![]()
Já nas bancas
Olá,
1/3 das terras do Norte são griladas
Na quarta-feira, dia 02/06, o senado brasileiro aprovou a MP 458. Esta medida presenteia todos aqueles que fizeram grilagem na Amazônia com a regularização de terras ocupadas ilegalmente.
Se o presidente assinar a MP 458, 67 milhões de hectares de terras públicas da Amazônia serão privatizados. Um patrimônio estimado em 70 bilhões de reais irá parar nas mãos dos grileiros.
Amanhã, dia 10/06, é o último dia para reverberar nossa voz. O Gabinete de Lula está recebendo milhares de ligações pedindo para que a MP 458 não seja aprovada. Faça sua parte, ligue e espalhe os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos. Peça para que eles digam NÃO A MP 458.
Telefone do Gabinete do Lula:
(61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201
Ou envie um e-mail através do link:
https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
Se quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos os links:
http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/ruralistas-privatizam-a-amaz-n http://www.avaaz.org/po/nao_privatize_a_amazonia/
O que devemos fazer para que estes conhecimentos sejam utilizados sem mais atraso?
Temos que criar uma estrutura tão poderosa quanto CNPq e FINEP que financiam a pesquisa e a inovação para fomentar e apoiar a extensão. Todas nossas instituições de pesquisa carecem do braço extensionista. Já está passando da hora.
O que devemos fazer para que estes conhecimentos sejam utilizados sem mais atraso?
Temos que criar uma estrutura tão poderosa quanto CNPq e FINEP que financiam a pesquisa e a inovação para fomentar e apoiar a extensão. Todas nossas instituições de pesquisa carecem do braço extensionista. As pesquisas estão acumuladas nas bibliotecas dos institutos de pesquisa sem que tenham apoio para serem levadas ao conhecimento da sociedade: trabalhadores e empresários.Já está passando da hora.
Gonzaga,
excelentes suas colocações. Os latifundiários não merecem destruir nossa floresta. No entanto, gostaria de concordar com os demais leitores e dizer o grande problema gira em torno da moral politicamente correta que cerca e asfixia os debates sobre a Amazônia. Muitos petistas estão usando a Amazônia como oportunidade para se fazerem os defensores de uma natureza e de povos que, ao fim e ao cabo, somos nós. este é o problema essencial. Defender as florestas não significa honestidade, nem justifica a corrupção do senador Tião Viana: 15 mil reais em contas de celular!
Nunes Conde
De minha perspectiva, a esquerda toma posse da Amazônia como toma posse de qualquer outro território, santificando-o primeiramente, evitando assim que outros o "profanem", para depois ocupá-lo e explorá-lo a seu favor. Se fosse o Tibet ou o território de Israel, seria a mesma coisa, mas, é claro, a esquerda não está se opondo à dominação chinesa no Tibet.
A propóstio, o recente filme de Clint Eastwood trata exatamente da consequência do êxodo do povo Hmong, êxodo este que tem por causa a perseguição que o regime comunista vietnamita lançou a este povo, que habita o Laos, a Tailândia e a China. Para certos comunistas o território dos que não são comunistas nunca é Amazônia.
Nesse filme, Clint Eastwood enfrenta uma poderosa gangue que vive ameaçando e agredindo uma família que insiste em não viver para o e do crime. Nos EUA como no Brasil, pobre que não cai para o crime é sempre considerado arrogante pelos criminosos pobres.
O filme é maravilhoso, e só consigo achar um único paralelo nacional para Walt Kowalsky (personagem interpretado por Eastwood): Roberto Nascimento, mais conhecido como Capitão Nascimento.
Depois que Kowalsky literalmente enfia um rifle na cara dos delinquentes a comunidade começa a depositar comida e bebida, e flores também, na varanda da entrada de Kowalsky, em retribuição ao ato combater os bandidos. No Brasil, graças aos costumes de nosso politicamente correto (politicamente incorreto, de tanto preferir o incorreto ao correto), em vez de agradecermos pessoas como o Capitão Nascimento, jogamos pedras, já que, entre nós, gente honesta e altiva é sempre tomada por arrogante.
Aí está uma crença nossa: a periferia é precisamente um lugar santificado como a Amazônia, lugar onde não pode haver heróis que enfrentam bandidos, mas bandidos transformados em heróis. Quanta gente chamou o Capitão Nascimento de nazista por ter subido o morro! Para mim, nazista é quem compactua com e alivia o que bandido faz.
O dia em preferirmos Walt Kowalsky e Capitão Nascimento aos cangaceiros e bandidos, teremos dado um grande passo rumo à democracia. Mas isso vai demorar.
De minha perspectiva, a esquerda toma posse da Amazônia como toma posse de qualquer outro território, santificando-o primeiramente, evitando assim que outros o "profanem", para depois ocupá-lo e explorá-lo a seu favor. Se fosse o Tibet ou o território de Israel, seria a mesma coisa, mas, é claro, a esquerda não está se opondo à dominação chinesa no Tibet.
A propóstio, o recente filme de Clint Eastwood trata exatamente da consequência do êxodo do povo Hmong, êxodo este que tem por causa a perseguição que o regime comunista vietnamita lançou a este povo, que habita o Laos, a Tailândia e a China. Para certos comunistas o território dos que não são comunistas nunca é Amazônia.
Nesse filme, Clint Eastwood enfrenta uma poderosa gangue que vive ameaçando e agredindo uma família que insiste em não viver para o e do crime. Nos EUA como no Brasil, pobre que não cai para o crime é sempre considerado arrogante pelos criminosos pobres.
O filme é maravilhoso, e só consigo achar um único paralelo nacional para Walt Kowalsky (personagem interpretado por Eastwood): Roberto Nascimento, mais conhecido como Capitão Nascimento.
Depois que Kowalsky literalmente enfia um rifle na cara dos delinquentes a comunidade começa a depositar comida e bebida, e flores também, na varanda da entrada de Kowalsky, em retribuição ao ato combater os bandidos. No Brasil, graças aos costumes de nosso politicamente correto (politicamente incorreto, de tanto preferir o incorreto ao correto), em vez de agradecermos pessoas como o Capitão Nascimento, jogamos pedras, já que, entre nós, gente honesta e altiva é sempre tomada por arrogante.
Aí está uma crença nossa: a periferia é precisamente um lugar santificado como a Amazônia, lugar onde não pode haver heróis que enfrentam bandidos, mas bandidos transformados em heróis. Quanta gente chamou o Capitão Nascimento de nazista por ter subido o morro! Para mim, nazista é quem compactua com e alivia o que bandido faz.
O dia em preferirmos Walt Kowalsky e Capitão Nascimento aos cangaceiros e bandidos, teremos dado um grande passo rumo à democracia. Mas isso vai demorar.
DIZEM QUE O CAPÃO REDONDO É A AMAZÔNIA
A disputa política da Amazônia serve de modelo para a disputa dos votos nas periferias do sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro. Os suburbanos que infelizmente sofrem com os processos de exclusão social produzidos pelo regime neoliberal da economia são vítimas não só de traficantes e outros criminosos, mas também das Ongs de esquerda, que avermelham os territórios da periferia. Não faltam sociólogos e jornalistas, ávidos por uma bocada no dinheiro público, dispostos a separar a periferia do centro, atribuindo uma identidade distinta e mais superior a quem mora nas áreas mais pobres das grandes cidades. Universitários burgueses que fumam sua maconha e bebem sua caipirinha em ambiente universitário, não se cansam de defender a imagem que fazem da periferia, de um lugar violento porque vítima do sistema, onde a violência sempre pode ser justificada, e até legitimada. Os morros se tornaram a Amazônia dos sociólogos e burocratas que detestam ver a polícia fazendo o seu serviço. Quantos "cantores" condenam o BOPE no Rio e a ROTA em São Paulo e são usuários de drogas? Fossem só usuários, mas fazem apologia das drogas e do tráfico, contando com ampla defesa dos setores mais progressistas da esquerda e da direita. Na Amazônia periférica, as Ongs proíbem que a polícia realize a segurança das favelas, já que muitos ongueiros acreditam que a segurança da favela é muito boa quando feita pelos criminosos que, "vitimados pelo regime econômico capitalista, nada podem fazer a não ser vender drogas para a playboyzada e dar sumiço nos ladrões de varau do morro". Engraçado é que a playboyzada que usa droga, se você reparar bem , não é sempre aquele sujeito liberal, super pra frente, que usa todas, fuma, cheira, pica, e depois vai trabalhar na ONG, filmando a cultura da periferia? Na Amazônia urbana ninguém pode encostar a mão em quem é pobre, mesmo se for bandido dos pesados, basta lembrar que depredaram toda uma avenida no Morumbi porque a polícia matou um bandido em confronto armado. Quem são os primeiros a defender os bandidos? Os maconheiros e cheiradores das Universidades. Quem é o primeiro a querer que a polícia faça seu serviço? Os moradores honestos das favelas, que trabalham duro e ainda têm que aguentar bandidos dominando e ameaçando todo mundo, querendo comprar o silêncio de famílias com um botijão de gás ou um pacote de remédios. Os sociólogos adoram chamar as favelas de quilombos, mas o que ninguém sabe é que para os sociólogos os traficantes não são bandidos, mas heróis, porque não são pobres resignados. O conluio dos sociólogos com os vermelhos e o alto escalão da violência nos morros inverteu completamente a boa e velha moral, onde bandido era bandido e polícia era polícia. Se ser bandido é não ser pobre resignado, então eu vou virar ladrão e vou vender pó para estourar o nariz do meu semelhante, talvez eu vá ser melhor considerado do que trabalhar oito horas por dias, andar três de ônibus e ter ainda de ouvir safado dizendo que "a periferia é a Amazônia, temos que cuidar para pobre não entrar em extinção". É muita safadeza falar isso, esse Zé povinho do inferno. A honestidade é que é bicho em extinção, e não a safadeza que se esconde com o escudo da pobreza.