Roland-Pierre Paringaux
Jornalista.
Seus artigos nesse site:
Em nome do patrimônio mundial
A Organização das Nações Unidas para as Ciências, a Educação e a Cultura (Unesco) lança este mês uma campanha para a salvaguarda e proteção do patrimônio mundial. A lista de lugares e monumentos considerados “em perigo”, não cessa de crescer
1º de outubro de 2002
Abundância desastrosa
A euforia da “melhor safra dos últimos vinte anos” transformou-se num pesadelo: o mercado oferece aos lavradores um preço que corresponde a um terço do custo de produção. E assim, a Índia consolida seu trágico lugar entre os recordistas da miséria absoluta
1º de setembro de 2002
Golpe contra segurança alimentar indiana
A “lei do mercado” – abertura ao comércio internacional, o fim dos subsídios e liberação das tarifas alfandegárias –, imposta pela OMC em seu acordo com o governo indiano, está levando ao desespero e à miséria absoluta camponeses e lavradores pobres
1º de setembro de 2002
Aldeões sem história
Há muitos anos que os defensores dos direitos humanos não param de denunciar as violações de direitos e a impunidade que as acoberta. Recentemente, três dramas, reveladores desse estado de coisas, mobilizaram a opinião pública
1º de janeiro de 2002
Um território “contestado”
A Índia e o Paquistão reivindicam a soberania sobre a totalidade do território da Caxemira. O Paquistão declara que a maioria muçulmana lhe é favorável e pede a aplicação das resoluções da ONU, em particular aquela referente a um plebiscito
1º de janeiro de 2002
A fase afegã da guerra esquecida
A crise afegã chamou a atenção para um outro conflito, o da Caxemira, que opõe a Índia e o Paquistão por intermédio de combatentes muçulmanos. Se para Nova Déli são “terroristas”, para Islamabad, são “combatentes da liberdade”
1º de janeiro de 2002
Caçadores de dotes mortais
O dote, que encontra seu fundamento na tradição hinduísta, originalmente visava a indenizar por meio de uma doação as moças que não herdassem um imóvel. Com o tempo, sofreu uma derivação que incentiva a chantagem e os crimes da pior espécie
1º de maio de 2001
Tochas ardentes
"São recebidas, aqui, mais de 1.800 mulheres queimadas por ano", declara o professor Gurumurthy, que atende na sala de operação. Muitas delas chegam em macas, em farrapos ou em carne viva. Contorcendo-se em dores silenciosas ou gritantes
1º de maio de 2001
Em nome da honra...
O Paquistão islâmico possui uma característica bem específica de violência criminosa praticada contra as mulheres: o "crime de honra". A expressão evoca outras sociedades que aceitam esse tipo de crime, como em casos de adultério ou de vingança
1º de maio de 2001
Processo arquivado
Após ter lavado sua honra com o sangue de sua filha, o pai de Samia Sarwar organizou uma campanha contra as advogadas que ousaram defendê-la. Fez questão de processá-las, acusando-as de verdadeiras responsáveis pela morte de sua filha...
1º de maio de 2001
Um pacto global
Trata-se de uma iniciativa, da ONU, que leva em conta a dificuldade de algumas economias frente às forças do mercado, os limites da globalização em matéria de progressão social e o avanço da oposição a essa mesma globalização
24 de dezembro de 2000
Business e direitos humanos
A "batalha de Seattle" é um bom exemplo: as empresas transnacionais operam sob o olhar crítico dos cidadãos. O respeito pelos direitos humanos é visto como parte integrante da responsabilidade delas, da mesma forma que o respeito à cultura e ao meio ambiente
24 de dezembro de 2000
O bom exemplo do Senegal
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mutilações genitais afetam cerca de 130 milhões de mulheres em vinte e oito países. Uma das raras luzes de esperança vem desta nação africana, graças ao exemplo de um punhado de camponesas
12 de junho de 2000
O duro caminhoda independência
Foram 25 anos de feroz repressão. Resultado: toda uma geração dizimada, uma outra assimilada pelos indonésios na lei ou na marra e o país mantido no subdesenvolvimento e no analfabetismo
12 de maio de 2000
À sombra de um tribunal internacional
A diretora do departamento de Direitos Humanos teme que "mais uma vez sejam os executantes a serem julgados, e não os mandantes desses crimes". Ou seja, que a justiça se interesse mais pelos milicianos timorenses que pelos generais indonésios
12 de maio de 2000