Rússia
Ai dos que crêem no Império
Ainda que muito breve, a guerra entre Geórgia e Rússia revelou algo chocante para o pensamento convencional. Menos de vinte anos após vencerem a Guerra Fria, os EUA já perderam a condição de poder mundial solitário. Na verdade, deixaram até mesmo de ser superpotência...
Immanuel Wallerstein
23 de agosto de 2008
Guerra e Paz
Grande derrotada da Guerra Fria, a Rússia conservou, porém, seu arsenal nuclear e potencial militar e econômico. Será a principal questionadora da nova ordem mundial, conforme a equação do norte-americano Morgenthau. Por isso, a guerra na Geórgia não reproduz o passado: ela anuncia o futuro
José Luís Fiori
23 de agosto de 2008
A ópera, a guerra e a ressurreição russa
Como já fizera três vezes, desde o século 18, o país ressurge, superando o trauma da derrota soviética na Guerra Fria. Além de grande potência geopolítica, recompôs sua base econômica e cresce aceleradamente. O "espírito russo" parece saltar da obra de Prokofiev direto para a vida real
José Luís Fiori
30 de maio de 2008
Um outro retrato de Stálin
Os trabalhos do historiador britânico Geoffrey Roberts rejeitam a caricatura do dirigente soviético como um ditador tirânico e incompetente. E enfatizam seu papel decisivo na derrota do nazi-fascismo. Bem como seu esforço para assegurar à Rússia devastada pela Segunda Guerra algumas décadas de paz e segurança
Annie Lacroix-Riz
15 de fevereiro de 2008
As duas faces de Putin
A mídia ocidental insiste em enxergar apenas autoritarismo no presidente russo. Mas as verdadeiras fontes de sua imensa popularidade são o rearticulação do país e a recuperação da auto-estima nacional — duas conquistas reais, que tornam extremamente improvável um retorno à era Yeltsin
Jean Radvanyi
12 de dezembro de 2007
Principais formações políticas
Jean Radvanyi
12 de dezembro de 2007
O peso da política externa
Jean Radvanyi
12 de dezembro de 2007
A Revolução Russa noventa anos depois
Os apoios exaltados e os ataques furiosos que a experiência soviética suscitou contribuíram para mascarar sua verdadeira realidade. O fracasso desse processo é rico em lições sobre os sistemas, suas transformações, seu envelhecimento e suas crises
Moshe Lewin
12 de novembro de 2007
A grande disputa pela Ásia Central
Sem alarde, Estados Unidos, Rússia, União Européia e China travam uma intrincada batalha pela região em torno do Mar Cáspio. Rica em petróleo e gás, marcada por regimes instáveis e disputas religiosas, ela pode ser o centro de grandes conflitos no século 21
Régis Genté
27 de julho de 2007
A nova era do petróleo estatal
Por que avança, em todo o mundo, uma onda de nacionalização das jazidas de óleo e gás. Como os Estados enfrentam as transnacionais, que agora controlam apenas 9% das reservas mundiais. Qual a estratégia das corporações para recuperar terreno
Jean-Pierre Séréni
20 de março de 2007
A Rússia busca seu lugar no mundo
Reportagem em Moscou: quinze anos após o fim da era soviética, o país cresce, recupera sua auto-estima, livra-se dos laços que o prendiam aos EUA e quer ser um ator de destaque no cenário global. Até onde vai o autoritarismo de Putin e quais as "alternativas" da oposição
Jean-Marie Chauvier
12 de fevereiro de 2007
Os personagens-chaves em Moscou
Dos homens do Kremlin aos liberais moderados e à oposição pró-EUA
12 de fevereiro de 2007
Moscou, parceiro indispensável
Uma coleção de preconceitos de parte a parte ainda perturba as relações entre União Européia e Rússia. A Europa precisa superá-los: sem boas relações com o vizinho não poderá influir num cenário mundial onde o risco de bipolarização EUA-China parece cada vez maior
Nina Bachkatov
16 de janeiro de 2007
Dissidentes em Moscou
Estigmatizada pelo governo Putin, a aspiração de independência da região rebelde tem, apoiadores também na Rússia
Anne Nivat
1º de maio de 2006
Ruínas, mágoas e medo
Já não se ouvem os tiros e as lagartas dos tanques. Mas, sete anos após o fim da guerra, o país se debate com produção devastada, ódio aos políticos pró-Rússia e medo da oposição terrorista
Anne Nivat
1º de maio de 2006
Desigualdade, guerra e... resistências
Um mosaico da Rússia de Putin, onde o poder esconde as políticas de concentração de riquezas por trás de uma retórica nacionalista e de guerra. Diante da impotência da oposição, surgem novos movimentos sociais
Carine Clement
1º de novembro de 2005
Moscou sem estratégia externa
Oscilante entre uma aliança com Washington e uma aproximação com a China e a União Européia, o Kremlin continua perdendo espaço na cena internacional. Haverá sabedoria para aproveitar novas oportunidades que se abrem?
Laurent Rucker
1º de novembro de 2005
Revisitando a Perestroika
Vinte anos depois da ’glasnost’, que propagava valores “alternativos”, socialistas, humanistas, ecológicos, só sobreviveu o valor comercial
Jean-Marie Chauvier
1º de junho de 2005
O peso das palavras
Com a "reforma" de Gorbatchev, a torrente de palavras não se deteve mais, desfazendo velhos referenciais
Jean-Marie Chauvier
1º de junho de 2005
Sete anos
O curto e intenso período histórico em que a União Soviética ruiu
1º de junho de 2005
Novas rotas para o petróleo
O nordeste da Ásia concentra grandes riquezas em gás e petróleo e grandes querelas geopolíticas que envolvem China, Rússia e Japão. Por isso, grandes projetos de transporte dessas riquezas são determinantes
Rafael Kandiyoti
1º de maio de 2005
Lições da história
A II Guerra não somente abalou a geopolítica internacional como a própria mentalidade das pessoas. Mas os atuais representantes de seus vencedores parecem ter esquecido suas lições
Ignacio Ramonet
1º de maio de 2005
A briga dos grandes
China, Rússia e Estados Unidos disputam território, riquezas e influência política em uma área estratégica
Vicken Cheterian
1º de fevereiro de 2005
O que está em jogo no xadrez ucraniano
Os projetos eurasianos de Putin, sua retomada dos programas de armamento nuclear, o reexame das privatizações “ilegais” dos anos 1990 são sinais do vigor da Rússia e de sua “capacidade de prejudicar”, diante do qual a revolução laranja da estratégica Ucrânia, irrigada de dólares norte-americanos, veio bem a calhar
Jean-Marie Chauvier
1º de janeiro de 2005
Na sombra das “revoluções espontâneas”
O que fazer diante de multidões tão bem organizadas e mesmo inovadoras? Nada. Mas o estilo das revoluções pacíficas ocorridas em Belgrado, Geórgia e Ucrânia tem por trás ONGs e dólares norte-americanos, reeditando o antagonismo da guerra fria
Régis Genté, Laurent Rouy
1º de janeiro de 2005
O labirinto caucasiano
Por trás do pesadelo de Beslan, está a força mais importante da história moderna: o nacionalismo. O islamismo radical e suas novas e detestáveis formas de terrorismo são apenas instrumentos de várias lutas de libertação nacional
Ignacio Ramonet
1º de outubro de 2004
Guerra sem fim
Fragilizada por um jogo violento travado pelas grandes potências e pela manipulação das identidades nacionais, a estratégica região caucasiana vive uma sucessão de conflitos
Jean Radvanyi
1º de outubro de 2004
Entre a nostalgia soviética e o novo patriotismo
A nostalgia da URSS e sua reavaliação pela população é um fato, mas numa realidade que não permite mais um retorno ao ’sovietismo’. A liquidação do sistema social soviético, as privações, o papel do dinheiro e as pressões do mundo globalizado atingiram um ponto em que não há mais volta.
CRONOLOGIA
Jean-Marie Chauvier
1º de março de 2004
Novas páginas da história
Nos livros, os russos buscam também discutir suas relações com o passado e revisitar seu presente
Jean-Marie Chauvier
1º de março de 2004
O Kremlin contra os chefões
Diante da iminência de novas privatizações, Putin desfechou o primeiro golpe à oligarquia que controla hoje setores estratégicos da economia russa, evitando que elas dessem as cartas sozinhas. Mikhail Khodorkovski, o chefão da Yukos, foi o primeiro alvo
Nina Bachkatov
1º de dezembro de 2003
Da Rússia aos Estados Unidos, passando pela França
Nacionalismo e utopismo ideológico definem o populismo russo no século XIX. Nos EUA, um populismo difuso exprime a ansiedade de uma sociedade que oscila entre o liberalismo e o autoritarismo. Na França, a tradição populista remonta Napoleão III
Alexandre Dorna
1º de novembro de 2003
Guerra e normalização
Na Chechênia, os abusos contra civis continuam e o exército comete crimes gozando de total impunidade. A resistência perdeu apoio. O plebiscito sobre a Constituição que declara o país parte da Rússia foi fraudado. A comunidade internacional se cala.(
Mais de uma década de conflito)
Gwenn Roche
1º de junho de 2003
Uma operação de política interna russa
Diante do desinteresse da comunidade internacional, a crise chechena continua em um impasse. Moscou aposta no esgotamento demográfico e material da resistência, que tenta sobreviver acenando com uma solução pacífica
Musa Youssoupov
1º de junho de 2003
As origens do “fenômeno Putin”
Presidente da Rússia há três anos, Vladimir Putin começou fazendo uma faxina: afastou as máfias corruptas e corruptoras da “era Yeltsin” e impôs a “ditadura da lei”. Depois, adotou os rigores de uma reforma neoliberal... e pôs no poder suas próprias máfias
Carine Clement
1º de fevereiro de 2003
Putin: liberado para agir
Aderindo ao discurso, liderado pelos Estados Unidos, da “guerra ao terrorismo”, o presidente russo, Vladimir Putin, acredita poder silenciar os críticos da guerra da Chechênia e já pensa até num ’boom’ econômico, em troca de petróleo
Nina Bachkatov
1º de dezembro de 2002
Chechênia ganha o palco e deixa dúvidas no ar
A ação de um comando checheno, que fez todos os espectadores de um teatro em Moscou de reféns, resultou na morte de 169 pessoas, voltando a chamar a atenção do mundo para uma guerra “esquecida”. Ficaram, porém, várias perguntas sem resposta
Denis Paillard
1º de dezembro de 2002
Sudoeste Asiático na mira dos EUA
O esforço para impedir o surgimento de um rival, a luta contra o terrorismo e a guerra (não terminada) do Afeganistão – objetivos estratégicos dos EUA – inserem-se num espaço geográfico que envolve a Rússia, a China e a Índia
Paul-Marie de La Gorce
1º de dezembro de 2002
Cronologia da guerra
Vicken Cheterian
1º de março de 2002
Uma guerra que não acaba
A operação “antiterrorista”, lançada em 1999, deveria terminar, segundo o governo russo, em março do ano seguinte, mas continua: a guerra de desgaste causou a morte de dezenas de milhares de civis, uma enorme destruição e despovoou a Chechênia
Vicken Cheterian
1º de março de 2002
A lixeira nuclear do mundo
Em 11 de julho de 2001, o presidente Vladimir Putin assinou três projetos de lei autorizando a importação de resíduos nucleares pela Rússia, sem obrigação de retorno a seus países de origem. A esmagadora maioria da população rejeita esse projeto
Nathalie Melis
1º de fevereiro de 2002
Zonas sujas
Nos últimos cinco anos, o órgão governamental de controle dos níveis de radiação destruiu, em Moscou, cerca de 450 toneladas de materiais potencialmente perigosos, indo de terrenos de construção aos cogumelos vendidos nos mercados
Nathalie Melis
1º de fevereiro de 2002
Pressões internacionais
A organização Non-Proliferation Trust (NPT) foi fundada por especialistas norte-americanos para defender e gerenciar o projeto de um depósito nuclear mundial na Rússia, que prevê a importação de 10 mil toneladas de resíduos
Nathalie Melis
1º de fevereiro de 2002
Às voltas com o passado soviético
A história da Rússia permite estudar uma variedade de sistemas autoritários. O que foi o sistema soviético após a morte de Stalin, em 1953? Foi socialismo? Não: para que o fosse, os bens econômicos seriam propriedade do socium, e não de uma burocracia
Moshe Lewin
1º de dezembro de 2001
A aposta política de Vladimir Putin
Em 22 de setembro, Vladimir Putin declarou que “a Rússia não tem escolha senão participar da coalizão contra o terrorismo”, porém não era o caso de comprometer tropas russas na operação comandada pelos Estados Unidos
Nina Bachkatov
1º de novembro de 2001
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