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Já nas bancas
José Watanabe: o guardião do gelo
A presença da cultura japonesa na obra de José Watanabe não se limita a elementos biográficos, mas está arraigada numa série de características que revelam um longo convívio com a tradição literária do haicai
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A mulher do tenente francês
John Fowles aproxima-se do modelo do romance vitoriano para negá-lo, ao final. Não sem antes lhe reservar um último golpe: o final em aberto. Não que o romance termine inconcluso; mas possui dois finais possíveis. Na verdade três
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Um conhecido entre os traços
Está claro, mas não nítido, por que o desgraçado é assim tão familiar. As paralelas que deveriam se encontrar no infinito podem sofrer desvios. Podem chocar-se ainda no tempo. Eventualmente, acontece
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Bala de fogo
(Poema singelo contra a morte)
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(25/04/2008)
Os poemas de José Watanabe, escritor peruano falecido em abril 2007, abrem esta edição. Traduzidas por Marco Catalão, as poesias revelam não apenas uma nítida influência do zen, mas nos convidam a cumprir nosso fado: o de sermos guardiões do gelo.
Gregório Dantas analisa o romance A mulher do tenente francês, de John Fowles. Ironia, intertextualidade, metalinguagem: todos os ingredientes típicos da literatura pós-moderna se reúnem nessa obra. A onipotência do narrador, contudo, prevalece – pois, de uma forma ou de outra, ela sempre prevalece.
Na crônica “Um conhecido entre os traços”, mais um dos personagens urbanos de Diego Viana caminha a esmo, buscando, talvez, sua própria identidade. Apenas para encontrá-la de maneira surpreendente, inesperada.
Teresa Candolo fecha nossa 26ª edição com seu poema “Bala de fogo”. Como bem observou um de nossos colaboradores, Pedro Marques, o texto apresenta “uma linguagem infantilizada de propósito. Parece uma canção para fazer nenê dormir, só que com um conteúdo violento. E nisso está o pulo-do-gato”.
Boa leitura e até a próxima semana.
Rodrigo Gurgel, editor de Palavra