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Já nas bancas
Pois é... e pensar que acharam que a poesia morreria pelo excesso de informações, bits... O coração humano não se deixa subjugar pelo sistema binário, por mais abusiva que seja a profusão de palavras. Suely Rolnik e Félix Guattari (há algum tempo falecido, infelizmente) , falaram em dupla, por um bom tempo em auditórios aí de São Paulo e do país inteiro desses "saraus". No caso, não aconteciam exatamente como na atualidade, em bares da periferia, tal como você descreve - quase poeticamente - caro Eleilson Leite. Esta é a evidência de que não morremos de todo... A poesia de que falavam era veiculada através das ondas de rádios comunitárias. Félix Guattari citava o caso da Rádio Tomate, na Itália. Veja só: percorreram o país nos anos 80 em dupla, e na década passada, não além do seu final, Suely Rolnik ainda enaltecia os modos singulares de expressão da cultura popular. Mas, o "capitalismo cognitivo" ou "cultural" (conceitos dela, que muito recentemente encontrei naWEB-http://transform.eipcp.net/ transversal/1106/rolnik/pt - a espreitava, melhor, nos espreitava com sua voracidade conceitual de consumo... Então, que recomecemos a viver-sentir com a poesia, nos botecos, e de todas as periferias do mundo. É um direito humano a livre expresssão de idéias, sonhos, e tudo que acrescente aos corações e mentes de todos nós, enfim, daqueles que povoam a terra inteira.
Parabéns pelo artigo.