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Segundo o semanário US News and World Report (29 de julho de 2002), o anúncio do presidente Bush de uma recompensa elevada para quem capturasse os dirigentes da Al Qaida “vivos ou mortos” teve muitos interessados. “Uma onda de mercenários invadiu o Afeganistão e empunha atualmente cabeças e orelhas para se vangloriar do sucesso.” As empresas de telecomunicações, apesar da queda de suas cotações na Bolsa, destinaram 100 milhões de dólares para essa operação de parceria patriótica.
Nenhum dos assessores mais próximos de Bin Laden foi ainda capturado ou morto. Quando um mercenário pediu ao Pentágono o pagamento de uma compensação de 25 milhões de dólares pela eliminação de Ayman Al Zawahiri, suposto integrante do primeiro escalão da Al Qaida, o ministério da Defesa norte-americano exigiu uma prova dessa morte. O caçador enviou então a cabeça de sua vítima a Washington. Tendo-a examinado, o Pentágono decidiu que não era aquela.
(Trad.: Regina Salgado Campos)