondurenhos
Raphaëlle Bail
1º de agosto de 2004
Guerra contra os pobres
Honduras está em guerra contra os delinqüentes, principalmente os mais jovens e os mais pobres. À margem da repressão legal, centenas de execuções extrajudiciais de crianças e de adolescentes ensangüentam o país: 2.125 assassinatos de jovens, de 3 a 23 anos, nesses últimos cinco anos
Raphaëlle Bail
1º de agosto de 2004
A guerra do plebiscito
Em meio à grande instabilidade política, oposição, apoiada pelos Estados Unidos, continua a desrespeitar os princípios democráticos que afirma defender
Maurice Lemoine
1º de abril de 2004
Por trás da violência das gangues de San Salvador
Produto de exportação da cultura norte-americana, jovens delinqüentes salvadorenhos, sem perspectiva de vida, se espalham pela periferia de San Salvador, se dedicando a pequenos crimes e, sobretudo, a uma guerra cujo único objetivo é destruir a gangue rival
Phillippe Revelli
1º de março de 2004
Triste bicentenário
A “primeira república negra” se livrou da escravidão antes do Brasil e de Cuba, mas tem pouco a comemorar dois séculos após a independência: miséria, desigualdade e dependência ainda são sua marca
André Linard
1º de fevereiro de 2004
Bolívia
Ao depor o presidente Sanchez de Losada, a população boliviana repete o que aconteceu em outros países da América Latina, que repeliram um modelo econômico que agravou a corrupção, arruinou a população e aumentou a exclusão social por todo o continente
Ignacio Ramonet
1º de novembro de 2003
A América latina e a Europa
O reaparecimento, no governo de George W. Bush, dos mais sinistros representantes do imperialismo nas décadas de 70 e 80, torna imperiosa, para a América Latina, a necessidade de diversificar suas relações, seus apoios, seus intercâmbios
Carlos Fuentes
1º de novembro de 2003
A revolução agrária bolivariana
Menos de dois anos após a promulgação da Lei das Terras, o governo de Hugo Chávez distribuiu mais de um milhão de hectares de terras improdutivas entre camponeses pobres. Mas os latifundiários reagem: grupos de jagunços, armados, aterrorizam a população
Maurice Lemoine
1º de outubro de 2003
Nos tempos da Unidade Popular
Brutalmente enterrada no fatídico 11 de setembro de 1973, os relatos daquela época marcada pela esperança de um mundo melhor são parte da “batalha pela memória” que se trava no Chile, ainda asfixiada pela amnésia provocada pela junta militar
Cronologia
Franck Gaudichaud
1º de setembro de 2003
O sonho de Salvador Allende
No Chile da década de 60, Salvador Allende foi um revolucionário atípico: acreditava na via eleitoral da democracia representativa e na possibilidade de instaurar o socialismo dentro do sistema político vigente
Tomas Moulián
1º de setembro de 2003
Noite da vitória
As pessoas gritavam, pulavam - ’El que no salta es momio’ [Quem não pula é reaça!] -, abraçavam-se para ter certeza de que não estavam sonhando. Ah! Como esse país era magnífico e como eram maravilhosos esses chilenos politizados até a raiz dos cabelos!
Pierre Kalfon
1º de setembro de 2003
A corrida às embaixadas
Quando o palácio La Moneda foi bombardeado, no dia 11 de setembro de 1973, a esquerda chilena estava desprevenida e a tragédia foi total. Foi um salve-se quem puder. Todo mundo correu para as embaixadas. Cadáveres boiavam no rio Mapocho...
Pierre Kalfon
1º de setembro de 2003
Lições de uma tragédia
As indispensáveis reformas de estrutura não exigem só o consenso das forças de esquerda, mas a cooperação de outras forças populares. Eis a lição do 11 de setembro chileno, mas ainda não explorada em lugar algum
Dominique Vidal
1º de setembro de 2003
Uma literatura claustrofóbica
De 1973 a 1983, o Chile viveu a década do ’apagón’ cultural. Toque de recolher e estado de sítio permitiram à ditadura esconder os crimes e os fantasmas que, 30 anos mais tarde, ainda assombram o imaginário coletivo da literatura chilena
Nira Reyes Morales
1º de setembro de 2003
Da vitória à redemocratização
1º de setembro de 2003
Um arremedo de democracia
Suspeitos de terem organizado o seqüestro da mulher de um rico empresário, dois membros do movimento Pátria Livre foram encontrados presos e torturados. O poder paraguaio foi pego em flagrante. Seu aparelho de repressão, com métodos herdados da ditadura, continua na ativa.
Raphaëlle Bail
1º de junho de 2003
Olhares argentinos
Contemporânea à excelente safra de filmes de ficção argentinos, mostra de documentários revela o país espoliado pela crise e pelo modelo neoliberal que levou cerca de 50% de sua população, antes predominantemente de classe média, a viver abaixo da linha da pobreza
Carlos Pardo
1º de junho de 2003
Erupção anunciada do vulcão boliviano
Demonstrando o esgotamento do sistema, policiais, movimentos sociais e a população tomam as ruas contra imposto lançado para atender exigências do FMI e quase derrubam presidente Sánches Lozada, eleito com somente 22% dos votos
Walter Chavez
1º de maio de 2003
Os desafios do pós-neoliberalismo
Após 30 anos de hegemonia da direita, as vitórias de Lula, de Gutierrez, no Equador, a resistência de Chávez, na Venezuela, e as possíveis mudanças políticas na Argentina e no Uruguai anunciam a esperança de um novo período histórico: o pós-neoliberalismo
Emir Sader
1º de fevereiro de 2003
Diante da barbárie: um sopro evangélico
O livro de um padre francês (Charles Antoine) recentemente falecido faz um impressionante levantamento do saldo da repressão na América Central durante as décadas de 60 à de 90: só na Guatemala, 200 mil mortos e um milhão de refugiados
Maurice Lemoine
1º de fevereiro de 2003
Um rebelde na Presidência
As palavras de ordem da campanha de Lucio Gutiérrez romperam com a vulgata neoliberal e seu movimento político - o Partido Sociedade Patriótica de 21 de janeiro (PSP) - reatou a aliança com o movimento indígena, bastante atuante
Marc Saint-Upéry
1º de janeiro de 2003
Plano Puebla-Panamá: a nova colonização
A exemplo dos “Tigres asiáticos”, alguns governos sonham em ser futuras “Panteras centro-americanas”. Para tanto, tentam concretizar um projeto megalômano ligando o Sul do México ao Panamá. Mas os EUA estão mesmo interessados é no petróleo...
Braulio Moro
1º de dezembro de 2002
Guerra dissimulada
Com o objetivo de “limpar” a área da floresta lacandona, o governo mexicano doou mais de 600 mil hectares a uma tribo indígena praticamente em extinção. Assim, o último pedaço de floresta virgem poderá ser integrado ao projeto Puebla-Panamá
Hermann Bellinghausen
1º de dezembro de 2002
A “sociedade civil” contra o povo
Os bastidores de um golpe frustrado. As conquistas e impasses da “revolução bolivariana”, que mobiliza os pobres, apavora as elites e preocupa Washington
Maurice Lemoine
1º de maio de 2002
América de tiranos e déspotas
Uma retrospectiva do romance político latino-americano
Ramón Chao
1º de maio de 2002
Um romancista excepcional
Em Mario Vargas Llosa coabitam o panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, e um romancista com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista – e que fascina os seus leitores
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2002
Nos porões
A festa do Bode, de Mario Vargas Llosa (trecho)
1º de maio de 2002
Dez anos de legalidade
Até o início da década de 80, existiam em El Salvador várias organizações guerrilheiras. A partir de 1981, unificaram-se na Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), para saírem da clandestinidade em 1992
1º de março de 2002
Quando a ex-guerrilha governa a capital
Dez anos depois de deixar as armas, a FMLN transformou-se na maior força do Parlamento e é forte candidata à Presidência. Já governa San Salvador, onde enfrenta a pobreza, o boicote do governo federal e suas próprias contradições internas
Karim Bourtel
1º de março de 2002
FMLN contra FMLN
Na Frente, as reações divergem, conforme as correntes – revolucionária socialista (CRS, também chamada “ortodoxa”), renovadora, unionista (ligada à unidade do movimento), cada uma delas com um nome identificando a sua ideologia
1º de março de 2002
Em busca da solução divina
Quem são os argentinos? De onde vêm? Como chegou, essa população, a um tal estado de desespero, de raiva e de depressão, que a faz marchar em frente aos bancos, cabeça baixa, ao sol, ou a leva a saquear supermercados?
Pierre Kalfon
1º de fevereiro de 2002
O fascínio mortal do dólar
A dolarização surgiu, na Argentina, como uma resposta à calamidade da hiperinflação. Por meio da “lei da conversibilidade”, o presidente Carlos Menem e seu ministro das Finanças, Domingo Cavallo, instauraram a paridade entre o peso e o dólar
Michel Husson
1º de fevereiro de 2002
Uma “dívida odiosa”
A suspensão do pagamento da dívida, decretada por Buenos Aires em dezembro de 2001 está muito longe de ter sido a primeira. Desde o início do século XIX, ocorreram várias dezenas de suspensões de pagamentos durante as quatro grandes crises da dívida
Eric Toussaint
1º de fevereiro de 2002
De crise em crise
As origens das crises da dívida e os momentos em que surgem estão intimamente ligados à economia mundial. As fases que precedem a explosão correspondem, sempre, ao fim de um longo ciclo de expansão nos países mais industrializados
Eric Toussaint
1º de fevereiro de 2002
Jogando pesado
Entre 1980 e dezembro de 2000, o FMI colocou 71,3 bilhões de dólares à disposição dos países latino-americanos, que tiveram que lhe pagar 86,7 bilhões. O que significa um lucro de 15,4 bilhões de dólares
Eric Toussaint
1º de fevereiro de 2002
O naufrágio do “modelo FMI”
Ao recusar um empréstimo de 1,264 bilhão de dólares ao governo argentino, o FMI desencadeou uma crise sem precedentes. Desafiando o estado de sítio, os argentinos foram às ruas, em massa, e forçaram a renúncia do governo e do presidente
Carlos Gabetta
1º de janeiro de 2002
Rumo à remilitarização?
Apesar de se falar em terrorismo, tráfico de drogas etc., na verdade é a instabilidade política e econômica – que sempre serviu de pretexto para legitimar a intervenção norte-americana – que “reaparece como uma ameaça potencial à segurança da região”
Janette Habel
1º de janeiro de 2002
Histórico e razões de uma derrota
A coalizão que apoiava Daniel Ortega incluía um grupo de ex-contra e até Steadman Fagoth, sinistro personagem que liderou os índios Miskitos numa guerra contra a Frente Sandinista. Chegaram a ser feitos contatos com membros da família Somoza!
François Houtart
1º de dezembro de 2001
Um desastre total
Balanço de 10 anos de neoliberalismo: do 60º lugar no índice de desenvolvimento humano da ONU (PNUD) em 1990, a Nicarágua passou, em 1999, para o 116º; o poder aquisitivo dos salários caiu pela metade: a dívida externa duplicou
François Houtart
1º de dezembro de 2001
Em busca do pós-guerra perdido
Por uma cruel ironia da história, contras e compas (ex-combatentes sandinistas) reivindicam agora os mesmos direitos e denunciam as mesmas injustiças: não passam de vítimas da falta de reconhecimento e de uma subsistência precária
Raphaëlle Bail
1º de dezembro de 2001
Viagem ao
coração da guerrilha
Reportagem sobre as FARC, o grupo guerrilheiro mais antigo da América Latina: as relações entre os combatentes e o povo, as suspeitas de envolvimento com o narcotráfico, a escalada militar norte-americana, as saídas para pacificar um país onde lutar por justiça social pode ser sinônimo de estar condenado à morte
Maurice Lemoine
12 de abril de 2000
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