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Já nas bancas
Bom, esse artigo pode ser resumido em uma única palavra: "RIDÍCULO". A sensação que tive ao ler isto foi de que uma das aldeias das quais se falava não era a mesma que eu conhecia. Isto porque, o que o autor chamou de "Unidade de Saúde" nada mais é do que uma pequena instalação médica, que passa a maior parte do tempo fechada, uma vez que raramente algum médico aparece por lá.
A escola também existe. No entanto, em condições precárias. Com quase nenhum recurso, professores se desdobram em classes que misturam várias séries, na tentativa de ensinar-lhes algo.
E falando em recursos, abandonados pela FUNAI,(que raramente lhes envias as cestas básicas e os recursos que lhes são de direito) essas populações são obrigadas a "se virar" para sobreviver.
Por fim, essa visão de "terra sem mal" não foi vista quando estive na Aldeia. As pessoas à frente do comando da aldeia têm plena consciência do ônus que se paga por viver na periferia e do quanto o contato com o branco ainda colabora para a destruição de sua cultura.
Infelizmente, a realidade indígena ainda está muito longe desse cenário colorido e cheio de perspectivas que o autor pinta!