Jornalismo Crítico | Equipe | Copyleft | Contato | Escreva | Edição Impressa | Assinaturas
Uma iniciativa


Já nas bancas



Desafios da economia solidária
Resenha | Comprar

Edições anteriores

Alternativas ao aquecimento global
Resenha | Comprar

Reflexões sobre o consumo responsável
Índice | Comprar

Caminhos para uma comunicação democrática
Índice | Comprar

A disputa pelo ouro azul
Índice | Comprar

abril 2003

imprima

Declaração britânica por ocasião da tomada de Bagdá em março de 1917

“[...] Nossas operações têm por objetivo vencer o inimigo e expulsá-lo deste território. Para atingir esta finalidade, fui investido de autoridade absoluta e suprema sobre todas as regiões em que as forças britânicas estão operando, mas nossos exércitos não vieram ocupar suas cidades e seus campos como conquistadores ou inimigos e, sim, como libertadores.

[...] Esta é a promessa não só de meu rei e de seus súditos, mas também das grandes potências de que é aliado: que possam prosperar como no passado, quando suas terras deram ao mundo a literatura, a ciência e as artes e quando Bagdá era uma das maravilhas do mundo.

Entre este povo e as possessões de meu rei, há uma estreita comunidade de interesses. [...] Os alemães e os turcos, que espoliaram este e outros países, transformaram Bagdá, nos últimos 20 anos, num centro de onde atacam a potência britânica e os aliados da Grã-Bretanha na Pérsia e na Arábia. Em conseqüência disto, o governo britânico não pode permanecer indiferente ao que vem ocorrendo no interior deste país. Hoje, como no futuro, em defesa dos interesses do povo britânico e de seus aliados, o governo britânico não pode correr o risco de ver se repetir em Bagdá o que fizeram os turcos e os alemães durante a guerra. Mas assumirá esse compromisso na unidade e na concórdia.”

Reunião da Eastern Commitee (Comissão Oriental) de 5 de dezembro de 1918

Lorde Curzon: “[...] Não deveríamos dar ao trunfo político da autodeterminação o valor que realmente tem? [...] Talvez me sinta preocupado por esta questão, talvez esteja superestimando a autodeterminação por acreditar que a maioria das pessoas apoiará nossa posição. [...] Minha última observação é que, como a autodeterminação foi instituída enquanto princípio, se não acharmos outra saída para nossas dificuldades, deveríamos jogar o trunfo da autodeterminação pelo valor que realmente tem e disseminá-lo por toda parte onde tenhamos dificuldades com os franceses, com os árabes ou quem quer que seja, e deixar as questões se resolverem conforme esse último argumento, sabendo, do fundo de nossos corações, que provavelmente ganharemos muito mais com isso do que todos os outros. [...]”

Coronel Lawrence: “Já se falou muito de autodeterminação. Acho que, sob vários aspectos, é uma idéia insensata. Podemos permitir às pessoas que lutaram conosco que tenham a liberdade de determinar seu destino. Mas pessoas como os árabes da Mesopotâmia, que combateram contra nós, não merecem que lhes seja concedida a autodeterminação. A situação se modificará, sem dúvida, de forma perpétua.”

Balfour: “É o privilégio dos vencedores.”

(Trad.: Jô Amado)




Fórum

Leia os comentários sobre este texto / Comente você também

BIBLIOTECA LMD

» por tema
» por país
» por autor

BOLETIM


digite seu endereço internet e receba nosso boletim

Caderno Brasil

» Com Licença, sim?
» Crise mundial: as garantias de direitos sociais e o capitalismo
» Movimentos sociais conectados: o MST e o Exército Zapatista
» Salários invioláveis: uma questão de liberdade
» Palavra 57
» Ciência e democracia na Amazônia
» A máquina do Estado e as desigualdades cidadãs
» Mirar Battisti, acertar a multidão
» É de baque-solto
» O estuprador e o algoz
» Deusas do cotidiano
» Plano de duas feministas
» Marchinhas para um carnaval francês
» Europa brasileira 4
» Os economistas e a crise
» E por falar em saudade
» Palavra 56
» A grande oportunidade de Obama
» Ouvir o silencio
» Carta Capital e o país de Pinocchio
Mais textos


Blog da redação

» As condições da Raposa Serra do Sol
» Nazismo ao vivo e a cores
» Os insurretos do século 21: a I Insurreição Pirata
» Crise do software proprietário e o crescimento do Pinguim
» Apenas na velocidade dos dedos

Nesta edição

» Agressão ilegal
» Ordem americana custe o que custar
» O endividamento que ameaça o Império
» O destino do petróleo iraquiano
» O passo a passo da crise mundial
» Islamismo e modernidade
» A partilha do Oriente Médio
» A Liga das Nações está morta, viva a ONU...
» Curdos: eternamente traídos
» “Ainda há uma União Européia?”
» O Calcanhar de Aquiles de Sharon
» Em Gaza, uma guerra cotidiana
» Os paramilitares e o terrorismo de Estado colombiano
» Perigosa escalada
» A caminho da privatização das guerras
» Quando os camponeses servem de cobaia
» O pesado jogo dos transgênicos
» O genocídio da grande fome do século 19
» O gosto amargo dos frutos e legumes
» Quando legislação rima com discriminação
» A Europa organiza a clandestinidade
» O lado oculto do clone
» A concentração das mídias nos EUA
» Uma outra televisão é possível
» O Le Monde em questão
» O Le Monde e o Diplo

Veja também

» Outras edições