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França

Rap à francesa
Como alternativa à anestesia da música bem-comportada, artistas e grupos como D’, La Rumeur e Keny Arkana propõem crítica social, resistência e resgate de direitos. Fincados nas periferias "problemáticas" e ligados à migração, eles não recuam nem diante dos boicotes, nem da censura
Jacques Denis
20 de julho de 2008

Os sem-papéis também lutam
Alvos de perseguições cada vez mais freqüentes em toda a Europa, os imigrantes não-regularizados articulam uma onda de greves na região de Paris. Muitos já não temem aparecer em manifestações públicas. Seu trunfo: o continente que hipocritamente os persegue não pode viver sem eles
Olivier Piot
24 de junho de 2008

Legionários são heróis na França
Desde 1831, quando o exército mercenário foi criado pelo rei Luís Felipe, mais de 35 mil de seus membros já morreram, em dezenas de batalhas mundo afora
Maranúbia Barbosa
19 de maio de 2008

Gaúcho pretende seguir carreira
Ex-sargento do exército brasileiro, Luís da Costa, já lutou pelos interesses da França em dois países africanos
Maranúbia Barbosa
19 de maio de 2008

Mercenários brasileiros na Legião Estrangeira
Atraídos por salários, a chance de apagar o passado e aventuras, dezenas de brazucas alistam-se, todos os anos, no legendário exército de aluguel francês. Nossa repórter conseguiu deles revelações sobre a condição de soldados de um pátria alheia, em missões cujo sentido desconhecem
Maranúbia Barbosa
19 de maio de 2008

Paris para crianças
— Você sabe o que é escargot?
— Não.
— É um caramujo.
— Eca.
— Os franceses comem.
— É por isso que eles fazem aquele biquinho?
Daniel Cariello
29 de abril de 2008

O Tratado de Lisboa, à revelia dos povos
Disfarçada, volta à cena a “Constituição Européia”, para ser aprovada sem referendos populares. E uma Europa produzida nesses moldes significa necessariamente mais liberalizações, mais privatizações, cortes dos serviços públicos e o reiterado adiamento de qualquer veleidade de transformação social e redistribuição da riqueza
Bernard Cassen
12 de dezembro de 2007

A invenção de “bairros problemáticos”
A espacialização dos problemas socias marginaliza a questão central da pobreza estrutural urbana. A periferia transcende o espaço físico e esbarra na mentalidade segregacionista e na manutenção de uma sociedade "moderna" de castas
Sylvie Tissot
16 de outubro de 2007

"Estamos no bom caminho"
Em resposta ao artigo “Ambigüidades do comércio equitativo”, de Christian Jacquiau (Le Monde Diplomatique, setembro de 2007), Jean-Pierre Doussin, presidente da Max Havelaar França, enviou a seguinte resposta
Jean-Pierre Doussin
3 de outubro de 2007

O trabalho mata em silêncio
O suicídio de alguns executivos da Renault, na França, chama atenção para um fenômeno oculto: milhares de mortes podem ser provocadas, a cada ano, por cânceres e neuroses claramente associadas aos ambientes a que são submetidos os assalariados
Annie Thebaud-Mony
27 de julho de 2007

Enfim, uma indenização
Sinais do neoliberalismo: uma decisão judicial revela que, mesmo num país "central", grandes corporações sentem-se à vontade para expor trabalhadores a doenças mortais
Annie Thebaud-Mony
27 de julho de 2007

Populismo à francesa
Para o conjunto da esquerda a derrota nas eleições presidenciais é decisiva. Marca o fim de uma era. E força a uma indispensável refundação
Ignacio Ramonet
21 de junho de 2007

Sob o signo da intolerância
Localizado no Brasil em março, detido e ameaçado por uma longa prisão em seu país, o italiano Cesare Battisti é vítima de uma época em que as idéias de clemência e anistia, já conhecidas pelos gregos, dão lugar ao clima áspero da "tolerância zero"
Sophie Wahnich
28 de maio de 2007

Quando a imprensa silencia
Há uma interessante coincidência entre a postura da mídia diante das demissões na Airbus e a composição acionária de certos jornais, rádios e TVs...
François Ruffin
21 de maio de 2007

A Europa sem indústrias
A crise da Airbus desfaz o mito segundo o qual o continente vive uma "especialização industrial" virtuosa. Por trás deste eufemismo, está em curso a perda de capacidade produtiva
François Ruffin
21 de maio de 2007

Airbus, privatização e desastre
Em dificuldades, o maior fabricante de aviões do mundo prepara-se para demitir 10 mil trabalhadores. Na raiz de seus problemas estão a transferência, pelos Estados francês e alemão, do controle sobre a empresa e a emergência de uma lógica de negócios que desprezou o investimento, para se concentrar nos ganhos financeiros
François Ruffin
21 de maio de 2007

O preço do trabalho na França
O mito de que os assalariados europeus são bem-remunerados não resiste à análise dos números
Michel Husson
29 de abril de 2007

Trabalhar mais, para ganhar menos
Um balanço da políticas neoliberais "de emprego" na França revela: além de rebaixarem salários, elas ampliaram as diferenças de rendimento entre homens e mulheres, a precariedade e a necessidade de trabalhos complementares. Que mais será preciso para uma mudança de rumos?
Michel Husson
29 de abril de 2007

Estamos condenados aos salários?
Um documentário catalão explora, além da crítica à mercantilização do trabalho, alternativas para um mundo em que se consuma de forma consciente e se reserve tempo e energia para o que de fato vale a pena...
Marianne Khalili-Roméo
29 de abril de 2007

Uma eleição longe do mundo
O primeiro turno da disputa presidencial francesa foi marcado pela mediocridade do debate sobre temas internacionais. Seria mais um indício de que o capitalismo globaliza as decisões, mas esvazia a política?
Bernard Cassen
29 de abril de 2007

Como os lobbies fazem a lei
Investigações feitas na França revelam enorme promiscuidade entre poder econômico, parlamentares e mídia. Métodos incluem até brindes como viagens e cartões para baixar música grátis, em sites fechados. Em nome de quem agem os “representantes do povo”?
Marie Bénilde
21 de março de 2007

Um bonde chamado esquizofrenia
Por que Paris, teoricamente contrária à anexação de Jerusalém Oriental, finge desconhecer a participação destacada de duas empresas francesas numa obra que pode aprofundar o apartheid racial e segregação dos palestinos na cidade
Dominique Vidal, Philippe Rekacewicz
12 de fevereiro de 2007

Quando os museus viram mercadoria
Em busca de novas fontes de dinheiro e prestígio, grandes museus do mundo partem para o aluguel de acervos, relações submissas com o mecenato, atração obsessiva de público. Que isso significa para a preservação das obras e das próprias idéias de arte e cultura?
Philippe Pataud Célérier
12 de fevereiro de 2007

Em vez do Estado, os mecenas
A começar do Louvre, os museus franceses dependem cada vez mais de financiadores privados
Philippe Pataud Célérier
12 de fevereiro de 2007

Ponta de lança do neoliberalismo
Ao longo dos últimos anos, dirigentes da União Européia têm procurado difundir a impressão de que são favoráveis a regras mais justas para o comércio internacional. Infelizmente, isso não passa de miragem
Bernard Cassen
16 de janeiro de 2007

Elogio da pequena edição
Movidas pelo amor à literatura e empenhadas em oferecer diversidade, as editoras não-comerciais têm prosperado. Mas não dever haver ilusões: para que esta aventura prossiga, é preciso salvá-las do mundo das selvas e dos predadores
Pierre Jourde
16 de janeiro de 2007

E se a França ousasse?
Um conjunto de circunstâncias dará a Paris, nos próximos dois anos, condições de questionar a tendência mercantilista da União Européia. A pergunta é: os candidatos às eleições presidenciais, em tese favoráveis à proposta, estarão dispostos a levá-la adiante?
Bernard Cassen
16 de janeiro de 2007

Ameaça à informação
Já controlada há muito por grandes grupos econômicos, a mídia impressa passou a sofrer, há anos, o assédio das publicações gratuitas e da internet. Em defesa do direito à informação e ao debate, é preciso apoiar as publicações independentes
Ignacio Ramonet
16 de janeiro de 2007

O papel da arqueologia "que destrói"
Vistos como obstáculos ao desenvolvimento, incapazes de revelar cenários magníficos, os arqueólogos preventivos avançam. Querem recolher e montar, peça por peça, quebra-cabeças que permitirão compreender o que fomos e para onde (não) devemos caminhar
Nicole Pot
21 de dezembro de 2006

Quatro romances contra o esquecimento
Setenta anos após a eclosão da guerra civil espanhola, a literatura volta a resgatar a saga dos que foram derrotados por terem cometido "o crime imperdoável de estar adiante"
Anne Mathieu
21 de dezembro de 2006

Uma reviravolta jurídica notável
Após anos de pressões da sociedade, a justiça francesa altera seu entendimento no caso do amianto. Agora, empresas e governantes podem ser penalizados não só pelos seus atos, mas também por suas omissões
Marleen Teugels , Nico Krols
21 de dezembro de 2006

Tempo de viver, tempo de morrer
A morte não é contrário da vida, e sim sua a conseqüência. Ao não admitirem este fato, e não legalizarem a eutanásia, os Parlamentos impõem a seres humanos sofrimentos cruéis e permitem que os médicos tenham, na prática, o direito de matar
Maurice T. Maschino
10 de novembro de 2006

Planeta Diplô
O "Le Monde Diplomatique" ultrapassa a marca de 60 edições internacionais. Mais globalizado que qualquer outra publicação, o jornal orgulha-se de seus laços com o altermundialismo
Dominique Vidal
10 de novembro de 2006

O fogo oculto das periferias francesas
Nove meses após as explosões de 2005, uma reflexão contesta análises preconceituosas da direita e da esquerda e sugere: o levante dos jovens pode ser caminho para uma integração social menos hipócrita
Denis Duclos
12 de setembro de 2006

Aposta errada, monsieur Villepin
Ao propor trabalho precário como "alternativa" para a juventude menos qualificada, o premiê francês ignorou a oposição francesa ao neoliberalismo, manifestada no plebiscito de 2005. Mais: a nova revolta dos jovens pode romper barreiras entre periferia e universidade
Frédéric Lebaron , Gérard Mauger
1º de abril de 2006

"Doentes" ou rebeldes?
Acusada pela direita de ser "o órgão doente da Europa", a França é, ao contrário, um país que resiste. O protesto dos jovens é o repúdio à globalização selvagem, à tomada do poder pelas finanças e à precarização do trabalho
Ignacio Ramonet
1º de abril de 2006

Um rosto, obra da mão
Uma primeira cirurgia é uma experimentação. Isso não reduz seu caráter terapêutico. A questão que se poderia colocar é saber se a operação é inocente, nociva ou benéfica
François Delaporte
1º de março de 2006

Uma resposta a 1968
Ao contrário do que se pensa, a estratégia de individualizar o trabalho surge bem antes das crises dos anos 70. Ela é uma alternativa domesticada à crítica radical dos valores capitalistas, que marca as revoltas de 1968
Danièle Linhart
1º de março de 2006

A caminho da desumanização
Ao desafiar as grandes conquistas civilizadoras do século 20, as "novas" relações de trabalho destróem a solidariedade, invadem o espaço privado, solapam relações com amigos e família e impõem uma ética que valoriza a submissão
Danièle Linhart
1º de março de 2006

Anatomia da revolta
Um olhar em profundidade sobre o desabamento das velhas relações sociais nas periferias, a criminalização da pobreza e a busca, pelos jovens, de novas formas de identidade. Um alerta: é preciso recriar um projeto de transformação, para que crise não vire pretexto para retrocessos
Laurent Bonelli
1º de dezembro de 2005

Combater o apartheid
Não basta condenar a atitude grosseira da direita e seu novo símbolo – o ministro do Interior Nicolas Sarkozy. Para dialogar com o mundo dos imigrantes, quem sonha com a transformação social precisa estar disposto a rever visões de mundo e formas de agir
Dominique Vidal
1º de dezembro de 2005

Um "New Deal" para a escola
Pesquisa entre professores expõe os mecanismos da segregação escolar e da geração de racismos nos bairros e colégios pobres. Proposta: para fazer valer os valores da escola única, seria preciso estimular a diversidade de soluções organizativas
Georges Felouzis, Joëlle Perroton
1º de dezembro de 2005

Sob Estado de Urgência
Adotadas a pretexto de preservar a paz civil, as medidas de repressão e vigilância impostas pelo governo francês esgarçarão ainda mais um tecido social já frágil. Cada cidadão é convidado a ver no próximo um inimigo em potencial
Nuri Albala, Evelyne Sire-Marin
1º de dezembro de 2005

Esperanças
A França rebelde, ao dar um “não” às pretensões ultraliberais do tratado constitucional para a Europa, enche de força e esperança o movimento antermundialista
Ignacio Ramonet
1º de junho de 2005

As renúncias da esquerda em nome da Europa
Não é de hoje que a utopia européia é pretexto para os socialistas franceses abrirem mão de sua plataforma política para atender aos interesses do capital
Serge Halimi
1º de junho de 2005

Hora da verdade
Para desespero dos partidários do “sim”, está cada dia mais transparente para os eleitores que o que está em questão no plebiscito é a continuidade de duas décadas de desregulamentação dos serviços
Frédéric Lordon
1º de maio de 2005

Defesa com aval americano
No Tratado Constitucional, a defesa dos países da UE estão submetidos aos compromissos da Otan – e, por conseqüência, às ordens de Washington
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Um persistente déficit democrático
O que é apontado como grande avanço democrático no Tratado Constitucional não passa de dispositivos formais, anulados pelo modelo econômico ultraliberal
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Que “novos direitos”?
Os direitos fundamentais ao trabalho, a moradia, a salário mínimo, são substituídos por quatro liberdades, também chamadas de "fundamentais": a liberdade de circulação de capitais, de mercadorias, de serviços e de pessoas
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Que neutralidade é essa?
O discurso da neutralidade ideológica, assumido pelos defensores do “sim”, não resiste ao exame dos cânones liberais considerados como “liberdades fundamentais”
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Serviços públicos e concorrência
A expressão “serviço público” não faz parte do vocabulário da União Européia. E o TCE os considera um recurso para estimular a economia
Bernard Cassen
1º de maio de 2005

Cartada decisiva na França
Uma possível vitória do “não” no referendo sobre a “Constituição” Européia na França abre caminho para o debate sobre a construção da União Européia em outras bases
Bernard Cassen
1º de abril de 2005

Debate à francesa
Os partidários do “sim” na França poderiam aprender muito com as práticas democráticas de outros países da União
Bernard Cassen
1º de abril de 2005

As três irmãs
As empresas francesas que dominam o mercado mundial de água se beneficiam de um negócio que envolve bilhões de euros
Marc Laimé
1º de março de 2005

Com que armas eu vou?
Autoridades francesas já implementam política estratégica de informação econômica, mas a Europa permanece desarmada
Ali Laïdi
1º de março de 2005

Quando estudantes e operários confraternizavam
O que resta de Maio de 68? Pelas lembranças difusas desta geração é possível encontrar o extraordinário e prazeroso encontro de operários e estudantes que o tornou possível, contagiando o resto do mundo
Kristin Ross
1º de março de 2005

Misérias (e grandeza) da filosofia
Um caminho para levar o pensamento crítico de filósofos realmente dignos desse nome ao grande público e resistir à onipresença midiática de intelectuais de segundo escalão a serviço do poder
Michel Onfray
1º de outubro de 2004

Quem vai pagar ?
O caminho para diminuir ou acabar com o déficit da Previdência não passa por taxar ainda mais os assalariados. Deve-se levar a empresa – isto é, o lugar de criação das riquezas – de volta ao centro do financiamento
Dominique Sicot
1º de julho de 2004

A negociata Sanofi-Aventis
A compra da Aventis pela Sanofi-Synthélabo foi recebida como boa notícia para a economia francesa. Mas a operação envolveu pagamento aos acionistas da Aventis e prejuízo aos assalariados do novo grupo
Philippe Pignarre
1º de julho de 2004

O reverso da reforma
Pode existir uma nova organização do sistema de saúde, que não signifique cortar gastos e penalizar os segurados. O caminho passa por mudança de práticas, prevenção de riscos ambientais e no trabalho e, principalmente, pela invenção da democracia sanitária
Dominique Sicot
1º de julho de 2004

Energia elétrica: a grande liquidação
O governo francês prepara as condições para a privatização do setor de energia, submetendo-se ao bombardeio ideológico que prega que o público é sempre ineficiente, e o privado, sempre o modelo de eficácia. Mas quem já convive com a liberalização experimenta apagãos e tarifas altas
Ernest Antoine
1º de junho de 2004

Como ensinar o Holocausto hoje na França?
Uma pesquisa revela as dificuldades dos professores para ensinar o Shoah, p extermínio dos judeus pelos nazistas e as guerras de descolonização para alunos muçulmanos, descendentes de imigrantes de ex-colônias do Norte da África, expondo os dilemas culturais da República francesa
Benoît Falaise
1º de maio de 2004

A música francesa e a diversidade cultural
O fenômeno da defasagem e de frieza da mídia diante da diversidade da produção musical nunca esteve tão evidente em um mundo submetido à influência massacrante de cinco gravadoras multinacionais
Jean Ferrat
1º de maio de 2004

O acelerado desmonte do Estado
O avanço das políticas neoliberais no governo Raffarin coloca a França entre os países com atestado de bom comportamento na OCDE ? redução nas aposentadorias, cortes nos salários, flexibilização dos direitos trabalhistas. E enriquecimento de quem vive na ciranda financeira
Martine Bulard
1º de março de 2004

A atualidade do espírito da Resistência francesa
Há sessenta anos, o programa do Conselho Nacional da Resistência estabelecia os contornos avançados da França que surgiu após a libertação da ocupação nazista
Serge Wolikoff
1º de março de 2004

Histórico e atual
O programa do Conselho Nacional de Resistência, aplicado após a libertação da França, preconiza medidas que hoje são mais atuais do que nunca
Serge Wolikoff
1º de março de 2004

Resposta a um “Especialista”
Réplica do escritor à crítica do jornalista William Dalrymple a seu livro “Qui a tué Daniel Pearl?” sobre a morte do jornalista seqüestrado e posteriormente executado por islamitas em Karachi, publicado na edição de dezembro do ’Le Monde diplomatique’
Bernard-Henri Lévy
1º de fevereiro de 2004

A saída pelas energias renováveis
Apesar da poluição, do efeito estufa e dos riscos da utilização do urânio, a França se apóia em duas fontes essenciais de energia: a nuclear (78%) e a hidráulica (12%), mantendo-se alheia à iniciativa de outros países que buscam alternativas renováveis como a energia solar e a eólica
Philippe Bovet
1º de fevereiro de 2004

A persistência nos erros
Resposta do jornalista, correspondente na Índia e no Paquistão há 17 anos e autor da crítica ao livro de Bernard-Henry Lévy sobre o assassinato de Daniel Pearl
William Dalrymple
1º de fevereiro de 2004

Agenda 2010
Entre as medidas adotadas pelo Parlamento em 2003 para a Agenda 2010, depois das concessões feitas à oposição no dia 19 de dezembro
1º de fevereiro de 2004

Exceção francesa
Em meio a intenso debate nacional, acompanhado com atenção por outros países europeus que aparentemente são mais tolerantes sobre o assunto, governo francês aprova lei proibindo o uso de signos religiosos “ostensivos”, como o véu, nas escolas públicas
Dominique Vidal
1º de fevereiro de 2004

A formação e a desinformação dos médicos franceses
Formados num ambiente de feroz competitividade, os médicos têm lacunas graves na formação. Incapazes de uma leitura crítica dos artigos científicos, os mais jovens se transformam em presas fáceis para o assédio dos grandes laboratórios farmacêuticos
Martin Winckler
1º de janeiro de 2004

Verba pública, fortuna privada
Na França, como em alguns outros países do mundo, o clientelismo de Estado baseia-se numa fórmula já clássica: privatizar os lucros e nacionalizar as perdas. O caso do banco Crédit Lyonnais é emblemático: o governo acobertou o bilionário fraudador
Olivier Toscer
1º de dezembro de 2003

Assassinato em Karachi
Dois livros descrevem o bárbaro assassinato de Daniel Pearl. O de sua mulher, Mariane, sem ódio ou preconceito com o islamismo e o Paquistão homenageia o marido com generosidade e energia pacífica. O do filósofo francês Bernard-Henry Levy toma o rumo contrário e ainda apresenta-se repleto de imprecisões.
William Dalrymple
1º de dezembro de 2003

Da Rússia aos Estados Unidos, passando pela França
Nacionalismo e utopismo ideológico definem o populismo russo no século XIX. Nos EUA, um populismo difuso exprime a ansiedade de uma sociedade que oscila entre o liberalismo e o autoritarismo. Na França, a tradição populista remonta Napoleão III
Alexandre Dorna
1º de novembro de 2003

Manobras políticas em torno dos imigrantes
Durante mais de uma década no governo, os socialistas incentivaram o debate sobre o exercício da cidadania dos imigrantes magrebinos, mas pouco fizeram em termos práticos. Agora, a direita de Jacques Chirac colhe os frutos dessa grave omissão
Karim Bourtel
1º de outubro de 2003

A insegurança social programada
A justificativa do governo francês para sua reforma estrutural é a seguinte: com a queda do crescimento econômico, diminuem os depósitos, aumenta o déficit e diminui o consumo. Portanto, para a área da saúde, a palavra de ordem é privatizar
Martine Bulard
1º de outubro de 2003

Uma polícia francesa multiracial?
Um número crescente de jovens de origem imigrante – magrebinos, africanos ou antilhanos – tenta fazer carreira na polícia francesa. Mas a questão da discriminação racial ainda representa um tabu particularmente forte
Maurice T. Maschino
1º de outubro de 2003

“Condenados da terra”
No final do século XIX e início do século XX, os estrangeiros que emigravam para a França foram vítimas de uma discriminação – principalmente, devido à escassez de emprego – que muitas vezes resultava em violência e mortes
Emmanuelle Fleury
1º de outubro de 2003

Os grevistas, esses doentes mentais
Para os “analistas” da grande imprensa, os professores em greve contra as reformas neoliberais pretendidas pelo governo francês são “descerebrados” e seu movimento, uma atitude “revanchista e irracional” que defende propostas “irreais”
Serge Halimi
1º de setembro de 2003

Uma revolta em nome do ensino igualitário
Mesmo sem consenso pedagógico, o movimento dos professores reafirmou com vigor, na mobilização de 2003 contra a reforma descentralizadora de Raffarin, seu vínculo com o serviço público de educação nacional e sua vocação democrática
Jérôme Deauvieau, Jean-Pierre Terrail
1º de setembro de 2003

O que mata a Universidade
Desde 1981, quando subitamente aumentou a carga horária de ensino em 50%, os professores universitários sofreram sem protestar a invasão das reformas, a multiplicação do número de alunos e a lenta degradação de sua condição de trabalho
Pierre Jourde
1º de setembro de 2003

A honra dos funâmbulos
De 1925 a 1960, do manifesto contra a guerra do Rif ao dos 121, contra a guerra da Argélia, o pensamento e os compromissos políticos de André Breton constituíram sempre uma linha reta e nítida: o posicionamento a favor do lado minoritário
Régis Debray
1º de setembro de 2003

A zona nebulosa dos mercenários
Mesmo circunscritos a pequenos papéis, os mercenários ainda são instrumentos da política externa da França. Embora o país afirme ter proibido a participação em combates, a fronteira entre os serviços secretos e os mercenários permanecem fluídas
Barbara Vignaux , François Dominguez
1º de agosto de 2003

Empresas de segurança de perfil duvidoso
O desafio da lei francesa de repressão da atividade mercenária é desencorajar a criação no país de empresas de tipo anglo-saxão, que acumulam a experiência de antigos generais, o mercado de armamento pesado e logística para grandes operações
Barbara Vignaux , François Dominguez
1º de agosto de 2003

As origens das controvérsias sobre o laicismo
A nomeação, pelo presidente Chirac, de uma comissão para refletir sobre o laicismo na República, no momento em que a Assembléia Nacional examina o uso de signos religiosos na escola, ilustra o vigor do debate que percorre a sociedade francesa
Alain Gresh
1º de agosto de 2003

Um artigo muito controverso
Ao explicitar as modalidades de transferência dos bens públicos para as Igrejas, artigo 4 da Lei que determinou a separação do Estado da Igreja suscitou intensa controvérsia ao abrir caminho para disputas entre coletividades de fiéis pelos bens eclesiásticos
Alain Gresh
1º de agosto de 2003

Bibliografia
Para os debates na Câmara dos Deputados, bem como para o relatório Briand, foi consultada a coleção do ’Journal Officiel’ de 1905. Por outro lado, além das obras citadas no artigo, também foram utilizados os trabalhos abaixo indicados.
1º de agosto de 2003

Descentralizar para privatizar?
As escolas francesas se mobilizam contra a descentralização liberal da educação, que prejudica os profissionais e oferece condições para a criação de um mercado dentro do espírito de acordos internacionais já assinados na OCDE
Franck Poupeau
1º de junho de 2003

A escola como uma empresa
A OCDE, o Banco Mundial e a Comissão Européia vêem o ensino como mero instrumento das políticas de emprego num contexto de competitividade e globalização econômica, abrindo espaço para uma “política mundial da educação”.
Christian Laval , Louis Weber
1º de junho de 2003

O futuro incerto do comunismo
Em sucessivas eleições, o Partido Comunista Francês teve um desempenho abaixo de seus patamares históricos. Essa decadência aparentemente inexorável de seu potencial militante e de seu apelo político é questionada por três livros lançados recentemente
Jack Dion
1º de junho de 2003

Quando os EUA sonhavam com França sob protetorado
Desde 1941, Washington previa impor à França - como aos futuros vencidos, Itália, Alemanha e Japão – um estatuto de protetorado, concebendo um governo militar americano que aboliria qualquer soberania, incluindo o direito de cunhar moeda.
Annie Lacroix-Riz
1º de maio de 2003

Os trunfos desprestigiados da pesquisa francesa
Corte de verbas para pesquisa suscita onda de protestos entre pesquisadores e professores e coloca em questão os argumentos que questionam a eficácia do modelo francês, defendendo a importância estratégica deste investimento para a economia
Pierre Joliot
1º de maio de 2003

Paris, a vermelha
Afastando-se dos clichês turísticos, o autor de ’A invenção de París’ faz um trabalho de erudição histórica surpreendente e aborda uma cidade de escritores e rebeliões, que guarda lugares onde se condensa uma memória ao mesmo tempo insurrecional e poética
Guy Scarpetta
1º de maio de 2003

A marginalização da produção independente
Se forem considerados apenas os números, 2002 foi um ano de boa safra para o cinema francês:163 filmes, dos quais 67 são obras de estréia do autor. Várias mudanças, entretanto, deixam dúvidas sobre a vitalidade do cinema independente.
Carlos Pardo
1º de maio de 2003

Quando os camponeses servem de cobaia
A obsessão pela produtividade e a preocupação de por fim às crises alimentares levou à importação do modelo agrícola norte-americano. Mas além da fatura ecológica, o meio rural francês pagou com seu despovoamento e a desestruturação de seus modos de vida tradicionais
Patrik Champagne
1º de abril de 2003

O Le Monde em questão
Lançado recentemente, o livro ’La Face cachée du Monde’ causou um abalo sísmico no jornalismo ao atacar, baseado em uma investigação rigorosa de dois conhecidos jornalistas, o vespertino que se tornou referência de qualidade e competência tanto dentro como fora da França
Redação do Le Monde Diplomatique
1º de abril de 2003

O Le Monde e o Diplo
Em meio à tempestade provocada pelo livro sobre o ’Le Monde’, ganha relevância o processo pelo qual a redação do Monde diplomatique conquistou sua independência editorial e administrativa em relação a esse grupo editorial
Ignacio Ramonet
1º de abril de 2003

Origens da oposição francesa
As divergências entre a França e os Estados Unidos datam de julho de 1958, quando, por ocasião de um encontro com o secretário de Estado Foster Dulles, o general De Gaulle rebateu, ponto por ponto, as teses defendidas pelos norte-americanos
Paul-Marie de La Gorce
1º de março de 2003

A política de imigração francesa
Um milhão de argelinos por ano solicita visto de entrada na França: para estudar, para visitar a família, para passar as férias etc. Apenas uma quarta parte deles é atendida. A obtenção do visto, na prática, não passa de uma curiosa loteria
Maurice T. Maschino
1º de março de 2003

Rumo à demolição social
Considerando as conquistas sociais um entrave à “libertação das forças vivas”, o governo francês, de direita, quer pôr fim à lei sobre a redução da jornada de trabalho, à lei da modernização social sobre patentes e à lei sobre o controle dos fundos públicos
Chistian de Brie
1º de fevereiro de 2003

Um conformismo conveniente
Nascida durante a Resistência e considerada uma referência por seus compromissos com a ética e a dignidade, a principal escola de comunicação da França – o Centro de Formação de Jornalistas – foi tomada pelo rei-dinheiro e pela lógica do mercado
François Ruffin
1º de fevereiro de 2003

Ninguém se prostitui por prazer
Apesar da recente adoção de medidas repressivas na França, há um importante avanço na questão do preconceito em relação à prostituição, mas a razões econômicas e sociais que levam mulheres e homens a tomar este caminho continuam sendo menosprezadas
Lilian Mathieu
1º de fevereiro de 2003

O monopólio do livro
Com a aquisição da Vivendi Universal Publishing, o grupo Lagardère (Hachette) acaba de reforçar consideravelmente o poder, exercendo seu monopólio sobre os livreiros, sobre a imprensa, sobre as demais editoras e sobre os próprios autores
Janine Brémond, Greg Brémond
1º de janeiro de 2003

Quem são, afinal, os reacionários?
Em mesas-redondas e palestras, intelectuais que se reivindicam “modernos” “debatem” questões “da sociedade”, como identidade, nação e autoridade. No fundo, porém, são os velhos “reformadores liberais” de sempre, e o “debate” é um monólogo
Serge Halimi
1º de janeiro de 2003

A ditadura dos supermercados
Em menos de 30 anos, a França passou de 200 supermercados para mais de 5 mil, e de um único hipermercado, para mais de 1.200. As centrais de compras que eles criaram asfixiam os fornecedores. Esse verdadeiro oligopólio é a ditadura da distribuição
Christian Jacquiau
1º de dezembro de 2002

A extorsão do descredenciamento
Além de pagar uma exorbitância – sem qualquer garantia legal – pela exposição de seu produto nas prateleiras dos supermercados e hipermercados, o fornecedor se vê ameaçado com a possibilidade de descredenciamento se não colaborar com uma “bonificação”...
Christian Jacquiau
1º de dezembro de 2002

A ofensiva contra o serviço público
Apesar de o balanço das privatizações ter se revelado negativo para os usuários no mundo inteiro, o governo francês anuncia a venda total ou parcial das poucas empresas públicas ainda existentes, entre elas a lucrativa Air France, a “jóia da família”
Bernard Cassen
1º de novembro de 2002

As moradias-fortalezas dos ricos
Conseqüência direta de uma mutação demográfica (imigração), do desemprego e da exclusão social, surge, na França, uma nova elite urbana, que vive em verdadeiros ’bunkers’ para classe média alta: são os “guetos para ricos”...
Hacène Belmessous
1º de novembro de 2002

A obsessão “filo-americana”
Jean-François Revel é um abnegado. Membro da Academia Francesa, escritor e jornalista, com presença constante e contínua nos meios de comunicação, não baixa a guarda: é o paladino da defesa dos valores humanitários e generosos do capitalismo
Serge Halimi
1º de novembro de 2002

Correios em ritmo de mercado
Para adaptar os Correios europeus e fancesses a um “mercado cada vez mais competitivo”, seus dirigentes adotaram uma política que prevê privatização paulatina dos serviços. Para os funcionários, nada de ideologias e vigilância total
Gilles Balbastre
1º de outubro de 2002

A voz do poder patronal
Durante os seis meses que antecederam as eleições, o sindicato patronal francês jogou pesado para virar a mesa: o social-liberalismo do PS incomodava. Agora, com vários representantes no governo eleito, não vê a hora de derrubar os direitos sociais
Paul Lagneau-Ymonet
1º de outubro de 2002

O patronato tece sua teia
Bancada pelo sindicato patronal – Medef, ’Mouvement des entreprises de France’ –, uma entidade pouco conhecida funciona como um banco de idéias (’think tank’), promovendo encontros com o objetivo de aproximar a esfera pública da empresa privada e das ONGs
François Graner
1º de outubro de 2002

Paris-Bamako: a terceira via
Uma espécie de terceira via musical franco-malinesa evita as armadilhas do exotismo, assim como as das superproduções, em proveito de uma mistura de modéstia e escuta do outro, paciência e improvisação, sons eletrônicos e acústicos
Jean-Christophe Servant
1º de outubro de 2002

Um olhar sobre a história colonial
Três livros analisam a história colonial francesa. Sem firulas, denunciam os massacres sistemáticos, a violência estúpida e o racismo empedernido – atitudes e comportamentos que repercutem, por concordância ou indiferença, nos dias de hoje
Maurice T. Maschino
1º de outubro de 2002

O que transmitir aos filhos?
A questão da identidade é a angústia maior dos judeus franceses. Como diz Valérie Zenati, baseia-se numa religião de que ignoram os textos, num ultranacionalismo por um país que não é deles e no culto à memória dos mortos que não conheceram
Sylvie Braibant, Dominique Vidal
1º de agosto de 2002

Em busca de identidade
De dois anos para cá, a evolução do conflito entre israelenses e palestinos e os atentados-suicidas em Israel vêm angustiando boa parte dos judeus franceses. Além dessa, no entanto, há outras dúvidas: qual a essência do judaísmo num país europeu moderno?
Sylvie Braibant, Dominique Vidal
1º de agosto de 2002

A radicalidade de Pierre Bourdieu
Selecionados por Franck Poupeau e Thierry Discepolo, artigos de Pierre Bourdieu revelam, nas suas intervenções públicas, a coerência do engajamento sociológico e político de um “intelectual específico”
Henri Maler
1º de agosto de 2002

A violência no aconchego do lar
A Pesquisa Nacional sobre Violência contra as Mulheres na França explodiu como uma bomba, quando foi publicada em junho de 2001: de cada dez mulheres, uma é vítima de violência conjugal e seis morrem por mês em conseqüência disso
Elisabeth Kulakowska
1º de julho de 2002

A contribuição do filme estrangeiro
Na França, nove em cada dez ingressos vendidos são de filmes franceses ou norte-americanos, o que limita as visões do mundo. No entanto, existe um público que, às vezes, transforma em sucesso um filme tailandês ou argentino pouco promissor
Philippe Lafosse
1º de julho de 2002

A esquerda “não socialista”...
Mesmo entre os amigos de Lionel Jospin, raros pensam que ele agiu certo ao fazer uma campanha eleitoral que anunciava “A França está melhor” e propunha – para que esse “melhor” se prolongasse – um programa “que é não socialista”
Serge Halimi
1º de julho de 2002

Um problema de “isolamento”...
Tempos atrás, o atual primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, deu uma lição de “socialismo” no social-democrata Lionel Jospin, que ocupava então o cargo: sua política social elitista estaria isolando seu governo das camadas populares...
Serge Halimi
1º de julho de 2002

As causas da angústia operária
A mídia explorou, no debate eleitoral francês, a suposta despolitização de parte dos assalariados. Mas as transformações por que passou o mundo do trabalho são tão profundas que já é o caso de perguntar se ele pode contribuir para a coesão da sociedade
Danièle Linhart
1º de junho de 2002

A terceira geração operária
Filhos de imigrantes vindos do Magrebe e da África negra, os jovens que integram a nova geração de trabalhadores rejeitam a herança do mundo operário e sonham com o sucesso individual
Stéphane Béaud, Michel Pialoux
1º de junho de 2002

Crônica do coro da imprensa
Articulado e regido pelos meios de comunicação, um coro unívoco e uniforme exigiu, no período de 22 de abril a 4 de maio, que a França votasse em Chirac. Uma exigência melodramática, intimidadora e dissimuladora. Com que objetivos?
Edgar Roskis
1º de junho de 2002

“Você tem certeza que é francês?”
A verdadeira corrida de obstáculos a que são submetidos, na França, os cidadãos interessados em renovar sua carteira de identidade é um alerta: algumas das idéias de Le Pen podem já estar em vigor
Maurice T. Maschino
1º de junho de 2002

“Você come muito cuscuz?”
O estrangeiro que deseja se tornar francês reúne os documentos pedidos pela polícia. Aí começa a longa espera: é o tempo necessário para investigar “a moralidade, a lealdade e a conduta do postulante” e verificar se está bem “assimilado”
Maurice T. Maschino
1º de junho de 2002

O jogo duplo das classes médias
As classes médias definem-se por uma dupla relação, para com os de cima e os de baixo. Dominantes-dominados e dominados-dominantes, como o morcego da fábula, dizem: “Sou um pássaro, veja minhas asas; sou um camundongo, vivam os ratos!”
Alain Accardo
1º de junho de 2002

A peste
O que desabou no dia 21 de abril foi a certeza de que, quando tudo mudava no mundo, nada iria modificar as forças políticas francesas.
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2002

Um patrão à imagem de Deus
Jean-Marie Messier declara que o planeta é o seu domínio; e a organização do mundo, sua tarefa histórica. Sua ambição é o poder total; e o meio de alcança-lo, a comunicação
Frédéric Lordon
1º de maio de 2002

A ascensão de Jean-Marie Messier
Tirando proveito da guinada das escolas da elite político-administrativa – pelas quais se formou – para o mundo do ’business’, Jean-Marie Messier presidiu a Compagnie Générale des Eaux, que se transformaria na Vivendi e, depois, na Vivendi Universal
Frédéric Lebaron
1º de maio de 2002

Se você não tem nada a oferecer...
O retrospecto da multinacional francesa na África revela que há, por trás de belas palavras, uma política predatória
Philippe Leymarie
1º de maio de 2002

O confisco da soberania popular
Existe sentido nas eleições francesas depois da Cúpula de Barcelona? As questões fundamentais para os cidadãos já foram resolvidas, não no Parlamento, em Paris, mas no encontro de chefes de Estado e de governo da União Européia
Bernard Cassen
1º de abril de 2002

O cerco a Mayotte
Mayotte, a mais oriental das Ilhas Comores, é a herança do Império francês. Apartada das Ilhas Comores, decretada Departamento francês, ela tenta agora o caminho da reunificação – duro e cheio de obstáculos, como as viagens enfrentadas pelos imigrantes encantados pela terra prometida
Christophe Wargny
1º de abril de 2002

Muçulmanos votam na França
A notícia é importante, mas seu impacto perde a força ao se avaliar o envolvimento do Estado no processo. Foi o Estado que lançou a idéia, dirigiu os debates e coorganizou a votação. Resta saber se a comunidade muçulmana leva alguma vantagem nisso
Nathalie Dollé
1º de janeiro de 2002

Sobre o “modelo republicano”
Partindo do princípio de que o primeiro passo de uma política de integração consiste em acolher dignamente os estrangeiros, para que eles queiram ficar no país, é forçoso constatar que a República não conseguiu fazer isso na maioria dos casos
Gérard Noiriel
1º de janeiro de 2002

Uma máquina que mata
Uma série de negligências: esse foi o veredicto sobre as causas da explosão da fábrica AZF de Toulouse, provocando a morte de 38 pessoas. Essas “negligências” são menos raras do que se pensa: acidentes e doenças profissionais crescem há mais de 10 anos
Martine Bulard
1º de dezembro de 2001

Do mito à história
No dia 17 de outubro de 1961, alguns milhares de argelinos tentaram protestar, em Paris, contra o toque de recolher que os impedia de ir à rua entre 20:30h e 05:30h. Cerca de 400 foram espancados até a morte pela polícia e seus corpos jogados no rio
Maurice T. Maschino
1º de dezembro de 2001

Por uma agricultura multifuncional
O líder dos agricultores franceses relata como surgiu, a que se opõe e o que defende o movimento que desmontou lojas do McDonald’s e ajudou a enterrar a Rodada do Milênio da Organização Mundial do Comércio
Jose Bové
12 de abril de 2000

A França vista de dentro e de fora
Um ex-correspondente do Financial Times na e dois altos funcionários do governo francês lançam livros onde analisam a França e suas indiossincrasias
Sylvie Braibant
12 de abril de 2000

Como a França aprovou o PACS
Sylvie Braibant
12 de fevereiro de 2000

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