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Já nas bancas
Quando escrever deixou de ser uma arte
Hoje, o jornal que passa por debaixo da minha porta, salvo honradas exceções, é ilegível. Já fiz pesquisas em jornais antigos na Biblioteca Nacional e cheguei a sentir os olhos marejados – de raiva – pela comparação com o jornal pelo qual pago hoje
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Dois poemas de Erín Moure
No terceiro número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos dois poemas de Erín Moure
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Cinco aspectos da imagem na literatura
Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artes
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A casa no morro – Final
E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu
tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força.
Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindo
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(30/05/2008)
Simone Campos se despede do Palavra. Vai cuidar de seu próximo livro – e lhe desejamos inspiração, coragem e sucesso. Mas torcemos para que não seja um afastamento definitivo. Em seu último artigo, ela comenta sobre os jornais contemporâneos brasileiros – em grande parte, segundo o julgamento da escritora, ilegíveis. Há muito mais, no entanto, nesse texto alinhavado com ironia e bom humor.
A poeta e tradutora Virna Teixeira estréia em Vice-Verse, nossa seção de literatura inglesa traduzida, comandada por Marina Della Valle. Desta vez, oferecemos aos leitores dois poemas da canadense Erín Moure, retirados de seu livro O Cadoiro.
Em uma edição sob absoluta hegemonia das mulheres – algo, aliás, que este editor comemora –, Renata Miloni fala sobre a relação texto–imagem. Desacreditando da idéia de que existe “algo que não possa ser descrito por palavras”, Miloni tece suas reflexões a partir do post escrito por Stuart Evers em seu blog (hospedado no The Guardian).
Esperem o pior no último capítulo de “A casa no morro”, o folhetim policial de Olivia Maia. Anti-heróis, um antifinal – e certo delicado toque de desesperança. A literatura policial brasileira é possível, sim, mas esqueçam Poirot, Holmes e outros estereótipos. Aqui, o grau de investimento da Standard & Poor’s ainda vai demorar muito para chegar.
Boa leitura e até a próxima semana.
Rodrigo Gurgel, editor de Palavra.