Comentários sobre esse texto:
Temos que fazer diferente!
Ainda que exista uma visão idílica de Susan George sobre as motivações de Keynes é urgente a alteração do paradigma econômico vigente.
Temos que contabilizar na geração de valores condições sociais, ambientais e culturais. A economia não é uma ciência da mera distribuição da riqueza, mas instrumento político da sociedade para desenvolver condições necessárias a sua sobrevivência. Sociedade essa não apenas local ou nacional, mas planetária.
Oportuna a lembrança da OIC, que para além de um sonho passado de superação de uma guerra, permanece como questão para gerações que precisam não repetir o passado, mas (re)significá-lo no presente para construir o seu futuro.
2007-02-13 04:34:33
Outra globalização é possível
Sabemos que o mundo tem um câncer insaciável,e é deste mal que vamos perecer, ja que hoje o maldito dinheiro entorpeceu a sociedade, que, cada vez mais usa artifícios inescrupulosos para perpetuar alguns insanos no poder.
Por isso, o comércio mundial virou fantoche do Banco Mundial e do FMI, que atuam em favor dos "capetalistas" e estes, como pensam somente em seus umbigos não se preocupam com as gerações futuras, que , os direitos humanos garantem a cada ser humano.
Na verdade, nossa sociedade capitalista tem sede pelo pobre e miserável, pois, são eles que sustentam os "nobres". E sempre que se tem notícia de um pensador com idéias inovadoras a palavra utopia vem a tona, porque é notório que as mudanças que ocorreram e vão acontecer, têm com suporte o capital.
Sabemos de uma lei da física que diz o seguinte "toda ação, provoca uma reação inversamente proporcional", e é isso que está acontecendo. O mundo capitalista se desenvolveu numa velocidade assustadora, e agora, a Terra demonstra com requintes apocalípticos a proximidade do fim de nossa era.
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Outra Globalização é possível
Cleuton
2007-02-13 03:01:51
Outra globalização é possível
As propostas de mudanças das instituições internacionais sempre esbarram no irrealismmo porque pressupõem que as potências dominantes abram mão voluntariamente de suas vantagens competitivas. Não abrem, como a história demonstra.
Os países emergentes que se deram bem nos últimos 30 anos são exatamente aqueles que aceitaram a realidade como é e montaram suas estratégias objetivando tirar o maior proveito possível dela, esquecendo sonhos mudancistas irreais.
O artigo de Susan contém algumas inverdades históricas e alguns pressupostos falaciosos, mas, ainda assim, é importante haver oposição e idéias alternativas ao modelo único, no mínimo para que o debate permita seguir validando-o ou não.
pensador
2007-02-12 22:43:05
Outra globalização é possível
As propostas de mudanças das instituições internacionais sempre esbarram no irrealismmo porque pressupõem que as potências dominantes abram mão voluntariamente de suas vantagens competitivas. Não abrem, como a história demonstra.
Os países emergentes que se deram bem nos últimos 30 anos são exatamente aqueles que aceitaram a realidade como é e montaram suas estratégias objetivando tirar o maior proveito possível dela, esquecendo sonhos mudancistas irreais.
O artigo de Susan contém algumas inverdades históricas e alguns pressupostos falaciosos, mas, ainda assim, é importante haver oposição e idéias alternativas ao modelo único, no mínimo para que o debate permita seguir validando-o ou não.
pensador
2007-02-12 22:40:34
Brilhante Keynes.
Brilhante explanação de Susan George. Como foi keynes ao se preocupar com os problemas econômicos, não apenas da Inglaterra , mas de todo o mundo.
A visão de problemas mundiais são de poucos e citaria um outro compatriota, H.G.Wells, que já defendia um planeta e não um país.
Sâo visões como estas que nos levaria a um mundo mais justo.
Claro que elas contrariam o caminhar do capitalismo, mas seriam atuais pois o dilema do atual capitalismo é justamente equilibrar para tornar a todos consumidores e alavancar o próprio sistema.
Keynes foi perfeito na visão dos problemas econômicos,enfatizando o papel governamental na solução dos atritos do capitalismo. Só não previu a corrução.Esta sim contribui de forma enorme para os desequilíbrios.
Os Estados atuais devem seus aportes à teoria keynesiana.
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Brilhante Keynes.
Frederico Bernardo
2007-02-12 22:21:56
Outra globalização é possível
A despeito da idéia ser interessante, e o contexto histórico que envolvia o mundo naquela época não ser totalmente altruísta como supostamente se extrai desta leitura, realmente a idéia de uma instituição mais complexa e com ferramental mais útil para solução de conflitos do comércio internacional nunca deixou de ser pauta no direito internacional.
Ocorre que, o mundo mudou drasticamente nos últimos anos, e o paradigma taylor/fordista que dominava o modelo industrial do pós-guerra foi completamente alterado para um modelo de produção altamente flexível, e que permitiu maior agilidade para alteração da produção das grandes empresas multinacionais, com núcleos decisórios altamente descentralizados.
Em resumo, mesmo que o modelo Keynesiano fosse implementado, seria rapidamente capturado pelo alteração do fluxo de pagamentos das próprias empresas que alterariam seus recebimentos conforme a necessidade e disponibilidade de recursos, inviabilizando totalmente um controle deste tipo.
Por outro lado, é importante frisar que no mundo atual, os Estados não têm força política para imprimir tal restrição ao comércio mundial!
Rodolpho Oliveira Santos
2007-02-12 20:17:48
Poderia ser diferente?
Independentemente da motivação de Neynes ser política, ética ou simplesmente econômica, o que o artigo resalta é a necessidade de reformulação das intituições internacionais, bem como a pertinência de alternativas mais racionais ao atual arcabouço econômico mundial, mesmo as já vislumbradas no passado. Sua Inglaterra se submeteria igualmente às mesmas regras democraticas acordadas e válidas para os demais países signatários. Não creio que as relações internacionais estejam tão boas ao ponto de desprezarmos a análise séria da contribuição do grande economista.
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Outra globalização é possível
Sérgio Xavier de Camargo
2007-01-20 22:45:58
Outra globalização é possível
Susan George faz uma leitura especiosa, para não dizer deliberadamente deformada, da realidade histórica.
Esse conto edificante de uma OIC boazinha, e de um sistema automatico de compensacoes comerciais, que teria sido proposto generosamente por Keynes, simplesmente não corresponde à verdade histórica.
O fato é que Keynes, atuando no interesse do seu proprio pais, arruinado pela guerra, queria encontrar um financiador generoso dos deficits ingleses, e esse financiandor teria de ser os EUA. Obviamente os EUA não estavam dispostos a servirem de "tia rica" que financia sem contar os deficits de um sobrinho em dificuldades eventuais. Não havia nada de generoso na proposta de Keynes: ele apenas pretendia resolver os problemas britânicos, apenas isso.
Acho que Susan George deveria reler o que escreve e confrontar sua estapafurdia versao com a realidade historica.
Ela também deveria reler o seu manual de economia, pois o que ela propõe não se sustenta na prática.
Alimentar sonhos pode até ser bonito: pena que eles não sejam um substituto à realidade.
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Outra globalização é possível
Paulo Roberto de Almeida
2007-01-19 16:08:47