Comentários sobre esse texto:
No meio de uma gente tão modesta
Não sonhe tanto com um samba de raiz
nem tampouco se iluda
O samba é raiz tração ritmo frenético
sensual e plural
Na época atual não é apenas um ritmo periférico é de todos patrimônio nacional
.Quem não gosta de samba?
neuzaladeira
neuzaladeira
2008-01-09 11:20:46
No meio de uma gente tão modesta
Trabalho para uma editora que fica à entrada do Complexo da Maré e quando estou no Rio saio de lá às 9,10 da noite. O samba no botequim da esquina é de alagar os olhos. Que vozes. Que harmonia. Subo sozinha a passarela da Av. Brasil rindo de quem diz que eu trabalho num lugar muito perigoso...
" O Samba Bate Outra Vez
(Maurício Tapajós/Paulo Cesar Pinheiro)
Odete, Aracy, Dona Ivone
Sylvia Telles, Claudette, Simone
Clara, Beth, Elizeth, Alcione
Dolores Duran, Clementina
Carmen Costa, Miúcha e Cristina
Gal, Bethânia e Elis Regina
Nora Ney, Nana, Linda e Dircinha
Dóris, Elza, Marlene e Emilinha (O samba bate)
O samba bate outra vez
Bate outra vez
Não pára
Bate no Estácio
Na mídia, no estúdio
No pódio, no estádio
Num gol do Mengão campeão
E nos programas de televisão
Jornal e rádio.
O samba bate outra vez
Bate outra vez
E invade
Bate no bar, na boite
Nos palcos de toda cidade
Que bom que já bate esse som,
Que é do Brasil, dentro do coração
Da mocidade.
O samba bate outra vez
O toque de reunir
O samba é que leva emoção
Ninguém pode impedir
O samba é que é a revolução
É preciso que se convençam
Por isso hoje o samba saiu
Saiu de novo pra quem não ouviu
E vem do compositor do Brasil
Com sua bênção.
Pixinga, Vinicius e Baden
Caymmi e Chico Buarque
Vanzolini e Mauro Duarte
Manacéa e Walter Alfaiate
Wilson Moreira e Nei Lopes
Bide, Brancura e Baiaco
Marçal, Ismael, Nilton Bastos
Casquinha, Candeia e Monarco (O samba bate)
O samba bate outra vez...
Mijinha, Anescar, Aniceto
Assis Valente, Ataulpho, Herivelto
Ary Barroso, Jobim, João Gilberto
Haroldo Lobo e Janet de Almeida
Wilson Batista e Geraldo Pereira
Mano Décio e Silas de Oliveira
Vadico, Sinhô, Noel Rosa
Luís Reis e Haroldo Barbosa
Donga e João da Bahiana
Monsueto e Luiz Soberano
Claudionor e Pedro Caetano
Cartola e Nelson Cavaquinho
Elton Medeiros, Zé Keti, Paulinho
Mirabeau, Zé-com-Fome, Valzinho
Lyra, Menescal e Bôscoli
Donato, Aldir, João Bosco
Miltinho, Aquiles, Rui, Magro
(A moçada do MPB-4)
Dick, Lúcio, Emílio Santiago
Vassourinha e Ciro Monteiro
Jamelão, Dilermando Pinheiro
Roberto Silva e Roberto Ribeiro
Mário Reis, Jorge Veiga, Moreira
Zimbo Trio, Jair, João Nogueira (O samba bate)"
E ainda falta gente pra burro - Adoniran, Filme, Zeca, Arlindo,Jorge, Beto sem Braço, Almir, Leci, Sargento,Guilherme, Noca, Bezerra, Ary, Martinho, Luis Carlos, Sombrinha, Germano, Neoci,Darcy,Teresa Cristina, Babão, Paulo, Xangô, Padeirinho, Alvaiade,Cachaça,Jovelina, as Tias, as Velhas Guardas, meus anonimos e lindos da Maré etc.
Paulista, baiano, mineiro, eita nois!!
Norma Nascimento
2007-12-06 17:44:55
No meio de uma gente tão modesta
Excelente porque prova, de uma vez por todas, que são Paulo não é e nunca foi o túmulo do samba.
Gilmar de Carvalho
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No meio de uma gente tão modesta
Gilmar de Carvalho
2007-12-02 22:19:37
No meio de uma gente tão modesta
Lindo este artigo pelo reconhecimento da resistência para manter a herança cultural e, a cultura de raiz.A população negra no Brasil é responsável por esta bela página do patrimônio imaterial.Ontem foram perseguidos pelos brancos e pela polícia, mas conseguiram manter o caráter puro de origem.A dança e a música que os africanos introduziram no Brasil tiveram origem religiosa e mágica.Surgiram dos cultos religiosos e das cerimônias rituais da vida social.O famoso batuque por exemplo, é o nome de uma dança de caráter geral, onde os Negros, em circulo, executavam passos, sapateados em ritmo marcado com palmas e instrumentos de percussão.Batuque e Samba tornaram-se dois termos generalizados para designarem a dança dos negros no Brasil.É importante o estudo O Negro na Música, para melhor entender que por ex. no séc XVIII os jesuítas fundaram Um Conservatório, que destinava-se a ministrar instrução musical aos negros escravos e formou um grupo de excelentes cantores e instrumentistas.Houve criação de centros de ensino musical no Rio, Bahia e demais provincias, destacou-se toda uma grande constelação de negros, cujos nomes não se pode esquecer na história dos músicos brasileiros entre eles: Francisco Braga, Domingos Caldas Barbosa, Paulino do Sacramento Eduardo Souto, Francisca Barbosa, Paulo Silva, Manuel Augusto, e tantos outros que se destacaram com suas importantes contribuições, na dança, na música, na escultura, na pintura, na arquitetura e para melhor aprender sobre esta raiz é preciso examinar os seus fundamentos folclóricos.Além dos maravilhosos nomes citados na matéria, entre os quais, Samba da Vela, Projeto Nosso Samba é destaque também, pelo compromisso com a virtude, com o caráter puro, de origem, o projeto da "Escola de Samba Quilombo", na zona sul que tem como presidente o jovem e brilhante talento musical Thiago Praxedes, cujo objetivo também é manter o patrimônio desta herança de todos nós.Resgatar significa definir a grande contribuição trazida pelos Negros à formação da música brasileira.
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No meio de uma gente tão modesta
Elenice Oliveira
2007-12-02 20:26:15