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LITERATURA

Palavra 5

Enfim, a voz de Ted Hughes
Após anos de silêncio, as cartas do poeta Ted Hughes são uma rara chance de conhecer seu lado da história que terminou com o suicídio de Sylvia Plath
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Dos livros para o cinema
A ficção literária ainda coloca grandes desafios para os cineastas e, assim, guarda potencial para inspirar boas surpresas, direta ou indiretamente.
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Quatro poemas
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Como saber-se adaptado
Ainda temos pela frente o Natal, o Ano-bom, o Carnaval; mas meu sonho é com o mês de abril, das cerejeiras em flor, das tulipas maiores do que meu punho, da reabertura dos jardins, que acolherão os piqueniques e os violões.
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Rodrigo Gurgel

(03/11/2007)

Em sua 5ª edição, Palavra cruza o Atlântico com a resenha da jornalista Marina Della Valle, que escreve sobre a coletânea de cartas do poeta Ted Hughes, recentemente publicada na Inglaterra. Crucificado por setores da intelligentsia desde o suicídio de sua ex-mulher, a poeta Sylvia Plath, em 1963, suas cartas revelam agora muito do que permaneceu nas sombras. Mas não só. Como pondera Marina Della Valle, “escândalos à parte, a melhor contribuição que a seleção de cartas traz é revelar detalhes do processo criativo de Hughes”.

No artigo Dos livros para o cinema, Marco Polli analisa o papel da literatura como fonte de inspiração para a Sétima Arte. De que forma o cinema responde às instigações da literatura? Os resultados são satisfatórios? O que dizem os rankings dos cinéfilos? Na opinião de Marco Polli, “a ficção literária ainda coloca grandes desafios para os cineastas”.

Publicamos também quatro poemas de Pedro Marques, de seu livro Em cena com o absurdo, que foi revisado e será brevemente reeditado. Escritos com excepcional bom humor, os poemas são crônicas sociais irônicas, às vezes satíricas, enfocando situações diversas do cotidiano – espírito, aliás, que move todo o livro.

Para selar a edição desta semana, a crônica de Diego Viana nos dá notícia sobre a dura adaptação de um brasileiro em terras européias, onde as estações do ano, e suas inevitáveis mudanças térmicas, obedecem a ciclos extremamente rígidos. Em pleno outono parisiense, Diego já aguarda a primavera, enquanto aperfeiçoa seu savoir-vivre.

Boa leitura a todos e até a próxima semana.

Rodrigo Gurgel



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