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LITERATURA

Palavra 11

Poemas
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Em nome da harmonia
Assim Assis Brasil se mostrou em seu romance: mantendo um ritmo sensatamente emocionante do começo ao fim, com a honesta prioridade não de impactar, mas de ser fiel ao texto, ao tom de narração escolhido.
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A literatura que vem da Ásia
Que o leitor mais exigente não se engane: há, em tais best-sellers, algo que cativa e que aparece justificado num fazer literário que, não sendo fruto da mente de gênios da literatura, ainda assim, tem o seu lugar.
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A noite dos viúvos
"No momento seguinte, Fernando debruçou-se sobre ela para chegar-se mais ao calor de seu corpo, e viu, neste instante, o que quase o arrancou de si, que Teresa olhava, com lascivos olhos semicerrados, para a fotografia de Raul a apenas alguns centímetros de seu rosto."
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Rodrigo Gurgel

(15/12/2007)

Esta semana, abrimos Palavra com o lirismo enternecedor de Cristina Betioli Ribeiro. Seus poemas guardam um tom pueril, podendo esconder sob os versos certo quê de ironia ou demonstrar, sempre de maneira quase singela, a dor dos amantes que se despedem. Essa poesia, aparentemente desprovida de grandes ornatos, não é, contudo, nem um pouco inofensiva.

Renata Miloni analisa Música perdida, de Luiz Antonio de Assis Brasil. Romance baseado na vida do maestro Joaquim José Mendanha, a narrativa do escritor gaúcho enfoca o drama de quem se acredita preparado para a glória, mas se vê tolhido pela desventura.

Isa Fonseca escreve sobre os best-sellers de Khaled Hosseini e Anita Amirrezvani, na lista dos mais vendidos há várias semanas. O que há por trás desses sucessos? Entre falhas e acertos, parece ser possível encontrar algo cativante nesses romances que, certamente, não serão lembrados dentro de uma década.

Fechando a edição, trazemos um conto inédito do escritor David Oscar Vaz. Entre a ilusão do amor e a verdade, entre o desejo e o equívoco, há, segundo as palavras do narrador de “A noite dos viúvos”, “coisas que só se dizem com uma história”. Contudo, a grande certeza, subjacente a todas as nossas dúvidas, é que existem dores que jamais morrerão.

Boa leitura a todos!

Rodrigo Gurgel



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