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Já nas bancas
Muito bom o papo! Fico feliz de ver que, tanto cineastas, artistas plásticos e, por quê não?, os jornalistas que fizeram a matéria, conseguem extravasar os limites que suas respectivas linguagens lhes impõem. Conhecendo de perto o coletivo, posso afirmar que eles têm um longo caminho a percorrer, muitos projetos a serem concretizados e, sobretudo, uma porção de questionamentos a serem praticados. A idéia de romper com a pasmaceira, inércia crônica dessa nossa geração, através da arte, não é tarefa fácil. Incorporar a percepção de que a ação pode estar além das assembléias vazias, de reuniões eternas e de métodos que a gente nem explica o porque os adotamos, é parte fundamental no processo de transformação. Submarino Rojo, como eu gosto de chamá-los, pode ser o Canil, o Porão, as ocupações, o Procura-se, o Eixo-do-Mal, não importa, estão todos aí pra mostrar a parte viva e não mítica do que foi 68.
Simbóra que falta muito!
Raiana Ribeiro