Estados Unidos
Um eixo de desenvolvimento econômico
Johanna Levy
28 de maio de 2008
A polêmica ascensão dos fundos soberanos
Acossada pela crise, a fortaleza das finanças abre-se para investimentos salvadores de países do Sul. Em teoria, os "donos do mundo" podem perder controle sobre bancos e empresas muito relevantes. Mas os resultados práticos são, por enquanto, desfavoráveis aos "emergentes"
Ibrahim Warde
27 de maio de 2008
Em favor da folha de coca
Ligada à cultura ancestral dos povos andinos e consumida há milênios, ela tem propriedades alimentares e farmacêuticas reconhecidas em inúmeros estudos científicos. Mas o preconceito, as politicas toscas de combate às drogas e as pressões dos EUA querem mantê-la proibida
Johanna Levy
26 de maio de 2008
Triste balanço do "livre" comércio
Num caso emblemático da crise alimentar no planeta, a alta dos preços desencadeia protestos no México, obriga o governo a subsidiar a importação e desequilibra a balança comercial. Em 14 anos, Nafta devastou a economia e obrigou milhões de empobrecidos a deixar o país
Anne Vigna
21 de abril de 2008
Surpresa em Miami
Rica e poderosa, a comunidade de exilados cubanos brancos e de extrema-direita já não é majoritária, nem tão influente na maior cidade da Flórida. Sinal da mudança: três candidatos desafiam, nas eleições para a Câmara, em novembro, os eternos anti-castristas que "representam" a cidade
Maurice Lemoine
21 de abril de 2008
Nas finanças, a doença da Saúde
Sinal da gravidade das turbulências econômicas: nos EUA, o sistema de assistência médica já desequilibra o orçamento das famílias e do Estado — e transborda para o debate eleitoral. Mas haverá vontade política para desatrelar a Saúde dos vínculos mercantis que a estrangulam?
Flávio Dieguez
8 de março de 2008
Crise 2008?
Estamos frente à mais importante crise desde que se iniciou a presente globalização. O desfecho reside na capacidade das economias asiáticas substituírem o motor norte-americano. Seria então uma nova manifestação do declínio do Ocidente anunciando o deslocamento próximo do centro da economia mundial dos Estados Unidos para a China. Dessa forma, esta crise marcaria o fim de um modelo
Ignacio Ramonet
15 de fevereiro de 2008
Como a Al-Qaeda implantou-se no Líbano
Os combates entre o exército e a Fatah Al Islam, que terminaram com dezenas de mortes, revelam que a rede de Bin Laden chegou à antiga "Suíça do Oriente Médio". Seria algo impossível sem a invasão do Iraque pelos EUA e a guerra perdida de Israel, em 2006
Fidaa Itani
14 de fevereiro de 2008
A nau dos dinossauros
No crepúsculo da Era Bush, centenas de neo-conservadores norte-americanos embarcam num cruzeiro marítimo, durante o qual debatem o "sucesso notável" dos EUA no Iraque, a "inexistência" do aquecimento global e o "risco iminente" de dominação muçulmana sobre a Europa. Nosso repórter estava com eles
Johann Har
14 de fevereiro de 2008
Fogo sobre o Camboja
Novas informações revelam: bombardeios dos EUA sobre o país, entre 1965 e 73, foram cinco vezes mais intensos que se supunha, e possivelmente os mais pesados da História. Brutalidade entregou população ao extremismo genocida do Khmer Vermelho — presságio do que pode ocorrer no Iraque
Taylor Owen , Ben Kiernan
16 de janeiro de 2008
Um sopro de oxigênio na mídia norte-americana
Frente ao crescente alinhamento das grandes corporações da comunicação com o governo e de sua ostensiva perda de qualidade, uma fatia cada vez mais do público se volta para esse noticiário independente, em busca de informações confiáveis. A cada semana, duas novas emissoras de rádio ou tevê inserem o boletim em sua programação
Danielle Follett, Thomas Boothe
14 de janeiro de 2008
Por que o Congresso não acaba com a guerra do Iraque?
No período recente, quase toda vez que um presidente norte-americano enviou tropas ao exterior, o Congresso abdicou de suas prerrogativas constitucionais em matéria bélica. Daí os obstáculos que enfrentam agora os democratas realmente desejosos de pôr fim aos combates no Oriente Médio
Ryan Hendrickson
14 de janeiro de 2008
California Dreamin’ e os absurdos do poder
Premiado em Cannes, filme de Cristian Nemescu serve-se da comédia e do absurdo para revelar impasses da autoridade, impotência oculta do militarismo e limites de certas resistências. Mesmo inconclusa, por morte do diretor, obra revela ascensão do novo cinema romeno
Bruno Carmelo
12 de janeiro de 2008
Os "poliglotas descalços"
Henry Kissinger será lembrado tanto pela diplomacia pouco convencional e extremamente ágil que praticou quanto pelo lado sangrento de suas decisões e iniciativas. Ainda muito influente, ele jamais escondeu a importância que têm, para os EUA, políticos latino-americanos como Carlos Menem e FHC
José Luís Fiori
24 de dezembro de 2007
Washington diante do desafio latino-americano
Com sua retórica arrogante e a emergência de novos governos de esquerda ou centro-esquerda no continente, o governo norte-americano perdeu a mão na região. Mas ainda conta com poderosos fatores de influência, como os tratados de livre comércio e a chamada cooperação militar
Janette Habel
12 de dezembro de 2007
A estratégia cinematográfica que sustenta Bush
Partindo do pressuposto de que um império cria sua própria realidade e valendo-se da habilidade de tarimbados diretores de Holywood, o ex-assessor Karl Rove transformou cada ato presidencial em um gesto simbólico, capaz de hipnotizar a opinião pública
Christian Salmon
12 de dezembro de 2007
México, polícia dos Estados Unidos
O presidente Bush deu mais um passo em seu projeto de empurrar a fronteira norte-americana para o sul e de transferir seus conflitos para outros territórios. A “Iniciativa Mérida”, um programa de cooperação contra o narcotráfico, também aponta para a imigração ilegal e a criminalização dos protestos sociais
Luis Hernández Navarro
12 de dezembro de 2007
A “Iniciativa Mérida”
Luis Hernández Navarro
12 de dezembro de 2007
Paquistão: o novo elo fraco da geopolítica norte-americana
Num contexto geopolítico instável, marcado pelos atropelos da “guerra contra o terror”, um dos mais sólidos pontos de apoio do presidente Bush acaba de ceder. A proclamação do estado de sítio pelo general Pervez Musharraf é uma grave confissão de fraqueza da parte do ditador paquistanês
Ignacio Ramonet
12 de dezembro de 2007
Nicholas Spykman e a América Latina
O grande teórico da "escola norte-americana de geopolítica" nasceu na Holanda e viveu apenas 49 anos — mas seu pensamento alimenta até hoje a estratégia de poder global dos EUA. Ele dedicou especial atenção à "luta pela América do Sul"
José Luís Fiori
24 de novembro de 2007
Até onde irá a crise financeira
Um dos maiores estudiosos das finanças internacionais investiga, em diálogo com dois livros recém-publicados, os tremores dos últimos meses. Seu diagnóstico: vêm aí grandes solavancos, que podem atingir a Ásia e mudar a economia do planeta
François Chesnais
12 de novembro de 2007
O novo mosaico global,
visto por Fiori
Num depoimento especial, um dos mais importantes cientistas sociais brasileiros antecipa o sentido de seu novo livro, que descreve um início de século já marcado por duas grandes reviravoltas, e lança nova contribuição ao debate sobre a “hegemonia norte-americana”
José Luís Fiori
19 de outubro de 2007
Pequenos editores, grandes ambições
Editoras e mídias alternativas surgem como contraponto aos grandes conglomerados da imprensa. Uma maneira de inverter a postura panfletária, acrítica e maniqueísta da mídia oficial, propondo uma visão pluralista e independente
André Schiffrin
16 de outubro de 2007
O Império enxerga seu declínio
As divergências no interior do stablishment norte-americano tornam-se agudas, num sinal de que a guerra contra o Iraque pode ter revelado as debilidades do exército e, ainda mais grave, devastado a "legitimidade mundial da América"
Philip S. Golub
15 de outubro de 2007
Como Washington atiça o Irã
Um analista destacado da política norte-americana em relação à Ásia descreve a série de iniciativas em curso contra Teerã – de apoio a grupos terroristas a boicote econômico. Conclusão: a ação dos EUA ajuda a sustentar a linha-dura iraniana, ao permitir que atribua seus próprios erros ao "inimigo externo"
Selig S. Harrison
15 de outubro de 2007
Livros de Noam Chomsky publicados no Brasil
13 de agosto de 2007
Estados Unidos, território sagrado?
Decidida a construir um “escudo anti-mísseis” que poderia tornar o país potência nuclear única, a Casa Branca volta a agitar o cenário internacional. Mas a proposta é antiga, de eficácia duvidosa, e pode estar baseada numa visão messiânica sobre o papel dos EUA no mundo
Olivier Zajec
27 de julho de 2007
A mão (quase) invisível de Washington
Criada no início do período neoliberal, a Fundação Nacional para a Democracia atuou para derrubar o regime sandinista e desestabilizar o Leste Europeu. E continua cada vez mais atuante, após o fim da Guerra Fria
Hernando Calvo Ospina
27 de julho de 2007
Nazismo: a conexão norte-americana
Como se deu a intensa colaboração intelectual entre o nazismo e cientistas e personalidades dos EUA, nos anos 1920 e 30. Por que Hitler encantou-se com Henry Ford. Omitidos pela história oficial, fatos sugerem repensar as relações entre modernidade, homogenização e totalitarismo
Michael Löwy , Eleni Varikas
27 de julho de 2007
Por que vacila o movimento contra a guerra
Um veterano das mobilizações antiimperialistas nos EUA explica, a seu modo, a ausência de grandes protestos contra o ocupação do Iraque, num momento em que dois terços da população defendem a volta dos soldados
Alexander Cockburn
27 de julho de 2007
Os EUA apostam no "black business"
No momento em que a influência norte-americana sobre o continente negro enfrenta a concorrência da China, ex-militantes pelos direitos civis impulsionam a GoodWorks, uma estranha rede que une governantes suspeitos e homens de negócio ambiciosos
Jean-Christophe Servant
21 de junho de 2007
Como os EUA cultivam a impunidade
No trecho abaixo, extraído de Dining with Terrorists, Phil Rees destaca a ação da Casa Branca para livrar os soldados norte-americanos do Tribunal Penal Internacional, que julga crimes de guerra
Phil Rees
21 de maio de 2007
Ora, a democracia
Publicado em dezembro, o Manual de Contra-insurgência dos EUA para o Iraque flerta com a tentação de “liquidar” a guerra por meio de uma nova onda de violência
Helena Cobban
29 de abril de 2007
O imperador quer surfar no atoleiro
Como Bush descartou as propostas para uma saída diplomática no Oriente Médio e investiu num plano semi-messiânico, que ameaça incendiar a região e pode humilhar os EUA
Ibrahim Warde
29 de abril de 2007
O Paquistão entre o Império e os talibãs
Um ano eleitoral complexo expõe as ambigüidades de um dos países mais populosos do mundo. Aliado estratégico dos EUA desde o 11/9, o presidente Musharraf busca um difícil equilíbrio, que inclui laços com o islamismo extremista e relação especial com os generais
Jean-Luc Racine
20 de março de 2007
Tortura: a Europa cúmplice
Agora está claro: governos europeus participaram, de diversas maneiras, de seqüestros promovidos pela CIA, que resultaram em prisões ilegais e, muitas vezes, em torturas. A atitude pode ser comparada à de certos ditadores latino-americanos
Ignacio Ramonet
19 de março de 2007
Washington à beira de um desastre estratégico
Reviravolta no mundo árabe: por tentarem minar o poder dos Estados e estimular divisões internas, os EUA perdem aliados e correm risco de isolamento. Para recuperar terreno, a Casa Branca precisaria abandonar o apoio incondicional a Israel e a demonização dos muçulmanos
Hicham Ben Abdallah El Alaoui
19 de março de 2007
A Índia em busca do poderio perdido
Como o segundo país mais populoso do planeta age para se transformar em potência mundial. O complicado xadrez das relações com EUA, China e Rússia. O drama: nos planos de poder, eliminar a pobreza e exclusão maciças não é prioridade
Martine Bulard
16 de janeiro de 2007
A "conspiração" das Torres Gêmeas
Há um contrabando ideológico notável nas teorias que responsabilizam a CIA pelos atentados de 11 de Setembro. Aceitá-las seria atribuir aos EUA poder e capacidade de articulação muito superiores às demonstradas por eles na vida real
Alexander Cockburn
21 de dezembro de 2006
El Salvador respira dólares
Cerca de dois milhões de salvadorenhos migraram, especialmente para os EUA. As remessas recebidas de parentes no exterior chegam a representar 30% da renda, em certas regiões. Nelas, faltam braços para a lavoura: os salários não competem com o dinheiro que vem de fora...
Raphaëlle Bail
21 de dezembro de 2006
A cara do "novo" capitalismo
Como a General Electric, símbolo de poder industrial e inovação no século 20, demitiu, deslocalizou a produção e financeirizou-se... mas não conseguiu superar suas graves debilidades. Um caso emblemático da regressão neoliberal
Olivier Vilain
10 de novembro de 2006
Como Bush está perdendo a guerra
A oposição ao conflito no Iraque já não está restrita ao movimento pacifista. Entre os próprios conservadores norte-americanos, crescem a cada dia as correntes que condenam a aventura militar do presidente e pedem o início da retirada
Jeremy Brecher , Brendan Smith
20 de outubro de 2006
Hollywood vê o pós-11 de setembro
Surpresa: ao contrário do que ocorreu durante a II Guerra, o cinema norte-americano não enxerga o "combate ao terrorismo" por um único ângulo
Mehdi Derfoufi, Civan Gürel , Jean-Marc Genuite
11 de outubro de 2006
O século 20 foi decidido aqui
Há cinqüenta anos, a União Soviética perdia, ao invadir a Hungria, a grande oportunidade de uma desestalinização controlada. Enquanto isso, os Estados Unidos abandonavam Inglaterra e Reino Unido no Egito, e aspiravam a se tornar os reguladores da ordem mundial
Roger Martelli
6 de outubro de 2006
A Nova (Des)Ordem Financeira
Fortalecidos por 25 anos de desregulação dos mercados, fundos globais gigantescos tornaram-se capazes de dobrar os Estados, o FMI e os grandes bancos. Por que eles se envolvem em operações cada vez mais arriscadas, a ponto de até defensores do capitalismo temerem seu poder
Gabriel Kolko
6 de outubro de 2006
As Coréias sob pressão
O teste de arma atômica anunciado em 9 de outrubro por Pyongyang é condenável, por ampliar as tensões numa região já conturbada. Mas não se deve esquecer que as Coréias viviam uma década de reaproximação e paz — até que os EUA decidiram intervir...
Ignacio Ramonet
6 de outubro de 2006
Washington aposta na Índia
Por que a Casa Branca oferece a Nova Délhi um acordo atômico que contraria toda sua retórica anti-proliferação nuclear? O que leva o governo indiano, uma coalizão que inclui os comunistas, a flertar com Bush?
Christophe Jaffrelot
12 de setembro de 2006
Encalacrados na teia…
Sinal dos tempos e das novas tecnologias: multiplicam-se, no ciberespaço, documentários que contestam a versão oficial sobre os atentados de 11 de setembro. A pergunta é: qual a credibilidade destes documentos?
Pascal Lardellier
6 de setembro de 2006
Fukuyama, neoconservador arrependido?
Em seu mais recente livro, o formulador da hipótese de “fim da História” critica duramente o governo Bush, reconhece o papel dos Estados nacionais e admite que o poder dos EUA tem limites
Hubert Védrine
6 de setembro de 2006
Eclipse da democracia
Tribunais de exceção, tortura, prisões secretas. Vigilância e escutas ilegais. Parlamentos dominados pelos Executivos. Em nome da segurança, grandes conquistas dos séculos passados são, uma a uma, atacadas nos EUA e Reino Unido
Philip S.Golub
6 de setembro de 2006
O arquipélago de prisões secretas da CIA
Uma comissão do Parlamento Europeu começa a levantar o manto de sigilo que encobre os "centros de detenção extraordinária dos EUA". Complementos da leis de exceção baixadas após o 11 de Setembro, eles podem estar associados a seqüestros, tortura e execuções
Giulietto Chiesa
6 de setembro de 2006
Algo estranho em Mogadíscio
Uma onda de alarme percorreu o Ocidente em junho, quando se anunciou que os talibãs haviam tomado o poder na Somália. A história real revela uma realidade muito mais complexa e a desastrada ação da CIA, que acabou colaborando com o islamismo radical
Gérard Prunier
6 de setembro de 2006
Ofensiva de primavera do Talibã
Na seqüência de um conjunto de iniciativas diplomáticas e militares, os liderados do mulá Omar desencadeiam atentados suicidas e atos de guerrilha que assombram o governo pró-EUA. As milícias crêem que retomarão controle sobre parte do país em alguns meses
Syed Saleem Shahzad
6 de setembro de 2006
Divisão e primavera sindical?
Que motivos levaram uma parte do sindicalismo norte-americano a romper com a AFL-CIO e formar uma nova coalizão. Quais as possibilidades de ela estimular o ressurgimento das lutas por direitos sociais
Rick Fantasia
1º de março de 2006
Sangue latino no coração do Império
Cada vez mais numerosos e necessários à economia dos EUA, os imigrantes "hispânicos" estariam aderindo ao "american way of life"?
Jean-François Boyer
1º de fevereiro de 2006
Multinacional-pesadelo
Como uma pequena empresa de Arkansas transformou-se na maior corporação do planeta, ao rebaixar salários, reprimir sindicatos, chantagear governos e destruir pequenas empresas. Por que a tentação do "preço baixo" pode ser a porta de entrada para a contra-utopia neoliberal
Serge Halimi
1º de janeiro de 2006
Abaixo os sindicatos
Em sua obra Nickel and dimed: Undercover in low wage USA, a autora relata sua experiência de assalariada do Wal-Mart, recebendo 7 dólares por hora. A passagem abaixo evoca a imagem que a empresa deseja mostrar de si mesma
Bárbara Ehrenreich
1º de janeiro de 2006
Quando as sociedades dizem não
Um balanço das campanhas de mobilização cidadã que estão conseguindo, com base em plebiscitos, evitar a implantação de lojas da mega-transnacional
Olivier Estèves
1º de janeiro de 2006
Uma corte suprema demais
A substituição de dois juízes, em 2005, tende a tornar ainda mais conservadora a instância máxima do Judiciário nos EUA. Um exame de sua evolução ajuda a compreender como a política e a sociedade norte-americanas caminharam para a direita, nas últimas décadas
Daniel Lazare
1º de novembro de 2005
O capitalismo da catástrofe
Depois do Iraque, o grande negócio da reconstrução entra em ação em Nova Orleans. Desta vez, para “purificar” a cidade de sua população negra e pobre
Mike Davis
1º de outubro de 2005
O que estamos fazendo no Iraque?
Após 27 meses de ocupação americana e da escalada de violência e mortes que acarreta por todos os lados, a guerra inventada por Bush segue vitimando também os norte-americanos, sua juventude, suas liberdades e seu modo de viver
Howard Zinn
1º de agosto de 2005
Hiroshima, 6 de agosto de 1945
O norte-americano John Hersey foi um dos primeiros jornalistas estrangeiros a chegar ao local onde explodiu a primeira bomba nuclear da história, matando, de um só golpe, 100 mil pessoas e provocando formas inéditas e terríveis de sofrimento humano. Publicado primeiramente no New Yorker, seu testemunho é considerado um dos clássicos da reportagem de guerra
John Richard Hersey
1º de agosto de 2005
A sociedade dos proprietários
Com novo mandato e maioria reforçada no Congresso, Bush propõe uma reforma para privatizar o que resta de Previdência pública. Se colocada em prática, pode inspirar seus pares em escala internacional
George Ross
1º de junho de 2005
Lições da história
A II Guerra não somente abalou a geopolítica internacional como a própria mentalidade das pessoas. Mas os atuais representantes de seus vencedores parecem ter esquecido suas lições
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2005
A ebulição libanesa
O assassinato de Rafic Hariri propiciou a Washington um pretexto suplementar para aumentar a pressão sobre Damasco. Teriam seus assassinos consciência de que estavam oferecendo de bandeja, à “comunidade internacional”, o destino de regime sírio?
Ignacio Ramonet
1º de março de 2005
A briga dos grandes
China, Rússia e Estados Unidos disputam território, riquezas e influência política em uma área estratégica
Vicken Cheterian
1º de fevereiro de 2005
Bush II
As eleições norte-americanas confirmam que a democracia – apesar de ser o menos imperfeito dos regimes políticos – não está isenta de escolhas que podem levar ao poder perigosos demagogos
Ignacio Ramonet
1º de dezembro de 2004
Receita americana para reprodução da elite
Como o sistema educacional norte-americano joga fora as idéias de “concorrência” e mérito para garantir que os filhos da elite tenham lugar cativo em um clube fechado de proteção e reprodução de seus quadros
Rick Fantasia
1º de novembro de 2004
O povo simplório de Bush
Estado com riquíssima história social, a Virgínia Ocidental era um baluarte democrata até a última eleição presidencial. Sua conversão ao candidato republicano é exemplar para a compreensão do entusiasmo que sustenta o atual presidente
Serge Halimi
1º de outubro de 2004
As prudências de Kerry
Crítico da incapacidade de Bush de internacionalizar o conflito no Iraque, que deixou os soldados norte-americanos vulneráveis, o candidato democrata não acha que houve exagero na guerra contra o terrorismo, mas sim que não foi feito “o suficiente”
Michael T. Klare
1º de julho de 2004
A falência da saúde de mercado
Nos Estados Unidos, o número de desassistidos nos serviços de saúde cresce, inclusive entre os assalariados que dependem de um seguro pago pela empresa. O alto custo do benefício faz até os empresários sonharem com um sistema público
Olivier Appaix
1º de julho de 2004
A derradeira traição
Mandar rapazes e moças para o outro lado do mundo, equipados com as armas mais terríveis que existem ? e que, no entanto, não os põem a salvo de ações de guerrilheiros que os irão deixar cegos ou inválidos ? é a última traição do governo americano para com seu povo e sua juventude
Howard Zinn
1º de abril de 2004
A América que vota em Bush
O desafio da esquerda norte-americana é que os republicanos foram bem sucedidos em identificar como elite os esnobes intelectuais “progressistas” que comem sushi e têm carro importado, a léguas de distância do povo simples do Meio-Oeste
Tom Frank
1º de fevereiro de 2004
Pelos breves momentos de solidariedade
As omissões da história oficial norte-americana oferecem uma imagem distorcida do passado e induzem ao erro em relação ao presente. O futuro se encontra mais em alguns episódios de resistência que foram enterrados do que nos séculos de guerras tão solidamente presentes em nossas memórias
Howard Zinn
1º de janeiro de 2004
Da Rússia aos Estados Unidos, passando pela França
Nacionalismo e utopismo ideológico definem o populismo russo no século XIX. Nos EUA, um populismo difuso exprime a ansiedade de uma sociedade que oscila entre o liberalismo e o autoritarismo. Na França, a tradição populista remonta Napoleão III
Alexandre Dorna
1º de novembro de 2003
O governador descartável
O projeto de Arnold Schwarzenegger? Limpar as estrebarias de Augias, isto é, de Sacramento. E o que é essa limpeza? Ele explica que realizou o impossível em seus filmes de ação, que é “empresário” e que “quer retribuir à Califórnia que lhe deu tanto”
Serge Halimi, Loïc Wacquant
1º de novembro de 2003
O clube dos ricos
Há trinta anos, surgia a Comissão Trilateral, que reúne a elite política e econômica dos Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão e consolida a aliança entre o poder das multinacionais, das finanças e da política
Olivier Boiral
1º de novembro de 2003
O fim do sonho norte-americano
Nos últimos trinta, o governo norte-americano vem cortando progressivamente as verbas destinadas à habitação social. A justificativa é desconcertante: a necessidade de limpar bairros insalubres, onde famílias carentes vivem isoladas do resto da cidade
Sudhir Alladi Venkatesh
1º de novembro de 2003
“Quatro vezes o imposto federal”
Numa matéria de 1905, que fez muito barulho, Ray Stannard Baker denuncia as práticas das companhias ferroviárias, exemplo do que foi o jornalismo “muckraking» que mudou a face dos Estados Unidos naquela época
Serge Halimi
1º de agosto de 2003
Os Muckrakers: quando a imprensa norte-americana era viva
Nos EUA, a “idade do ouro” do jornalismo se associa ao nome de “muckraking”, expressão que conjuga as palavras “turfa” (muck) e “ancinho” (rake). A caneta, como ancinho, revolvia a turfa aglomerada na base da escala social pelas malfeitorias dos piratas da alta sociedade
Serge Halimi
1º de agosto de 2003
Empresas de segurança de perfil duvidoso
O desafio da lei francesa de repressão da atividade mercenária é desencorajar a criação no país de empresas de tipo anglo-saxão, que acumulam a experiência de antigos generais, o mercado de armamento pesado e logística para grandes operações
Barbara Vignaux , François Dominguez
1º de agosto de 2003
Os amigos de Ariel Sharon
A totalidade dos meios dirigentes norte-americanos construiu e consolidou um ’sistema’ pró-israelense de tal forma enraizado na vida política, social e cultural dos Estados Unidos, que sua derrota tornou-se praticamente inconcebível
Serge Halimi
1º de julho de 2003
O aparelho do Likud em Washington
Concentrada em influenciar a mídia e o poder executivo sobre assuntos relativos ao Oriente Médio, o WINEP sofreu uma guinada para a direita após os atentados de 11 de setembro de 2001, acompanhando o sentimento antiárabe da sociedade norte-americana
Joel Beinin
1º de julho de 2003
A vigilância anti-muçulmana
Para alguns intelectuais norte-americanos, os costumes muçulmanos são preocupantes e é preciso "vigiar e informar" sobre as atividades dos professores universitários especialistas em Oriente Médio, que "parecem não gostar de seu país".
Joel Beinin
1º de julho de 2003
Os xiitas cortejados pelos EUA
O CSRII é um partido xiita pragmático, disposto a dialogar com os EUA, com quem tem uma relação turbulenta. Como parceiros de conveniência, cada um já traiu o outro sem remorsos. Seu líder, aiatolá Al-Hakim, poderia ser um novo Kohmeini
Juan Cole
1º de julho de 2003
O “cemitério sem cruz” da fronteira sul
Ao reforçar dispositivos de controle de imigração na fronteira com a Guatemala, governo mexicano atende a preocupação norte-americana, mas aumenta a corrupção, sem desencorajar candidatos sujeitos a extorsões, estupros, mutilações e risco de vida para chegar aos EUA e fugir da pobreza
Hervé Revelli
1º de julho de 2003
Sindicatos: vítimas colaterais
No mesmo momento em que a nação homenageou os bombeiros e os policiais de Nova York – dois órgãos altos índices de sindicalização – o presidente Bush deu início a sua guerra interna contra a organização sindical dos funcionários públicos norte-americanos
Rick Fantasia, Kim Voss
1º de junho de 2003
Os operários e a guerra do Vietnã
Estudantes contra a guerra, de um lado; operários pró-guerra, do outro. Essa é a imagem freqüentemente veiculada sobre o engajamento militar norte-americano contra o Vietnã, mas está longe de ser a verdade .
Rick Fantasia
1º de junho de 2003
Em nome do “destino manifesto”
Desde o século 19, em nome do “progresso” e da “democracia” ou das “obrigações internacionais”, forças militares e econômicas dos EUA interviram em países latino-americanos, quando não usurparam território, garantindo seu controle do continente.
Maurice Lemoine
1º de maio de 2003
Pulsão de morte
“Toda a cidade de Tetelmünde estava em chamas; uma tocha grandiosa, iluminada pelo furor ancestral dos obcecados, nos quais, inesperado, exigindo seus direitos, renascia o principal instinto do homem: a destruição.”
Valerio Evangelisti
1º de maio de 2003
Quando os EUA sonhavam com França sob protetorado
Desde 1941, Washington previa impor à França - como aos futuros vencidos, Itália, Alemanha e Japão – um estatuto de protetorado, concebendo um governo militar americano que aboliria qualquer soberania, incluindo o direito de cunhar moeda.
Annie Lacroix-Riz
1º de maio de 2003
O endividamento que ameaça o Império
Com uma estrutura financeira em falência, os EUA apresentam um endividamento que escapa a qualquer controle. A degradação da poupança e um déficit corrente insustentável são parte do quadro clínico de uma doença da ordem social do país
Frederic Clairmont
1º de abril de 2003
Quando os camponeses servem de cobaia
A obsessão pela produtividade e a preocupação de por fim às crises alimentares levou à importação do modelo agrícola norte-americano. Mas além da fatura ecológica, o meio rural francês pagou com seu despovoamento e a desestruturação de seus modos de vida tradicionais
Patrik Champagne
1º de abril de 2003
A concentração das mídias nos EUA
Viabilizado pela desregulamentação do setor, o processo de concentração e conseqüente uniformização na indústria das comunicações norte-americanas aumentou desde a década de 80 e hoje está nas mão de apenas dez grandes empresas.
Eric Klinenberg
1º de abril de 2003
O outro lado dos Estados Unidos
Num mundo dominado pelo tacão implacável de uma potência com poderes ilimitados, é urgente que se conheça sua dinâmica interna, para identificar suas profundas contradições e os que estão fora de seu coro patriótico embrutecedor
Edward W. Said
1º de março de 2003
Da guerra fria à guerra preventiva
Após alguns “acidentes de percurso” – tais como o fim da guerra fria, com o colapso da União Soviética e a conseqüente inexistência de um “inimigo” – a ultra-direita norte-americana retomou, no atual governo Bush, um projeto iniciado em 1976
Philip S.Golub
1º de março de 2003
Macartismo, versão Bush
Bombardeado por um noticiário tendencioso, omisso e nitidamente reacionário – basta ver qualquer jornal, impresso ou de TV, sobre o ataque ao Iraque –, o leitor norte-americano ainda tem que ouvir a extrema-direita dizer que a imprensa é comunista
Eric Alterman
1º de março de 2003
Os demolidores de liberdades
Um ano e meio após o temível ’Patriot Act’, o ’Domestic Security Enhancement Act’ é um projeto que fala por si mesmo: entre outros absurdos, exige o registro do DNA de estrangeiros suspeitos de delitos e de cidadãos norte-americanos suspeitos de terrorismo
Philippe Rivière
1º de março de 2003
Uma cruzada em família
Em 1995, o cidadão Daniel Pipes, hoje assessor de Bush, acusou os islamitas de terem perpetrado o mega-atentado de Oklahoma. Os atentados de 11 de setembro o transformariam em profeta. Seu pai já contribuíra para criar o “Império do Mal”
Dominique Vidal
1º de março de 2003
Os bons e os maus patriotas dos EUA
As manifestações contra a guerra crescem, nos Estados Unidos. Enquanto os protestos contra a guerra do Vietnã tinham, de início, o apoio de uma pequena minoria da opinião pública, atualmente 37% dos norte-americanos opõem-se ao projeto de Bush
Daniel Lazare
1º de janeiro de 2003
Paradoxo da ampliação européia
Embora represente uma aspiração secular, o projeto de unificação dos países da Europa, que começou a se concretizar há 60 anos, caminhou, quase sempre, de acordo com os interesses políticos, econômicos e militares dos Estados Unidos
Bernard Cassen
1º de janeiro de 2003
A ofensiva sobre o petróleo africano
Com 8% das reservas mundiais de petróleo bruto, o continente africano tornou-se objetivo de uma ofensiva estratégica norte-americana: os Estados Unidos poderiam importar 25% de seu petróleo da África subsaariana até 2015, ao invés dos atuais 16%
Jean-Christophe Servant
1º de janeiro de 2003
As raízes do nacionalismo
O nacionalismo norte-americano sempre oscilou entre um pragmatismo brutal e um idealismo retórico. O que aconteceria se as pessoas levassem ao pé da letra o caráter progressista da Declaração da Independência?
Normal Birnbaum
1º de outubro de 2002
De Hiroshima às Torres Gêmeas
Uma das perguntas que mais angustiaram os norte-americanos durante o último ano foi: “Por que nos odeiam tanto?” Talvez pudessem refletir sobre a manifestação cega e brutal de violência gratuita que, há 57 anos, arrasou um país – o Japão – que já estava derrotado
John Berger
1º de setembro de 2002
A sagrada aliança da ultra-direita
O surgimento de uma ’intelligentsia’ judaica neo-conservadora na década de 1970, nos Estados Unidos, propiciou uma aliança com a direita fundamentalista norte-americana. Esta união seria sacramentada e incentivada nas décadas seguintes
Ibrahim Warde
1º de setembro de 2002
“Barões ladrões”, há cem anos...
O historiador norte-americano Howard Zinn lembra, num livro recém-lançado na França, o final do século XIX, marcado, em seu país, pela ditadura econômica e social dos “barões ladrões”. A importância da obra tornou-se ainda maior com os novos escândalos financeiros sacodem os EUA. O Diplô reproduz algumas páginas
Howard Zinn
1º de setembro de 2002
Uma política imoral e ineficaz
O autor coloca a política do governo Bush como o ’continuum’ do modo de agir dos Estados Unidos durante o século passado e lamenta amargamente que Washington não saiba tirar qualquer lição da história, persistindo por uma via desastrosa
Gilbert Achcar
1º de setembro de 2002
Contestação e diversidade
Os melhores antídotos contra o antiamericanismo são justamente os textos de inúmeros escritores norte-americanos, que defendem uma certa idéia dos Estados Unidos e de seus valores contra aqueles que representam e ilustram seus governantes
Gilbert Achcar
1º de setembro de 2002
The West Wing, um bom seriado
Com um elenco e um roteiro excelentes, ’The West Wing’ é um seriado que destoa da mediocridade da TV apresentando, de forma pedagógica e inteligente, o dia-a-dia do gabinete presidencial do homem mais poderoso do mundo
Martin Winckler
1º de setembro de 2002
Em nome da pátria e do poder
Quase um ano depois do 11 de setembro, a abulia política que engessou os democratas no Congresso parece ter contaminado a esquerda norte-americana, para quem o discurso patriótico de Bush é “admirável”, “sério” e “realista”
Daniel Lazare
1º de agosto de 2002
A doutrina militar das redes
Militares norte-americanos avaliam que o resultado das guerras modernas depende cada vez mais da informação e da comunicação, o que facilita a flexibilidade e tende a incentivar organizações em rede, no lugar das hierarquias dos exércitos tradicionais
Francis Pisani
1º de junho de 2002
As primeiras reações
O governo espanhol divulgou uma declaração conjunta com o governo norte-americano, manifestando a convicção de que “somente a consolidação de uma ’situação democrática estável’ poderá oferecer um futuro de liberdade e progresso ao povo venezuelano”
Bernard Cassen
1º de maio de 2002
A falsa testemunha do caso Rosemberg
The Brother, de Sam Roberts, além de uma biografia rica em análises críticas, remonta o cenário do início da Guerra Fria e da caça às bruxas nos Estados Unidos
Shofield Coryell
1º de abril de 2002
O napalm ainda mata
As operações de guerra química, com a utilização do napalm, começaram em 1961 com a aprovação do presidente John Kennedy, e foram progressivamente intensificadas até atingirem seu ponto culminante em 1965
Shofield Coryell
1º de março de 2002
Terrorismo, a arma dos poderosos
O terrorismo funciona. Mas não é o instrumento dos fracos. Lutar contra o terrorismo supõe o apoio à democracia e ao desenvolvimento econômico. Lutar contra o terrorismo implica em reduzir o grau do terror, e não em aumentá-lo
Noam Chomsky
1º de dezembro de 2001
Um aliado estratégico duvidoso
Nove dias após os atentados de 11 de setembro, o general Pervez Musharraf, presidente do Paquistão, fez um discurso invocando a salvação e a unidade nacional para justificar seu apoio, condicional, à intervenção dos Estados Unidos no Afeganistão
Kurt Jacobsen, Sayeed Hasan Khan
1º de dezembro de 2001
O jogo triangular das potências
Dez anos depois do governo George Bush pai, o atual presidente norte-americano, longe de reatar com o “multilateralismo” adotado por ocasião da guerra do Golfo, reforça, agora, uma posição de “unilateralismo” sob a aparência de uma “coalizão”
Gilbert Achcar
1º de dezembro de 2001
Os paradoxos dos países do Golfo
Os países do Golfo pérsico são aliados incondicionais de George Bush. No entanto, um abismo separa os povos árabe-muçulmanos dos Estados Unidos, ou, mais precisamente, da política externa e da estratégia planetária da hiper-potência norte-americana
Eric Rouleau
1º de dezembro de 2001
Limpeza étnica no atol dos Chagos
Parte do arquipélago dos Chagos, a ilha de Diego Garcia, onde fica uma base naval norte-americana, tem uma população nativa de cerca de 2 mil pessoas. Mas os EUA não querem “habitantes passíveis de serem influenciados pela propaganda comunista”
Hakim Malaisé
1º de dezembro de 2001
Ópio do povo ou cultura popular?
Nascido do protestantismo – e praticamente simultâneo – no início do século XX, nos Estados Unidos, África do Sul, Brasil e Chile, o movimento Despertar (pentecostalismo) passou por uma verdadeira explosão a partir da década de 80
André Corten
1º de dezembro de 2001
Os alvos da guerra
À primeira vista a desproporção entre as forças dos dois adversários lembra a de um abismo. Trata-se, inclusive, de uma situação militar inédita, pois esta é a primeira vez que um império não declara guerra a um país, mas a um homem...
Ignacio Ramonet
1º de novembro de 2001
A ameaça da guerra bacteriológica
Embora apoiando a Convenção sobre Armas Biológicas, o presidente Clinton sucumbiu às pressões das indústrias biotecnológicas e farmacêuticas. Em resumo, somente uma fração das instalações de defesa biológica norte-americanas podia ser inspecionada
Susan Wright
1º de novembro de 2001
Uma onda macartista nos EUA
O governo Bush elaborou um plano tripartite para erradicar o terrorismo: além da criação do Departamento de Defesa do Território e dos milhares de interrogatórios e detenções em curso, o Congresso acaba de aprovar dispositivos liberticidas
Michael Ratner
1º de novembro de 2001
Os danos da guerra financeira
Os títulos mais suscetíveis de serem afetados pela tragédia de 11 de setembro – companhias aéreas, empresas de seguros e de resseguros, bancos de financiamento – sofreram uma forte especulação para baixo nos dias que antecederam os atentados
Ibrahim Warde
1º de novembro de 2001
Um freio à especulação
Seis dias após os atentados de 11 de setembro – e num cenário que se apresentava o pior possível para o mundo dos negócios – a Bolsa de Valores de Nova York reabriu com um certo otimismo: o índice Dow Jones só caiu 7,13%
Ibrahim Warde
1º de novembro de 2001
A vida pregressa de Ariel Sharon
Sharon simplesmente decidiu aproveitar uma oportunidade “de ouro”, quando os olhos do mundo inteiro estavam fixos em Nova York e em Washington, para fazer “reinar a ordem” em Jenine: 13 mortos e cerca de 200 feridos, alguns em estado grave
Amnon Kapeliouk
1º de novembro de 2001
A capitulação da ONU
Ao considerar os ataques de 11 de setembro “uma ameaça à paz e à segurança internacionais”, o Conselho de Segurança assume a confusão introduzida por George W. Bush e assina sua capitulação diante dos Estados Unidos
Monique Chemillier-Gendreau
1º de novembro de 2001
Quando o cinema fez guerrilha contra os EUA
Um quarto de século após a derrota norte-americana, vale a pena lembrar os documentários de cineastas independentes, que ajudaram a juventude a enxergar os horrores da guerra e a levantar-se contra ela
Ignacio Ramonet
12 de abril de 2000
Uma informação "exemplar"?
Os jornais e emissoras de TV ficaram extremamente satisfeitos com a cobertura que deram à guerra. A OTAN e os Estados Unidos, também...
Serge Halimi, Dominique Vidal
12 de março de 2000
Outra chance para a esquerda americana
As manifestações contra a Rodada do Milênio rearticularam, no país mais poderoso do mundo, uma antiga aliança entre os movimentos que resistem. Mas será que esta união, que ainda é muito branca, tem futuro?
Bárbara Ehrenreich
12 de março de 2000
A Constituição que pesa sobre a política americana
Nas eleições americanas, o dinheiro e a notoriedade dos candidatos valerão mais que suas posições políticas. O debate dos problemas de fundo — corrupção, número recorde de prisões e execuções, crescimento das desigualdades — parece estar proibido. Imutável e sacralizada, a Constituição contribui para esta apatia.
Daniel Lazare
12 de fevereiro de 2000
Palavras-chave no mesmo grupo
[países]
Outros grupos de palavras-chave