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Crise da Democracia Representativa

Saudável heresia em São Paulo
No templo do capitalismo brasileiro, um movimento age para superar o desencanto com a política afirmando a autonomia da sociedade civil frente ao mercado e ao Estado. Seu primeiro desafio: questionar o automóvel, a mercadoria que melhor simboliza as relações sociais alienadas
Antonio Martins
18 de agosto de 2007

Uma eleição longe do mundo
O primeiro turno da disputa presidencial francesa foi marcado pela mediocridade do debate sobre temas internacionais. Seria mais um indício de que o capitalismo globaliza as decisões, mas esvazia a política?
Bernard Cassen
29 de abril de 2007

Como os lobbies fazem a lei
Investigações feitas na França revelam enorme promiscuidade entre poder econômico, parlamentares e mídia. Métodos incluem até brindes como viagens e cartões para baixar música grátis, em sites fechados. Em nome de quem agem os “representantes do povo”?
Marie Bénilde
21 de março de 2007

A máquina de fabricar histórias
Radiografia do "storytelling", o método que procura reduzir questões complexas a histórias de vida e que, depois de conquistar a Casa Branca, espraia-se para o mundo dos negócios, as ciências sociais, o universo da internet e as próprias identidades pessoais
Christian Salmon
10 de novembro de 2006

Retratos do Império, quando decadente
Temidos por seu poder e cobiça, os EUA foram também admirados, durante décadas, por sua democracia e mobilidade social. Serge Halimi sustenta que esta ilusão acabou. Para ele, vinte anos de neoliberalismo dividiram a sociedade em castas, e a política foi soterrada pelo marketing
Serge Halimi
10 de novembro de 2006

As razões de um vazio
A derrota provável do berlusconismo vai virar uma página na vida política italiana. O problema é a falta de ânimo da oposição para buscar alternativas reais ao neoliberalismo
Dominique Vidal
1º de abril de 2006

Centro-esquerda, esperança e conflito
Muito próxima de uma vitória eleitoral, a coalizão anti-Berlusconi propõe um programa bem mais avançado que o de sua primeira passagem pelo governo. Mas ainda está longe de resolver tensões internas e demonstrar que poderá liderar mudanças profundas
Andrea Colombo
1º de abril de 2006

Democracias sob medida
O que incomoda a alguns, hoje, é não poder determinar antecipadamente o resultado de uma consulta eleitoral. Alguns adorariam instalar eleições "livres" de resultado garantido...
Ignacio Ramonet
31 de março de 2006

A "outra campanha" zapatista
Às vésperas de uma campanha eleitoral que pode levar a esquerda ao poder pela primeira vez em décadas, o ’subcomandante’ Marcos propõe a mobilização autônoma da sociedade
Fernando Matamoros Ponce
1º de fevereiro de 2006

Brasil: oportunidade perdida
Corrupção e política econômica neoliberal transformam governo Lula em sonho desfeito
Ignacio Ramonet
1º de outubro de 2005

A arte de ignorar os pobres
Como, ao longo dos tempos, os pensadores buscaram justificar a miséria e rejeitar qualquer política séria para sua erradicação
James Kenneth Galbraith
1º de outubro de 2005

Social-democracia alemã: mais uma vítima de seus abandonos
Até a pouco tempo, o maior partido de esquerda do Ocidente, o SPD deve a seus “capitalistas de esquerda”, desfilando em terno Brioni e charutos Cohiba na boca, o desmoronamento do apoio de seu eleitorado e o distanciamento de sua base social
Matthias Greffrath
1º de setembro de 2005

Um persistente déficit democrático
O que é apontado como grande avanço democrático no Tratado Constitucional não passa de dispositivos formais, anulados pelo modelo econômico ultraliberal
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Mídias em crise
A queda de circulação dos jornais e a concentração de veículos nas mãos poucos grupos ameaça o pluralismo, a independência jornalística e a democracia. Além da concorrência implacável da Internet, esta crise é fruto da perda de credibilidade da imprensa escrita
Ignacio Ramonet
1º de janeiro de 2005

Da desobediência civil
Ocupar uma fábrica para impedir que os homens, pagos pelo patrão que se manda dali, levem as máquinas; arrancar plantas geneticamente modificadas para proteger a saúde de alguém; casar homossexuais; manter silêncio absoluto em uma assembléia ou ocupar pacificamente uma rua são algumas das ações políticas que associamos à “desobediência civil”. Uma atitude já bem antiga...
Thierry Paquot
1º de janeiro de 2005

Bush II
As eleições norte-americanas confirmam que a democracia – apesar de ser o menos imperfeito dos regimes políticos – não está isenta de escolhas que podem levar ao poder perigosos demagogos
Ignacio Ramonet
1º de dezembro de 2004

A força do debate público
A promissora experiência das conferências de cidadãos pode ser um caminho para inventar novas formas de democracia participativa
Jacques Testart
1º de dezembro de 2004

E Deus criou a globalização
Recusar o mundo tal como ele é demanda, antes de mais nada, compreender até que ponto o conceito de globalização é ideológico, ver que esse processo nada tem de fatal, que é apenas fruto de opção e de interesses humanos
André Bellon
1º de dezembro de 2004

Como produzir cidadãos consumidores, mal-informados e conformistas

“Qualquer um que conheça a história sabe que a desobediência é a virtude original do homem.”
Oscar Wilde

Em viagem pelos EUA, um grupo de soviéticos se espantou porque todos as notícias sobre as questões essenciais eram mais ou menos idênticas. “Em nosso país, para obter esse resultado temos uma ditadura, prendemos pessoas, arrancamos suas unhas. Aqui, vocês não têm nada disso. Então, qual é o seu segredo? Como vocês fazem?”

John Pilger
1º de outubro de 2004

Integração em vez de divórcio
Apesar das tensões geopolíticas e comerciais, a integração das economias norte-americana e européia aprofundou-se ainda mais, demonstrando sua preocupante autonomia da política. Seria o “fim da história” da democracia?
Bernard Cassen
1º de setembro de 2004

O que é, afinal, a democracia? 1
É preciso questionar a democracia para podermos reiventá-la e não permitir que seja pervertida pelo poder econômico e financeiro que não é nem eleito pelo voto popular nem controlado pelos cidadãos
José Saramago
1º de agosto de 2004

Elogio ao senso comum
A luta pela democracia no mundo não deveria se iniciar pela democratização dos organismos que se chamam internacionais? O que opina o senso comum? Não está previsto que opine. O senso comum não tem voto nem tem voz
Eduardo Galeano
1º de agosto de 2004

As prudências de Kerry
Crítico da incapacidade de Bush de internacionalizar o conflito no Iraque, que deixou os soldados norte-americanos vulneráveis, o candidato democrata não acha que houve exagero na guerra contra o terrorismo, mas sim que não foi feito “o suficiente”
Michael T. Klare
1º de julho de 2004

Feridas abertas
Às vésperas da eleição presidencial, a Argélia enfrenta situação social tensa. Por um lado, aumenta a desigualdade e a miséria, resultado das reformas liberais. De outro, a apatia política e o desânimo toma conta do povo, marcado por anos de violência e terrorismo
Lyes Si Zoubir
1º de março de 2004

O desencanto da juventude
Qual o número de jovens que participará das eleições legislativas? Em Teerã, o clima que predomina entre a juventude é o de desilusão com o sistema político e de rebeldia com algumas restrições sociais, mas não em relação à religião
Wendy Kristianasen
1º de fevereiro de 2004

Estado de guerra avança contra as liberdades civis
Tendo como pano de fundo a sangrenta Intifada e sua repressão, os direitos civis na sociedade israelense estão flagrantemente ameaçados, tornando a “única democracia do Oriente Médio”, cada vez mais fragmentada e menos democrática
Meron Rapoport
1º de fevereiro de 2004

A democracia segundo Huntington
Ao privilegiar a estabilidade, a ordem e a autoridade, obra de 1968, tratada como clássico da ciência política nos Estados Unidos, deixa clara uma concepção de democracia bastante distante do modelo alardeado pelos norte-americanos
Serge Halimi
1º de dezembro de 2003

Onde está o povo?
As noções de “povo”, “interesse geral” e “sociedade civil” se diluem, enquanto as eleições se aproximam de uma formalidade destinada a rubricar “democracia” em escolhas feitas a priori por uma elite. A democracia representativa aprofunda sua crise
Anne-Cécile Robert
1º de novembro de 2003

Deve-se ter medo do populismo?

O renascimento do populismo marca uma crise da democracia representativa e a presença de uma síndrome de desencantamento. Mas ele não pode ser identificado a priori com um movimento reacionário – ele é o sintoma, não a doença

História: Da Rússia aos Estados Unidos, passando pela França

Alexandre Dorna
1º de novembro de 2003

Os descaminhos da democracia
O autismo de uma classe dominante que permite, e incentiva, que demagogos – vazios de idéias, mas com os cofres cheios – sejam eleitos para cargos públicos, mina a própria essência da democracia.
1º de novembro de 2003

Os cães de guarda da ordem social
Empoleirados na posição de árbitros das habilidades tecnológicas da mídia, os jornalistas parecem isentos de qualquer crítica. Seus mitos profissionais exaltam a autonomia, a liberdade, a busca individual, mas ignoram, quase em absoluto, a realidade social
Pierre Rimbert, Gilles Balbastre
1º de setembro de 2003

Uma imprensa em crise
A imprensa valã é maior e de capital familiar. A imprensa flamenga é mais jovem e contestadora. Ambas estão cada vez mais despolitizadas, não se adaptam aos novos leitores e sofrem com uma queda sem precedentes na circulação de seus jornais
Adrien Gonthier
1º de maio de 2003

Onde estamos?
Em seus discursos, suas entrevistas coletivas e suas ameaças, os termos que os tiranos sempre repetem são: Democracia, Justiça, Direitos Humanos, Terrorismo. Atualmente, cada um desses termos significa o contrário do que queria dizer até recentemente
John Berger
1º de fevereiro de 2003

Por uma democracia absoluta!
No lastro do fracasso da esquerda social-democrata e do avanço da direita, a nova esquerda italiana busca seus caminhos
Antonio Negri
1º de agosto de 2002

Viva a crise política!
O princípio da representação política e o voto universal, símbolos maiores da democracia, perdem o sentido quando “exigências” externas – da União Européia, da OMC, do mercado – limitam, e até impedem, o exercício do poder político
Anne-Cécile Robert
1º de junho de 2002

O confisco da soberania popular
Existe sentido nas eleições francesas depois da Cúpula de Barcelona? As questões fundamentais para os cidadãos já foram resolvidas, não no Parlamento, em Paris, mas no encontro de chefes de Estado e de governo da União Européia
Bernard Cassen
1º de abril de 2002

Qual o sentido do voto?
A democracia vai bem nos países em que é considerada exemplar? O aumento do nível de abstenção nas eleições indica o contrário. Em tempos em que os negócios e as decisões mundiais tendem a escapar da tutela do Estado, é preciso dar aos eleitores boas razões para votar
Alain Garrigou
1º de abril de 2002

A justiça, a democracia e os sinos
“E contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica”
José Saramago
1º de março de 2002

As trabalhadoras ainda debutam na política
Terá a paridade entre os sexos nas assembléias o efeito de democratizar a política? A pesquisa feita junto a deputados franceses de ambos os sexos durante a legislatura de 1997 a 2002 – anterior à lei sobre a paridade – mostra o caminho a percorrer. As atuais deputadas ainda pertencem, em sua grande maioria, a uma pequena elite
Mariette Sineau
1º de março de 2002

Vento de revolta contra as elites políticas
Acossado pela crise, o país começa a mudar. O dinamismo e os valores que o sustentaram durante a guerra fria vêm sendo reexaminados. Resta saber se isso se traduzirá por uma verdadeira mudança política.
Anne Garrigue
1º de março de 2002

Berlusconi
A queda de Bettino Craxi e Giulio Andreotti balançou com todo o sistema político que, em poucos meses, viu serem envolvidos em escândalos, perseguidos pela justiça, centenas de deputados, senadores e ex-ministros, expostos à execração pública...
Ignacio Ramonet
1º de fevereiro de 2002

Dez dias que abalaram o país
Não houve golpe de Estado militar, mas um golpe de “civilidade” e, pela primeira vez – com os políticos no mais baixo índice de popularidade – o vazio deixado por radicais e peronistas não foi preenchido por um salvador da pátria fardado
Diana Quattrocchi-Woisson
1º de fevereiro de 2002

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» De costas para Rondon
» Ai dos que crêem no Império
» Guerra e Paz
» Praias, pandeiros e limoncelos
» Palavra 42
» Na Bienal do Livro, um roteiro alternativo
» O petróleo e o tempo
» Bom senso e bom gosto
» Palavra 41
» Memórias do Subdesenvolvimento, arte e revoluções
» Palavra 40
» Sene-Sene-Senegal
» Gilberto Gil: LadoA e LadoB
» O que é pedagógico?
» Imitar a "realidade" — e questionar seu valor...
» Consumidores, uni-vos!
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» Fernando Solanas: entre a Terra e as Nuvens, o Sonho
» Incertezas e cobiça sobre o petróleo do Brasil
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» Os Quatrocentos do Sarau da Cooperifa
» Queer: política sexual do noise
» O universal e o latino-americano: diálogos entrecruzados
» Construir outro mundo, em meio à tempestade
» Palavra 37
» Escopeta não é chocalho
» Para ir além de minérios e agronegócio
» Em direção à luz?
» Imagens de um continente em busca de si mesmo
» "Meu bairro era pobre, mas ficava bem bonito metido num luar"
» Palavra 36
» Exército 3 x 0 Providência
» Mil vezes favela
» Em julgamento, a igualdade
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» Josué de Castro, pensador indispensável
» Sapatos de pano contra o vazio de afetos
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» Pequenos espaços, grandes problemas
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» Um quadro, três histórias
» Plano Nacional de Cultura: realidade ou ficção?
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» Diferentes platôs
» Salamaleque!
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» A ópera, a guerra e a ressurreição russa
» Palavra 31
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» Roteiro de viagem
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» A política no banco dos réus
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» Sobre crises, hecatombes e ilusões
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» Tibete, ameaça à China?
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» XXY aborda um tabu
» Prouni: qualidade é democracia
» Por que os bancos choram
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» Um pacto para salvar o planeta
» Fogo sobre o Camboja
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» California Dreamin’ e os absurdos do poder
» Ilusões do ambientalismo de mercado
» Aquecimento, corais e desbeleza
» 2007: a profecia se fez como previsto
» Bio-Renda e mobilização produtiva
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» Suspiria, arte e sentidos
» Um mestre na periferia
» Palavra 12
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» Os "poliglotas descalços"
» Tupi or not Tupi?
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» Palavra 10
» Pela Educação, Pedagogia e Cultura
» PIB: um indicador anacrônico
» A comunicação na encruzilhada
» Palavra 9
» Os bilhões que nos tomaram
» No meio de uma gente tão modesta
» Desenvolvido, porém muito desigual
» Meu combate pela Amazônia
» Colômbia: as vozes da guerra
» Caminhos da revolução digital
» Nicholas Spykman e a América Latina
» Palavra 8
» O ressentimento da tropa
» A nova tentação da eugenia
» Reforma universitária para que?
» Valei-me Santa Bárbara!
» América dos punhos sem renda
» A dor e a delícia de ser negro
» Para reinventar a emancipação social
» Palavra 7
» Por que ainda somos diferentes
» O gás que falta nos postos
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» Onde mora a poesia
» O desafio do Open Social
» Palavra 6
» Sabores do cacau com consciência
» Para compreender a força de Lula
» Morrer e virar verde
» CPMF: muito além dos clichês
» Palavra 5
» O biscoito fino das quebradas
» A Copa (verde) do Mundo é Nossa!
» A paz invade o coração da Colômbia
» Para que as cidades ressuscitem
» Por que o Ocidente despreza o Islã
» Palavra 4
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» Palavra 3
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» Controlar as grandes empresas, para libertar a democracia
» Por trás dos links, as pessoas
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