Resistências ao Neoliberalismo
Washington diante do desafio latino-americano
Com sua retórica arrogante e a emergência de novos governos de esquerda ou centro-esquerda no continente, o governo norte-americano perdeu a mão na região. Mas ainda conta com poderosos fatores de influência, como os tratados de livre comércio e a chamada cooperação militar
Janette Habel
12 de dezembro de 2007
Cristina e a transição democrática Argentina
O saneamento da economia e a falência dos partidos políticos tradicionais configuram um horizonte promissor para o processo argentino. Mas a nova presidenta chega ao poder com uma base de sustentação frágil. Conseguirá cumprir sua promessa de reconstruir o Estado e instaurar um novo modelo econômico-social?
Carlos Gabetta
12 de dezembro de 2007
Hugo Chávez
A articulação entre os países da América Latina constrói e personaliza, em Chávez, a reinvenção da esquerda. Alvo de difamações, suas ações tornam-se referência de alternativa ao neoliberalismo para uns e sinônimo de autoritarismo para outros
Ignacio Ramonet
15 de outubro de 2007
Novo mosaico das resistências mexicanas
Num país governado pela direita autoritária, multiplicam-se iniciativas de contra-poder, algumas com forte caráter inovador. Mas serão capazes de se entender e fazer de sua grande diversidade um trunfo?
Jean-François Boyer
29 de abril de 2007
Aposta errada, monsieur Villepin
Ao propor trabalho precário como "alternativa" para a juventude menos qualificada, o premiê francês ignorou a oposição francesa ao neoliberalismo, manifestada no plebiscito de 2005. Mais: a nova revolta dos jovens pode romper barreiras entre periferia e universidade
Frédéric Lebaron , Gérard Mauger
1º de abril de 2006
"Doentes" ou rebeldes?
Acusada pela direita de ser "o órgão doente da Europa", a França é, ao contrário, um país que resiste. O protesto dos jovens é o repúdio à globalização selvagem, à tomada do poder pelas finanças e à precarização do trabalho
Ignacio Ramonet
1º de abril de 2006
Uma resposta a 1968
Ao contrário do que se pensa, a estratégia de individualizar o trabalho surge bem antes das crises dos anos 70. Ela é uma alternativa domesticada à crítica radical dos valores capitalistas, que marca as revoltas de 1968
Danièle Linhart
1º de março de 2006
A caminho da desumanização
Ao desafiar as grandes conquistas civilizadoras do século 20, as "novas" relações de trabalho destróem a solidariedade, invadem o espaço privado, solapam relações com amigos e família e impõem uma ética que valoriza a submissão
Danièle Linhart
1º de março de 2006
Alternativas latino-americanas
Em meio às dificuldades da ALCA, projeto estratégico de Washington, avançam o Mercosul expandido e a ALBA - possíveis embriões de um comércio internacional de novo tipo
Emir Sader
1º de fevereiro de 2006
Quando as sociedades dizem não
Um balanço das campanhas de mobilização cidadã que estão conseguindo, com base em plebiscitos, evitar a implantação de lojas da mega-transnacional
Olivier Estèves
1º de janeiro de 2006
Esperanças
A França rebelde, ao dar um “não” às pretensões ultraliberais do tratado constitucional para a Europa, enche de força e esperança o movimento antermundialista
Ignacio Ramonet
1º de junho de 2005
As razões dos holandeses
No plebiscito de 1º de junho, a população dos Países Baixos não se pronunciou apenas sobre o Tratado Constitucional Europeu, mas sobre os diversos aspectos da política implementada pela coalizão que está no poder
Rink Van den Brink
1º de junho de 2005
Sinais de fraturas
Conturbações sociais e políticas dúbias são a marca da situação na América Latina, que esboça reação ao unilateralismo norte-americano
Maurice Lemoine
1º de junho de 2005
As mulheres do Kerala contra a Coca-Cola
Na Índia, um movimento composto majoritariamente de mulheres impõe derrotas à gigante dos refrigerantes, que explora lençóis freáticos, polui rios e terras e oferece bebida com pesticidas
Vandana Shiva
1º de março de 2005
De volta à esfera pública
Tarifas caras e qualidade duvidosa levam vários municípios a romper contratos com empresas privadas e voltar a gerir os serviços de saneamento
Patrick Coupechoux
1º de março de 2005
A efervescência popular boliviana
Depois de derrubar o presidente Sanchez de Lozada, o movimento social de um dos países mais pobres da América Latina inflige mais um golpe à globalização, expulsando pela segunda vez uma multinacional beneficiada pela privatização do saneamento básico
Walter Chavez
1º de março de 2005
Um debate interditado
A discussão sobre a nova «Constituição» européia é esvaziada de conteúdo, para impedir que a população reconheça ali algo próximo de um arremedo dos estatutos do FMI ou da OMC
Bernard Cassen
1º de fevereiro de 2005
Esquerda no poder e privatização fora da lei
Ao elegerem, no dia 31 de outubro de 2004, um presidente de esquerda – Tabaré Vásquez, da Frente Ampla (“Frente Amplio”) – os uruguaios não só puseram fim a 170 anos de partilha do poder entre o Partido Colorado e o Partido Nacional, como, por meio de um plebiscito, também decidiram, e com uma maioria de 64,5%, que seja incluído na Constituição que a água pertence ao domínio público e não pode ser privatizada
Jacques Secretan
1º de dezembro de 2004
A resistência sob o risco da "ONGuização"
Atualmente, as ONGs são o que os botânicos chamariam um indicador de espécie. Quanto maior a devastação causada pelo neoliberalismo, mais elas proliferam. Mas esses missionários seculares do mundo moderno também representam um risco para os movimentos de massa
Arundhati Roy
1º de outubro de 2004
Bocas do Tempo
Profissão de fé clarividente e maliciosa, o discurso do escritor uruguaio durante a festa dos cinqüenta anos do Le Monde diplomatique, em 8 de maio de 2004
Eduardo Galeano
1º de setembro de 2004
A expansão da imprensa alternativa irreverente
Diante da extinção do pluralismo1 , publicações modestas tentam voltar a dar ao jornalismo algum colorido e alguns valores. Sob as mais variadas formas, os pequenos jornais independentes defendem a ambição de sempre preferir a sátira à reverência
Philippe Descamps
1º de setembro de 2004
Resistência
No mês em que o ’Le monde diplomatique’ faz 50 anos, esta edição é dedicada à todas as vozes da resistência que sonham que outro mundo é possível e contribuem para construí-lo
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2004
Uma oportunidade para a África
“Este povo deve conseguir, querer ser bem sucedido em alguma coisa de impossível!
Contra o Destino, contra a História, contra a Natureza...”
`La tragédie du Roi Christophe`. Aimé Césaire.
Aminata D. Traore
1º de maio de 2004
A Europa necessária
As reações dos atuais dirigentes europeus não estão à altura da ocasião histórica que se apresenta, traindo as esperanças de povos que, através do mundo, gostariam que a arrogância norte-americana encontrasse um mínimo de resistência
Robin Blackburn
1º de janeiro de 2004
Os grevistas, esses doentes mentais
Para os “analistas” da grande imprensa, os professores em greve contra as reformas neoliberais pretendidas pelo governo francês são “descerebrados” e seu movimento, uma atitude “revanchista e irracional” que defende propostas “irreais”
Serge Halimi
1º de setembro de 2003
Uma revolta em nome do ensino igualitário
Mesmo sem consenso pedagógico, o movimento dos professores reafirmou com vigor, na mobilização de 2003 contra a reforma descentralizadora de Raffarin, seu vínculo com o serviço público de educação nacional e sua vocação democrática
Jérôme Deauvieau, Jean-Pierre Terrail
1º de setembro de 2003
Descentralizar para privatizar?
As escolas francesas se mobilizam contra a descentralização liberal da educação, que prejudica os profissionais e oferece condições para a criação de um mercado dentro do espírito de acordos internacionais já assinados na OCDE
Franck Poupeau
1º de junho de 2003
Uma nova esquerda na ofensiva
Junto a movimentos sociais camponeses e indígenas, como a Coordenação das Águas, o MAS, de Evo Morales, o MIP, de Felipe Quispe, formam um bloco de oposição à ortodoxia neoliberal e constituem o coração da renovação da política boliviana
Walter Chavez
1º de maio de 2003
A resistência pela criação
A engrenagem tecno-econômica projeta-se a partir de três causas, sempre tensas: o desejo, que se dissemina por mimetismo; o desempenho, que permite comparar, singularizar e “transcender”; e a liberdade, capaz de superar quaisquer obstáculos...
Roger Lesgards
1º de dezembro de 2001
As preocupações dos rappers
Aprovada no mês de junho, a capa de um álbum dos rappers do The Coup queria provar, “com sua implosão fantasmagórica”, que a música pode contornar as leis do capitalismo e fazer explodir o sistema. Detalhe: ao fundo, o World Trade Center, em chamas
Jean-Christophe Servant
1º de dezembro de 2001
Aurora
Seattle representa uma virada. Reacendendo a chama da contestação, os manifestantes que evitaram a "Rodada do Milênio" também começaram a construir um contra-poder mundial
Ignacio Ramonet
12 de fevereiro de 2000
Como a OMC
foi posta em xeque
Graças às ONGs e aos movimentos sociais, o neoliberalismo sofreu em Seattle sua primeira grande derrota. É hora de avançar, propondo uma ordem internacional baseada não nos mercados, mas na democracia e na solidariedade.
Susan George
12 de fevereiro de 2000
O dia em que
o Sul se rebelou
Além da pressão dos manifestantes, e das divergências entre os ricos, destacou-se em Seattle a posição corajosa de países como Gana, Guiana e Madagascar, que denunciaram o caráter excludente e antidemocrático do teatro encenado pela OMC
Agnès Sinai
12 de fevereiro de 2000
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