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Já nas bancas
(19/05/2008)
Apesar de todas as adversidades, o gaúcho Luís da Costa (nome de guerra), 31 anos, há quase três anos na Legião Estrangeira, não pretende desligar-se do posto. Ele afirmou que assim que terminar o contrato vai pedir a renovação e, também, a cidadania francesa.
Costa, residente em Três de Maio (RS), decidiu entrar para a Legião depois de ter servido o exército brasileiro por sete anos como sargento. O gosto pelo serviço militar, a experiência e a excelente forma física fizeram com que ele fosse aceito de imediato no regimento de paraquedistas, na Córsega.
O gaúcho, que já integrou diversas missões de prevenção, afirmou que em nenhum momento pensou em desistir, pelo contrário. "As dificuldades me empurram para a frente". Ele contou que a experiência de estar em países africanos pobres, como o Djibuti, por exemplo, só engrandece. "A gente distribui água, ajuda nas campanhas de saúde. A população, de modo geral, recebe bem os legionários. O duro é ter que andar fardado, com uma mochila de sete quilos debaixo de um calor de 50 graus". A Costa do Marfim, segundo ele, é uma das missões mais delicadas e um dos lugares mais perigosos para os legionários. A política dos franceses no país e a rivalidade entre etnias fazem os legionários pisarem em ovos.
Mas na Legião "nem tudo é bomba", disse Costa. Ele ressaltou o contato entre as diversas nacionalidades. "Os companheiros são de países diferentes, cada qual com seus hábitos. Por incrível que pareça, existe mais camaradagem do que deslealdade", sublinhou.
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