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Já nas bancas
E o crime organizado local ficará sob tensão constante com o policiamento, acendendo um pavio que pode causar uma grande explosão. Resultado: revolta, ódio, violência e frustração.
Um texto excelente. Excelente. Denunciou a necessidade de atividades culturais na periferia nas horas de lazer. Denunciou o sensacionalismo da imprensa. E mostrou que a polícia não deve enfrentar os narcotraficantes, porque estes podem ficar nervosos. Se a situação é essa e o autor teme que alguém fique revoltado com a presença da lei, melhor teria sido adotar uma outra estratégia e não comentar sobre isto. Muito menos por hipocrisia do que por imparcialidade. Foi a presença do tráfico em uma escola pública que acabou com a festa, e não a presença de uma festa na periferia.
cidadão triste
Ótima observação da reportagem publicada pelo JT, cheguei a ler a matéria e concordo com o que você falou. A própria imprensa está ao lado das elites, quando que sua função é estar do lado do cidadão. Grandes meios que caem na mão da população e acabama desinformando ainda mais o leitor.
Muito bom!
Caro colunista:
Gostei do texto, com certeza. Mas falta-lhe sair do lugar-comum, ser arrojado, incisivo...
A não ser que isso seja impossível..
Parabéns.
Edson, a leitura dessa realidade foi muito bem feita.
Discordo apenas de sua conclusão. Porque as sociedades marginais (não importando a raça) tem como principal característica o desconhecimento dos seus direitos (em qualquer lugar do mundo é assim! Pode analisar, em maior ou menor intensidade a falta de conhecimento termina por ser fator preponderante).
Isso não significa que a vítima é a culpada. De forma alguma.
Penso que em realidade posta desta forma - que é a brasileira - com a utilização do aparato governanamental contra os interesses dos marginalizados, empobrecidos, há necessidade de se fazer ventilar informação.
Informação honesta sobre os direitos, inclusive definidos pela Constituição Federal.
Porque a resistência só cresce em solo oxigenado pela informação sobre direitos e deveres.
As comunidades pobres, na minha opinião, não devem contar com a iniciativa das autoridades públicas.
Elas próprias devem criar os mecanismos para exigir a adoção de políticas inteligentes, justas e equilibradas.
Esse discurso de "acho que autoridades devem...", com todo o respeito, está completamente desbotado.
Se a exigência não partir, de forma organizada, ordeira e inteligente, da própria comunidade, ela não será respeitada.
Sem respeito, será destratada pelos meios de comunicação e autoridades públicas - que a meu ver, no caso citado, foram as que com maior preconceito agiram, visto que caberiam a elas a ponderação e uma solução adequada ao problema.