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A opção pelo não-mercantil
A expansão dos serviços públicos gratuitos pode ser uma grande saída, num momento de recessão generalizada e desemprego. Mas para tanto, é preciso vencer preconceitos e demonstrar que a economia não-mercantil não depende da produção de mercadorias. Neste debate teórico, enfrentaremos os liberais e... os marxistas ortodoxos
Jean-Marie Harribey
O malabarismo dos camaleões
Estranha metamorfose: os economistas e jornalistas que defenderam, durante décadas, as supostas qualidades do mercado, agora camuflam suas posições. Ou — pior — viram a casaca e, para não perder terreno, fingem esquecer de tudo o que sempre disseram
Frédéric Lordon
O que o Império Britânico poderia ensinar aos EUA
No momento em que a influência dos Estados Unidos sobre o resto do mundo parece ameaçada, vale a pena ensair uma comparação entre a o império norte-americano e o que o precedeu. Ela revelará, entre outros pontos, que a Grã-Bretanha teve, em meados do século 20, a sabedoria de perceber que seu poder tinha limites. Os EUA serão capazes do mesmo?
Eric Hobsbawm
Estrangeiros para nós mesmos
Na Europa, muitos locais se tornaram depósitos de refugiados. Centenas de pessoas permanecem até 18 meses detidas, aguardando seu desterro sob coação física, psicológica e moral. São cenas surpreendentes para um continente que apregoa valores como o direito, a liberdade e a dignidade humana
Tassadit Imache
A marcha para a multipolaridade
A crise atual do sistema financeiro só acelerou o movimento de recuo do Ocidente. Sem sombra de
dúvida, os Estados Unidos continuarão sendo, por longos anos, a potência dominante. Mas a ascensão de Brasil,
Rússia, Índia e China leva à formação de novos centros de poder que contestam a ordem internacional
Alain Gresh
O declínio americano
Nos anos 1960, John Kennedy conseguiu acabar com o sentimento de inferioridade americano perante
os soviéticos. Depois de décadas de altos e baixos, como a derrota no Vietnã e a vitória no Golfo, mais uma
vez os EUA vivem um momento pessimista, afundados na crise econômica e na guerra iraquiana
Serge Halimi
Uma nova geopolítica dos capitais
A China não é mais somente “a fábrica do mundo”, ela tornou-se o banqueiro dos Estados Unidos.
A aliança, porém, não é necessariamente ideológica: Pequim possui a maior reserva mundial de dólares,
estimada em US$ 2 trilhões. Qualquer queda da moeda americana provocaria uma alta do iene
Martine Bulard
América Latina solta as amarras
As diferenças entre os países latino-americanos permanecem. Entretanto, em
uma hora decisiva com esta, eles se mantêm alinhados: fortalecendo os laços entre
si e com o Oriente, estão cada vez menos dependentes dos Estados Unidos
Maurice Lemoine
A prudência islâmica
Em respeito à xariá, os banqueiros do mundo árabe não participaram da ciranda da especulação financeira
e hoje estão em posição mais confortável que os colegas ocidentais. Porém, para desviar-se da interdição dos
juros, eles aplicaram em ativos imobiliários e em matérias-primas, setores igualmente voláteis
Akram B. Ellyas
Uso regular de trabalhadores precários
Fundamental para manter os institutos de pesquisa funcionando, a contratação temporária vai contra
todas as leis trabalhistas. Sem direito a férias ou assistência social, muitos funcionários vivem 24 horas por dia à disposição dessas empresas e nunca têm certeza de sua remuneração
Rémy Caveng
As Guerras Mexicanas
Batalhas intestinas convulsionam o México, movidas pelos grandes cartéis que abastecem o vizinho
Estados Unidos. A população, principal vítima, aguarda ansiosamente o desfecho dessa briga, que envolve o exército, a polícia e até o presidente do país
Anne Vigna
Cuidar do lixo, cuidar do planeta
A luta por um mundo sem poluição ambiental passa pelo cuidado com os resíduos. Reduzir drasticamente o
uso de materiais químicos e tóxicos e reciclar toda a produção são apenas duas das muitas propostas concretas
discutidas na primeira reunião da Gaia para a América Latina e Caribe, cuja declaração reproduzimos aqui
Declaração da I Reunião da Gaia para América Latina e Caribe
A Índia busca um novo lugar
Em um momento de disputas estratégicas na Ásia, a entrada dos indianos no seleto clube de países que comercializam armas nucleares é uma das maiores alterações na ordem internacional. O país, que ainda
está aprendendo a lidar com o poder chinês, também começa a se tornar uma potência
Siddharth Varadarajan