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Já nas bancas
Li, com algum atraso, o texto "Os demônios do demônio". Gostei do estilo do autor, repleto de uma ironia fina, não vulgar, e com larga cultura, agradavelmente demonstrada num texto claro, enxuto sem rebuscamento intelectualóide. Aqui terminaria meu comentário.
Ao entrar no forum, para fazer este comentário, fiquei pasmo ao ver dois comentários: um, semialfabetizado, mandando "melhorar o texto" que chama de "racista". O autor quis mostrar exatamente que "racistas" foram os os que demonizaram mulheres, negros e índios (entre outros).
Outro comentário, diz que o texto é "nazista" e que teve "desprazer em ler". Leu, mas não entendeu. Há diferença entre hermenêutica e exegese. Não: o demônio não é (apenas) cristão. Até o cativeiro na Babilônia os judeus não personalizavam uma entidade maligna, o que passaram a fazê-lo em textos posteriores à libertação de Ciro. Copiavam a cultura adquirida e o "Angra Mainyu" (Ahriman) persa. Depois, no Cristianismo virou arma ideológica, para atemorizar os cristãos convertidos.
Lúcifer, como entidade personalizada, é um equívoco dos mais básicos. No texto hebraico de Isaías 14: 12, o autor se refere ao rei da Babilônia (não a Sathan), chamando-o de "hêlél ben sachar" (estrela filha da manhã), o que na tradução para o grego (Septuaginta) ficou como "ho eosfóros" (luz da manhã) e na tradução para o latim (Vulgata) foi contraído numa só palavra: lux, lucis = luz + ferre = trazer, dervando daí "Lúcifer" (o que traz luz). O restante são mitificações acrescidas pela ignorância e sincretismo.
O que eu li neste texto foi uma incrível aula de ironia
muito bom, mostra a hipocrisia da sociedade e alerta para nossa própria hipocrisia
( como essa das pessoas que detrataram o texto )
O demônio é cristão
Por motivos óbvios. Por criar um texto nazista e intolerante como este que tive o desprazer em perder meu tempo lendo.
O demônio é branco
não é o que dizem, as trevas se desfarçam de luz. E lúcifer é o príncipe da luz e adora a beleza.