Capitalismo e Devastação Ambiental
Carta aos conterrâneos, após a queda de Marina
Cadê a capacidade de indignação, diante de certos erros cometidos pelo governo? Se o próprio presidente reconhece a importância da sociedade civil, por que nos calarmos, diante de fatos que revelam a predominância, no Planalto, de um desenvolvimentismo que despreza a natureza?
Marilza de Melo Foucher
19 de maio de 2008
O desafio do pós-desenvolvimentismo
Ao ampliar a democracia, e promover distribuição de renda, o governo Lula enfrentou duas das três tendências malditas que marcaram o "desenvolvimento" brasileiro nos anos 1900. Mas ainda corre um risco: o de manter a tradição predatória, no século em que o grande desafio é a sustentabilidade
Hamilton Pereira
26 de abril de 2008
Meu combate pela Amazônia
Militante em defesa da floresta relata décadas de uma batalha que começou em Boca do Acre e se desdobrou na formação de comitês no Brasil e em outros países. Uma conclusão: "é preciso enfrentar as teorias de desenvolvimeno que vêem o mundo a partir do cálculo econômico"
Marilza de Melo Foucher
30 de novembro de 2007
Valei-me Santa Bárbara!
As chuvas de verão chegaram antes da época, num possível reflexo do aquecimento global. Um efeito pouco conhecido é o aumento do número de raios, que matam cem pessoas por ano no país. Também na coluna: bancos de leite humano, obesidade animal, moda de verão, Oswaldo Cruz e muito mais
Luiz André Ferreira
20 de novembro de 2007
Apocalipse (Consumista) Now
Só no ano de 2007, a população mundial aumentará em 66 milhões de pessoas; 23.282 espécies serão extintas; 11 milhões de hectares, desmatados; 31 milhões de carros e 72 milhões de computadores produzidos e 26 trilhões de barris de petróleo extraídos
Manoel Neto, Flávio Shirahige
16 de novembro de 2007
Para que as cidades ressuscitem
Proposta: lançar, na cidade mais individualista e caótica do país, um movimento de ecologia urbana, capaz de questionar a civilização do automóvel e abrir debate sobre políticas que permitam uma existência digna
Manoel Neto, Flávio Shirahige
31 de outubro de 2007
Desafio climático: conscientização, negação e recuperação
No dia 15 de outubro, o Le Monde Diplomatique publica um Atlas do Meio Ambiente. Como os outros Atlas já publicados, esse comporta textos sintéticos acompanhados de 150 mapas e gráficos dedicados aos grandes desafios da ecologia. Se atualmente a humanidade mede melhor os perigos que a ameaçam, ainda há muito a fazer para implementar as soluções indispensáveis
Philippe Bovet, Agnès Sinai
15 de outubro de 2007
Guerra fria sobre o Ártico
O hasteamento da bandeira russa nas profundezas do oceano gelado escancara uma disputa infame. Um conjunto de Estados vê no aquecimento global um caminho para transformar o Pólo Norte numa enorme bacia petrolífera e numa rota marítima internacional
Dominique Kopp
6 de setembro de 2007
A possível Revolução Energética
Num relatório alternativo sobre mudança climática, o Greenpeace propõe mobilização mundial para salvar o planeta. E demonstra, com base num amplo estudo científico: as soluções técnicas para a sustentabilidade já existem, e conduzem a lógicas e paradigmas pós-capitalistas
Antonio Martins
18 de abril de 2007
Um choque entre dois modelos
A lógica dos combustíveis fósseis está emaranhada com os ideais da modernidade e do mercado. Pela primeira vez, está surgindo uma alternativa real a esse paradigma
(A possível Revolução Energética, parte 2)
Antonio Martins
18 de abril de 2007
Muito mais que novos combustíveis
A meta é ambiciosa: reduzir pela metade as emissões de CO2 e ainda assim transformar o acesso à energia num direito de todos. A humanidade precisa estar disposta a uma nova relação consigo mesma
(A possível Revolução Energética, parte 3)
Antonio Martins
18 de abril de 2007
De que revolução se trata
A ruptura necessária para salvar o planeta conduz a valores e lógicas sociais pós-capitalistas. Mas não se confunde com a "tomada" do poder
(A possível Revolução Energética, parte 4)
Antonio Martins
18 de abril de 2007
Como evitar a catástrofe climática
Falta incluir, no debate sobre o aquecimento da Terra, um dado essencial. As energias limpas já são uma alternativa viável. A humanidade só permanece refém dos combustíveis fósseis e nucleares porque a mudança de paradigma ameaça os interesses de mega-corporações
Hermann Scheer
1º de fevereiro de 2007
Crônica de um crime do "progresso"
Cem anos se passaram entre a constatação dos perigos do amianto e a proibição de seu uso – que ainda não vigora em todos os países. Só na Europa, são 500 mil mortes, por câncer e outras doenças. A tragédia demonstra a necessidade de reconhecer o “princípio da precaução”
Marleen Teugels , Nico Krols
21 de dezembro de 2006
Os danos do movimento perpétuo
O barateamento e a proliferação dos transportes obedece à lógica neoliberal que acarreta devastações energéticas, ambientais e sociais, demandando uma reorientação fundamental do lugar deste setor na economia
Philippe Mühlstein
1º de janeiro de 2005
Contagem regressiva
Depois de 50 anos de crescimento exponencial, a atividade humana rivaliza de agora em diante com as forças da natureza. Se interceptarmos toda energia irradiada pelo sol, teremos uma alternativa importante para evitar a crise energética, mas também ela tem seu limite
Roland Lehoucq
1º de janeiro de 2005
A humanidade cada vez mais vulnerável do planeta Terra
O aumento da ameaça de calamidades, desastres e emergências em escala global têm de ser colocado no centro do palco. Eles não são eventos periféricos, mas reflexos do modo como vivemos nossas vidas normais, estruturamos nossas sociedades e distribuímos recursos
Agnes Callamard , Randolph Kent
1º de outubro de 2004
Desenvolvimento não rima necessariamente com crescimento
A busca de um crescimento econômico infinito não é compatível com a manutenção dos equilíbrios naturais e nem sempre resolve os problemas sociais. Mas não se deve perder de vista que o conceito de desenvolvimento é muito mais amplo do que o faz supor o capitalismo
Jean-Marie Harribey
1º de julho de 2004
A destruição pelo turismo
Um dos oásis mais célebres do mundo, Tozeur teve seu frágil equilíbrio econômico, ecológico e social praticamente rompido, quando o governo passou a dar prioridade ao turismo internacional, que também traz consigo o fascínio pelo mundo ocidental
Claude Llena
1º de julho de 2004
A finitude de nosso domínio
Participamos de uma mudança de era e a escolha da direção só pode ser coletiva e incluir os que estão para nascer. É necessário, portanto, implantar estruturas de governabilidade planetária e substituir a competição pela emulação e a cooperação
Albert Jacquard
1º de maio de 2004
As primeiras vítimas
Enquanto os países industrializados contribuem maciçamente para o aquecimento da atmosfera e os grandes países em desenvolvimento querem vantagens para não percorrer esse caminho, é na periferia do mundo industrializado que se encontram as regiões mais vulneráveis às alterações climáticas
Agnès Sinai
1º de fevereiro de 2004
Os termos de Genebra
Assinado por personalidades importantes da esquerda israelense e das organizações palestinas, o texto completo do acordo tem, além dos anexos, cerca de cinqüenta páginas. Leia o documento na íntegra, no site www.monde-diplomatique.fr
1º de dezembro de 2003
As vantagens do decrescimento
O crescimento pelo crescimento torna-se o objetivo primordial, senão o único da vida, na sociedade capitalista, o que acarreta uma degradação progressiva do ambiente e dos recursos globais. Vivemos, atualmente, às vésperas de catástrofes previsíveis
Serge Latouche
1º de novembro de 2003
As ameaças do efeito estufa
De fracasso em fracasso, as conferências mundiais sobre o clima vêm adiando, ao longo das duas últimas décadas, a adoção de medidas drásticas em relação à emissão de dióxido de carbono. Os riscos de uma catástrofe aumentam assustadoramente
Frédéric Durand
1º de dezembro de 2002
Salvar o planeta
Ao destruírem o mundo natural, os homens tornaram a Terra um lugar cada vez menos habitável. É fundamental que se aprovem, em Johannesburgo, pelo menos sete decisões cruciais
Ignacio Ramonet
1º de agosto de 2002
Salvemos os elefantes
Após uma aparente tomada de consciência há cerca de dez anos, o comércio do marfim – e a matança de elefantes – voltaram a prosperar. Agindo de acordo com os interesses locais, algumas entidades tentam pôr um freio a esses desmandos
Hubert Reeves
1º de agosto de 2002
Como preservar as florestas?
A proteção dos recursos naturais merece mais que reuniões pomposas, muitas vezes arranjadas de última hora. A cúpula mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, de 26 de agosto a 4 de setembro na África do Sul, periga não chegar a grandes resultados
Gerard Sournia
1º de agosto de 2002
Economia louca e “matadores loucos”
Vez por outra, nos últimos vinte anos, um louco entra num Parlamento ou num campus universitário e mata dezenas de pessoas, suicidando-se em seguida. Estariam os patrões-especuladores de hoje, como os “matadores loucos”, roubando e destruindo as riquezas dos povos para se destruírem depois?
Denis Duclos
1º de agosto de 2002
Alarme ecológico
A revista bimensal editada pelo Diplô chega à edição 50. Um conjunto de artigos focaliza as principais ameaças ao equilíbrio ecológico do planeta
Agnès Sinai
12 de abril de 2000
A biodiversidade transformada em mercadoria
Quinze grandes empresas, 13 delas norte-americanas, controlam as pesquisas em biotecnologia agrícola. O mercado genético promete lucros de 110 bilhões de dólares dentro de cinco anos. O patenteamento de seres vivos parece ser o "ouro verde" do século 21. Um patrimônio natural e cultural formado por milhões de anos de evolução biológica e práticas agrícolas milenares é submetido a uma gestão agressiva em relação à biosfera
Jean-Paul Marechal
12 de dezembro de 1999
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