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setembro 2002

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DOSSIÊ 11 DE SETEMBRO

Globalização e guerra

Um pouco antes do início dos bombardeios da Otan contra a Iugoslávia, Thomas Friedman, principal editorialista do New York Times, formulava o vínculo entre globalização e o poderio militar norte-americano da seguinte maneira:

“O fato de que dois países jamais tenham entrado em guerra desde que ambos receberam a rede McDonald’s é, em parte, conseqüência da integração econômica, mas também é produto do poderio norte-americano e da disposição de fazer uso dele contra quem ameace o sistema de globalização, do Iraque à Coréia do Norte. Os Estados Unidos são o Michael Jordan da geopolítica. Sem os homens enfurecidos superpoderosos de uma América do Norte forte, o mundo seria infinitamente menos estável.

A mão invisível do mercado não pode funcionar sem um punho cerrado escondido – o McDonald’s não pode prosperar sem a McDonnell Douglas, que constrói os F-15. E o punho cerrado escondido que torna o mundo seguro para as tecnologias do Silicon Valley chama-se exército, força aérea, força naval e marinheiros dos Estados Unidos.”

(Thomas Friedman, The Lexus and the Olive Tree, ed. Farrar, Straus and Giroux, Nova York, 1999, p. 372-373)

(Trad.: Regina Salgado Campos)




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