Comentários sobre esse texto:
Cuba, hora de mudanças
Depois de anos analisando os sistemas politicos, e o desenrolar de diversas revoluções, faço uma pergunta que me parece crucial e definidora do estado geral das nações.
Quem ainda pensa em se refugiar no Brasil?
Resposta, cubanos, angolanos, palestinos.
Para onde estão emigrando os brasileiros?
Europa, Estados unidos, Canada, Australia.
Se um pais oferecer boas condições de vida à sua população, ela só sai de seu pais para fazer turismo, e quando ela é vigiada com repressão para que não saia , alguma coisa está errada.
Fatos são fatos e opiniões são meramente opiniões.
José Carlos Lima Mendes
2007-12-27 04:30:17
Cuba, hora de mudanças
Lembro-me como se fosse hoje os revolucionários e Fidel Castro instalados em hotel da avenida Ipiranga em São Paulo -década de 50-e eu reporter de grande jornal na calçada conversando com os vitoriosos e valorosos combatentes que tinham (ou ainda tem) um ideal utópico não totalmente realizado. Tudo aquilo parecia fantástico.Um grande sonho realizado com a Revolução cubana.Entretanto, considerando que na prática a teoria é outra, a fase pós-Fidel é necessário dar ao povo um plebiscito totalmente livre para decidir.Nada de intervenção espúria e militar de nenhum país...Mudanças seriam necessárias,certamente, mas obedecendo a soberania nacional cubana.Tudo dentro da paz e da concórdia.A tolerância, a fraternidade,a igualdade e a liberdade -já e agora-(ou breve) jamais devem ser abandonadas. Nem pensar em intervenção armada do Exterior, evitando nominar historicamente paises direta ou indiretamente interessados. Cuba-o povo- não merece isso.Nós latinos não queremos jamais um Vietan ou Iraque por aqui..."nas nossas barbas".Bem ou mal Fidel fez história e vamos respeitá-lo até o fim!Sua trajetoria utópica jamais será esquecida...até pelos detratores/adversários (são muitos).Nem tudo foi perdido.Houve coisas positivas.Hoje Cuba nos preocupa...mas também nos emociona pelo drama da "maiêutica"!(sentido grego do termo=o parto das idéias).
Site:
Cuba,hora de mudanças
helion verri
2007-06-25 01:57:47
Cuba, hora de mudanças
cuba encontra-se nesta situacao hoje por causa do embargo economico, nao pelo socialismo.
senhor chantily
2007-06-24 09:12:10
Cuba, hora de mudanças
Análise muito lúcida que nos obriga a refletir de forma mais cautelosa sobre o futuro da Ilha. Os dilemas que vivem os cubanos são os mesmos q acometem os socilistas de todo o mundo q ainda amargam os tristes resutados das experiências "socialistas" naufragadas. Em Cuba o problema se coloca de tal maneira grave porque exige soluções urgentes e concretas não podendo se perder em devaneios intelectuais. Casar utopia e realidade não é impossível pois em diversos momentos da história isso aconteceu, mas o divórcio parece se impôr logo em seguida. Não sei como é a vida real em Cuba,pois tudo o q conheço é de segunda mão. Mas o q se idealizou deve continuar sendo buscado, com liberdade, coerência e solidariedade. Por que não sediar um Fórum Social Mundial na ilha, para que muitas vozes possam ser ouvidas e possamos ouvir as vozes cubanas também?
fábio lopes
2007-06-24 01:03:04
Cuba, hora de mudanças
A corrupção é muito grande nos chamados paises, veja o exemplo chinês: nem bem saiu do socialismo, surgiram milhares de milionários; na Russia a mesma coisa. Quando houver abertura em Cuba será da mesma forma.
Se o capitalismo é ruim, o solicialismo é muito pior.
Site:
reforma cubana
2007-06-23 02:39:55
Cuba, hora de mudanças
Concordo com o diagnóstico feito de Cuba e o principal é a produtividade, pois não adiante ter “igualdade” com níveis de pobreza.Porém a solução para o desenvolmento de Cuba é muito complicado: primeiro por que não vejo os dirigentes Partidários com interesse de fazer estas mudanças e em segundo lugar não sei se sociedade cubana está preparada para tais mudanças:trabalhar com produtividade e principalmente liberdade de expressão( respeitar ideias contrárias.È o que penso sobre Cuba.Posso está errado.
Paulo Jorge
2007-06-23 00:33:06
Cuba, hora de mudanças
Meu conhecimento sobre Cuba é ínfimo, entendo muito pouco sobre economia, ideologia, política etc; todavia, de uma coisa eu tenho certeza, como ser vivente e pensante em uma das sociedades capitalistas mais perversas do globo - sendo justamente por isso um privilegiado - se Cuba realmente acumulou, ao longo de todo esse período de revolução um ativo social positivo, quanto ao desenvolvimento de seu povo (IDH), que é cantado e decantado e, por conseguinte, possui uma base social sólida quanto à consciência de seus direitos e obrigações, ou seja, são, em tese, cidadãos acima da média, o que impede Cuba de enfrentar/aperfeiçoar o sistema capitalista?
Lembrando que o enfrentamento assume diversas formas, a mais salutar de todas, no meu entender, é a simbiose - termo que tomo emprestado da biologia - pois cidadãos conscientes deixam de ser taxados de subproduto do sistema capitalista, logo deixam de ser meros coadjuvantes, e passam a interagir com o mesmo o que, em última escala, confere uma resultante positiva que por si só se auto-alimenta na consecução de uma sociedade, quiçá, mais justa, fraterna e solidária.
Em fim, as contribuições positivas tanto do capitalismo quanto da experiência cubana, devem ser enaltecidas ou, caso contrário, continuaremos a caminhar de mãos dadas, todos sem exceção, para o abismo, pois não se trata mais de eleger o sistema econômico vencedor, mas de adequá-los aos desafios velhos e mal resolvido e aos novos, e tenebrosos, que se avizinham.
JACKSON LUIZ DA SILVA AZEVEDO
2007-06-22 14:30:00
Cuba, hora de mudanças
Comecei a ler seu texto com muita atenção até chegar na parte que diz:"... é um regime de partido único, não existe pluralismo de opinião e a economia está totalmente planificada pelo Partido e pelo Estado." Quanto ao 1º ítem, é pobre a afirmativa crítica (inúmeros partidos são fundados e não chegam nunca ao poder como é o caso dos EEUU onde democratas e republicanos se alternam há ... )e daí? mas afirmar que não existe "pluralismo de opinião"(?) na ilha, é demonstrar um viés ou um desconhecimento exagerado daquilo que sempre houve na Cuba pós-59: Apenas um pluralismo substancial (a maioria do povo e não apenas uma pequena elite de intelectuais como ocorre em muitos países ditos democráticos) de opiniões. Desde 1966 até 2004, não foram poucas as vezes que participei alí de discussões sobre os mais variados assuntos, da política até a "pelota", passando pela música, saúde pública, e outras áreas de meu interêsse, com os mais variados interloctores, seja nas academias, nas mesas de bar, "en las calles" ou "en las guáguas" com gente querendo participar como num comício! Quanto a última crítica de que a economia cubana seja planificada pelo seu partido único que já deve ter sido, por certo, também "absorvido pelo Estado"(?), qual a sugestão? Que seja planificada pelo FMI e Banco Mundial como vem sendo feito nos nossos países em eterno "desenvolvimento" ou quem sabe pela FIESP de São Paulo ou pela FARSUL aqui do meu Estado. Esta é a minha opinião sobre seu artigo até aquele ponto assinalado; não li o resto.
Paul Gross ou Zequinha Guanabara
2007-06-22 04:04:16