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LITERATURA

Palavra 14

Guerra sem vencedores
Com mais de cem mil exemplares vendidos na Espanha, traduzido na Alemanha, França, Itália, Holanda, Sérvia, Israel e Romênia, e às vésperas de ser transformado em filme, Os girassóis cegos passou despercebido da grande imprensa.
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Dois poemas de John Donne
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O dilema da literatura policial brasileira
Nenhum escritor está disposto a se colocar como um escritor menor, um mero escritor de literatura de entretenimento. Dos poucos escritores brasileiros de literatura policial, a maioria ainda pretende se colocar uma importância que não deveria ter.
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Moldar o homem
Imagine, quanta identificação, quanta empatia, quando o povo soubesse que o presidente é tão normal, "como todo mundo", que foi até traído pela mulher! Mas, estranhamente, houve pouco mais do que alguns comentários chistosos, nos botecos e nos cartuns, sobre o "reizinho corno". E o assunto morreu.
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Rodrigo Gurgel

(18/01/2008)

Em sua resenha desta semana, Dida Bessana analisa o livro de contos Os girassóis cegos (Mundo Editorial), do espanhol Alberto Méndez, que, infelizmente, foi até agora ignorado pela mídia brasileira. Segundo Fernando Valls, do jornal El País, Borges, Cortázar e Carver eram os contistas preferidos de Méndez, falecido em 30 de dezembro de 2004. Ganhador, em 1962, do Prêmio Nacional de Tradução, Méndez traduziu para o espanhol Shakespeare, Goldoni, Dickens e Chesterton, entre outros. Na opinião de Dida Bessana, trata-se de um livro “sensível, profundo, realista, carregado de simbolismos”.

A partir deste número, damos início a uma nova seção de tradução de poesia e prosa – Vice-verse – dedicada a textos produzidos originalmente em língua inglesa. Coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle (marina_dellavalle@yahoo.com.br), Vice-verse está aberta a tradutores que desejem publicar seus trabalhos. Nesta primeira edição, trazemos dois poemas de John Donne, traduzidos por Rafael Rocha Daud.

Olivia Maia publica a segunda e última parte de suas reflexões a respeito do romance policial brasileiro. Questionando-se sobre as características da literatura policial brasileira, seus leitores e a possível existência de um subgênero no Brasil, a escritora trata, inclusive, dos preconceitos existentes entre nós em relação à “literatura de entretenimento”.

Em sua crônica desta semana, Diego Viana fala, com finíssima ironia, do marketing que circunda o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Afinal, quem é ele? O filho de imigrantes? O homem dinâmico e trabalhador? O gourmet? Ou apenas um homem comum? São tantas as imagens, tão variadas as facetas construídas pelo marketing, que os consumidores parecem estar insatisfeitos...

Boa leitura!

Rodrigo Gurgel



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