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Segundo a ONU, 4 milhões de mulheres e meninas são compradas e vendidas a cada ano no mundo. Entre elas, 7 mil nepalesas, obrigadas a trabalhar como sex workers nas casas de Delhi e Bombaim, e dois terços das 55 mil prostitutas do Camboja, que são aliciadas à força. A organização Empower avalia que o turismo sexual renda um bilhão de dólares à Tailândia.
Outro exemplo: calcula-se que, a cada ano, cerca de 200 mil mulheres originárias dos países do Leste caem nas mãos de proxenetas europeus. Segundo Larysa Kobelyanska, dirigente da Liga Feminina de Kiev, “100 mil ucranianas foram vítimas, nos últimos anos, das redes criminosas da indústria do sexo”.
No total, a prostituição mundial representa um faturamento anual de 5 a 7 bilhões de dólares (entre 13,7 e 19,2 bilhões de reais). Segundo a Interpol, uma prostituta renderia em média cerca de 250 mil reais por ano ao seu proxeneta.
(Trad.: Celeste Marcondes)