China
O florescer da Primavera do Tibete
As manifestações de Lhasa chamaram a atenção do mundo para a rigidez da China, apesar das concessões do Dalai-Lama. Mas o futuro da revolta depende de duas questões. Os tibetanos conseguirão formular claramente suas reivindicações? E, no ano das Olimpíadas, Beijing estará disposta a reprimir?
Mathieu Vernerey
21 de abril de 2008
Tibete, ameaça à China?
A recusa de Pequim ao diálogo com o Dalai Lama não tem razões econômicas: está relacionada ao impulso nacionalista e ao temor de que a revolta agudize tensões hoje contidas na China. Mas tal postura tende a radicalizar a juventude tibetana e atiçar conflitos que outras potências desejam...
Roberto Cattani
26 de março de 2008
Até onde irá a crise financeira
Um dos maiores estudiosos das finanças internacionais investiga, em diálogo com dois livros recém-publicados, os tremores dos últimos meses. Seu diagnóstico: vêm aí grandes solavancos, que podem atingir a Ásia e mudar a economia do planeta
François Chesnais
12 de novembro de 2007
Macau supera Las Vegas
Assim como Mônaco, na Europa, o antigo enclave português se expande construindo sobre o mar. Porém, a cidade, que passou ao controle de Pequim em 1999, enfrenta agora outra batalha: o impacto dos cassinos norte-americanos e seus projetos cada vez mais gigantescos
Any Bourrier
6 de setembro de 2007
A grande disputa pela Ásia Central
Sem alarde, Estados Unidos, Rússia, União Européia e China travam uma intrincada batalha pela região em torno do Mar Cáspio. Rica em petróleo e gás, marcada por regimes instáveis e disputas religiosas, ela pode ser o centro de grandes conflitos no século 21
Régis Genté
27 de julho de 2007
Que fazer com o diploma na parede?
As incertezas do mercado de trabalho atingem também os universitários. Uma parte consegue ótimos postos de trabalho. Outra se debate entre desemprego, funções que não correspondem a sua capacidade, barreiras regionais contra “forasteiros” e conservadorismo das famílias
Jean Louis Rocca
19 de maio de 2007
Beijing redescobre a questão social
Uma nova lei de incentivo ao emprego chama atenção para o quebra-cabeças em que se transformou o mundo do trabalho na China. A "oficina do mundo" já oferece salários melhores, mas convive ao mesmo tempo com desemprego em massa e informalidade
Jean Louis Rocca
19 de maio de 2007
A Índia em busca do poderio perdido
Como o segundo país mais populoso do planeta age para se transformar em potência mundial. O complicado xadrez das relações com EUA, China e Rússia. O drama: nos planos de poder, eliminar a pobreza e exclusão maciças não é prioridade
Martine Bulard
16 de janeiro de 2007
Por que a Coréia explodiu a bomba
Assustada com as ameaças dos EUA, e interessada em garantir sua segurança sem depender da China, Pyongyang enxergou, no desgaste de Washington com duas guerras simultâneas, uma janela de oportunidade excepcional
Dingli Shen
10 de novembro de 2006
Por dentro do labirinto birmanês
Dois jornalistas num dos países mais fechados do mundo. Ditadura, corrupção, lutas secretas pelo poder — e uma influência crescente do poderoso vizinho chinês
André Boucaud, Louis Boucaud
10 de novembro de 2006
Outras lentes para a China
Polêmica: filósofo francês julga que é redutor enxergar a sociedade chinesa a partir dos conceitos de Liberdade e Indivíduo; e crê que as críticas à suposta repetição do projeto ocidental enxergam apenas uma parte da verdade
François Jullien
20 de outubro de 2006
As novas ambições do Japão
Seis décadas depois de ser vencido e ocupado pelos EUA, o país firma acordo militar estratégico com o antigo oponente. Temor em relação ao poderio chinês? Desejo de projetar sua própria força?
Emilie Guyonnet
1º de abril de 2006
Encruzilhada chinesa
Um país cada vez mais próspero e poderoso; uma sociedade ameaçada pela desigualdade e pela cópia dos padrões ocidentais. As contradições da China multiplicam o número de pequenos protestos e levam a elite intelectual a se perguntar sobre o futuro
Martine Bulard
1º de janeiro de 2006
Novas cartas asiáticas
Potência em ascensão no Oriente, a China estimula um encontro regional sem a presença dos EUA – o primeiro, em décadas. Mas haverá novidade nas relações sociais estimuladas por Pequim?
Jean-Claude Pomonti
1º de dezembro de 2005
O desembarque em Tóquio
O Japão é o novo alvo de investimentos das grandes empresas chinesas. Motivada pela busca de tecnologia, compra de empresas nipônicas começou há quatro anos, cresceu 400 vezes e desperta temores no arquipélago
Odaira Namihei
1º de novembro de 2005
Insubmissão
A peristência dos nacionalismos e a crescente impopularidade dos Estados Unidos estimulam a crescente rejeição às pretensões econômicas e políticas da potência militar que capitaneia a avalanche impetuosa da globalização liberal
Alain Gresh
1º de setembro de 2005
A China sacode a ordem mundial
Com uma diplomacia bastante flexível, a China busca construir as condições para um mundo multipolar e para se firmar como referência asiática
Martine Bulard
1º de agosto de 2005
Conflitos e convergências
Nas relações entre China e Índia, competições no campo diplomático e econômico ainda são barreiras à convivência pacífica
Martine Bulard
1º de agosto de 2005
Novas rotas para o petróleo
O nordeste da Ásia concentra grandes riquezas em gás e petróleo e grandes querelas geopolíticas que envolvem China, Rússia e Japão. Por isso, grandes projetos de transporte dessas riquezas são determinantes
Rafael Kandiyoti
1º de maio de 2005
A China contra a China
A “lei anti-secessão”, que autoriza Pequim a “utilizar meio não pacíficos” contra Taiwan, caso as autoridades da ilha optem pela independência, aprofunda a tensão no Estreito de Formosa e entre suas potências regionais: a China e o Japão
Ignacio Ramonet
1º de abril de 2005
A briga dos grandes
China, Rússia e Estados Unidos disputam território, riquezas e influência política em uma área estratégica
Vicken Cheterian
1º de fevereiro de 2005
A Ásia de volta à cena mundial
A recente trajetória ascendente da China recupera a posição de destaque já ocupada pelos países asiáticos antes da devastadora colonização ocidental
Philip S.Golub
1º de outubro de 2004
O saque do Palácio de Verão
Em sua Carta ao Capitão Butler, Victor Hugo condena uma das maiores pilhagens promovidas pelo Ocidente: o saque ao Palácio de Verão chinês, em 1860, quando as forças anglo-francesas ocuparam Pequim
Victor Hugo
1º de outubro de 2004
A diplomacia pragmática
A condução da política externa chinesa mostra pragmatismo na relação com os Estados Unidos e na defesa dos interesses nacionais
Dingli Shen
1º de outubro de 2004
As incertas mutações da economia
Apesar dos números pujantes, a economia chinesa padece de uma falta generalizada de transparência que já causou vários escândalos e depende, em certa medida, da América de George W. Bush para manter seu crescimento
Lyes Si Zoubir
1º de outubro de 2004
O impulso por trás do dinamismo chinês
O nacionalismo modernizante do PCC - mais do que sua roupagem ideológica comunista - associado à grande vitalidade de sua sociedade explicam porque a China tornou-se o único país capaz de rivalizar com os Estados Unidos no futuro
Roland Lew
1º de outubro de 2004
Guerras do ópio e a impotência do Império
Interessada em abrir o mercado chinês para seus produtos e reverter a balança comercial a favor do Ocidente, a Inglaterra apelou para o uso do ópio, que, proibido na China, havia sido introduzido fraudulentamente no país, expondo a vulnerabilidade do Império do Meio
Alain Roux
1º de outubro de 2004
Quem não bebe chá pode ser chinês?
Na China, o chá está classificado há um milênio entre as sete necessidades
da vida cotidiana, no mesmo nível da lenha, do arroz, do óleo, do sal, do
molho de soja e do vinagre. Para esse povo, a história do chá está ligada à
identidade nacional
Nicolas Zufferey
1º de outubro de 2004
China, a megapotência
“No dia em que a China acordar...”, dizia-se antigamente, deixando no ar a idéia de uma ameaça gigantesca sobre o planeta. Hoje temos plena consciência de que aquele imenso país, de fato, acordou. E é importante questionar as conseqüências que seu impressionante despertar pode ter para o mundo todo
Ignacio Ramonet
1º de agosto de 2004
Xangai, sem teto nem leis.
Entre dez milhões de pessoas que ocupam os dez bairros urbanos do centro da metrópole chinesa, 2,5 milhões já perderam suas casas depois dos anos 1990. Hoje, o barulho das pás cobre a voz dos expropriados
Philippe Pataud Célérier
1º de março de 2004
Os silêncios diplomáticos
Após três décadas subordinando sua política estrangeira ao seu pragmatismo econômico – “o desenvolvimento representa a última instância da verdade”, dizia Deng Xiaoping – a China não é, atualmente, o país que parece: é um tigre de papel
Fu Bo
1º de março de 2003
O novo cinema independente chinês
Uma nova geração de jovens diretores chineses ganha espaço no cinema chinês: ao invés dos temas épicos e nostálgicos de seus antecessores, da “quinta geração”, estes querem rodar filmes realistas e atuais, sobre uma sociedade em transformação
Berenice Reynaud
1º de fevereiro de 2003
Sudoeste Asiático na mira dos EUA
O esforço para impedir o surgimento de um rival, a luta contra o terrorismo e a guerra (não terminada) do Afeganistão – objetivos estratégicos dos EUA – inserem-se num espaço geográfico que envolve a Rússia, a China e a Índia
Paul-Marie de La Gorce
1º de dezembro de 2002
As atribulações de um camponês
Le Monde diplomatique publica, nesta edição, um conto inédito do escritor chinês Xu Xing. Trata-se da história de um jovem camponês que, chegando à cidade, vê-se frente a frente com o mundo insólito do capitalismo selvagem
Xu Xing
1º de agosto de 2002
Assimilação pela força no Sinkiang
Dezessete milhões de habitantes povoam a gigantesca região do Sinkiang: dois desertos encravados junto à cordilheira do Himalaia, na fronteira com a Mongólia, Rússia, Cazaquistão, Quirguízia, Tadjiquistão, Paquistão, Afeganistão e o Tibete chinês
Ilaria Maria Sala
1º de fevereiro de 2002
Fundamentalistas da Ásia Central
Desde 1996, para evitar que a dissolução da URSS e a criação de novas repúblicas na Ásia central envolvessem o Sinkiang num efeito-dominó, Pequim redobrou as iniciativas diplomáticas em relação a seus vizinhos para conter a ameaça islâmica
Ilaria Maria Sala
1º de fevereiro de 2002
Minorias
Seguindo o modelo de classificação étnica “positivista-stalinista”, a China é povoada por 56 “nacionalidades”: a maioria han (92% do total) e um pot-pourri de “minorias” que vão dos tibetanos aos mongóis, passando pelos Miao, uigures, tadjiques...
Ilaria Maria Sala
1º de fevereiro de 2002
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