Palestina
Os intelectuais pacifistas de Israel
Por meio de uma ampla pesquisa nos arquivos do Estado, eles desmontam os mitos da política oficial e procuram abrir caminho para uma nova relação com os árabes. Graças aos estudos, sabe-se, por exemplo, que a ocupação da Palestina sempre esteve nos planos da direita sionista
Eric Rouleau
27 de maio de 2008
Palestina: catorze anos de trágica divisão
Desde os Acordos do Oslo, Fatah e Hamas, as duas grandes facções da luta contra a dominação israelense, têm aprofundado sua disputa fratricida. A crise pode se agravar, caso Washington obtenha, este mês, a assinatura de mais um compromisso-fantasia
Marwan Bishara
12 de novembro de 2007
Jimmy Carter e o apartheid israelense
Por ter denunciado as condições desumanas impostas à população palestina e a desapropriação de suas terras por colonos judeus, o ex-presidente norte-americano foi acusado de anti-semitismo e tornou-se alvo de uma cruzada da extrema-direita
Mariano Aguirre
6 de setembro de 2007
O Memorando Debray sobre a Palestina
A distância entre o que é dito (porque queremos ouvi-lo) e o que é feito (que nos repugna ver) pelos governos israelenses no local assume, para alguns, proporções de jogo duplo e, para outros, de esquizofrenia
Régis Debray
14 de agosto de 2007
Sob o signo da frustração
A derrota no conflito de 1967 transtornou o mundo árabe. É a partir dos traumas associados a ela que crescem a influência da religião, a tentação da violência, o conservadorismo moral como forma de “purificação” e os governos cada vez mais afastados de seus povos
Bassma Kodmani
21 de junho de 2007
Como a ocupação invadiu Israel
Após seu triunfo retumbante contra os três maiores exércitos árabes, o país encheu-se de orgulho, dinheiro e ilusão. Quarenta anos depois, a sociedade está mais frágil, atemorizada e desigual. Há quem tema por suas chances de sobrevivência
Meron Rapoport
21 de junho de 2007
O interminável Sétimo Dia
Cronologia dos conflitos provocados pela ocupação da palestina. Por ter mantido e aprofundado a opressão sobre eles, a Guerra dos Seis Dias acabou deflagrando uma série de choques, que se arrasta até hoje
Bassma Kodmani
21 de junho de 2007
Dinastias, golpes e... insurreições
Desde a constituição de seus Estados nacionais, o mundo árabe tem sido marcado por governos que se eternizam (muitas vezes apoiados por potências estrangeiras) e por fortes sobressaltos políticos. O período pós-67 manteve esta tendência
Bassma Kodmani
21 de junho de 2007
Um caminho singular para a paz
Diante do esgotamento do "processo de Oslo" e do risco de um apartheid israelense, ressurge e ganha apoio uma proposta histórica: e se judeus e palestinos convivessem em um mesmo Estado laico?
Leila Farsakh
19 de março de 2007
Um bonde chamado esquizofrenia
Por que Paris, teoricamente contrária à anexação de Jerusalém Oriental, finge desconhecer a participação destacada de duas empresas francesas numa obra que pode aprofundar o apartheid racial e segregação dos palestinos na cidade
Dominique Vidal, Philippe Rekacewicz
12 de fevereiro de 2007
Generosidade ou cinismo?
Bizarro projeto: a pretexto de construir, em Jerusalém, um "Museu da Tolerância, o Centro Simon Wisenthal pretende profanar o cemitério mais sagrado dos muçulmanos na Palestina
Amnon Kapeliouk
12 de fevereiro de 2007
A anexação de Jerusalém Oriental
Como o governo de Israel impõe medidas de segregação contra muçulmanos e cristãos, para impedir a construção de um Estado palestino e frustrar as negociações que poderiam abrir um processo de paz no Oriente Médio
Dominique Vidal, Philippe Rekacewicz
12 de fevereiro de 2007
Por que o Hamas (ainda) não reconhece Israel
Dois novos estudos revelam algo que os meios de comunicação omitem: todas documentos mais recentes o grupo majoritário no Parlamento palestino sugerem que ele está disposto a aceitar o Estado israelense. A pergunta é: esta oportunidade para a paz será aproveitada?
Paul Delmotte
16 de janeiro de 2007
Ariel Sharon mandou matar Arafat?
Revelados em livro recém-publicado, diálogos entre o ex-primeiro-ministro israelense e um amigo íntimo reforçam a hipótese tenebrosa
Amnon Kapeliouk
16 de janeiro de 2007
Como Telavive flerta com o racismo
Defensor de idéias como a “transferência” dos árabes israelenses para a Cisjordânia, o vice-premiê Lieberman representa um setor da elite que desconhece a democracia. Após o fracasso do ataque ao Líbano, esta fração apela para militarização ainda mais profunda do país
Akiva Eldar
21 de dezembro de 2006
Labirinto em Israel
A entrada de um extremista no governo de Telavive atiça, no Oriente Médio, as forças mais capazes de desencadear, a partir da região, um conflito de dimensões mundiais
Ignacio Ramonet
21 de dezembro de 2006
Poder quase sem fôlego
No instante do afastamento do israelense Ariel Sharon, e às vésperas de eleições nos dois países, o cenário político parece desolador para a Palestina e seu primeiro-ministro. Quais os motivos deste impasse e as possibilidades de superá-lo?
Hussein Agha, Robert Malley
1º de janeiro de 2006
Arafat assassinado?
Um ano após a morte do líder palestino, voltam a crescer – inclusive na imprensa de Israel – especulações e indícios segundo as quais ele teria sido envenenado por Telavive
Amnon Kapeliouk
1º de novembro de 2005
Desinformação à israelense
Com traduções desonestas e “seleção” cuidadosa de textos, o Memri constrói a idéia de que as mídias árabes são dominadas por um grupo de fanáticos anti-ocidentais e anti-semitas
Mohammed El Oifi
1º de setembro de 2005
Abandonar Gaza para segurar a Cisjordânia
Apesar da extremista oposição dos colonos contra a retirada e de suas ameaças de confronto com o exército, tudo pode não passar de uma simples demonstração de força para evitá-la, no futuro, na Cisjordânia, onde as colônias não param de aumentar
Meron Rapoport
1º de agosto de 2005
Em Nablus, o laboratório da terceira Intifada
A corrupção da Fatah, o aumento da criminalidade e um cessar-fogo que pode se traduzir em um Estado cada vez menos viável servem de incubadora para a exasperação dos palestinos
Benjamin Barthe
1º de julho de 2005
Meus encontros com Yasser Arafat
Diplomata e jornalista recorda percursos do grande líder que conseguiu a proeza de resistir durante meio século a inimigos temíveis, tanto na cena internacional – Israel, EUA e a maioria dos regimes árabes – quanto no interior de seu próprio movimento
Eric Rouleau
1º de dezembro de 2004
No coração do segredo palestino
Com a morte de Arafat, dois grandes segredos permanecem: a doença que causou seu desaparecimento e as condições para a conquista do Estado palestino
Elias Khoury
1º de dezembro de 2004
A verdade sobre uma desocupação
O desmantelamento das colônias de Gaza, proposto por Sharon, visa, por um lado, aplacar a resistência crescente a sua política brutal, ao mesmo tempo em que serve para congelar um processo mais abrangente de paz com os palestinos
Amnon Kapeliouk
1º de dezembro de 2004
Miséria e guerra santa
O surgimento de organizações islâmicas radicais, extremamente violentas, ganha força nas favelas abandonadas pelo Estado, onde se fabricam as condições de uma revolta desesperada
Selma Belaala
1º de novembro de 2004
A esperança viva dos palestinos
Morto na quinta-feira, 11 de novembro, o presidente Yasser Arafat era o símbolo da aspiração dos palestinos por um Estado Nacional e pela Independência
Alain Gresh
1º de novembro de 2004
Um muro condenado
Enfrentando toda espécie de obstrução criada para que não se pronunciasse sobre o tema, a Corte Internacional de Justiça condenou vigorosamente o projeto israelense de confinamento dos palestinos, abrindo caminho jurídico para por fim a essa construção ilegal
Willy Jackson
1º de novembro de 2004
Viver com os árabes
O sóciologo e historiador orientalista nos deixou em maio passado. Autodidata, Rodinson tornou-se um lingüista excepcional (dominava cerca de 30 línguas e dialetos) e escritor prolífico. Lutou principalmente para que fosse feita justiça ao povo palestino. Na véspera da eclosão da guerra de 1967, no Le Monde datado de 4-5 de junho, ele publicou um artigo premonitório, que aqui reproduzimos.
Maxime Rodinson
1º de julho de 2004
Para cumprir a Declaração de Independência
No inicio de maio, em Ramallah1 , jovens músicos palestinos deram um Concerto sob a direção do Daniel Barenboïm. Ao receber um prêmio no parlamento israelense, o maestro - que fundou, com Edward Said uma escola para os jovens músicos, judeus e árabes do Oriente Médio - explicou que o ato queria expressar as esperanças de paz
Daniel Barenboïm
1º de junho de 2004
O “politicídio” dos palestinos
O desejo da sociedade israelense, tanto à esquerda como à direita, de anexar o centro histórico do judaísmo na Cisjordânia, mas não seus moradores árabes, aumentou as contradições existenciais de Israel e é o que explica a derrota de Sharon no referendo interno do Likud
Baruch Kimmerling
1º de junho de 2004
Na sombra do muro de Sharon
Enquanto o exército israelense continua a matar (160 palestinos em abril e maio) e a destruir casas, segue a construção do muro, ao lado do qual se instalarão zonas industriais que cortarão o Estado palestino em quatro pedaços, privando-o de qualquer viabilidade
Meron Rapoport
1º de junho de 2004
A universalidade da causa da Palestina
Por suas alianças, interesses, influência ideológica, relações de família, de cultura ou de religião, o conflito entre palestinos e israelenses já estava presente no mundo externo. Inserida no contexto pós-11 de setembro, esta questão tornou-se mais universal e perigosa para o mundo, ao ser desfigurada no lógica do “choque de civilizações”
Etienne Balibar
1º de maio de 2004
A premonição de Marcuse
No Natal de 1970, convidado para fazer conferências na Universidade Hebraica de Jerusalém, Herbert Marcuse foi a Israel pela primeira vez. Essa foi também, para ele, a oportunidade de visitar o país e de se defrontar com a população local, árabe e israelense, sobre a questão palestina. Eis a entrevista, publicada no The Jerusalem Post de 2 de janeiro de 1972, conservada no Marcuse Archiv de Frankfurt e aqui reproduzida com a permissão de Peter Marcuse. Traduzida igualmente para o árabe, ela suscitou um intenso debate. A título de exemplo, Hamdi T. Kanaan, prefeito de Nablus de 1963 a 1969, escreveu-lhe nestes termos: ?No que me diz respeito, vejo no senhor a primeira personalidade judaica que admite praticamente a grande injustiça cometida contra árabes palestinos com a criação de Israel e que, ao mesmo tempo, compreende total e logicamente as circunstâncias presentes e futuras nas quais Israel existe e existirá nesta região.?
Michel Verrier
1º de março de 2004
Marcuse, o sionismo e os judeus
Para Marcuse, a defesa do Estado de Israel era condição para qualquer solução pacífica do conflito israelo-palestino, mas ele observava que ?só um mundo árabe livre pode coexistir com um Israel livre?
Raffaele Laudani , Peter-Erwin Jansen
1º de março de 2004
Amor, segurança e demografia
Com medo da “ameaça demográfica”, governo israelense cancelou a autorização que tinham cidadãos ou cidadãs palestinos, casados com árabes israelenses, de viver em Israel, tornando-os ilegais em sua própria casa
Meron Rapoport
1º de fevereiro de 2004
A paz fundada no direito
O acordo de Genebra, discutido por cidadãos israelenses e palestinos, representa um momento radicalmente novo de sua história comum. Mas a implementação deste projeto de paz só poderá ocorrer com a intervenção ativa da comunidade internacional
Monique Chemillier-Gendreau
1º de janeiro de 2004
Uma janela para a esperança
Em um momento em que a escalada do conflito evidencia a inutilidade da via militar, documento assinado por personalidades palestinas e israelenses em Genebra, demonstra que pode ser possível os dois povos decidirem por si próprios seu destino
Qadura Fares
1º de dezembro de 2003
Ariel Sharon tem medo
A iniciativa de Genebra acabou demonstrando para os israelenses o que Sharon tentou esconder deles durante três anos: de que do lado palestino há parceiros dispostos a negociar e que há uma alternativa ao derramamento de sangue
Amram Mitzna
1º de dezembro de 2003
Os bantustans da Palestina
Apesar de inúmeras diferenças, o processo de segregação racial que prevaleceu na África do Sul tem vários pontos em comum com a política de exclusão e isolamento adotada pelo Estado de Israel em relação à população palestina dos territórios ocupados
Leila Farsakh
1º de novembro de 2003
Em defesa das ciranças
Matar crianças é uma obsessão: nos últimos três anos, 700 palestinos e 100 israelenses com menos de dezesseis anos perderam a vida. Nesse mesmo período, o exército e os colonos israelenses mataram 382 crianças palestinas e 79 crianças judias morreram
Leah Tsemel
1º de novembro de 2003
O orgulho dos palestinos
Nossa história cultural jamais conheceu um gênio comparável a Edward Said, tão múltiplo, tão singular
Mahmoud Darwish
1º de novembro de 2003
Três anos de escalada
1º de setembro de 2003
O impasse da resistência palestina
Fracassada em seu propósito de acelerar o fim da ocupação e corrigir os desvios dos acordos de Oslo, a Segunda Intifada fortaleceu Sharon e se atolou em uma guerra sem controle, que veio a acentuar a disputa entre facções pela liderança do movimento nacional palestino
Cronologia
Graham Usher
1º de setembro de 2003
Expressões de Ramallah
Retrato de Ramallah, na Cisjordânia, em junho deste ano, quando se multiplicavam os odiosos atentados contra civis israelenses e os assassinatos de alguns dirigentes palestinos, mas optando não mencionar a violência espetacular dessas explosões e do sangue, mas o sofrimento de um povo sob ocupação
John Berger
1º de agosto de 2003
O Calcanhar de Aquiles de Sharon
A suspensão do acordo de cooperação com União Européia em um momento em que Israel amarga uma crave crise econômica poderia obrigar seu governo a voltar a negociar a criação do Estado palestino, pondo fim ao sofrimento imposto a este povo
Dominique Vidal
1º de abril de 2003
Em Gaza, uma guerra cotidiana
Desde meados de fevereiro, encorajado pela polarização das mídias sobre o caso iraquiano, o exército israelense recrudesceu seu domínio sobre os territórios ocupados, particularmente na Faixa de Gaza, onde os assassinatos de palestinos se tornaram uma sinistra rotina
Benjamin Barthe
1º de abril de 2003
O impasse de Arafat
Idealizador e defensor ferrenho de uma solução baseada na existência de dois Estados (Palestina e Israel) vivendo em paz lado a lado, o dirigente palestino, cansado e trancado numa sala, lembra Rabin, “o único parceiro que realmente acreditava numa paz justa”
Eric Rouleau
1º de março de 2003
Rumo a soluções catastróficas?
Por não considerar que os atentados-suicidas são uma forma de luta dos palestinos contra a ocupação e as agressões de seu exército, a tese da “transferência”, ou melhor, expulsão maciça dos palestinos ganha adeptos em Israel
Amira Hass
1º de fevereiro de 2003
O novo muro da vergonha
O governo israelense está construindo um muro – uma fortificação com arame farpado, espessura de oito metros de concreto e torres de controle a cada 300 metros – em torno da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, encurralando, de forma definitiva, dezenas de milhares de palestinos
Matthew Brubacher
1º de novembro de 2002
Descida aos infernos
O jornalista Charles Enderlin estruturou seu documentário (“O sonho despedaçado”) a partir das entrevistas com os principais atores do fracassado acordo de Oslo, realizadas ao mesmo tempo em que acontecia essa lenta descida aos infernos
Dominique Vidal
1º de novembro de 2002
A “preparação” da Intifada
Muito antes da famosa visita-provocação de Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas, em 28 de setembro de 2000, o exército e os serviços secretos israelenses já estavam preparados para a eclosão do que viria a ser a (segunda) ’Intifada’
Marius Schattner
1º de outubro de 2002
Dezenas de milhares de inválidos
Num hospital na Faixa de Gaza, palestinos vítimas da violência ensandecida dos militares israelenses recebem tratamento de reabilitação médica, numa tentativa de recuperar, pelo menos parcialmente, sua capacidade físico-fisiológica
Michel Revel
1º de outubro de 2002
Cronologia da chacina
Pierre Péan
1º de setembro de 2002
A batalha de Bruxelas
Em junho de 2001, um grupo de cidadãos protocolou, na Justiça belga, denúncia de genocídio, crime contra a humanidade e crimes de guerra contra o então ministro da Defesa de Israel, Ariel Sharon. Ele é apontado como responsável por Sabra e Chatila
Pierre Péan
1º de setembro de 2002
Um livro devastador
O jornalista Alain Ménargues revela em seu livro que os massacres de Sabra e Chatila foram por etapas: na primeira delas, um comando especial israelense invadiu os campos com uma lista – e o endereço – de 120 militantes palestinos, todos executados
Pierre Péan
1º de setembro de 2002
História de um massacre anunciado
Há exatamente vinte anos, numa operação comandada pelo general Ariel Sharon, tropas israelenses e milícias libanesas de extrema-direita invadiram os campos de refugiados de Sabra e Chatila (Líbano), para promover um massacre que liquidou 1.490 pessoas
Pierre Péan
1º de setembro de 2002
Uma paz despedaçada?
Um livro recentemente publicado tem o mérito de desmentir veementemente a versão – divulgada por Israel e propalada pela mídia global – de que, na reunião de Camp David de julho de 2000, Arafat rejeitou a “generosa” oferta de paz de Ehud Barak
Alain Gresh
1º de julho de 2002
O câncer das colônias israelenses
Habitadas por uma população fanatizada, defendidas a todo custo por Ariel Sharon e cada vez mais influentes, elas se transformaram no motor da ocupação da Palestina
Marwan Bishara
1º de junho de 2002
Os preconceitos da Casa Branca
Quando 75 mil homens eram enviados para território palestino e quando as maiores cidades da Cisjordânia se haviam transformado em ruínas, George W. Bush pronunciou a seguinte declaração: “Creio firmemente que Ariel Sharon é um homem de paz”.
Geoffrey Aronson
1º de maio de 2002
Jenin: um crime de guerra
Jenin foi invadida em 3 de abril, quinto dia da ofensiva israelense. A batalha foi dura e desigual. Os palestinos sofreram perdas enormes e os feridos agonizavam, uma vez que as ambulâncias do Crescente Vermelho foram proibidas de circular no campo
Amnon Kapeliouk
1º de maio de 2002
Para aprender a conviver
O Oriente Médio vive uma escalada de violência que faz parecer distante a construção de uma saída diplomática. Para os fundadores da Coalizão israelense-palestina pela paz, no entanto, a solução existe: trata-se do acordo feito por ocasião das negociações de Taba, em janeiro de 2001
Yasser Abed , Yossi Beilin
1º de abril de 2002
Paz agora
Há, entre israelenses e palestinos, uma maioria de cidadãos que deseja avançar rumo à paz e à reconciliação. Mas os sabotadores da paz mergulham a região numa engrenagem homicida
Ignacio Ramonet
1º de abril de 2002
O dever do mais forte
Paz agora, pois amanhã a fatura será ainda mais pesada. Todos aqueles que se empenham em torná-la improvável traem seu povo
Axel Kahn
1º de abril de 2002
Quando os soldados recusam-se a matar
A recusa a combater os palestinos deixou de ser marginal. O fenômeno se ampliou e atingiu novas camadas sociais. Alcança, em especial, unidades do exército regular, particularmente as dos reservistas
1º de março de 2002
Os novos internacionalistas
Desde o início da segunda Intifada, milhares de voluntários, de inúmeros países, participam de missões de solidariedade ao povo palestino. Todos eles têm por objetivo observar, testemunhar e contribuir para proteger a população
Israël Avran
1º de março de 2002
Memórias de um fracasso
Três livros escritos por israelenses – que participaram de iniciativas diplomáticas na época – revelam novos detalhes das negociações de Camp David, ainda que os autores partilhem a linha de seu ex-primeiro-ministro, a qual ajudaram a elaborar
Amnon Kapeliouk
1º de fevereiro de 2002
Parceiros para a paz
A prisão de Yasser Arafat em Ramallah, assim como a proibição de se deslocar, decorre de decisões do governo Sharon: por um lado, Arafat já não é um interlocutor apropriado e, por outro, a Autoridade Palestina é uma entidade que apóia o terrorismo
Yossi Beilin
1º de fevereiro de 2002
Um governo de morte
Ariel Sharon aprendeu as lições de Beirute, de 1982: nada de deixar a comunidade internacional tornar a salvar a pele do líder da OLP. E refletiu também sobre o fracasso de Netanyahu: não basta frear o chamado processo de paz; é preciso destruí-lo
Dominique Vidal
1º de janeiro de 2002
Contra a força, o direito
Desde suas origens, o Estado de Israel insulta todas as convenções da justiça internacional. Principalmente nos territórios ocupados, a prática da tortura é a regra. É uma prática que nunca acabou. Crianças, inclusive, são torturadas
Monique Chemillier-Gendreau
1º de janeiro de 2002
O fator palestino
O assassinato, em outubro, de um ministro israelense de extrema-direita por uma organização palestina, deu a Ariel Sharon o pretexto para a escalada com que sonhava: em poucos dias, o exército israelense ocupava todas as cidades autônomas
Dominique Vidal
1º de dezembro de 2001
O dia-a-dia da repressão
O exército israelense destruiu três casas, onde viviam as famílias de três homens procurados, num vilarejo próximo a Ramallah: um do Hamas e dois da FPLP. Em alguns segundos, os explosivos deixaram cerca de trinta pessoas desabrigadas
Amira Hass
1º de dezembro de 2001
“News time”, filmando a vida na Palestina
Depois de uma tentativa infrutífera junto aos vizinhos, cuja história de amor ela filmava e que abandonaram a filmagem fugindo da violência, ela se interessa pela vida de quatro adolescentes, dos quais observa os vaivéns cotidianos sob sua janela
1º de dezembro de 2001
A vida pregressa de Ariel Sharon
Sharon simplesmente decidiu aproveitar uma oportunidade “de ouro”, quando os olhos do mundo inteiro estavam fixos em Nova York e em Washington, para fazer “reinar a ordem” em Jenine: 13 mortos e cerca de 200 feridos, alguns em estado grave
Amnon Kapeliouk
1º de novembro de 2001
"Irmãos Muçulmanos" divididos
Um conflitos entre a "linha dura" e os "moderados" sacode a organização que criou o Hamas e que é, desde 1928, referência para militantes islâmicos no Egito, Jordânia e Palestina
Wendy Kristianasen
12 de abril de 2000
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