Ditadura das Finanças
Lia de Itamaracá não conta no PIB
O indicador que deveria medir a riqueza nacional ignora as relações culturais e afetivas estabelecidas num espetáculo artístico. Também não considera trabalho a criação dos filhos. Omissões como estas levam cada vez mais gente a indagar: para que serve um índice que só enxerga relações mercantis?
Marcos Aurélio Souza
30 de abril de 2008
Por que os bancos choram
Há duas razões para a gritaria dos banqueiros, após o aumento de impostos decidido pelo governo. Rompeu-se a lógica de conceder sucessivos benefícios fiscais ao setor financeiro. E fica claro que é possível uma reforma tributária verdadeira, capaz de reduzir a concentração de renda
Evilásio Salvador
18 de janeiro de 2008
CPMF: muito além dos clichês
Às vésperas decisão do Congresso, uma análise em profundidade sobre o papel do tributo. Por que é regressivo. Qual sua importância no combate à sonegação. E o principal: como iniciar a construção de um sistema de justiça fiscal no país. Nova coluna do Diplô tratará permanentemente do tema
Evilásio Salvador
6 de novembro de 2007
A Nova (Des)Ordem Financeira
Fortalecidos por 25 anos de desregulação dos mercados, fundos globais gigantescos tornaram-se capazes de dobrar os Estados, o FMI e os grandes bancos. Por que eles se envolvem em operações cada vez mais arriscadas, a ponto de até defensores do capitalismo temerem seu poder
Gabriel Kolko
6 de outubro de 2006
O absurdo estatuto do Banco Central
Para fazer parte da união monetária, é necessário se subordinar ao masoquismo macro-econômico conservador, dogmático, anti-democrático e auto-imposto sobre as economias da zona do euro e que não pode enfrentar os problemas resultantes da supremacia do dólar
John Grahl
1º de julho de 2005
Os enganos de Michel Camdessus
O ex-guru das teorias do FMI e atual conselheiro de João Paulo II tem a particularidade de ser um especialista que erra o tempo inteiro. Por onde passou, as economias dos países emergentes sucumbiram, como na Indonésia e na Argentina
Martine Bulard
1º de janeiro de 2005
O escândalo da Parmalat
Falência fraudulenta da multinacional italiana, com grande operação no Brasil revela mais uma vez a facilidade com que empresas do capitalismo globalizado se apóiam em fraudes deliberadas para manter um crescimento artificial
Ignacio Ramonet
1º de fevereiro de 2004
Euro versus dólar?
A fragilidade do dólar parece empurrar o euro para assumir o papel de moeda de reserva, essencial para as finanças e o comércio mundiais. Mas, para isso, há muitos obstáculos a serem vencidos
Howard M. Wachtel
1º de outubro de 2003
A Tailândia evitou o pior
Um ano antes do prazo, graças à rápida reconstituição de suas reservas monetárias, o país quitou, no início de agosto, sua dívida com o FMI e seu primeiro-ministro jura que eles nunca mais se tornarão “vítimas das forças do capital estrangeiro”
Philip S.Golub
1º de outubro de 2003
Quando The Economist pensa contra si mesmo
Diante do êxito da Malásia, que impôs o controle cambial para responder à crise financeira de 1997, violando um dos cânones mais sagrados da ortodoxia liberal, badalado semanário econômico liberal faz auto-crítica
Bernard Cassen
1º de junho de 2003
Um brinde ao desajuste !
O emprego da palavra “desajuste” sempre focaliza a atenção sobre o enfraquecimento de um elemento parcial do sistema global, uma exceção confirmando a regra – é uma figura de retórica que consiste em confessar algumas faltas ocasionais para fazer aceitar um mal maior
François Brune
1º de junho de 2003
A ordem mundial segundo Keynes
A resistência do então assessor da Coroa britânica à dominação econômica norte-americana, então emergente e hoje ameaçada, e suas receitas para países como o Brasil, poderiam ser uma fonte de inspiração para os dias de hoje
James Kenneth Galbraith
1º de maio de 2003
O endividamento que ameaça o Império
Com uma estrutura financeira em falência, os EUA apresentam um endividamento que escapa a qualquer controle. A degradação da poupança e um déficit corrente insustentável são parte do quadro clínico de uma doença da ordem social do país
Frederic Clairmont
1º de abril de 2003
A dívida contra o desenvolvimento
O ano de 2002 foi marcado pela publicação de uma grande quantidade de obras críticas e de trabalhos de análise sobre a situação dos países do Hemisfério Sul, escritas, em grande parte, por autores latino-americanos, africanos ou asiáticos
Roland Pfefferkorn
1º de março de 2003
Sonhos despedaçados
A Argentina, que já se orgulhou de sua vida cultural e de seu vigor econômico, hoje colhe derrotas de um modelo que arruinou o país
Clara Augé
1º de setembro de 2002
Uma economia de penúria
A “megadesvalorização” do peso, o congelamento dos salários e o confisco dos depósitos bancários produziram uma forte contração do dinheiro em circulação, a liquidação do crédito e, por conseqüência, a falência de milhares de empresas
Jorge Beinstein
1º de setembro de 2002
O fascínio mortal do dólar
A dolarização surgiu, na Argentina, como uma resposta à calamidade da hiperinflação. Por meio da “lei da conversibilidade”, o presidente Carlos Menem e seu ministro das Finanças, Domingo Cavallo, instauraram a paridade entre o peso e o dólar
Michel Husson
1º de fevereiro de 2002
Jogando pesado
Entre 1980 e dezembro de 2000, o FMI colocou 71,3 bilhões de dólares à disposição dos países latino-americanos, que tiveram que lhe pagar 86,7 bilhões. O que significa um lucro de 15,4 bilhões de dólares
Eric Toussaint
1º de fevereiro de 2002
O naufrágio do “modelo FMI”
Ao recusar um empréstimo de 1,264 bilhão de dólares ao governo argentino, o FMI desencadeou uma crise sem precedentes. Desafiando o estado de sítio, os argentinos foram às ruas, em massa, e forçaram a renúncia do governo e do presidente
Carlos Gabetta
1º de janeiro de 2002
Pisando no acelerador
Para comentaristas e políticos do mundo ocidental, as negociações que resultaram da Conferência da Organização Mundial do Comércio em Doha “poderiam abrir caminho a um número incalculável de reformas, contribuindo para a abertura dos mercados”
Bernard Cassen, Frederic Clairmont
1º de dezembro de 2001
Uma política global e centralizada
As políticas orçamentárias e fiscais seriam mais eficazes do que a atual política monetária. A zona do euro baseia-se no mercado único de capitais e moeda única, o que significa taxas de câmbio irremediavelmente fixas entre moedas européias
Dominique Plihon
1º de dezembro de 2001
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