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Dos livros para o cinema

Gostei muito de seu artigo sobre a transição entre literatura e cinema. Este assunto, ou seja, adaptações de clássicos da literatura e o resultado apresentado no cinema sempre me agradou. A estética é diferente por certo, mas a meu ver, ao reescreverem o texto literário desrespeitam a idéia do autor, isto é, fornecem a "sua" visão da obra original, o que tende a mediocrizar o resultado final. É "outra" obra - a do cineasta, e pior, alterada. Talvez se dê como na tradução referida como uma certa "traição". Até aí nada demais, já que academicamente isto é visto com bons olhos, já que não há outro jeito . Se trata de maneira de dizer algo. Ainda assim há perdas certamente. Já o texto literário não teria tal "licença", por se tratar especificamente da visão de mundo do autor.

Penso que ao cineasta caberia tão somente o esforço de adaptar o texto à estética do cinema, e não de recriá-lo. No máximo, caro Marco Polli, acredito que, por justiça para com a produção literária escolhida para ser levada à tela, é plenamente aceitável que haja cortes. Por outro lado, em um sentido positivo, o cineasta pode "explorar" um determinado enfoque do autor em certa passagem, o que acrescenta muito para quem está na assistência. Inspira. Enfim, os cineastas precisam voltar a sentir o mundo.

Parabéns pelo artigo, Marco Polli, novamente. O cinema que nos questiona sobre a violência, a dor humana, a força do amor, tal como a literatura sempre o fez, há de continuar a mover mundos...


Lúcia Nunes
2007-11-10 01:55:37

Dos livros para o cinema

Obrigado, Leda. O tema sobre a liberdade das adaptações é muito interessante, pois ajuda a pensar sobre as diferenças grandes entre cinema e literatura, mas também sobre o díalogo entre os dois que, na prática, acaba sim acontecendo.
Marco Polli
2007-11-05 06:48:12

Dos livros para o cinema

A seção de livros do The New York Times deste fim de semana traz um texto que trata de um exemplo onde Hollywood produziu um sucesso exatamente porque decidiu "reescrever" a história original.

O mais curioso é ver o filme inspirando novas versões/continuações em livro.

Achei que a leitura complementa seu artigo.


Ieda
2007-11-04 11:38:34

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