Jornalismo de Mercado
Mil vezes favela
Tragicamente simbólicos, os assassinatos da Previdência põem a nu o que a República brasileira tem de pior. Os jovens mortos habitavam um morro que evoca Canudos, e do qual surgiu o próprio termo favela. O episódio revela a persistência do apartheid social — que a mídia se empenha em disfarçar...
Alexandre Machado Rosa
29 de junho de 2008
Um sopro de oxigênio na mídia norte-americana
Frente ao crescente alinhamento das grandes corporações da comunicação com o governo e de sua ostensiva perda de qualidade, uma fatia cada vez mais do público se volta para esse noticiário independente, em busca de informações confiáveis. A cada semana, duas novas emissoras de rádio ou tevê inserem o boletim em sua programação
Danielle Follett, Thomas Boothe
14 de janeiro de 2008
A eterna busca do modelo estrangeiro
A mídia e os liberais se encantam com modelos que abrem caminho para o desmantelamento completo do Estado de bem-estar social
Serge Halimi
1º de outubro de 2005
A mídia em campanha
Na França, diferente de outros países, o debate sobre o projeto constitucional esquenta, e já não se descarta uma vitória do “não” – para espanto da mídia, que joga tudo, em vão, na campanha em favor do texto liberal
Serge Halimi
1º de maio de 2005
Hora da verdade
Para desespero dos partidários do “sim”, está cada dia mais transparente para os eleitores que o que está em questão no plebiscito é a continuidade de duas décadas de desregulamentação dos serviços
Frédéric Lordon
1º de maio de 2005
Mídias em crise
A queda de circulação dos jornais e a concentração de veículos nas mãos poucos grupos ameaça o pluralismo, a independência jornalística e a democracia. Além da concorrência implacável da Internet, esta crise é fruto da perda de credibilidade da imprensa escrita
Ignacio Ramonet
1º de janeiro de 2005
O espetáculo policial
Escândalos envolvendo terrorismo e pedofilia tomam conta da mídia. Acusada de conivência com os poderes e com o dinheiro, nada mais estimulante do que entrar em uma batalha contra a moralidade inevitavelmente decadente
Gilles Balbastre
1º de dezembro de 2004
Como produzir cidadãos consumidores,
mal-informados e conformistas
“Qualquer um que conheça a história sabe que a desobediência é a virtude original do homem.”
Oscar Wilde
Em viagem pelos EUA, um grupo de soviéticos se espantou porque todos as notícias sobre as questões essenciais eram mais ou menos idênticas. “Em nosso país, para obter esse resultado temos uma ditadura, prendemos pessoas, arrancamos suas unhas. Aqui, vocês não têm nada disso. Então, qual é o seu segredo? Como vocês fazem?”
John Pilger
1º de outubro de 2004
A Publicis no poder
O quarto maior grupo de comunicação do mundo guarda relações estreitas com a mídia, freqüenta os círculos do poder e exerce grande influência nas grandes questões – e nos grandes negócios – da Europa
Marie Bénilde
1º de junho de 2004
Mirando a ordem midiática
Enquanto a mídia começa a ocupar o centro dos debates e das mobilizações contra as regressões neoliberais, seus guardiães sentem-se acuados e se empenham em convencer a todos que defendem o pluralismo e a independência do jornalismo
Henri Maler
1º de maio de 2004
A mídia, os intelectuais e Pierre Bourdieu
Em um tempo em que crítica à mídia tornou-se um produto apreciado até por ela própria, a obra de Bourdieu, que fornece instrumentos para compreender como se dá a dominação cultural e simbólica, suscita contra ela uma unanimidade reveladora
Jacques Bouveresse
1º de fevereiro de 2004
Um “golpe de Estado” na mídia?
A recusa do presidente italiano Carlo Ciampi em assinar uma lei que beneficiaria uma das estações de TV de Berlusconi é mais um alerta sobre o conflito de interesses que permeia o governo do primeiro-ministro e empresário de comunicação
Pierre Musso
1º de fevereiro de 2004
A nova ordem Internet
A discussão sobre formas de impedir o aumento da “fratura digital” ocupou os debates da cúpula mundial da sociedade de informação, em Genebra, mas sua declaração final mal conseguiu disfarçar a má vontade dos países ricos para reverter esse quadro
Ignacio Ramonet
1º de janeiro de 2004
O quinto poder
O Observatório Internacional da Mídia é a nova arma cívica para enfrentar o novo superpoder dos grandes meios de comunicação de massa que impõem, em matéria de informação, uma única lógica – a do mercado – e uma única ideologia – a do pensamento neoliberal
Ignacio Ramonet
1º de outubro de 2003
Os cães de guarda da ordem social
Empoleirados na posição de árbitros das habilidades tecnológicas da mídia, os jornalistas parecem isentos de qualquer crítica. Seus mitos profissionais exaltam a autonomia, a liberdade, a busca individual, mas ignoram, quase em absoluto, a realidade social
Pierre Rimbert, Gilles Balbastre
1º de setembro de 2003
Os grevistas, esses doentes mentais
Para os “analistas” da grande imprensa, os professores em greve contra as reformas neoliberais pretendidas pelo governo francês são “descerebrados” e seu movimento, uma atitude “revanchista e irracional” que defende propostas “irreais”
Serge Halimi
1º de setembro de 2003
Uma imprensa em crise
A imprensa valã é maior e de capital familiar. A imprensa flamenga é mais jovem e contestadora. Ambas estão cada vez mais despolitizadas, não se adaptam aos novos leitores e sofrem com uma queda sem precedentes na circulação de seus jornais
Adrien Gonthier
1º de maio de 2003
A concentração das mídias nos EUA
Viabilizado pela desregulamentação do setor, o processo de concentração e conseqüente uniformização na indústria das comunicações norte-americanas aumentou desde a década de 80 e hoje está nas mão de apenas dez grandes empresas.
Eric Klinenberg
1º de abril de 2003
Um conformismo conveniente
Nascida durante a Resistência e considerada uma referência por seus compromissos com a ética e a dignidade, a principal escola de comunicação da França – o Centro de Formação de Jornalistas – foi tomada pelo rei-dinheiro e pela lógica do mercado
François Ruffin
1º de fevereiro de 2003
Os novos imperadores da mídia
A crescente concentração dos meios de comunicação ameaça o pluralismo da imprensa, já que seus novos donos privilegiam a rentabilidade, em detrimento do direito de ser bem informado - acompanhante fundamental da liberdade de expressão
Ignacio Ramonet
1º de dezembro de 2002
Novas ameaças ao pluralismo da imprensa
O surgimento de informativos gratuitos na França tem provocado polêmica, mas o risco que eles representam para os jornais pagos é insignificante em relação ao representado pelo enfraquecimento do sistema de distribuição
Marie Bénilde
1º de novembro de 2002
Intelectuais da mídia,
os novos reacionários
Ilusões perdidas, desencanto ou, pura e simplesmente, oportunismo? Por que teriam os intelectuais franceses de hoje dado uma guinada à direita? Le Monde diplomatique fez uma pesquisa cujo resultado é publicado nesta edição
Maurice T. Maschino
1º de outubro de 2002
Um olhar africano
A opinião pública mundial é dominada pela informação procedente do hemisfério Norte. Longe de ser inocente ou neutra, ela serve de álibi para que os países ricos imponham o sistema de segurança da globalização liberal
Jean-Marc Éla
1º de setembro de 2002
Os laboratórios da mentira
Uma crônica sobre o envolvimento dos meios de comunicação no golpe de Estado de 12 de abril — e sobre os novos esforços da mídia para derrubar, em aliança com as elites, o governo eleito pelo povo
Maurice Lemoine
1º de agosto de 2002
Golpes Sem Fronteiras?
Em meio a um evidente jogo de interesses políticos, econômicos e financeiros – envolvendo grupos de comunicações e multinacionais – a organização Repórteres Sem Fronteiras defende, estranhamente, os golpistas
Maurice Lemoine
1º de agosto de 2002
O crime perfeito
Os meios de comunicação da Venezuela, porta-vozes informais da Igreja Católica, da oligarquia financeira, do empresariado, da burguesia branca e de um sindicato corrupto, preparam-se, agora, para um golpe perfeito
Ignacio Ramonet
1º de junho de 2002
Um romancista excepcional
Em Mario Vargas Llosa coabitam o panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, e um romancista com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista – e que fascina os seus leitores
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2002
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