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“Toda nação que, por meio de tarifas aduaneiras protetoras e restrições sobre a navegação, elevou seu poderio manufatureiro e naval a um grau de desenvolvimento tal que nenhuma outra nação é capaz de sustentar uma concorrência livre com ela, não pode fazer nada de mais judicioso que abandonar as escadas que fizeram a sua grandeza, que pregar às outras nações os benefícios do livre comércio e declarar, com o tom de um penitente, que estava até então perdida nos caminhos do erro e que, agora, pela primeira vez, conseguiu descobrir a verdade”.
Friedrich List, economista, 1840.
“Durante séculos, a Inglaterra apoiou-se no protecionismo, praticou-o até seus limites mais extremos, e obteve resultados satisfatórios. Após dois séculos, ela considerou cômodo adotar o livre comércio, pois julga que o protecionismo não tem mais nada a lhe oferecer. Bem, senhores, o conhecimento que eu tenho de nosso país me conduz a pensar que, em menos de duzentos anos, quando a América tiver obtido do protecionismo tudo que ele tem a oferecer, ela adotará o livre comércio”.
Ulysses Grant, presidente dos Estados Unidos de 1868 a 1876.
“Os que são prósperos devem colocar em funcionamento as políticas necessárias para reforçar essa prosperidade: menos impostos, menos regulamentação e mais livre comércio”.
George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, 19/7/2001.
“A liberalização do comércio só interromperá quando os estrangeiros começarem finalmente a pensar como os norte-americanos, a agir como os norte-americanos e, sobretudo, a comprar como os norte-americanos”.
Um funcionário norte-americano da OMC, Londres, 2001).
“Os empregadores não têm nenhum remorso em reduzir seus quadros de funcionários e em deslocar suas operações. O êxodo dos empregos modifica o jogo. A importação de bens produzidos no exterior, e mesmo de serviços, em regimes de baixos preços, é o que disciplina melhor os mercados de trabalho local”.
Richard Epstein, professor na Universidade de Chicago, 3/10/2003.
“A globalização (...) tem seu próprio elenco de regras econômicas, que necessitam da abertura, da desregulamentação, da privatização… e sua própria cultura dominante, que homogeneiza e difunde a americanização – dos Big Mac aos iMac e ao Mickey Mouse – em escala mundial”.
Thomas Friedmann, editorialista do New York Times, 1999.
“É surpreendente e mesmo doloroso que a aldeia global à qual nós consagramos tantos esforços tenha feito tanto para alimentar o desemprego e os baixos salários de nosso povo”.
William Clinton, presidente dos Estados Unidos, 26/12/1993.
(Trad.: Carolina de Paula)