Mercantilização da Cultura
Futebol, tráfico de atletas e conivência do Estado
Dez anos após a aprovação da Lei Pelé, Executivo e Congresso finalmente estudam medidas para coibir a evasão clandestina de jogadores. Mas, influenciadas pela lógica de mercado e pelo desejo de satisfazer os clubes, as propostas em debate podem agravar o problema, ao invés de saná-lo
Alexandre Machado Rosa
1º de junho de 2008
A hipermassificação e a destruição do indivíduo
O “tempo livre” é de fato assim tão livre? Esse tempo, saturado de produtos culturais, impede que cada qual se diferencie por escolhas próprias, espoliando sua energia vital. E, levando a uma perda generalizada de individuação, engendra rebanhos de seres em permanente e angustiante mal-estar – rebanhos que se aproximam cada vez mais da horda furiosa
Bernard Stiegler
15 de fevereiro de 2008
O ensino europeu no compasso do mercado
Os reitores se transformaram em gerentes de empresas, os objetivos humanistas foram substituídos pela competição e o prestígio dos estabelecimentos passou a ser medido pelos salários dos recém-formados
Christophe Charle
15 de outubro de 2007
Kiarostami e Erice
A exposição itinerante ”Correspondências” propõe um diálogo entre as obras cinematográficas de Víctor Erice e Abbas Kiarostami. Por meio da troca de "cartas filmadas", cada qual lança seu olhar sobre a obra do outro
Alain Bergala
6 de setembro de 2007
Quando os museus viram mercadoria
Em busca de novas fontes de dinheiro e prestígio, grandes museus do mundo partem para o aluguel de acervos, relações submissas com o mecenato, atração obsessiva de público. Que isso significa para a preservação das obras e das próprias idéias de arte e cultura?
Philippe Pataud Célérier
12 de fevereiro de 2007
Em vez do Estado, os mecenas
A começar do Louvre, os museus franceses dependem cada vez mais de financiadores privados
Philippe Pataud Célérier
12 de fevereiro de 2007
Hollywood na era da produção globalizada
Os Estados Unidos edificaram a mais poderosa das indústrias cinematográficas porque Hollywood sempre soube se adaptar aos modelos de produção dominantes. Hoje, ao adotar as receitas da globalização, a fábrica dos sonhos embarca na uniformização e nivela sua produção por baixo
Harvey B. Feigenbaum
1º de setembro de 2005
A ideologia do esporte-espetáculo e suas vítimas
Transmitido mundialmente pela televisão, o esporte tornou-se um dos vetores da globalização. Sua ideologia disfarça seu caráter político, a monetarização generalizada dos “valores” esportivos, fraudes e trapaças de todos os tipos e, sobretudo, ’doping’ maciço em todos os estágios
Jean-Marie Brohm, Marc Perelman, Patrick Vassort
1º de junho de 2004
A música francesa e a diversidade cultural
O fenômeno da defasagem e de frieza da mídia diante da diversidade da produção musical nunca esteve tão evidente em um mundo submetido à influência massacrante de cinco gravadoras multinacionais
Jean Ferrat
1º de maio de 2004
A ditadura da world litterature
O que vale, na nova orientação do mercado editorial, não é conteúdo, cultura ou valor artístico, e sim a capacidade de um autor ? às vezes de um só livro ? de se impor comercialmente nas áreas lingüísticas mais rentáveis
Pierre Lepape
1º de março de 2004
Uma indústria canibal
O futebol, o esporte mais popular e o que melhor expressa e afirma a identidade nacional, foi submetido às leis da rentabilidade e se tornou uma verdadeira máquina de moer carne humana, sucumbindo à uniformização obrigatória promovida pela globalização
Eduardo Galeano
1º de agosto de 2003
O monopólio do livro
Com a aquisição da Vivendi Universal Publishing, o grupo Lagardère (Hachette) acaba de reforçar consideravelmente o poder, exercendo seu monopólio sobre os livreiros, sobre a imprensa, sobre as demais editoras e sobre os próprios autores
Janine Brémond, Greg Brémond
1º de janeiro de 2003
Ensino à distância,
lucros e mediocridade
Tomadas por uma febre comercial, e incentivadas pela OMC, as universidades voltam-se cada vez mais para o ensino via Internet, apesar da suspeita sobre a eficácia pedagógica destes métodos. Vale a pena examinar o passado deste método, bem menos "moderno" do que se imagina
David Noble
12 de abril de 2000
A era da passividade
Cada vez mais associada à propaganda, a mídia mostra a vida social como uma sucessão de "grandes fatos", que o cidadão deve limitar-se a assistir. Consumo, logo existo! Esta é a máxima que parece resumir o nosso tempo
François Brune
12 de abril de 2000
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