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Já nas bancas
Pela primeira vez encontro alguma discussão sobre a desaceleração do que chamam crescimento econômico.
Que bom!
Acontece que não encontrei reflexão alguma sobre a diminuição do que chamo "pulsão de reprodução" ou seja, a substituição do " crescei e multiplicai-vos" por " cuidai-vos e adotai-vos".
Em suma, quais são as condições para a humanidade arrefecer o rítmo procriativo, levando-se em conta uma não desigualdade entre paisse, regiões e classes? Será isto possível?
Imprescível diria eu.
Com certeza, neste campo, não iremos esbarrar somente nos economistas e sim em todo o etnocentrismo metafísico humano amparado por uma pulsão sexual / reprodutiva que Marx assinalou como central em qualquer ser vivo - se fazer vivo alimentando-se e cuidando-se como pode e se reproduzindo.
Acho que qualquer desconstrução desenvolvimentista passa por esta discussão, que envolve um ponto nevrálgico : a sustentabildade da vida humana, a produção da vida no Planeta e sua importância no universo.