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LITERATURA

Palavra 17

Cinco aspectos da arte de citar
Citar é estar de tal forma na literatura que só a própria criatividade não é suficiente, deve-se buscar ferramentas criadas por diferentes autores, desconstruir pensamentos e identificar até migalhas espalhadas que ainda não haviam sido vistas.
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Ganhando meu pão, de Máximo Górki
De que matéria, afinal, é feita a ficção — Górki parece perguntar — e por que ela o cativa de maneira tão impressionante e, ainda, por que o que é ficcional pode ser tão belo, apropriado, sublime e, por vezes, inapropriado, já que não se cola ao real?
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Os rebeldes e os outros
Sándor Márai destila a rebeldia juvenil a partir da noção simples de “nós” e “outros” e da idéia de que o mundo “deles” está completamente errado.
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Contos do inconsciente
Freud e o estranho – contos do inconsciente, mesmo sendo irregular, não deixa de ser interessante. Em primeiro lugar, pela caprichada apresentação do volume, com notas bastante explicativas acompanhando os contos, além de comentários reunidos ao final do volume.
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Rodrigo Gurgel

(15/02/2008)

Renata Miloni abre Palavra desta semana com um hino celebrando o ato de citar. Exercício que requer sabedoria e humildade, o uso de citações representa, como afirma a autora, “assumir, originalmente, o amor pela literatura”. Reconhecimento de que o culto à originalidade absoluta guarda um quê de falácia, o texto de Renata Miloni transborda de carinho por esses pensamentos que, nas mãos corretas, podem produzir reflexões geniais.

Isa Fonseca prossegue destrinçando os elementos que compõem a trilogia de Maksim Górki, agora expondo suas conclusões sobre o segundo volume, Ganhando meu pão. Na opinião da autora, a falta de “complexidade narrativa” não “implica um texto sem brilhantismo” nessa obra autobiográfica.

Rebeldes, de Sándor Márai, é submetido ao crivo de Marco Polli, para quem o livro, ainda que não tenha “uniformidade”, apresenta uma “premissa geral e diversas passagens memoráveis”, capazes de dar plena sustentação à obra.

Em “Contos do inconsciente”, Gregório Dantas analisa o trabalho do antologista Bráulio Tavares, principalmente na obra Freud e o estranho. Dantas também revisita as coletâneas publicadas nos últimos anos e analisa algumas das histórias do último volume organizado por Tavares, detendo-se naquelas que não conseguiram superar os clichês e, também, nos contos que souberam utilizar o lugar-comum como uma catapulta para o inusitado.

Boa leitura!

Rodrigo Gurgel, editor de Palavra



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