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É preciso questionar a democracia para podermos reiventá-la e não permitir que seja pervertida pelo poder econômico e financeiro que não é nem eleito pelo voto popular nem controlado pelos cidadãos
José Saramago
1º de agosto de 2004
Elogio ao senso comum
A luta pela democracia no mundo não deveria se iniciar pela democratização dos organismos que se chamam internacionais? O que opina o senso comum? Não está previsto que opine. O senso comum não tem voto nem tem voz
Eduardo Galeano
1º de agosto de 2004
As prudências de Kerry
Crítico da incapacidade de Bush de internacionalizar o conflito no Iraque, que deixou os soldados norte-americanos vulneráveis, o candidato democrata não acha que houve exagero na guerra contra o terrorismo, mas sim que não foi feito “o suficiente”
Michael T. Klare
1º de julho de 2004
Feridas abertas
Às vésperas da eleição presidencial, a Argélia enfrenta situação social tensa. Por um lado, aumenta a desigualdade e a miséria, resultado das reformas liberais. De outro, a apatia política e o desânimo toma conta do povo, marcado por anos de violência e terrorismo
Lyes Si Zoubir
1º de março de 2004
O desencanto da juventude
Qual o número de jovens que participará das eleições legislativas? Em Teerã, o clima que predomina entre a juventude é o de desilusão com o sistema político e de rebeldia com algumas restrições sociais, mas não em relação à religião
Wendy Kristianasen
1º de fevereiro de 2004
Estado de guerra avança contra as liberdades civis
Tendo como pano de fundo a sangrenta Intifada e sua repressão, os direitos civis na sociedade israelense estão flagrantemente ameaçados, tornando a “única democracia do Oriente Médio”, cada vez mais fragmentada e menos democrática
Meron Rapoport
1º de fevereiro de 2004
A democracia segundo Huntington
Ao privilegiar a estabilidade, a ordem e a autoridade, obra de 1968, tratada como clássico da ciência política nos Estados Unidos, deixa clara uma concepção de democracia bastante distante do modelo alardeado pelos norte-americanos
Serge Halimi
1º de dezembro de 2003
Onde está o povo?
As noções de “povo”, “interesse geral” e “sociedade civil” se diluem, enquanto as eleições se aproximam de uma formalidade destinada a rubricar “democracia” em escolhas feitas a priori por uma elite. A democracia representativa aprofunda sua crise
Anne-Cécile Robert
1º de novembro de 2003
Deve-se ter medo do populismo?
Alexandre Dorna
1º de novembro de 2003
Os descaminhos da democracia
O autismo de uma classe dominante que permite, e incentiva, que demagogos – vazios de idéias, mas com os cofres cheios – sejam eleitos para cargos públicos, mina a própria essência da democracia.
1º de novembro de 2003
Os cães de guarda da ordem social
Empoleirados na posição de árbitros das habilidades tecnológicas da mídia, os jornalistas parecem isentos de qualquer crítica. Seus mitos profissionais exaltam a autonomia, a liberdade, a busca individual, mas ignoram, quase em absoluto, a realidade social
Pierre Rimbert, Gilles Balbastre
1º de setembro de 2003
Uma imprensa em crise
A imprensa valã é maior e de capital familiar. A imprensa flamenga é mais jovem e contestadora. Ambas estão cada vez mais despolitizadas, não se adaptam aos novos leitores e sofrem com uma queda sem precedentes na circulação de seus jornais
Adrien Gonthier
1º de maio de 2003
Onde estamos?
Em seus discursos, suas entrevistas coletivas e suas ameaças, os termos que os tiranos sempre repetem são: Democracia, Justiça, Direitos Humanos, Terrorismo. Atualmente, cada um desses termos significa o contrário do que queria dizer até recentemente
John Berger
1º de fevereiro de 2003
Por uma democracia absoluta!
No lastro do fracasso da esquerda social-democrata e do avanço da direita, a nova esquerda italiana busca seus caminhos
Antonio Negri
1º de agosto de 2002
Viva a crise política!
O princípio da representação política e o voto universal, símbolos maiores da democracia, perdem o sentido quando “exigências” externas – da União Européia, da OMC, do mercado – limitam, e até impedem, o exercício do poder político
Anne-Cécile Robert
1º de junho de 2002
O confisco da soberania popular
Existe sentido nas eleições francesas depois da Cúpula de Barcelona? As questões fundamentais para os cidadãos já foram resolvidas, não no Parlamento, em Paris, mas no encontro de chefes de Estado e de governo da União Européia
Bernard Cassen
1º de abril de 2002
Qual o sentido do voto?
A democracia vai bem nos países em que é considerada exemplar? O aumento do nível de abstenção nas eleições indica o contrário. Em tempos em que os negócios e as decisões mundiais tendem a escapar da tutela do Estado, é preciso dar aos eleitores boas razões para votar
Alain Garrigou
1º de abril de 2002
A justiça, a democracia e os sinos
“E contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica”
José Saramago
1º de março de 2002
As trabalhadoras ainda debutam na política
Terá a paridade entre os sexos nas assembléias o efeito de democratizar a política? A pesquisa feita junto a deputados franceses de ambos os sexos durante a legislatura de 1997 a 2002 – anterior à lei sobre a paridade – mostra o caminho a percorrer. As atuais deputadas ainda pertencem, em sua grande maioria, a uma pequena elite
Mariette Sineau
1º de março de 2002
Vento de revolta contra as elites políticas
Acossado pela crise, o país começa a mudar. O dinamismo e os valores que o sustentaram durante a guerra fria vêm sendo reexaminados. Resta saber se isso se traduzirá por uma verdadeira mudança política.
Anne Garrigue
1º de março de 2002
Berlusconi
A queda de Bettino Craxi e Giulio Andreotti balançou com todo o sistema político que, em poucos meses, viu serem envolvidos em escândalos, perseguidos pela justiça, centenas de deputados, senadores e ex-ministros, expostos à execração pública...
Ignacio Ramonet
1º de fevereiro de 2002
Dez dias que abalaram o país
Não houve golpe de Estado militar, mas um golpe de “civilidade” e, pela primeira vez – com os políticos no mais baixo índice de popularidade – o vazio deixado por radicais e peronistas não foi preenchido por um salvador da pátria fardado
Diana Quattrocchi-Woisson
1º de fevereiro de 2002
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