![]()
Já nas bancas
Francamente, a verborragia apresentada por este Carlos Seabra mais parece gritinhos da ala feminista dessa esquerda atrapalhada que ainda sonha em revolucionar o passado. Faz-me rir seus apelos juvenis a respeito de um tema cuja história já tratou de por termo. Gritar agora que a pirataria instituída é caminho para revolução cultural da qual os autores precisam é tentar se aproveitar, de maneira tão ignorante quanto cega, de argumentos utilizados ao extremo por burgueses de outrora!
Cansa-me essa evolução de paquiderme que, volta e meia, estudantes tentam apresentar como alternativa ao caos que o capitalismo impõe. Surgem ora aqui, ora ali, vestidos nos mesmos trajes empoeirados para dizer dos mesmos erros, da mesma tolice, da mesma resistência desmantelada e burra!
Sem o saber, mostra tal movimento que o Brasil ainda permanecerá boquiaberto e embasbacado diante das oportunidades que o tempo, vez por outra, apresenta-lhe como alternativa à escuridão! A esquerda, conduzida pelas velharias dos que ainda se imaginam na vanguarda, mata a si própria ao inalar o veneno que produz com a ignorância tão bem utilizada pelas elites.
E fica o povo, para deleite dos intelectuais do chá das cinco, sem compreender afinal por que se luta tanto contra o tempo neste país!
Então, não sabem os ignorantes que o mundo desenha-se hoje de outra forma e o que o tempo condenou ao esquecimento só encontra eco na cabeça dos que vivem de seguir??!
Faça-me o favor, senhor seabra - porque nos é de conhecimento antigo pensamento iguais aos teus -, de renovar-se e ’re-evoluir’ para um contexto em que que essa rebeldia juvenil e essa resistência amadora possam se somar a conceitos que possibilitem a evolução do social. Não fique aí repetindo essas asneiras.
E se o senhor não conhece a direção, pois que siga o relógio e mantenha-se em silêncio.
A propósito, não foi defesa, porque, em nada dependo dessa indústria, foi cansaço diante da mediocridade de um pensamento copiado, repetido e divulgado sem qualquer consideração para com a inteligência alheia... saiba ler, mermão, e entender uma crítica, ou compre um gravador e seja feliz nos k-7 da revolução russa! Perdeu,perdeu, perdeu...
"Protagonista do circuito nacional de Conteúdos Livres — com suas mostras de filmes, sob as (des)licenças Creative Commons e copyleft, e seus festivais de mídia-ativismo, esse cineclube universitário trabalha com tecnologias acessíveis do digital para democratizar a produção cultural."
Bem, nenhum dos filmes citados eram Creative Commons ou copyleft. E esses tipos de licença não é por razão nenhuma menos licença do que as tradicionais, por isso não vejo sentido no "(des)licenças".
A pretexto (sem crase!) de defender a "indústria" e atacar o "banditismo", brinda-nos o senhor Marcelo do comentário anterior com uma manifestação de enorme confusão, bandoleira da razão.
A mudança nas fronteiras do direito autoral é um tema dos mais importantes e cabe discutirmos a usurpação que tem sido feita dos direitos dos autores por parte dos que os mais os subtraem e exploram.
O comentário rastaquera do senhor Marcelo evidencia que o mesmo não soube ou não quis ler o que estava escrito, e para os que desejarem mais informação a respeito, sugiro que leiam a Nota Oficial do Conselho Nacional de Cineclubes em http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/402909.shtml
"Até quando juízes obscuros abusarão da justiça em nome de estreitas convicções pessoais que atropelam a legislação e os direitos civis mais elementares? Por quanto tempo ainda hão de zombar de nós com essa loucura? A que extremos se há-de precipitar essa audácia sem freio? (Discurso de Cícero contra Catilina)"
Ora, a exibição do filme em questão, "Farenheit 911" (cujo diretor disse ser livre para cópia e disponibilizou para download), como noticiada, é parte de um curso de extensão daquela universidade federal, realizado com uma entidade sem fins lucrativos - o Cineclube Falcatrua - regulamentada recentemente pela Instrução Normativa no. 63, da Ancine, sem cobrança de ingresso. A sessão foi realizada dentro do recinto da universidade, pública e igualmente gratuita.
Fala sério... vamos ser mais honestos ao fazer comentários sem bandoleira!
Preocupa-me demasiadamente este tipo de pensamento. Porque a insurreição não se relaciona com o banditismo! Não se pode, à pretexto de democratizar o acesso à cultura, vilependiar a ordem na qual se sustenta a democracia e o respeito ao trabalho de profissionais envolvidos nessa indústria.
Não há, nesse projeto, pelo que foi relatado pelo autor da matéria, qualquer argumento que justifique a ação dos estudantes. Levar cinema para o público que não tem dinheiro? Balela. Se esta fosse a intenção, o aluguel de cópias estaria bem posto.
Não me venha com essa conversa de que o projeto tem um viés social! E nem com essa argumentação rastaquera de que a não cobrança de ingressos retira o cunho comercial do projeto e que por isso não representa um flagrante desrespeito às pessoas que trabalham para que um filme chegue às salas de cinema.
Se a questão é o alto valor que se cobra - os altos lucros das empresas de distribuição -, a iniciativa, ou o combate, deve ser travado em outro cenário. Não por meio desse banditismo ignorante de quem ainda não pôs os pés no mercado de trabalho e, por isso, não conhece o que é ser desrespeitado no exercício da profissão...
Fala sério... vamos ser mais honestos ao apresentar temas para o debate... Tá sem bandoleira, 23?