Neoliberalismo
Apenas um liberalismo é possível
O contínuo trabalho de conquista dos espíritos empreendido pelo liberalismo, que foi respaldado pelo poder político e fortificado à medida que o capitalismo ampliava sua empresa, conduziu à construção metódica de uma visão de homem cuja conduta se assenta sobre o interesse e a utilidade
François Chesnais
15 de fevereiro de 2008
A fraude do conceito de “capital humano”
Imposto pela novilíngua contemporânea que é o discurso neoliberal, o conceito pretende convencer os trabalhadores assalariados de que cada um deles possui um “capital”: sua própria pessoa. E transforma assim sua existência num empreendimento constante de acúmulo de recursos destinados à valorização no mercado de trabalho
Alain Bihr
12 de dezembro de 2007
O Tratado de Lisboa, à revelia dos povos
Disfarçada, volta à cena a “Constituição Européia”, para ser aprovada sem referendos populares. E uma Europa produzida nesses moldes significa necessariamente mais liberalizações, mais privatizações, cortes dos serviços públicos e o reiterado adiamento de qualquer veleidade de transformação social e redistribuição da riqueza
Bernard Cassen
12 de dezembro de 2007
Capital, propriedade e gestão
Há mais de um século, o capitalismo separou os proprietários jurídicos dos meios de produção de quem os administra. Diversos autores dedicaram-se ao estudo dessa cisão
Gérard Duménil, Jacqes Bidet
16 de outubro de 2007
Um novo marxismo para um novo mundo
A ordem social moderna comporta não uma, mas duas forças sociais dominantes: ao mundo dos “capitalistas” articula-se o dos gestores privados e públicos. É a essas duas forças que deve se opor o conjunto das “classes fundamentais populares”
Gérard Duménil, Jacqes Bidet
15 de outubro de 2007
Apagar o passado?
Enquanto se rendia homenagem a Milton Friedman, pai do neoliberalismo e conselheiro do ditador Pinochet, tentou-se recentemente relegar ao esquecimento os veteranos que defenderam a democracia durante a Guerra Civil Espanhola. O que está por trás dessas amnésias seletivas?
(Na internet, a partir de setembro)
John Berger
13 de agosto de 2007
Radiografia de uma "revolução colorida"
Quatro anos após a Revolução Rosa, a Geórgia comemora crescimento acelerado e forte entrada de capital externo. Mas avançam também desigualdade, desemprego, concentração de poder e nacionalismos xenófobos
Vicken Cheterian
27 de julho de 2007
Tope tudo pelo emprego
Pressionadas a garantir postos de trabalho, as sociedades estão cada vez mais vulneráveis às pressões do capital. Para evitar deslocalizações, aceitam-se ambientes insalubres, energias sujas e produtos que atentam contra a soberania alimentar
Annie Thebaud-Mony
27 de julho de 2007
Enfim, uma indenização
Sinais do neoliberalismo: uma decisão judicial revela que, mesmo num país "central", grandes corporações sentem-se à vontade para expor trabalhadores a doenças mortais
Annie Thebaud-Mony
27 de julho de 2007
O melancólico ocaso de Tony Blair
Ao encerrar uma década de governo, o criador da "Terceira Via" depara-se com uma popularidade lastimável e os primeiros balanços sérios de seu mandato. Eles destacam a subserviência aos EUA e a manutenção sem brilho das políticas neoliberais de seus antecessores
Richard Gott
21 de junho de 2007
O preço do trabalho na França
O mito de que os assalariados europeus são bem-remunerados não resiste à análise dos números
Michel Husson
29 de abril de 2007
Trabalhar mais, para ganhar menos
Um balanço da políticas neoliberais "de emprego" na França revela: além de rebaixarem salários, elas ampliaram as diferenças de rendimento entre homens e mulheres, a precariedade e a necessidade de trabalhos complementares. Que mais será preciso para uma mudança de rumos?
Michel Husson
29 de abril de 2007
Para refundar a União Européia
Novas dúvidas e questionamentos abalam o grande projeto europeu, no momento em que se expande para 27 países. Para evitar que a crise se aprofunde, a saída é pensar num continente articulado por visões comuns de mundo — não pelas forças cegas do mercado
Paul Thibaud
16 de janeiro de 2007
Crescimento sem ortodoxia
A economia nipônica ressurge. Surpresa: a causa principal é a adoção de culturas econômicas opostas às sugeridas pelo neoliberalismo
Sanford M. Jacoby
1º de maio de 2006
A nova fronteira liberal
Propor a substituição das políticas públicas por caridade plutocrática, e sugerir a dissolução definitiva do Estado Social, pode ser a quimera radical dos neoliberais
Frédéric Lordon
1º de abril de 2006
Uma resposta a 1968
Ao contrário do que se pensa, a estratégia de individualizar o trabalho surge bem antes das crises dos anos 70. Ela é uma alternativa domesticada à crítica radical dos valores capitalistas, que marca as revoltas de 1968
Danièle Linhart
1º de março de 2006
A grande virada de Washington e o fim liberalismo
A globalização, considerada como a unificação da economia mundial sobre um paradigma neoliberal, parece chegar ao fim. Os sintomas de sua desintegração são múltiplos, mas seu principal agente são os Estados Unidos de Bush
Philip S.Golub
1º de julho de 2005
Um persistente déficit democrático
O que é apontado como grande avanço democrático no Tratado Constitucional não passa de dispositivos formais, anulados pelo modelo econômico ultraliberal
Bernard Cassen
1º de maio de 2005
Que “novos direitos”?
Os direitos fundamentais ao trabalho, a moradia, a salário mínimo, são substituídos por quatro liberdades, também chamadas de "fundamentais": a liberdade de circulação de capitais, de mercadorias, de serviços e de pessoas
Bernard Cassen
1º de maio de 2005
O homem neoliberal: da redução das cabeças à mudança dos corpos
A suspensão atual das proibições esconde um verdadeiro projeto pós-nazista sustentado pelo capitalismo. Ao mesmo tempo em que quebra as regulamentações simbólicas, possibilita que a técnica avance sozinha até quebrar a humanidade
Dany-Robert Dufour
1º de abril de 2005
Um debate interditado
A discussão sobre a nova «Constituição» européia é esvaziada de conteúdo, para impedir que a população reconheça ali algo próximo de um arremedo dos estatutos do FMI ou da OMC
Bernard Cassen
1º de fevereiro de 2005
A impostura do Nobel de economia
O prêmio instituído pelo Banco da Suécia nada tem a ver com o Nobel e servem para endeusar economistas americanos da Escola de Chicago
Hazel Henderson
1º de fevereiro de 2005
O avanço da destruição do Estado
Num caminho sem volta, as reformas liberais constroem, passo a passo, um novo mundo da concorrência, com um Estado raquítico e desprovido de políticas sociais
Serge Halimi
1º de junho de 2004
O assalariado ideal segundo o gerenciamento pós-moderno
Ontem, para empresas modeladas pelo ’taylorismo’ e o ’fordismo’, salvo a preocupação com as suas opiniões políticas, o que interessava eram as capacidades técnicas dos candidatos. Agora o que se cobiça são os valores dos colaboradores, suas crenças, sua interioridade e sua personalidade
Stéphane Haefliger
1º de maio de 2004
A jogada da minoria de bloqueio
Derrotados por uma decisão do Conselho, os Estados podem formar uma coalizão para promover uma política e, principalmente, para impedir uma que lhes venha a desagradar. Assim, na prática, exercem indiretamente o direito de veto
Bernard Cassen
1º de janeiro de 2004
Uma Constituição para santificar o mercado
Fracasso parcial ou absoluto, o fato é que a reunião do Conselho Europeu do mês de dezembro apenas empurrou com a barriga os grandes problemas da UE: as políticas nacionais continuam sendo guiadas e restritas aos interesses da globalização liberal
Bernard Cassen
1º de janeiro de 2004
As crises na África ocidental
Em pouco mais de uma década de um novo cenário sócio-econômico de caráter liberal, as empresas multinacionais, ávidas por matérias-primas e por lucros, substituíram, na prática, os governos africanos, semeando golpes e corrupção
Pierre Franklin Tavares
1º de janeiro de 2004
A pressão das Igrejas
Enquanto o ’lobby’ do Vaticano se infiltra em várias esferas institucionais e consegue fortalecer a Igreja com subvenções da UE, o tratado constitucional europeu põe em risco os princípios laicos ao reconhecer a "herança religiosa" do continente
Christian Terras
1º de janeiro de 2004
Bolívia
Ao depor o presidente Sanchez de Losada, a população boliviana repete o que aconteceu em outros países da América Latina, que repeliram um modelo econômico que agravou a corrupção, arruinou a população e aumentou a exclusão social por todo o continente
Ignacio Ramonet
1º de novembro de 2003
A arte de reduzir as mentes
A força da ideologia neoliberal decorre do fato de não começar visando ao homem. Ela cria um novo estatuto do objeto, definido como simples mercadoria, esperando que os homens se transformem ao se adaptarem à mercadoria, apregoada como a única coisa real
Dany-Robert Dufour
1º de outubro de 2003
Uma Constituição para nada
Quando a grande maioria dos cidadãos compreender bem a sobredeterminação das políticas nacionais pelas decisões tomadas no âmbito da União, com seu viés ortodoxamente liberal e tutelado pelos EUA, a consciência européia terá passado por uma fronteira crucial
Bernard Cassen
1º de julho de 2003
Quando The Economist pensa contra si mesmo
Diante do êxito da Malásia, que impôs o controle cambial para responder à crise financeira de 1997, violando um dos cânones mais sagrados da ortodoxia liberal, badalado semanário econômico liberal faz auto-crítica
Bernard Cassen
1º de junho de 2003
Olhares argentinos
Contemporânea à excelente safra de filmes de ficção argentinos, mostra de documentários revela o país espoliado pela crise e pelo modelo neoliberal que levou cerca de 50% de sua população, antes predominantemente de classe média, a viver abaixo da linha da pobreza
Carlos Pardo
1º de junho de 2003
Os desafios do pós-neoliberalismo
Após 30 anos de hegemonia da direita, as vitórias de Lula, de Gutierrez, no Equador, a resistência de Chávez, na Venezuela, e as possíveis mudanças políticas na Argentina e no Uruguai anunciam a esperança de um novo período histórico: o pós-neoliberalismo
Emir Sader
1º de fevereiro de 2003
A guerra social
As desigualdades atingem proporções inéditas. Um terço da humanidade vive na miséria, 800 milhões sofrem de desnutrição, quase um bilhão de analfabetos, um bilhão e meio não tem acesso a água potável, dois bilhões não conhecem luz elétrica...
Ignacio Ramonet
1º de novembro de 2002
A crise vem de tão longe...
Nos últimos 20 anos, depois de um “círculo virtuoso” de felicidade geral, multiplicaram-se as crises – crise de crescimento, crise cambial, crise da chamada “nova economia” etc... Mas a crise não é conjuntural: é do próprio sistema
René Passet
1º de novembro de 2002
Por trás do mito chileno
Após duas décadas de governo democrático, o Chile é um país bem visto e respeitado no mundo inteiro. No entanto, o custo do sucesso econômico implicou na adoção de uma política de “justiça na medida do possível”, que engessou o progresso social
Nira Reyes Morales
1º de novembro de 2002
A era pós-Cardoso
A vitória de Lula e do PT, nas eleições brasileiras, abrirá um grande debate estratégico. Qual a relação entre a presidência e o poder, quais os limites e possibilidades de agira no quadro institucional, qual a possibilidade de adesão ao sistema, por exemplo
Emir Sader
1º de outubro de 2002
Reforma agrária? Não!
O governo de Fernando Henrique Cardoso anuncia ter beneficiado 482.206 famílias, mas as estatísticas indicam que esse número não passa de 234.062, das quais 60% estariam situadas em novas zonas desmatadas
Maurice Lemoine
1º de outubro de 2002
Sonhos despedaçados
A Argentina, que já se orgulhou de sua vida cultural e de seu vigor econômico, hoje colhe derrotas de um modelo que arruinou o país
Clara Augé
1º de setembro de 2002
Uma economia de penúria
A “megadesvalorização” do peso, o congelamento dos salários e o confisco dos depósitos bancários produziram uma forte contração do dinheiro em circulação, a liquidação do crédito e, por conseqüência, a falência de milhares de empresas
Jorge Beinstein
1º de setembro de 2002
A queda-de-braços do alumínio
A disputa mostrou que, se houver conflito entre princípios e interesses privados, os EUA cederão aos segundos
Joseph E. Stiglitz
1º de abril de 2002
Pisando no acelerador
Para comentaristas e políticos do mundo ocidental, as negociações que resultaram da Conferência da Organização Mundial do Comércio em Doha “poderiam abrir caminho a um número incalculável de reformas, contribuindo para a abertura dos mercados”
Bernard Cassen, Frederic Clairmont
1º de dezembro de 2001
Um desastre total
Balanço de 10 anos de neoliberalismo: do 60º lugar no índice de desenvolvimento humano da ONU (PNUD) em 1990, a Nicarágua passou, em 1999, para o 116º; o poder aquisitivo dos salários caiu pela metade: a dívida externa duplicou
François Houtart
1º de dezembro de 2001
Onde as máfias,
as transnacionais e
os governos se encontram
A lavagem de dinheiro não é resultado das maldades de um ou outro governo corrupto. Tornou-se uma atividade essencial ao funcionamento do capitalismo moderno. Por isso, unem-se em torno dela, além dos mafiosos de carteirinha, transnacionais e políticos "respeitáveis"
Chistian de Brie
12 de abril de 2000
Três tributos globais
para domar a especulação
Além do tributo Tobin, dois outros impostos sobre o capital podem gerar um fundo para combater a pobreza e evitar a degradação das condições de trabalho nos países em desenvolvimento
Howard M. Wachtel
12 de abril de 2000
A resistível
ascensão de Haider
A ascensão da extrema direita européia não deveria surpreender. Ela foi embalada pelas políticas de ajuste neoliberais, aplicadas inclusive por social-democratas. O espaço aberto foi tão grande que Haider pôde posar de defensor dos direitos sociais
Paul Pasteur
12 de março de 2000
A revolta dos "marginalizados"
Que pontos em comum pode haver entre a revolta zapatista no México e a islâmica no Egito? Em ambos os casos, grupos marginalizados, empobrecidos pelas políticas do Estado e apoiados num discurso religioso, estão engajados num combate desigual, que consideram justo
Dan Tschirqi
12 de março de 2000
A social-democracia privatizada
O Manifesto da Terceira Via, que Tony Blair e Gerhard Schroder lançaram em Londres em 8 de Junho coloca ponto final na ambição social-democrata de propor uma resposta forte, de esquerda, à difícil coabitação entre o sistema capitalista e os regimes democráticos.
José Vidal Beneyto
12 de dezembro de 1999
Basta de mediocridade!
Deveríamos ser os jardineiros deste planeta. Cultivá-lo como ele é e pelo que é. E encontrar a nossa vida, o nosso lugar. Mas isto está muito longe não só do atual sistema quanto da atual imaginação dominante. O imaginário da nossa época é a expansão ilimitada, a acumulação de produtos de consumo: um aparelho de televisão e um micro em cada quarto. É isso que devemos destruir. É nesse imaginário que o sistema se apóia
Cornelius Catoriadis
1º de dezembro de 1999
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