Mercantilização da Vida
A hipermassificação e a destruição do indivíduo
O “tempo livre” é de fato assim tão livre? Esse tempo, saturado de produtos culturais, impede que cada qual se diferencie por escolhas próprias, espoliando sua energia vital. E, levando a uma perda generalizada de individuação, engendra rebanhos de seres em permanente e angustiante mal-estar – rebanhos que se aproximam cada vez mais da horda furiosa
Bernard Stiegler
15 de fevereiro de 2008
A ditadura da “boa forma”
O capitalismo avançado transformou a saúde individual em um capital. Somos intimados a gerir esse patrimônio, a buscar sua ininterrupta otimização. Economistas, diretores de recursos humanos, terapeutas de programas de televisão, todos nos ensinam como cuidar de um corpo que já não nos pertence
François Cusset
14 de janeiro de 2008
Patentes e medicamentos genéricos
A proteção da propriedade intelectual de produtos farmacêuticos continua a desafiar os países em desenvolvimento. Contar com uma indústria farmacêutica local capaz de produzir os medicamentos necessários para atender à saúde passou a ser uma questão estratégica, e não um simples objetivo de política industrial
Carlos M. Correa
14 de janeiro de 2008
A fraude do conceito de “capital humano”
Imposto pela novilíngua contemporânea que é o discurso neoliberal, o conceito pretende convencer os trabalhadores assalariados de que cada um deles possui um “capital”: sua própria pessoa. E transforma assim sua existência num empreendimento constante de acúmulo de recursos destinados à valorização no mercado de trabalho
Alain Bihr
12 de dezembro de 2007
Dura batalha pela seguridade social
Num continente assolado pela pobreza, espalham-se as campanhas para transformar a Previdência em direito de todos. As políticas “de mercado” do FMI e Banco Mundial são o obstáculo
Assane Diop
1º de maio de 2006
Os vendedores de doenças
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento
Ray Moynihan, Alan Cassels
1º de maio de 2006
Disputa em aberto
Duas forças opostas estarão em choque, na conferência da OMC. O capital quer ampliar a mercantilização do mundo; mas entre as sociedades, espalha-se a resistência
Bernard Cassen
1º de dezembro de 2005
A grande barganha
Ampliar a importação de produtos agrícolas. Mas exigir a abertura dos promissores mercados de serviços. Esta é estratégia das transnacionais do Norte, aplaudida por parte das elites e governos do Sul
Frédéric Viale
1º de dezembro de 2005
Alternativa: soberania alimentar
Duas propostas simples, para proteger os direitos dos agricultores (e não os do agronegócio). 1. Proibir todos os subsídios à exportação; 2. Permitir que os países estabeleçam livremente impostos de importação, em defesa do produtor nacional
Jacques Berthelot
1º de dezembro de 2005
Não façam o que eu faço
Enquanto EUA e União Européia subsidiam maciçamente sua agricultura, o Banco Mundial desmantela os sistemas nacionais de proteção aos produtores de algodão na África
Francis Kern, Tom Amadou
1º de dezembro de 2005
Glossário
Conheça o significado de alguns dos termos mais freqüentes no vocabulário da rodada de Doha
1º de dezembro de 2005
Saúde precária
O plano de Tony Blair para “recuperar” o sistema hospitalar parece perdido em privatizações e cortes de direitos
Martine Bulard
1º de outubro de 2005
O homem neoliberal: da redução das cabeças à mudança dos corpos
A suspensão atual das proibições esconde um verdadeiro projeto pós-nazista sustentado pelo capitalismo. Ao mesmo tempo em que quebra as regulamentações simbólicas, possibilita que a técnica avance sozinha até quebrar a humanidade
Dany-Robert Dufour
1º de abril de 2005
Os nomes da água
Em latim, aqua não era a única palavra para esta substância. Havia também a palavra unda. Unda ameaçada, aqua privada de suas virtudes, o drama da água é universal: a guerra da água – milênios depois da guerra do fogo – se passa sobre o cenário da guerra contra a vida
Alan Rey
1º de março de 2005
Sujeira na água das cidades
Como a privatização dos serviços de saneamento fizeram lucros estratosféricos de milhões de euros para empresas francesas e prejudicaram milhões de cidadãos
Marc Laimé
1º de março de 2005
As três irmãs
As empresas francesas que dominam o mercado mundial de água se beneficiam de um negócio que envolve bilhões de euros
Marc Laimé
1º de março de 2005
De volta à esfera pública
Tarifas caras e qualidade duvidosa levam vários municípios a romper contratos com empresas privadas e voltar a gerir os serviços de saneamento
Patrick Coupechoux
1º de março de 2005
A efervescência popular boliviana
Depois de derrubar o presidente Sanchez de Lozada, o movimento social de um dos países mais pobres da América Latina inflige mais um golpe à globalização, expulsando pela segunda vez uma multinacional beneficiada pela privatização do saneamento básico
Walter Chavez
1º de março de 2005
Os escravos do celular
O avanço espetacular da telefonia móvel no mundo vende a ilusão de liberdade e nos torna dependentes do “contato permanente”
Dan Schiller
1º de fevereiro de 2005
Quem vai pagar ?
O caminho para diminuir ou acabar com o déficit da Previdência não passa por taxar ainda mais os assalariados. Deve-se levar a empresa – isto é, o lugar de criação das riquezas – de volta ao centro do financiamento
Dominique Sicot
1º de julho de 2004
O reverso da reforma
Pode existir uma nova organização do sistema de saúde, que não signifique cortar gastos e penalizar os segurados. O caminho passa por mudança de práticas, prevenção de riscos ambientais e no trabalho e, principalmente, pela invenção da democracia sanitária
Dominique Sicot
1º de julho de 2004
A destruição pelo turismo
Um dos oásis mais célebres do mundo, Tozeur teve seu frágil equilíbrio econômico, ecológico e social praticamente rompido, quando o governo passou a dar prioridade ao turismo internacional, que também traz consigo o fascínio pelo mundo ocidental
Claude Llena
1º de julho de 2004
A falência da saúde de mercado
Nos Estados Unidos, o número de desassistidos nos serviços de saúde cresce, inclusive entre os assalariados que dependem de um seguro pago pela empresa. O alto custo do benefício faz até os empresários sonharem com um sistema público
Olivier Appaix
1º de julho de 2004
Energia elétrica: a grande liquidação
O governo francês prepara as condições para a privatização do setor de energia, submetendo-se ao bombardeio ideológico que prega que o público é sempre ineficiente, e o privado, sempre o modelo de eficácia. Mas quem já convive com a liberalização experimenta apagãos e tarifas altas
Ernest Antoine
1º de junho de 2004
Um mestre sem piedade
A revisão e a revelação da obra de Francis Bacon, numa exposição que engloba, de maneira concisa, a obra de uma longa vida
John Berger
1º de junho de 2004
O avanço da destruição do Estado
Num caminho sem volta, as reformas liberais constroem, passo a passo, um novo mundo da concorrência, com um Estado raquítico e desprovido de políticas sociais
Serge Halimi
1º de junho de 2004
Os trabalhadores e o serviço público
Após um acidente de trem da companhia ferroviária Ouest-Etat, então recém-nacionalizada, diretor do jornal ’L’Humanité’, escreveu este artigo, em 19 de fevereiro de 19111 , que parecia antecipar o que viria quase um século depois
Jean Jaurès
1º de junho de 2004
O desejo asfixiado,
ou como as indústrias culturais liquidam o indivíduo
A sociedade hiperindustrial, através da indústria cultural, promove o controle íntimo dos comportamentos individuais, acarretando uma miséria simbólica que ameaça as capacidades mentais, intelectuais, afetivas e estéticas da humanidade
Bernard Stiegler
1º de junho de 2004
A insegurança social programada
A justificativa do governo francês para sua reforma estrutural é a seguinte: com a queda do crescimento econômico, diminuem os depósitos, aumenta o déficit e diminui o consumo. Portanto, para a área da saúde, a palavra de ordem é privatizar
Martine Bulard
1º de outubro de 2003
Meio século de sabotagem
Com o fim da II Guerra Mundial, os partidos políticos franceses tentaram criar uma “previdência social” para todos, fundada sobre o trabalho, co-gerida pelos trabalhadores e pelo Estado. Nos 50 anos que se seguiram, essas conquistas foram solapadas
Martine Bulard
1º de outubro de 2003
A arte de reduzir as mentes
A força da ideologia neoliberal decorre do fato de não começar visando ao homem. Ela cria um novo estatuto do objeto, definido como simples mercadoria, esperando que os homens se transformem ao se adaptarem à mercadoria, apregoada como a única coisa real
Dany-Robert Dufour
1º de outubro de 2003
A OMS nos braços do mercado
Desde sua posse em maio de 1988, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde Gro Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega, anunciou os princípios que orientariam sua gestão: seduzir os Estados Unidos e os mercados financeiros. Cumpriu
Jean-Loup Herbert
1º de julho de 2002
Uma instituição debilitada
As contribuições voluntárias que financiam ações bilaterais (cerca de 60% do orçamento total) escapam ao controle do Conselho Executivo e tornam a OMS cada vez mais dependente de seus principais doadores, basicamente o setor privado
Jean-Loup Herbert
1º de julho de 2002
E a água foi privatizada...
O caso exemplar de La Paz revela como a concessão dos serviços a empresas como a Vivendi favorece a contaminação da água, a devastação do ambiente e a alta das tarifas
Franck Poupeau
1º de maio de 2002
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