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2 de janeiro – Cyrus Vance e Lord Owen, co- presidentes da conferência permanente sobre a ex- Iugoslávia, criada em setembro de 1991, apresentam um plano de divisão da Bósnia-Herzegovina em dez províncias e de desmilitarização de Sarajevo. Aceito pelos croatas bósnios, esse projeto é rejeitado pelos sérvios e pelos muçulmanos.
1o. de março – Em Washington, croatas e muçulmanos concordam em constituir uma Federação croato- muçulmana na Bósnia-Herzegovina.
5 de julho – O Grupo de Contato (Estados Unidos, Rússia, Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha) propõe um novo plano para a Bósnia, destinando 51% do território aos croatas e aos muçulmanos, e 49% aos sérvios bósnios.
21 de novembro – Reunidos na base norte-americana de Dayton, os presidentes sérvio, croata e bósnio assinam um acordo que mantém a Bósnia-Herzegovina em fronteiras internacionalmente reconhecidas, mas confirmando a divisão desta última, a partir de então composta por duas entidades: a República Srbska (RS) e a Federação croato- muçulmana. São suspensas as sanções econômicas que atingiam a Sérvia.
6 de maio – Em plena campanha de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a Sérvia, os ministros das Relações Exteriores dos países membros do G-8 elaboram um texto sobre “a evidência no Kosovo de presenças internacionais eficazes, civis e de segurança” sob a égide das Nações Unidas.
9 de junho – O chamado acordo militar de Kumanovo, entre a Otan e o Estado-Maior das forças iugoslavas: os sérvios têm onze dias para deixar o Kosovo, a partir de então província da Federação Iugoslava, e não mais da Sérvia.
13 de agosto – Assinatura, na Macedônia, do plano de paz de Ohrid, que iria dar à língua albanesa um status oficial, aumentar a representação dos albaneses na força de polícia, prever o desarmamento da guerrilha e uma anistia para os rebeldes.
6 de setembro - O Parlamento macedônio aprova o plano de paz para a Macedônia.