Choque de Fundamentalismos
A desastrosa “pax americana”
Rotulando todo e qualquer conflito na região como um confronto global entre o Bem e o Mal, a política neoconservadora dos Estados Unidos estabeleceu vínculos antes inexistentes entre crises locais, municiou o fanatismo islâmico e criou o maior foco de instabilidade do planeta
Alain Gresh
12 de novembro de 2007
O Império enxerga seu declínio
As divergências no interior do stablishment norte-americano tornam-se agudas, num sinal de que a guerra contra o Iraque pode ter revelado as debilidades do exército e, ainda mais grave, devastado a "legitimidade mundial da América"
Philip S. Golub
15 de outubro de 2007
Quem são os recrutas da Al-Qaeda
Entre sua origem, nos anos 1990, e hoje, a rede terrorista mudou o perfil de seus adeptos, revela Laurence Wright neste trecho de O vulto das Torres
Lawrence Wright
21 de maio de 2007
O mito do "fascismo islâmico"
Contra todas as evidências, o governo Bush e alguns intelectuais europeus procuram identificar movimentos e governos islâmicos como próximos a Hitler ou Mussolini. Há oportunismo e planos de guerra por trás desta imprecisão
Stefan Durand
21 de dezembro de 2006
Como Telavive flerta com o racismo
Defensor de idéias como a “transferência” dos árabes israelenses para a Cisjordânia, o vice-premiê Lieberman representa um setor da elite que desconhece a democracia. Após o fracasso do ataque ao Líbano, esta fração apela para militarização ainda mais profunda do país
Akiva Eldar
21 de dezembro de 2006
Labirinto em Israel
A entrada de um extremista no governo de Telavive atiça, no Oriente Médio, as forças mais capazes de desencadear, a partir da região, um conflito de dimensões mundiais
Ignacio Ramonet
21 de dezembro de 2006
Na origem de um conceito
A idéia de choque de civilizações, freqüentemente retomada para explicar os conflitos entre ocidente e oriente, vê os mulçumanos como uma cultura petrificada
Alain Gresh
1º de setembro de 2004
A guerra de mil anos
Com a “guerra contra o terrorismo” e o “choque entre civilizações”, as divisões deixam de ser entre fortes e fracos, entre os opulentos e os deserdados e passem a ser entre “eles” e “nós”. Ou seja, a “luta de classes” dá lugar à bandeira da “luta contra o Outro”, um conflito eterno e sem solução
Alain Gresh
1º de setembro de 2004
O terrorismo anarquista e a Jihad
Como o trabalhador do século XIX, o muçulmano é, atualmente, considerado muitas vezes com uma mistura de medo e desprezo. E os EUA representam para o terrorista da Jihad o que o Estado burguês era para seu predecessor anarquista: o símbolo da arrogância e do poder
Rik Coolsaet
1º de setembro de 2004
Realidade à procura de ficção
As aventuras literárias nos colocam diante da questão crucial: como pensar a forma de totalitarismo nova que se sente apontar, ao mesmo tempo que a liberdade parece ser o paradigma supremo
Jean Christophe Rufin
1º de setembro de 2004
Quem tem medo do Big Brother?
O controle social não é mais visto como relação política de dominação e sim como elemento necessário e bem aceito por cidadãos que a ele se submetem voluntariamente
Denis Duclos
1º de agosto de 2004
A universalidade da causa da Palestina
Por suas alianças, interesses, influência ideológica, relações de família, de cultura ou de religião, o conflito entre palestinos e israelenses já estava presente no mundo externo. Inserida no contexto pós-11 de setembro, esta questão tornou-se mais universal e perigosa para o mundo, ao ser desfigurada no lógica do “choque de civilizações”
Etienne Balibar
1º de maio de 2004
Os bombeiros piromaníacos do anti-semitismo
Ateando mais fogo à intolerância, membros da comunidade judaica da França apelam para difamação, tachando de anti-semitas jornalistas e pesquisadores insensíveis ao charme do primeiro-ministro Ariel Sharon, como o sociólogo Edgar Morin
Dominique Vidal
1º de maio de 2004
Uma regressão do mundo árabe
A degradação da situação da Palestina torna-se terreno fértil para a até então marginal propaganda anti-semita no mundo árabe, suscitando inclusive o renascimento do panfleto czarista “Protocolos dos Sábios do Sião”
Dominique Vidal
1º de maio de 2004
A democracia segundo Huntington
Ao privilegiar a estabilidade, a ordem e a autoridade, obra de 1968, tratada como clássico da ciência política nos Estados Unidos, deixa clara uma concepção de democracia bastante distante do modelo alardeado pelos norte-americanos
Serge Halimi
1º de dezembro de 2003
Uma bofetada na civilização
As forças da coalizão não só trucidaram e humilharam o povo e a cultura do Iraque, mas esbofetearam a civilização ao permitir os saques e o vandalismo no Museu Nacional. O legado iraquiano perdido nesta guerra pertencia a toda a humanidade
May Muzaffar
1º de maio de 2003
Uma cruzada em família
Em 1995, o cidadão Daniel Pipes, hoje assessor de Bush, acusou os islamitas de terem perpetrado o mega-atentado de Oklahoma. Os atentados de 11 de setembro o transformariam em profeta. Seu pai já contribuíra para criar o “Império do Mal”
Dominique Vidal
1º de março de 2003
Objetivo: Bagdá
Hoje como ontem, a Casa Branca não tem interesse na volta dos inspetores, mas num pretexto para uma aventura militar que pode acentuar ainda mais o fosse que separa o mundo muçulmano do Ocidente
Alain Gresh
1º de setembro de 2002
A ameaça da guerra bacteriológica
Embora apoiando a Convenção sobre Armas Biológicas, o presidente Clinton sucumbiu às pressões das indústrias biotecnológicas e farmacêuticas. Em resumo, somente uma fração das instalações de defesa biológica norte-americanas podia ser inspecionada
Susan Wright
1º de novembro de 2001
No Irã, Islã contra Islã
Dois anos após a eleição do presidente Mohamed Khatami, o Irã continua dividido. A essência da disputa entre reformadores e conservadores é o cenário interno, o lugar do islã e das suas relações com a política. O desfecho dessa luta determinará o futuro do país, e terá profundas repercussões em todo o mundo muçulmano.
Eric Rouleau
12 de dezembro de 1999
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