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Já nas bancas
Clarice e seus amigos
São 42 pequenas entrevistas. Profundas, às vezes. Deliciosas, sempre. Fui direto às minhas predileções e curiosidades.
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Literatura de pai para filho
Mais do que uma história de filho doente, O filho eterno é uma bela reflexão sobre a paternidade, sobre ser escritor e sobre o momento político conturbado dos anos 1980
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E Paris mudou de cara
Estrangeiro em tudo e todos. O autor incursiona pelo encanto sombrio da Cidade Luz, onde seus sentimentos mesclam-se de forma sinestésica e paradoxal entre o medo e o fascínio diante da outra face de Paris
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Dos reencontros
Ricardo Miyake, no ciclo Poemas Nostálgicos
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(19/10/2007)
Em “Clarice e seus amigos”, André Resende comenta as entrevistas realizadas por Clarice Lispector, entre maio de 1968 e outubro de 1969, para a revista Manchete, e agora reunidas pela Editora Rocco. Segundo Resende, sem a pretensão de se mostrar isenta em relação a seus entrevistados, Clarice mantém diálogos francos, abertos, nos quais até mesmo a amizade pode despontar, o que dá vida a uma coletânea, no mínimo, prazerosa.
No que se refere a Cristovão Tezza, seu último romance, O filho eterno, passa pelo crivo de Leandro Oliveira. Em recente entrevista, concedida ao jornal Rascunho, Tezza afirma que “não podia morrer, acabar a minha existência como escritor, sem enfrentar o tema mais importante e impactante da minha vida”. O resultado, de acordo com Leandro Oliveira, surge na forma de uma literatura madura, despida de sentimentalismos – uma “bela reflexão sobre a paternidade”.
Dos contos, publicados em nossas duas edições iniciais, passamos à crônica. Diego Viana, residindo em Paris há alguns anos, fala sobre seu auto-expatriamento e o difícil processo de adaptação, até chegar ao inevitável fascínio: “Se a infinidade de mansardas já desconcertou Baudelaire, inspirou Merleau-Ponty e encantou Cortázar, não serei eu a passar indiferente”. Alimentando seu idílio em relação ao que é novo, Viana não apenas resgata os primeiros meses na França, mas apresenta um olhar cujo principal mérito reside em descrever “a grandeza do miúdo” – a melhor característica da crônica, segundo o mestre Antonio Candido.
Terminando o ciclo “Poemas nostálgicos”, Ricardo Myiake participa de Palavra com o poema “Dos reencontros”, quando a memória surge para preencher o que se perdeu “nos vãos das calçadas”, ou seja, para recuperar aquilo que, essencial e imprescindível, jamais foi, na verdade, esquecido.
Até a próxima semana!
Rodrigo Gurgel