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Já nas bancas
Fico pensando nas possibilidades que levaram os países que outrora foram hegêmonicos por algum tempo e que depois... viraram somente páginas nos livros escolares. A Holanda, Portugal, Espanha, Roma, Iraque entre outros. Fica claro que tudo muda e o tempo é o maestro. A ciência praticada pelo humanos portadores de somentes de 5 sentidos é bastante convincente para alguns apegados aos mesmos 5 sentidos.
Não acredito que as raças sejam melhores ou piores em comparação direta. Mas o que ganharia o mundo se adotássemos o pensamento de que todos os não brancos são inferiores ou todos os não asiáticos, ou todos os não negros?
O próximo passo será provar algo para apartar os destros dos sinsitros e depois sabe-se lá!!
A beleza da vida está em compartilhar experiências e evoluir. Que tipo de mundo estes cientistas eugênicos desejam?
O arco iris seria mais bonito se fosse somente branco?
Os brancos dizem que são bons! Mataram milhões nas 2 guerras do século passado. Fizeram outros milhões de escravos, aniquelaram milhões de nativos das américas, patrocinam guerras pelo mundo afora e... se dizem melhores que os outros!
O que faz um cientista declarar isto? Mais uma vez a natureza dá conta de responder: as coisas mudam e o tempo é o maestro.
Que me desculpem os pretensos "pós-modernos" deste atrasado país, mas eu me encontro ainda na "Modernidade", tal como a maior parte dos habitantes do Brasil. Não acredito em "cotas" para pessoas que têm a pele negra. Aliás, como definir as nuanças de cor, já que nem todos que possuem pele não-clara são afro-brasileiros? O censo foi um fato; é verdade. Mas tem também aquela polêmica da dificuldade de auto-definição quanto à "cor". No quadrinho, o "x" é definido, na dúvida, pelo pesquisador, já que alguém pode ter traços mulatos mas não carregar uma bagagem cultural, nem mesmo mínima, de seus antepassados africanos ou indígenas (e olha que pode ser um ou dois). Portanto, não se "sente" nem mulato, nem pardo. Sabe que é brasileiro. Por outro lado, se uma pessoa não tem traços ou aparência geral que revele sua origem negra ou indígena, ainda que tenha vários parentes negros ou indígenas, tanto no passado quanto no presente) por qual razão não se definirá como branco? Vejamos o caso da herança indígena: logo houve inculturação, e já em meados do século XIX já eram civilizados. O mesmo se deu no século XX com as pessoas negras. A miscigenação é um fato em nosso país. É muito maior que nos EUA. Eu me me pergunto: e daí? Por qual razão deveria existir essa preocupação individual? Se não há nem vestígios da herança cultural africana ou indígena, por que dirá que é afro-brasileira ou parda, mestiça? Nos EUA eles vão à loucura com isto. Acredito que justamente pelas tais cotas dentro das políticas afirmativas do passado. Tudo bobagem para mim, aqui e lá.
O que nos mata (lá nos EUA também) é a injustiça, é o preconceito. Por essa razão ( e eles sempre fizeram essas seleções com detalhes requintadíssimos...) não deveríamos copiá-los no que sempre causou entre eles, discussões polêmicas por décadas.
Ao que parece nosso "sistema" - o do salário mínimo - desde que não este e os anteriores, é uma saída "brasileira", verdadeiramente. No entanto, o valor tem sido vergonhoso para o sustento decente de uma família de seis pessoas - pai, mãe e quatro filhos. Não "era", já que até o fim dos anos 50 permitia uma vida digna, segundo relatos pessoais e registros históricos da vida cultural da época. Hoje, ainda que não haja consumo de acordo com as ofertas do mercado, tais famílias, de baixa renda, e que em geral vivem nas periferias das capitais e no interior do Brasil, desistiram de um futuro. Não vivem de acordo com o que reza na Constituição. Sobrevivem. Então, para mim, todos temos uma opinião a respeito do atraso econômico-político e social de nosso país, mas do mesmo modo, todos estamos andando à deriva. Não vamos ao ponto, nem exigimos de quem é bem pago para isso (Congresso Nacional) que estude a questão do salário mínimo. "Eles" não têm sobriedade para tal, e nós somos lenientes, displicentes, quase que subservientes com relação aos que detêm poderes de decisão. E pior, foram eleitos para edificar, e não para arrasar os sonhos da população brasileira. No final, entre uma partida de futebol, uma cerveja, e mais um capítulo de telenovela, deixamos assim. Tudo parado. Não merecemos nada melhor mesmo... Deixe o melhor para outros povos... Afinal, nossa Constituição foi muito bem estudada...
Voltamos à época de Whashington Luís, quando a República era comandada por bacharéis em direito. Bastava ter ido à Paris e voltar com um diploma de doutor para ganhar o mundo, desde a capital até o interior de todos cantos do Brasil. Provavelmente, o histórico das notas destes renomados filhos das elites revelariam a causa de nossa endêmica condição de subdesenvolvidos. E assim será por décadas, tal como tem sido, desde 1889. Mais de cem anos de servilismo político, que acabou viciando ( e, vejam bem, havia sido proclamada uma "república" - do latim "res" - coisa pública). Pública mesmo só a dívida. Do lucro jamais houve notícia de verdadeira participação popular.
Chega desse assunto amargo. Esse país não tem jeito. A renúncia do Renan Calheiros pode ser simbolizada com uma árvore cheia de frutos podres. O que aconteceu foi tão somente a "sacudida". Há outras obviamente, mas permanecem intocadas (talvez os frutos podres até sequem no pé...). Tudo vai depender, infelizmente, da índole de alguém que busca tirar vantagem, enfim, do vento político do momento.
No Brasil, é incrível ( e arrasador para nós, população brasileira) de tempos em tempos, nem mesmo tufões derrubam estas frutas podres... Não há futuro para as próximas gerações. A minha está chegando na metade da existência e já perdeu o rumo. Onde estão os homens e mulheres de idade avançada cultos e... sábios? Não admiro o Fídel Castro, nem o considero sábio, mas ainda tem tino para dirigir Cuba aos 81 anos. No entanto, há exemplos de outros estadistas, homens e mulheres públicos já envelhecidos, que acrescentam à política atual. Não deterioram as estruturas políticas de suas nações.
Não tenho nada contra pesquisas que busquem identificar diferenças de inteligência entre brancos e negros, ou qualquer grupo que for. A começar pela cor da pele, diferenças existem, e podem atingir diversas áreas. Que a biologia, a medicina e a genética possam evoluir em paz em seu anseio de ver o mundo como ele realmente é (conforme defendeu Watson...).
De qualquer forma, há que se ressaltar que certamente essas diferenças não são abusrdamente marcantes (não importa se os negros são mais ou menos inteligentes, se a diferença fosse enorme, não haveria necessidade de pesquisa para comprovação ou investigação do tema). Assim, em termos frios, fica o bloqueio a qualquer anseio de utilização destes estudos para aplicações políticas de qualquer espécie: que garantias há de que pequenas diferenças num dado indicador de inteligência implicam obrigatoriamente em diferenças no desempenho econômico ou social de um determinado grupo? Querer acreditar que esta distinção existe implica em jogar fora qualquer consideração sobre o papel da história individual e da sociedade sobre o desenvolvimento de cada ser e seu desempenho ao longo da vida em qualquer aspecto que seja.
Mas, mais ainda, é preciso termos nossa cabeça no lugar ao aceitarmos conduzir pesquisas dessa espécie. Primeiro para eliminar as chances de enviezar os resultados pelos vícios de preconceitos invisíveis e subjetivos. E em segundo lugar porque precisamos lembrar que somos todos iguais. E não dependemos de nenhuma pesquisa para certificar essa igualdade pois não se trata de uma igualdade factual. Nossa igualdade é uma questão de princípio. Não importando as infinitas diferenças entre brancos e negros, entre brancos e outros brancos ou entre negros e outros negros (e são sempre infinitas diferenças, dada a profundidade do universo pessoal), somos todos iguais em nossa liberdade pela busca da expressão máxima de nós mesmos. É essa a liberdade que deve ser preservada por todo cidadão e por todas as políticas. É por isso que, cada vez mais, acredito que a educação é a única solução realmente eficaz, a longo prazo, a problemas sociais dos mais diversos... Afinal, o que é a educação se não um tônico à expressão da liberdade individual da forma mais autônoma possível?!
Alexandre,
parabéns por conseguir trazer um panorama recente, mesmo q objetivamente, do preconceito em relação ao ser humano (pra não dizer "racismo", já que "ismo", indica doença) entre políticos, intelectuais e médicos atuantes e reconhecidos mundialmente.
Será que nós tb não temos nossa parcela de culpa quando tentamos "consertar" as desigualdades e o desrespeito a alteridade quando apoiamos cotas no ensino público superior? Não sou a favor dessas cotas, mas sou a favor de políticas propositivas para acelerar o desenvolvimento dos menos favorecidos, independentemente da condição da pele, da beleza, da inteligência, etc.
É preciso acabar com a idéia de raça que nos segrega em categorias que nada representam, exceto a confirmação de que o conhecimento, assim como o preconceito, podem ser superados.
Abç, Patrícia do Prado.