Philippe Rivière
Jornalista,
Le Monde diplomatique.
Seus artigos nesse site:
Os herdeiros do DDT
A pretexto da luta contra a malária, um pequeno grupo de cientistas, apoiado por transnacionais e à frente de ONGs de mercado, procura reabilitar um inseticida para o qual existem, há muito, alternativas ambientalmente corretas
1º de julho de 2006
A corrupção institucionalizada da indústria farmacêutica
Os grandes laboratórios dispõem de meios de coação para influenciar médicos e pesquisadores. Submetida às regras das finanças, criam uma assustadora polícia do pensamento e uma corrupção que gangrena o contrato social assinado em torno da saúde pública
1º de outubro de 2003
A versão SPIP
A pequena parcela de independência tecnológica conquistada pelos países e grupos sociais que vêm desenvolvendo e adotando os ’softwares’ “livres”, como o SPIP, correrá riscos com o pedido de reconhecimento de patentes de informática
1º de outubro de 2003
Os demolidores de liberdades
Um ano e meio após o temível ’Patriot Act’, o ’Domestic Security Enhancement Act’ é um projeto que fala por si mesmo: entre outros absurdos, exige o registro do DNA de estrangeiros suspeitos de delitos e de cidadãos norte-americanos suspeitos de terrorismo
1º de março de 2003
A luta contra o apartheid sanitário
Teria a África do Sul se libertado, há dez anos, para naufragar num apartheid ainda mais mortal? Dos 45 milhões de habitantes, 5 milhões já foram contaminados pelo vírus da Aids. A hecatombe se anuncia e o setor público não dá acesso aos anti-retrovirais
1º de agosto de 2002
Uma Constituição da vontade
Foi graças aos princípios avançadas da Carta sul-africana que a sociedade venceu a primeira batalha em torno da AIDS, travada contra os laboratórios farmacêuticos. O governo do Congresso Nacional Africano vacilou...
1º de agosto de 2002
Prevenção e marketing
A loveLife, uma ONG financiada por Henry Kaiser e Bill Gates, mantém um centro para jovens, a 40 quilômetros de Johannesburgo, onde eles podem fazer esporte, aprender informática e encontrar preservativos e anticoncepcionais
1º de agosto de 2002
Quem paga pelas “inovações”?
Embora possam ter algum peso nos debates e nas relações entre médicos e pacientes, as chamadas “inovações” farmacêuticas raramente explicitam o que o novo produto traz no plano terapêutico – quando o traz
1º de fevereiro de 2002
A serviço da humanidade
Quando a ciência cai nos braços do mercado, deixa de atender às necessidades básicas. É necessário, portanto, substituir o mercado por um parceiro capaz de dirigir a pesquisa na direção dos “bens públicos globais”
1º de agosto de 2001
Controle ponto com
Uma luta surda agita a Internet, entre uma reivindicação de autonomia, que vem do público, e uma oferta de controle — que, para seduzir, se fantasia em oferta de "conteúdos"
12 de junho de 2000
O seqüestro do saber
As grandes multinacionais estão usando a propriedade intelectual para controlar a ciência, restringir o acesso a seus benefícios e multiplicar lucros. É hora de pensar numa alternativa que substitua o sistema de patentes e transforme o conhecimento num patrimônio comum da humanidade
12 de março de 2000
Palavras proibidas
Vale tudo para quem quer se apropriar de uma palavra. A empresa japonesa House Food está tentando, por exemplo, patentear o nome curry, o famoso tempero preparado todo dia por milhões de indianos
12 de março de 2000
Um sistema que mata
Se as patentes asseguram um futuro, talvez seja o da pesquisa privada, e com toda certeza é o dos acionistas dos laboratórios — mas não, em hipótese alguma, o dos doentes...
12 de março de 2000