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	<title>Le Monde diplomatique Brasil</title>
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	<description>Edi&#231;&#227;o brasileira do jornal que se tornou s&#237;mbolo de informa&#231;&#227;o profunda e confi&#225;vel, para os que procuram compreender e transformar o mundo em que vivemos</description>
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		<title>Com Licen&#231;a, sim?</title>
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		<dc:date>2009-05-20T13:27:57Z</dc:date>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>C&#237;ntia Guedes, Matheus Ara&#250;jo</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79">LMDBrasil</category>


		<description>A disputa entre aqueles que defendem o uso dos softwares livres e dos que utilizam o softwares propriet&#225;rios n&#227;o envolve apenas quest&#245;es tecnol&#243;gicas. A escolha do usu&#225;rio tem efeitos na pol&#237;tica, na economia e no desenvolvimento sustent&#225;vel de um pa&#237;s como o Brasil &lt;br /&gt;Navegar &#233; preciso, pagar n&#227;o &#233; preciso &lt;br /&gt;&#201; quase sempre proibido copiar, distribuir, reproduzir ou modificar a maioria dos produtos que tem como mat&#233;ria-prima a informa&#231;&#227;o, a tecnologia ou o conhecimento. Acostumamos com o tal dos &#8216;direitos (...)


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&lt;a href="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79" rel="directory"&gt;LMDBrasil&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;A disputa entre aqueles que defendem o uso dos softwares livres e dos que utilizam o softwares propriet&#225;rios n&#227;o envolve apenas quest&#245;es tecnol&#243;gicas. A escolha do usu&#225;rio tem efeitos na pol&#237;tica, na economia e no desenvolvimento sustent&#225;vel de um pa&#237;s como o Brasil&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Navegar &#233; preciso, pagar n&#227;o &#233; preciso&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#201; quase sempre proibido copiar, distribuir, reproduzir ou modificar a maioria dos produtos que tem como mat&#233;ria-prima a informa&#231;&#227;o, a tecnologia ou o conhecimento. Acostumamos com o tal dos &#8216;direitos reservados', e &#233; assim com a imensa maioria dos livros, CDs, softwares etc. At&#233; pouco tempo, s&#243; com muito dinheiro era poss&#237;vel acompanhar o ritmo das inova&#231;&#245;es. Agora, proliferam-se no mundo inteiro movimentos que defendem a bandeira do sistema colaborativo de produ&#231;&#227;o de conhecimento criando solu&#231;&#245;es palp&#225;veis, inteligentes e rent&#225;veis de produ&#231;&#227;o, entre outras coisas, de Softwares Livres. Alternativas, aparentemente, mais acess&#237;veis e bem mais justas [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1&quot; name=&quot;nh1&quot; id=&quot;nh1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[1] Esta reportagem foi publicada originalmente na revista Fraude: ano p5 - (...)' &gt;1&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A principal caracter&#237;stica de um software livre &#233; a abertura do c&#243;digo fonte. O usu&#225;rio pode estudar como o software funciona e adapt&#225;-lo &#224;s suas necessidades, alterando-o num sistema de soma e n&#227;o de sobreposi&#231;&#227;o, uma vez que um problema &#233; solucionado ou uma nova adapta&#231;&#227;o &#233; feita ela &#233; divulgada e pode ser usada por todos, sem pagar nada. O software propriet&#225;rio trabalha de maneira oposta: n&#227;o permite que o usu&#225;rio tenha acesso ao c&#243;digo fonte e cobra pre&#231;os de softwares novos por pequenas inova&#231;&#245;es. Ou seja, enquanto o Software Propriet&#225;rio &#233; padronizado, o Software Livre permite adequa&#231;&#245;es aos mais diferentes usos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O exemplo maior desta disputa parece ser entre o Software Propriet&#225;rio Windows e o Software Livre Linux, ambos, sistemas operacionais para computadores. H&#225; diferen&#231;as bem marcadas entre os dois. A atualiza&#231;&#227;o do Linux &#233; muito mais r&#225;pida, uma vez que n&#227;o h&#225; necessidade de uma nova vers&#227;o: os erros podem ser corrigidos por usu&#225;rios em qualquer lugar do mundo. J&#225; o Windows demora mais tempo para ser atualizado, pois o acesso &#224;s novas vers&#245;es depende da Microsoft e do lan&#231;amento do produto no mercado. O Vista, a mais recente atualiza&#231;&#227;o do Windows, foi lan&#231;ado em 2007, cinco anos depois de seu antecessor, a vers&#227;o XP. Isso acontece porque o Windows utiliza a licen&#231;a de reserva de direitos autorais enquanto o Linux utiliza outra licen&#231;a - a GPL (General Public License ou Licen&#231;a P&#250;blica Geral). [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb2&quot; name=&quot;nh2&quot; id=&quot;nh2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[2] Em termos gerais, a GLP se baseia em quatro liberdades: Liberdade n.o (...)' &gt;2&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ao navegar pelo Software Propriet&#225;rio que conferiu a Bill Gates o status de homem mais rico do mundo durante anos, encontramos uma interface altamente amig&#225;vel, com ferramentas simples e pr&#225;ticas.- Al&#233;m disso, o uso massivo do Windows faz com que ele seja, na maioria das vezes, muito mais familiar. J&#225; o Linux, &#224; primeira vista, parece coisa de outro planeta. O usu&#225;rio comum, acostumado com a interface do Windows e sem conhecimentos aprofundados de inform&#225;tica, demora a habituar-se ao Linux. Segundo o estudante de jornalismo Breno Fernandes, que usa tanto o Windows quato o Linux, a maior dificuldade para um iniciante em Software Livre &#233; dar-se conta de que n&#227;o entende tanto de computadores como pensava. O exemplo &#233; bastante ilustrativo: &#8220;imaginemos que a pessoa s&#243; usou o Internet Explorer toda a vida; e a&#237; quando chega no Linux vai logo buscar o ezinho azul e o nome internet. Nesse momento, falta, ou tarda a vir, a informa&#231;&#227;o de que Internet Explorer n&#227;o &#233; a Internet, mas um browser ou navegador, uma ferramenta, um software que te permite acessar a internet. &#8221;. Ainda a supera&#231;&#227;o do estranhamento inicial depende, em parte, da predisposi&#231;&#227;o do usu&#225;rio em conhecer um novo sistema.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Pensando justamente nesse tipo de consumidor, foi desenvolvido o Ubuntu - Linux for human beings (Linux para seres humanos) http://www.ubuntu-br.org/, um sistema operacional baseado no Linux e que promete ser muito mais f&#225;cil de usar.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O que chama aten&#231;&#227;o nesta disputa &#233; que ela abrange n&#227;o somente quest&#245;es tecnol&#243;gicas; toca tamb&#233;m a pol&#237;tica, a economia e a esfera do desenvolvimento social. &#8220;Construir e utilizar o software livre &#233; uma maneira de trabalhar com a perspectiva de que o processo educacional tem que formar um cidad&#227;o para que ele seja autor, produtor de conhecimento e de culturas e n&#227;o s&#243; um consumidor de informa&#231;&#245;es&#8221;, afirma Nelson Pretto, professor da Faculdade de Educa&#231;&#227;o da UFBA, fundador do Projeto Software Livre Bahia (PLS-Ba) e do projeto Tabuleiro Digital, que disponibiliza para a comunidade, na Faculdade de Educa&#231;&#227;o, computadores em tabuleiros que se assemelham aos das baianas de acaraj&#233;. Os tabuleiros funcionam para navega&#231;&#227;o na internet por um curto intervalo de tempo &#8211; tempo de comer um acaraj&#233; &#8211; e todas as m&#225;quinas utilizam softwares livres.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;
Liberdade em verde e amarelo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;O software livre tem um significado fundamental para um pa&#237;s como o Brasil, porque tem como princ&#237;pio a ideia de autonomia&quot;, afirma Pretto. Ao que parece, os empres&#225;rios brasileiros j&#225; se deram conta dessa vantagem: segundo pesquisa publicada no blog Cultura Digital (http://www.cultura.gov.br/blogs/cultura_digital), do Minist&#233;rio da Cultura, j&#225; em 2007, 53% das empresas no pa&#237;s utilizam Softwares Livres e esse n&#250;mero sobe para 73% quando contadas apenas as empresas de grande porte (aquelas com mais de mil funcion&#225;rios).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O discurso governamental veiculado tanto em jornais de grande circula&#231;&#227;o no pa&#237;s quanto nos aparatos de comunica&#231;&#227;o do Estado (blogs do governo, por exemplo ) afirma que o Brasil tem ferramentas para despontar no desenvolvimento de SL, principalmente para o mercado de exporta&#231;&#227;o. Nesse setor, a regi&#227;o nordeste tem chances de abocanhar grande fatia da produ&#231;&#227;o, uma vez que no eixo sul-sudeste existem ind&#250;strias para exporta&#231;&#227;o de software propriet&#225;rio que absorvem muito mais m&#227;o de obra e, possivelmente, deixam o mercado menos suscet&#237;vel &#224;s investidas do SL.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Atualmente Pernambuco desponta na produ&#231;&#227;o de SL; Salvador, embora ainda n&#227;o possua filiais de grandes empresas de produ&#231;&#227;o de SL, &#233; refer&#234;ncia no desenvolvimento. Foi em terras soteropolitanas que surgiu, por exemplo, o primeiro Twiki do Brasil. SL que permite a intera&#231;&#227;o de grupos usando um mesmo navegador, um Twiki &#233; uma plataforma de cria&#231;&#227;o colaborativa de conte&#250;do, a exemplo da Wikip&#233;dia. E o que tornou Salvador pioneira foi a cria&#231;&#227;o do Twiki do Instituto de Matem&#225;tica da UFBA, que permite uma melhor comunica&#231;&#227;o entre alunos e professores, pois todos s&#227;o cadastrados e podem consultar informa&#231;&#245;es sobre as disciplinas do curso, ler e baixar arquivos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Parecendo andar na contram&#227;o, o governador da Bahia, Jacques Wagner, assinou no primeiro semestre de 2008 um protocolo de inten&#231;&#245;es com a Microsoft, em que acertavam a parceria do governo do estado com a empresa para o desenvolvimento de a&#231;&#245;es de inclus&#227;o digital. Entre as a&#231;&#245;es, est&#225; prevista a doa&#231;&#227;o de computadores para escolas p&#250;blicas, obviamente com o Windows j&#225; instalado.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A bandeira do SL foi levantada pelo Governo Lula desde a campanha presidencial de 1998, e quem n&#227;o se lembra do ex- ministro Gilberto Gil, logo depois de assumir o Minist&#233;rio da Cultura em 2003, usando um ping&#252;im na lapela? Era o Tux, um ping&#252;im farto ap&#243;s ter comido v&#225;rios peixes, mascote escolhido por Linus Torvalds pra representar o Linux. O uso do SL nas institui&#231;&#245;es federais foi incentivado principalmente pelo MinC e pelo Minist&#233;rio da Educa&#231;&#227;o, contudo, a decis&#227;o da ado&#231;&#227;o do SL fica a cargo do gestor de cada institui&#231;&#227;o. Ainda n&#227;o h&#225; nenhuma lei que regulamente a quest&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#160;
&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Bahia.br&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&quot;E o Linux come&#231;a a incomodar&quot;, &#233; o que pontua Daniel Cason, estudante do curso de Ci&#234;ncias da Computa&#231;&#227;o da UFBA e membro do Graco (Gestores da Rede Acad&#234;mica de Computa&#231;&#227;o) que gerencia parte da rede de computadores da sua faculdade desde 2005. O grupo de gestores funciona como uma oficina de redes pr&#225;tica, ou seja, o aluno trabalha efetivamente com o desenvolvimento e a manuten&#231;&#227;o de uma rede - o que para Cason deveria ser uma disciplina da grade curricular de qualquer curso de computa&#231;&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;De acordo com Cason, a op&#231;&#227;o do Graco pelo uso de solu&#231;&#245;es livres &#233; fundamental n&#227;o s&#243; para o seu aprendizado acad&#234;mico ou pelo fato de n&#227;o serem cobradas licen&#231;as pelos softwares, mas tamb&#233;m para uma eficiente manuten&#231;&#227;o da rede. A cada nova necessidade ou ideia que &#233; apresentada e a cada falha encontrada os alunos t&#234;m a possibilidade de intervir nos softwares e de adequ&#225;-los &#224;s suas inten&#231;&#245;es. Afinal, eles pr&#243;prios, atrav&#233;s de um processo de cria&#231;&#227;o conjunta, podem solucionar os problemas que encontram.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Vale ressaltar que o uso de um software livre n&#227;o significa um uso necessariamente n&#227;o comercial. No mercado de Salvador algumas empresas j&#225; apostam no uso do SL, seja buscando benef&#237;cios financeiros ou por ideologia, elas podem encontrar suporte em cooperativas que trabalham exclusivamente com tecnologias livres, e que oferecem desde servi&#231;os relacionados ao desenvolvimento de softwares at&#233; a migra&#231;&#227;o de Software Propriet&#225;rio para Software Livre. Este &#233; o caso da Colivre www.colivre.coop.br , cooperativa soteropolitana, que oferece seus servi&#231;os desde a pessoas f&#237;sicas, pol&#237;ticos, &#243;rg&#227;os governamentais, ONG's at&#233; mesmo a empresas privadas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A cooperante Joselice de Abreu chama a aten&#231;&#227;o para a rela&#231;&#227;o entre SL e Economia Solid&#225;ria: &quot;a gente desenvolve o software aqui e, se a popula&#231;&#227;o consome o nosso software, isso vai desenvolver a economia local&quot;. Para ela, a quest&#227;o &#233; simples. Trata-se do consumo consciente, j&#225; que o capital que &#233; investido localmente, num bairro, cidade ou estado tem um retorno muito mais r&#225;pido. &#8220;Quando usamos o suporte de uma empresa a qual podemos contatar por telefone ou &#8216;bater na porta' &#233; diferente de usar os servi&#231;os de uma multinacional, cujo suporte est&#225; em outro pa&#237;s&#8221;, exemplifica Abreu .&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O caso parece simples: as tecnologias desenvolvidas pr&#243;ximas &#224; comunidade possibilitam o retorno mais r&#225;pido do capital investido para a pr&#243;pria comunidade. Em Salvador, o movimento Software Livre cresce quase que escondido, em meio ao frenesi pelos pseudo-super-novos Softwares Propriet&#225;rios que economizam seu tempo, ou seja, pela sempre nova (e cara!) solu&#231;&#227;o dos seus problemas. A grande sacada &#233; sempre a da multinacional, que pensa de maneira organizada e inteligente na inser&#231;&#227;o dos seus produtos no mercado. Ainda assim, mesmo para aqueles n&#227;o muito dispostos com a causa do Software Livre, ele pode ser uma op&#231;&#227;o econ&#244;mica e tanto ou mais eficiente do que o Software Propriet&#225;rio. Mas quem sabe valha a pena inverter a l&#243;gica e refletir sobre o caso, ou como disse o professor Nelson Pretto: &quot;Farinha pouca, um pouquinho de farinha pra todo mundo&quot;.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1&quot; name=&quot;nb1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;] Esta reportagem foi publicada originalmente na revista Fraude: ano p5 - n.06 - Salvador/Bahia. Essa publica&#231;&#227;o &#233; realizada pelos bolsistas do Programa Educa&#231;&#227;o Tutorial da Faculdade de Comunica&#231;&#227;o da UFBA&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh2&quot; name=&quot;nb2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;] Em termos gerais, a GLP se baseia em quatro liberdades: &lt;br&gt;
Liberdade n.o 0: A liberdade de executar o programa, para qualquer prop&#243;sito;&lt;br&gt;
Liberdade n.o 1: A liberdade de estudar como o programa funciona e adapt&#225;-lo para as suas necessidades. O acesso ao c&#243;digo-fonte &#233; um pr&#233;-requisito para esta liberdade;&lt;br&gt;
Liberdade n.o 2: A liberdade de resdistribuir c&#243;pias de modo que voc&#234; possa ajudar ao seu pr&#243;ximo;&lt;br&gt;
Liberdade n.o 3: A liberdade de aperfei&#231;oar o programa, e liberar os seus aperfei&#231;oamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles. O acesso ao c&#243;digo-fonte tamb&#233;m &#233; um pr&#233;-requisito para esta liberdade&lt;br&gt;
Fonte: Wikip&#233;dia&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Crise mundial: as garantias de direitos sociais e o capitalismo</title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Jorge Luiz Souto Maior</dc:creator>

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		<description>Nos &#250;ltimos meses, grandes custos sociais arcados pelos trabalhadores, alvos de demiss&#245;es em massa e da flexibiliza&#231;&#227;o dos direitos trabalhistas, s&#227;o justificados para sanar a perda de lucro e do poder concorrencial de empresas. &#201; justo a sociedade pagar a conta para salvar o sistema? &lt;br /&gt;Muito se tem dito sobre a crise econ&#244;mica e suas poss&#237;veis repercuss&#245;es na realidade social brasileira. &#192; esta altura, uma abordagem cr&#237;tica mais contundente &#233; necess&#225;ria por causa da constata&#231;&#227;o de que muitos se valem (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Nos &#250;ltimos meses, grandes custos sociais arcados pelos trabalhadores, alvos de demiss&#245;es em massa e da flexibiliza&#231;&#227;o dos direitos trabalhistas, s&#227;o justificados para sanar a perda de lucro e do poder concorrencial de empresas. &#201; justo a sociedade pagar a conta para salvar o sistema?&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Muito se tem dito sobre a crise econ&#244;mica e suas poss&#237;veis repercuss&#245;es na realidade social brasileira. &#192; esta altura, uma abordagem cr&#237;tica mais contundente &#233; necess&#225;ria por causa da constata&#231;&#227;o de que muitos se valem da crise como mero argumento para continuar jogando o jogo da vantagem a qualquer custo, desvinculando-se de qualquer projeto de sociedade mais democr&#225;tica.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Para iniciar essa an&#225;lise, devemos lembrar que a crise &#233; nossa velha conhecida. Ela esteve presente em quase todos os momentos de nossa hist&#243;ria. Em termos de rela&#231;&#245;es de trabalho, o argumento da &#8220;crise econ&#244;mica&#8221;, como forma de justificar uma reiterada reivindica&#231;&#227;o de redu&#231;&#227;o das garantias jur&#237;dicas de natureza social (direitos trabalhistas e previdenci&#225;rios), acompanha o debate trabalhista desde sempre. Se algu&#233;m disser que &#8220;agora, no entanto, &#233; pra valer&#8221;, deve assumir que antes era tudo uma grande mentira... E, se assim for dito, que for&#231;a moral se ter&#225; para fazer acreditar no argumento da crise atual?&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;N&#227;o se pode olvidar tamb&#233;m que, mesmo quando o Brasil vivenciou, de 1964 a 1973, o que se convencionou chamar de &#8220;milagre brasileiro&#8221;, o crescimento econ&#244;mico foi obtido &#224;s custas do empobrecimento da maioria da popula&#231;&#227;o, j&#225; que uma de suas caracter&#237;sticas era a concentra&#231;&#227;o de renda. Em 1970, os 50% mais pobres da popula&#231;&#227;o ficavam com apenas 13,1% da renda total e os mais ricos (1% da popula&#231;&#227;o) embolsavam 17,8%&#8221; [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-1&quot; name=&quot;nh1-1&quot; id=&quot;nh1-1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[1] Rubens Vaz da Costa, apud, Jos&#233; Jobson de A. Arruda &amp; Nelson Piletti, (...)' &gt;1&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;No come&#231;o da presente crise pouco se falou na relev&#226;ncia da diminui&#231;&#227;o do valor do trabalho. A partir de outubro de 2008, iniciou-se um movimento organizado para requerer uma flexibiliza&#231;&#227;o das leis trabalhistas do pa&#237;s como forma de combater a crise financeira. Empresas come&#231;aram a anunciar dispensas coletivas de trabalhadores, criando um clima de p&#226;nico para, em seguida, pressionar sindicatos a cederem quanto &#224;s suas reivindica&#231;&#245;es e buscar junto ao governo a concess&#227;o de benef&#237;cios fiscais.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;
Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%.&lt;/h3&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Essa corrida que passa por cima dos direitos trabalhistas &#233; totalmente injustific&#225;vel por, pelo menos, tr&#234;s motivos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Primeiro, porque o custo do trabalho n&#227;o est&#225; na origem da crise econ&#244;mica como atestam as &#250;ltimas an&#225;lises. Nada autoriza a dizer que a sua redu&#231;&#227;o seja fator determinante para que a crise seja suplantada.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Segundo, porque j&#225; se pode verificar o quanto se apresentou precipitada e oportunista tal atitude. Em fevereiro de 2009, um aumento do n&#237;vel de emprego formal foi registrado sobretudo nos setores de servi&#231;os, constru&#231;&#227;o civil, agricultura e administra&#231;&#227;o p&#250;blica [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-2&quot; name=&quot;nh1-2&quot; id=&quot;nh1-2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[2] Cf. http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u536582.shtml.' &gt;2&lt;/a&gt;]. A pr&#243;pria Companhia Vale do Rio Doce iniciou esse movimento irrespons&#225;vel, quando anunciou dispensas coletivas de trabalhadores. No entanto, no quarto trimestre de 2008 obteve um lucro l&#237;quido de R$10,449 bilh&#245;es, que representa um aumento de 136,8% em rela&#231;&#227;o ao mesmo per&#237;odo do ano anterior, quando o lucro l&#237;quido foi de R$ 4,411 bilh&#245;es. A Bovespa, em mar&#231;o, acusou alta de 11% [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-3&quot; name=&quot;nh1-3&quot; id=&quot;nh1-3&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[3] Cf. reportagem da Folha de S&#227;o Paulo, p. B-3, de 24/03/09.' &gt;3&lt;/a&gt;]. Em maio, j&#225; apresenta alta acumulada de 36,87% desde o in&#237;cio de 2009 [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-4&quot; name=&quot;nh1-4&quot; id=&quot;nh1-4&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[4] http://eptv.globo.com/economia/economia_interna.aspx?257170' &gt;4&lt;/a&gt;]. A venda de autom&#243;veis, em raz&#227;o da redu&#231;&#227;o do IPI, sofreu um aumento de 11% [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-5&quot; name=&quot;nh1-5&quot; id=&quot;nh1-5&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[5] Cf. noticia a r&#225;dio CBN: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2' &gt;5&lt;/a&gt;]. As vendas do com&#233;rcio varejista subiram 1,4% em janeiro com rela&#231;&#227;o a dezembro do ano passado, segundo noticiou o IBGE. Entre janeiro de 2008 e janeiro de 2009, as vendas do varejo nacional acumularam alta de 8,7%. A Embraer dispensou 4,2 mil empregados. Ela &#233; investigada pelo Minist&#233;rio do Trabalho acusada de ter fornecido b&#244;nus de R$50 milh&#245;es a 12 diretores e de ter efetuado a contrata&#231;&#227;o de 200 empregados terceirizados. Os fatos s&#227;o negados pela empresa. O incontest&#225;vel &#233; que ela encerrou o primeiro trimestre de 2009 com lucro l&#237;quido de R$ 38,3 milh&#245;es e receita l&#237;quida de R$ 2,667 bilh&#245;es [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-6&quot; name=&quot;nh1-6&quot; id=&quot;nh1-6&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[6] http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/04/30/embraer+encerra+trimestre' &gt;6&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;
A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, deve ser questionada&lt;/h3&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Em terceiro lugar, mesmo que a crise fosse o que se apresentava, &#233; grave a aus&#234;ncia de uma compreens&#227;o hist&#243;rica revelada pelo desprezo aos direitos trabalhistas. Ora, os argumentos de dificuldade econ&#244;mica das empresas foram uma constante no per&#237;odo de forma&#231;&#227;o da Revolu&#231;&#227;o Industrial e se reproduziram por mais de cem anos at&#233; que, em 1914, sem qualquer possibilidade concreta de elabora&#231;&#227;o de um novo arranjo social, o mundo capitalista entrou em colapso.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#192; &#233;poca, eram feitas alega&#231;&#245;es de que as empresas seriam obrigadas a fechar se fossem obrigadas a dar aumento de sal&#225;rio ou estabelecer melhores condi&#231;&#245;es aos trabalhadores e de que seria melhor um trabalho qualquer a nenhum. Dizia-se ainda que seria preciso primeiro propiciar o sucesso econ&#244;mico das empresas de forma s&#243;lida para somente depois pensar em uma poss&#237;vel e progressiva distribui&#231;&#227;o da riqueza produzida e que a livre iniciativa n&#227;o poderia ser obstada pela interfer&#234;ncia do Estado. Acreditava-se tamb&#233;m que era mais saud&#225;vel para as crian&#231;as de cinco a dez anos se dedicarem &#224; disciplina do trabalho durante oito ou mais horas por dia do que ficarem nas ruas desocupadas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1919, com a cria&#231;&#227;o da Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho (OIT), reconheceu-se que &#8220;havendo condi&#231;&#245;es de trabalho que impliquem para um grande n&#250;mero de pessoas a injusti&#231;a, a mis&#233;ria e priva&#231;&#245;es, gera um tal descontentamento que a paz e harmonia universal s&#227;o postas em perigo...&#8221; [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb1-7&quot; name=&quot;nh1-7&quot; id=&quot;nh1-7&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[7] Pre&#226;mbulo da Constitui&#231;&#227;o da OIT' &gt;7&lt;/a&gt;]. A organiza&#231;&#227;o ainda enfatiza que &#8220;uma paz universal e dur&#225;vel s&#243; pode ser fundada sobre a base da justi&#231;a social&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A forma oportunista como algumas empresas se posicionam diante da crise atual, desconsiderando o interesse de toda a comunidade, acuando sindicatos a fim de auferir a redu&#231;&#227;o de direitos trabalhistas e pressionando o Estado para recebimento de incentivos fiscais, deve ser questionada, porque abala consideravelmente a cren&#231;a na forma&#231;&#227;o de uma sociedade capitalista desenvolvida a partir de um pacto de solidariedade.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ora, muitas empresas &#8220;modernas&#8221; falam de sua responsabilidade social, do seu dever de cuidar do meio ambiente, de ajudar pobres e necessitados, mas quando se veem diante de uma poss&#237;vel redu&#231;&#227;o de seus lucros, n&#227;o t&#234;m o menor escr&#250;pulo de defender abertamente o seu direito de conduzir trabalhadores ao desemprego sem lhes apresentar uma justifica plaus&#237;vel.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Num contexto internacional, cumpre denunciar a postura de algumas multinacionais que pregam aos pa&#237;ses &#8220;perif&#233;ricos&#8221; um c&#243;digo de conduta, baseado na precariza&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de trabalho para favorecer a manuten&#231;&#227;o dos ganhos que direcionam para o financiamento dos custos sociais em seus pa&#237;ses de origem. Esse mecanismo &#233; fator decisivo para eliminar qualquer esp&#237;rito de solidariedade prolet&#225;ria em n&#237;vel internacional.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt; O debate deve extrapolar o conflito entre trabalhadores e empresa e atingir o espectro mais amplo do arranjo socioecon&#244;mico.&lt;/h3&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#201; hora de tirar as m&#225;scaras, de se apresentarem os fatos como eles s&#227;o, pois, do contr&#225;rio, continuaremos sendo ludibriados por debates propositalmente pautados fora da discuss&#227;o necess&#225;ria, que nos leva &#224; seguinte quest&#227;o: O capitalismo tem jeito? Se a crise &#233; do modelo capitalista n&#227;o se pode deix&#225;-lo fora da discuss&#227;o.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O capitalismo se baseia na concorr&#234;ncia. Se o primeiro &#233; desregrado, consequentemente, o segundo n&#227;o encontra limites. A obten&#231;&#227;o de lucro impulsiona a a&#231;&#227;o na busca de um lucro sempre maior. Os investimentos especulativos, por trazerem lucros f&#225;ceis, s&#227;o naturalmente insaci&#225;veis.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Em um mundo marcado pelo avan&#231;o tecnol&#243;gico, as repercuss&#245;es especulativas e os lucros pela produ&#231;&#227;o se concretizam muito rapidamente. N&#227;o h&#225; tempo para reflex&#227;o e, at&#233; mesmo, para elaborar projetos a longo prazo. Assim, os riscos s&#227;o potencializados e a sociedade tende ao colapso sobretudo pela perda de valores &#233;ticos e morais, afinal, n&#227;o &#233; s&#243; de sucesso econ&#244;mico que se move a humanidade. &#201; conveniente registrar que s&#243; a satisfa&#231;&#227;o espiritual n&#227;o basta, pois sem justi&#231;a social n&#227;o h&#225; sociedade democr&#225;tica.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Estas s&#227;o reflex&#245;es necess&#225;rias para o presente momento. N&#227;o &#233; mais poss&#237;vel apenas tentar salvar os ganhos dos trabalhadores diante das investidas de alguns segmentos empresariais. O debate deve extrapolar o conflito entre trabalhadores e empresa e atingir o espectro mais amplo do arranjo socioecon&#244;mico. Neste prisma, se os preceitos do Direito Social s&#227;o entendidos como empecilhos ao desenvolvimento econ&#244;mico por gerarem um custo que obsta a necess&#225;ria inser&#231;&#227;o na concorr&#234;ncia internacional, a quest&#227;o n&#227;o se resolve simplesmente acatando a redu&#231;&#227;o das garantias sociais.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Diante de uma constata&#231;&#227;o dessa ordem, ent&#227;o, ser&#225; preciso reconhecer a inutilidade do Direito Social para a concretiza&#231;&#227;o da tarefa a que se prop&#244;s realizar, isto &#233;, a de humanizar o capitalismo e de permitir que se produza justi&#231;a social dentro desse modelo de sociedade. Em seguida, ser&#225; necess&#225;rio assumir a inevitabilidade do car&#225;ter autodestrutivo do capitalismo, invi&#225;vel como projeto de sociedade, uma vez que a desregula&#231;&#227;o pura e simples do mercado j&#225; deu mostras de ser incapaz de desenvolver a sociedade em bases sustent&#225;veis. A prova disso &#233; a pr&#243;pria crise econ&#244;mica, realidade j&#225; vivenciada em outros pa&#237;ses.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Duas s&#227;o as alternativas que se apresentam para o momento e que devem ser tomadas com urg&#234;ncia:&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;a) ou fazer valer de forma eficaz, irredut&#237;vel e inderrog&#225;vel os direitos sociais, preservando a dignidade humana e, ao mesmo tempo, mantendo a esperan&#231;a da efetiva&#231;&#227;o de um capitalismo socialmente respons&#225;vel. Isso exige uma s&#233;rie de medidas:&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; Os trabalhadores n&#227;o devem pagar a conta em tempos de crise;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; Uma &#8220;&#233;tica nos neg&#243;cios&#8221; deve ser implantada, baseada no respeito &#224; dignidade da pessoa humana, na democratiza&#231;&#227;o da empresa (permitindo co-gest&#227;o por parte dos trabalhadores, al&#233;m de participa&#231;&#227;o popular e institucional) e em uma distribui&#231;&#227;o real de lucros e na formula&#231;&#227;o de projetos a longo prazo;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o aceita&#231;&#227;o da terceiriza&#231;&#227;o de trabalhadores, que transforma pessoas em coisas de com&#233;rcio;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o transformar homens em Pessoas Jur&#237;dicas para se servir de seus servi&#231;os pessoais de forma n&#227;o-eventual;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o se valer de cooperativas, de contratos de est&#225;gio e de outras formas de trabalho com o objetivo de fraudar a aplica&#231;&#227;o da legisla&#231;&#227;o trabalhista;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o impulsionar um sistema cruel de rotatividade da m&#227;o-de-obra;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o assediar moralmente os trabalhadores sobretudo mediante a amea&#231;a do desemprego;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o utilizar mecanismos de subcontrata&#231;&#227;o, transferindo para empresas descapitalizadas parte de sua produ&#231;&#227;o, pois isso abala a efetividade dos direitos dos trabalhadores;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o institucionalizar um sistema de banco de horas com o &#250;nico prop&#243;sito de prorrogar a obriga&#231;&#227;o quanto ao efetivo pago &#224;s horas extras com o adicional constitucionalmente previsto;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; N&#227;o deixar de cumprir obriga&#231;&#245;es legalmente previstas, com a inten&#231;&#227;o de forjar acordos perante a Justi&#231;a do Trabalho com quita&#231;&#227;o de todos os direitos. Neste item, cabe mencionar o registro da CTPS (Carteira de Trabalho e Previd&#234;ncia Social) do trabalhador, a din&#226;mica de horas extras e o seu pagamento, a preocupa&#231;&#227;o com o desenvolvimento sustent&#225;vel etc&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/dist/puce.gif&quot; width=&quot;8&quot; height=&quot;11&quot; alt=&quot;-&quot; /&gt; Nesta primeira alternativa, que considera a viabilidade do capitalismo, a solu&#231;&#227;o dos problemas da crise n&#227;o se resume &#224; c&#244;moda aceita&#231;&#227;o da interven&#231;&#227;o do Estado na l&#243;gica de mercado. &#201; preciso que o sentido &#233;tico se insira na ordem produtiva. Por exemplo, n&#227;o servem as iniciativas de incentivo &#224; produ&#231;&#227;o ou &#224; constru&#231;&#227;o civil, se os produtos e obras se realizarem por interm&#233;dio de mecanismos de supress&#227;o dos direitos dos trabalhadores. Al&#233;m de isso significar um desrespeito &#224; ordem jur&#237;dica, representa tamb&#233;m uma forma de agress&#227;o ao ser humano, quebrando toda possibilidade de pacto social. Para implementa&#231;&#227;o desse projeto, j&#225; inscrito na Constitui&#231;&#227;o brasileira, exercem papel decisivo a parcela consciente do empresariado nacional, al&#233;m do Estado e do mercado consumidor por meio de uma atitude &#224; base de san&#231;&#245;es e pr&#234;mios.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;b) ou iniciar a elabora&#231;&#227;o de um projeto de outro modelo de sociedade a partir dos postulados socialistas de divis&#227;o igualit&#225;ria dos bens de produ&#231;&#227;o e da riqueza auferida. Afinal, se dentro da l&#243;gica capitalista n&#227;o for vi&#225;vel concretizar os preceitos supra, relativos aos direitos humanos inderrog&#225;veis e previstos em declara&#231;&#245;es, tratados internacionais e em nossa pr&#243;pria Constitui&#231;&#227;o, por que continuar seguindo esse modelo que reduz as garantias sociais, aprofundando as desigualdades e o retrocesso no n&#237;vel da condi&#231;&#227;o humana?&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-1&quot; name=&quot;nb1-1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;] Rubens Vaz da Costa, apud, Jos&#233; Jobson de A. Arruda &amp; Nelson Piletti, Toda a Hist&#243;ria: hist&#243;ria geral e hist&#243;ria do Brasil, Ed. &#193;tica, 2002, p. 436.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-2&quot; name=&quot;nb1-2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;] Cf. http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u536582.shtml.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-3&quot; name=&quot;nb1-3&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;] Cf. reportagem da Folha de S&#227;o Paulo, p. B-3, de 24/03/09.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-4&quot; name=&quot;nb1-4&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;] http://eptv.globo.com/economia/economia_interna.aspx?257170&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-5&quot; name=&quot;nb1-5&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;] Cf. noticia a r&#225;dio CBN: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2009/03/13/COM-ALTA-DE-11-VENDA-DE-VEICULOS-PUXA-EXPANSAO-DO-COMERCIO-EM-JANEIRO.htm.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-6&quot; name=&quot;nb1-6&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;] http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/04/30/embraer+encerra+trimestre+com+lucro+liquido+menor+de+r+383+mi+5856931.html&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh1-7&quot; name=&quot;nb1-7&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 1-7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;] Pre&#226;mbulo da Constitui&#231;&#227;o da OIT&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
		</content:encoded>


		

	</item>



	<item>
		<title>Movimentos sociais conectados: o MST e o Ex&#233;rcito Zapatista</title>
		<link>http://diplobr.rezo.net/2009-04,a2843</link>
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		<dc:creator>Neblina Orrico</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79">LMDBrasil</category>


		<description>Os movimentos sociais do s&#233;culo 21 consolidaram suas identidades e afinaram os seus discursos na tentativa de conquistar a opini&#227;o p&#250;blica. Nesse processo, o uso da Internet como instrumento estrat&#233;gico para comunica&#231;&#227;o e para organiza&#231;&#227;o de suas luta tem sido fundamental. &lt;br /&gt;O protagonismo social e pol&#237;tico dos movimentos sociais na Am&#233;rica Latina ganhou uma nova forma de express&#227;o com a utiliza&#231;&#227;o da Internet como aliada e ferramenta de luta. Dois movimentos sociais fazem uso da rede mundial de (...)


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&lt;a href="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79" rel="directory"&gt;LMDBrasil&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Os movimentos sociais do s&#233;culo 21 consolidaram suas identidades e afinaram os seus discursos na tentativa de conquistar a opini&#227;o p&#250;blica. Nesse processo, o uso da Internet como instrumento estrat&#233;gico para comunica&#231;&#227;o e para organiza&#231;&#227;o de suas luta tem sido fundamental.&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O protagonismo social e pol&#237;tico dos movimentos sociais na Am&#233;rica Latina ganhou uma nova forma de express&#227;o com a utiliza&#231;&#227;o da Internet como aliada e ferramenta de luta. Dois movimentos sociais fazem uso da rede mundial de computadores como arma estrat&#233;gica: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Brasil, e o Ex&#233;rcito Zapatista de Liberta&#231;&#227;o Nacional (EZLN), no M&#233;xico [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb2-1&quot; name=&quot;nh2-1&quot; id=&quot;nh2-1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[1] As constata&#231;&#245;es deste artigo s&#227;o resultado de uma pesquisa qualitativa, (...)' &gt;1&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Por meio do uso da Internet, esses dois protagonistas disponibilizam informa&#231;&#245;es divulgando a &#8220;sua vers&#227;o&#8221; dos fatos e dos objetivos da sua luta, na tentativa de construir novos canais para uma nova sociabilidade [&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nb2-2&quot; name=&quot;nh2-2&quot; id=&quot;nh2-2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title='[2] L&#233;vy (1999, p. 256)' &gt;2&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Na constru&#231;&#227;o do discurso dos sites &#8220;oficiais&#8221; dos dois movimentos foram desenvolvidas e utilizadas uma nova vis&#227;o e uma nova representa&#231;&#227;o das maneiras dos integrantes desses movimentos sociais lutarem por seus objetivos. Muitas vezes, esses sites &#8211; e todo o seu conte&#250;do &#8211; funcionam como principal instrumento de comunica&#231;&#227;o e como arma estrat&#233;gica na elabora&#231;&#227;o das agendas dos movimentos sociais da atualidade. Funcionam ainda como contraponto ao discurso constru&#237;do pelos meios de comunica&#231;&#227;o acerca das suas identidades. A constru&#231;&#227;o de novos discursos que geram impactos na sociedade e se transformam em not&#237;cia &#233; uma preocupa&#231;&#227;o permanente da maioria dos movimentos sociais da atualidade, pois essa &#233; uma maneira de legitimar suas a&#231;&#245;es e construir suas identidades.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Al&#233;m disso, esses dois movimentos passaram a atuar em rede entre si e com outros atores sociais e constru&#237;ram uma forma de luta, coordenando e conduzindo suas a&#231;&#245;es com o uso da Internet. Foram capazes de criar novas oportunidades de se apresentar ao mundo, de legitimar as a&#231;&#245;es, de divulgar as demandas pelas quais lutam, de pressionar os meios de comunica&#231;&#227;o tradicionais a noticiarem com menos parcialidade fatos ligados a eles e de eles pr&#243;prios noticiarem fatos ligados &#224;s suas lutas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Uma das caracter&#237;sticas mais fortes do EZLN &#233; a import&#226;ncia que seus membros d&#227;o para a opini&#227;o p&#250;blica. Sabendo que as informa&#231;&#245;es transmitidas na rede mundial de computadores podem chegar sem nenhum &#8220;tratamento&#8221; ao computador do p&#250;blico, os zapatistas t&#234;m o cuidado de utilizar uma comunica&#231;&#227;o estrategicamente transparente, uma linguagem simples e capaz de comunicar quem s&#227;o e o que querem. Ela traz detalhes do dia-a-dia das comunidades zapatistas para o cotidiano das pessoas, ganhando a confian&#231;a de quem busca informa&#231;&#245;es sobre eles de uma forma nunca antes feita por outros movimentos sociais latino-americanos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ao iniciar a utiliza&#231;&#227;o da internet como estrat&#233;gia de luta, h&#225; mais ou menos seis anos, o MST tamb&#233;m deu in&#237;cio a um &#8220;burilamento&#8221; de seu discurso, abandonando a sua velha t&#225;tica discursiva para usar uma nova maneira de divulgar informa&#231;&#245;es sobre o movimento para o resto da sociedade. Isso &#233; consequ&#234;ncia do processo de aquisi&#231;&#227;o de identidade e consci&#234;ncia pr&#243;prias pelo qual os trabalhadores e trabalhadores rurais sem-terra se afirmam como sujeitos sociais atuantes. Concomitantemente com o in&#237;cio da informatiza&#231;&#227;o do MST, foi iniciada a etapa de mostrar ao mundo que o movimento &#233; integrado por pessoas altamente comprometidas com a luta pela democratiza&#231;&#227;o da terra no Brasil e n&#227;o por arruaceiros, como tenta mostrar a m&#237;dia tradicional. Al&#233;m disso, &#233; preciso destacar a iniciativa do movimento de investir em um ambicioso projeto de inclus&#227;o digital dos trabalhadores rurais que j&#225; est&#227;o assentados. Para o MST, &#233; importante que os camponeses e seus filhos tenham acesso &#224;s novas tecnologias como tentativa de incentiv&#225;-los a permanecer no campo, sem deixar de estarem informados sobre o que se passa no mundo.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O cotejo entre o discurso do MST e do EZLN mostrou que os dois movimentos sociais utilizam maneiras diferentes para atingir a sociedade por meio da rede mundial de computadores. O discurso emancipat&#243;rio dos movimentos sociais, agora veiculado tamb&#233;m pela internet, representa uma nova maneira de lutar pela mudan&#231;a social. Enquanto os zapatistas preferem uma linguagem muito mais po&#233;tica e metaf&#243;rica, que resgata elementos da linguagem ind&#237;gena dos Chiapas, mas que, mesmo assim, &#233; simples e transparente, o MST investe na objetividade e em textos jornal&#237;sticos para alcan&#231;ar o internauta. Numa &#233;poca em que a linguagem adquiriu evid&#234;ncia e centralidade na constitui&#231;&#227;o, manuten&#231;&#227;o e desenvolvimento das nossas sociedades, os sites dos movimentos se tornaram verdadeiros cart&#245;es de visita, apresentando e divulgado a bandeira de luta do movimento, seja pela realiza&#231;&#227;o da reforma agr&#225;ria, seja por justi&#231;a social e por democracia. Gra&#231;as &#224; Internet, eles obt&#234;m visibilidade p&#250;blica e angariam simpatizantes que se tornam adeptos das suas bandeiras de luta e apoiam suas causas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;As an&#225;lises sobre os movimentos sociais constitu&#237;dos no fim do s&#233;culo passado ou mesmo no in&#237;cio deste s&#233;culo devem necessariamente levar em considera&#231;&#227;o que esses novos movimentos sociais do s&#233;culo 21 aprenderam a utilizar a internet como ferramenta para criar novas conex&#245;es que buscam diminuir as fronteiras entre eles e a sociedade, vinculando a sua luta particular a uma luta maior contra as velhas e as novas formas de domina&#231;&#227;o. Atualmente, os movimentos sociais tentam mudar a realidade social, contribuindo com a (re)constru&#231;&#227;o de uma simetria das rela&#231;&#245;es de poder por meio do discurso divulgado em suas p&#225;ginas de internet.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;hr /&gt;
		&lt;div class='rss_notes'&gt;&lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh2-1&quot; name=&quot;nb2-1&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 2-1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;] As constata&#231;&#245;es deste artigo s&#227;o resultado de uma pesquisa qualitativa, feita em 2005, que analisou textos virtuais e entrevistas com representantes dos dois movimentos em quest&#227;o para a realiza&#231;&#227;o da disserta&#231;&#227;o de mestrado &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Movimentos sociais e a internet&lt;/i&gt; da mesma autora.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip_note&quot;&gt;[&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/#nh2-2&quot; name=&quot;nb2-2&quot; class=&quot;spip_note&quot; title=&quot;info notes 2-2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;] L&#233;vy (1999, p. 256)&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>EM0903</title>
		<link>http://diplobr.rezo.net/2009-04,a2842</link>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Nat&#225;lia Suzuki</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-04,r88">ilustra&#231;&#245;es de capa</category>


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&lt;a href="http://diplobr.rezo.net/2009-04,r88" rel="directory"&gt;ilustra&#231;&#245;es de capa&lt;/a&gt;


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 <content:encoded>&lt;img src=&quot;http://diplobr.rezo.net/IMG/arton2842.jpg&quot; alt=&quot;&quot; align=&quot;right&quot; width=&quot;160&quot; height=&quot;230&quot; class=&quot;spip_logos&quot; /&gt;
		&lt;div class='rss_ps'&gt;EM&lt;/div&gt;
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		<title>Equipe</title>
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<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-03,r164">Contato</category>


		<description>Le Monde Diplomatique Brasil &#233; uma iniciativa conjunta do Instituto P&#243;lis e do Instituto Paulo Freire. Cabe ao Instituto P&#243;lis a responsabilidade pela edi&#231;&#227;o impressa e ao Instituto Paulo Freire a responsabilidade pela edi&#231;&#227;o eletr&#244;nica, al&#233;m da s&#233;rie tem&#225;tica de livros de bolso do Le Monde Diplomatique Brasil editados pela Editora Paulo Freire. &lt;br /&gt;Edi&#231;&#227;o internet &lt;br /&gt;Conselho de Gest&#227;o: &lt;br /&gt;&#194;ngela Antunes, Antonio Martins, Antonio Rolim, Elisabeth Almeida, Jos&#233; Corr&#234;a Leite, Ladislau Dowbor, Moacir Gadotti, (...)


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&lt;a href="http://diplobr.rezo.net/2009-03,r164" rel="directory"&gt;Contato&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Le Monde Diplomatique Brasil &#233; uma iniciativa conjunta do Instituto P&#243;lis e do Instituto Paulo Freire. Cabe ao Instituto P&#243;lis a responsabilidade pela &lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/2007-11,a1328&quot; class=&quot;spip_in&quot;&gt;edi&#231;&#227;o impressa&lt;/a&gt; e ao Instituto Paulo Freire a responsabilidade pela edi&#231;&#227;o eletr&#244;nica, al&#233;m da s&#233;rie tem&#225;tica de &lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/2008-06,r72&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;livros de bolso&lt;/a&gt; do Le Monde Diplomatique Brasil editados pela &lt;a href=&quot;http://paulofreire.org/Publicacoes/WebHome&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Editora Paulo Freire&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt; &lt;h3 class=&quot;spip&quot;&gt;Edi&#231;&#227;o internet&lt;/h3&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Conselho de Gest&#227;o:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#194;ngela Antunes, Antonio Martins, Antonio Rolim, Elisabeth Almeida, Jos&#233; Corr&#234;a Leite, Ladislau Dowbor, Moacir Gadotti, Paulo Roberto Padilha e Salete Camba&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Webdesign:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Projeto Gr&#225;fico:&lt;/i&gt;&lt;a href=&quot;mailto:telopa@abelhaweb.com.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Tereza Loparic&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://www.abelhaweb.com.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;(Abelhaweb) &lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;mailto:marilia@praxis.art.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Mar&#237;lia Cauduro Ponte&lt;/a&gt; &lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/praxis.art.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;(Pr&#225;xis Design)&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Colaboradora:&lt;/i&gt;&lt;a href=&quot;mailto:tai@paulofreire.org&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Kollontai Diniz&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Editores associados:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Rodrigo-Gurgel_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Rodrigo Gurgel&lt;/a&gt; (se&#231;&#227;o liter&#225;ria &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Palavra&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Colunistas:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Bruno-Carmelo_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Bruno Carmelo&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Outros Cinemas&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Bruno-Cava_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Bruno Cava&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Universidade N&#244;made&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Carola-Reintjes_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Carola Reintjes&lt;/a&gt;(&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Economia Alternativa&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Dalton-Martins_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Dalton Martins&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Hernani-Dimantas_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Hernani Dimantas&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Sociedade em Rede&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Daniel-Cariello_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Daniel Cariello&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Ch&#233;ri &#224; Paris / Cr&#244;nicas Francesas&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Eleilson-Leite_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Eleilson Leite&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Cultura Perif&#233;rica&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Felipe-Macedo_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Felipe Macedo&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Cineclubismo&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Evilasio-Salvador_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Evil&#225;sio Salvador&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Justi&#231;a Tribut&#225;ria&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Fabiane-Borges_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Fabiane Borges&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Hilan-Besunsan_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Hilan Besunsan&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Pol&#237;ticas Esquizotrans&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Flavio-Dieguez_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Fl&#225;vio Dieguez&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Economia em crise&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Ivana-Bentes_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ivana Bentes&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Capturas&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Luiz-Andre-Ferreira_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Luiz Andr&#233; Ferreira&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Responsabilidade.com&lt;/i&gt;)&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Manoel-Neto_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Manoel Neto&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Flavio-Shirahige_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Fl&#225;vio Shirahige&lt;/a&gt; (&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Ecologia Urbana&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Colaboradores:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Alexandre-Machado-Rosa_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Alexandre Machado Rosa&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Alexandre-Mendes_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Alexandre Mendes&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Allan-Mesentier_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Allan Mesentier&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Andre-Ghirardi_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Andr&#233; Ghirardi&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Augusto-Boal_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Augusto Boal&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Ben-Kiernan_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ben Kiernan&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Claudio-Cesar-Dutra-de-Souza_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Cl&#225;udio C&#233;sar Dutra de Souza&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Daniel-Nunes_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Daniel Nunes&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Danilo-Siqueira_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Danilo Siqueira&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Debora-Pinheiro_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;D&#233;bora Pinheiro&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Elizabeth-Carvalho_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Elizabeth Carvalho&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Giuseppe-Cocco_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Giuseppe Cocco&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Guilherme-Scalzilli_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Guilherme Scalzilli&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Hazel-Henderson_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Hazel Henderson&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Iana-Cossoy-Paro_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Iana Cossoy Paro&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Jaime-Zuluaga-Neto_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Jaime Zuluaga Neto&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org/_Javier-Cencig_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Javier Cencig&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Joao-Paulo-Charleaux_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Jo&#227;o Paulo Charleaux&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_John-Bellamy-Foster_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;John Bellamy Foster&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Jose-Luis-Fiori_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Jos&#233; Lu&#237;s Fiori&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Ladislau-Dowbor_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ladislau Dowbor&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Laurindo-Dias-Minhoto_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Laurindo Dias Minhoto&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Marcela-Rocha_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Marcela Rocha&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Maria-Helena-Masquetti_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Maria Helena Masquetti&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Marilza-de-Melo-Foucher_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Marilza de Melo Foucher&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Marjorie-Kelly_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Marjorie Kelly&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Michael-Marx_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Michael Marx&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;mailto:milton.ohata@uol.com.br&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Milton Ohata&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Moara-Passoni_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Moara Passoni&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Paulo-Metri_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Paulo Metri&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Rafael-Evangelista_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Rafael Evangelista&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Roberto-Cattani_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Roberto Cattani&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Sergio-Ferolla_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Sergio Ferolla&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Simone-Bruno_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Simone Bruno&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Silvia-Ferabolli_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;S&#237;lvia Ferabolli&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Susan-George_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Susan George&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Taylor-Owen_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Taylor Owen&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Tiago-Soares_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Tiago Soares&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Verenilde-Santos_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Verenilde Santos&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Vinicius-Almeida_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Vinicius Almeida&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Colaboradores - Se&#231;&#227;o &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Palavra&lt;/i&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.diplo.org.br/_Alysson-Oliveira_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Alysson Oliveira&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Andr&#233;-Resende_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Andr&#233; Resende&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Antonio-Carlos-Olivieri_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Antonio Carlos Olivieri&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Carlos-Orsi_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Carlos Orsi&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Cristina-Betioli-Ribeiro_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Cristina Betioli Ribeiro&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_David-Oscar-Vaz_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;David Oscar Vaz&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Dida-Bessana_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Dida Bessana&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Diego-Viana_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Diego Viana&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_F&#225;bio-Fernandes_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;F&#225;bio Fernandes&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Gregorio-Dantas_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Greg&#243;rio Dantas&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Isa-Fonseca_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Isa Fonseca&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Ivan-Justen-Santana_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ivan Justen Santana&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_John-Milton_&quot; 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class=&quot;spip_out&quot;&gt;Paulo Chagas Souza&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Paulo-Polzonoff-Jr_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Paulo Polzonoff Jr.&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Pedro-Marques_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Pedro Marques&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Pedro-Du-Bois_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Pedro Du Bois&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Rafael-Rocha-Daud_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Rafael Rocha Daud&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Renata-Miloni_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Renata Miloni&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_R&#233;gis-Bonvicino_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;R&#233;gis Bonvicino&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Ricardo-Miyake_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Ricardo Miyake&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Romilda-Raeder_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Romilda Raeder&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Samara-Leonel_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Samara Leonel&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Saint-Clair-Stockler_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Saint-Clair Stockler&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Simone-Campos_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Simone Campos&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Telma-Franco_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Telma Franco&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://diplo.uol.com.br/_Teresa-Candolo_&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Teresa Candolo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Parcerias Editoriais:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.viva.org.co/caja_herramientas_todas.htm&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Caja de Herramientas&lt;/a&gt; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;(Col&#244;mbia)&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.carta.org&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Carta&lt;/a&gt; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;(It&#225;lia)&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://mercadoetico.terra.com.br/&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Mercado &#201;tico&lt;/a&gt; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;(Brasil)&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.tni.org/&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Transnational Institute&lt;/a&gt; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;(Holanda)&lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.yesmagazine.org/&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;Yes!&lt;/a&gt; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;(EUA)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Representa&#231;&#227;o em Bras&#237;lia:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Joaquim Barroncas: (61) 3328.8046&lt;br&gt;
(&lt;a href=&quot;mailto:barroncas@poranduba.com&quot; class=&quot;spip_out&quot;&gt;barroncas@poranduba.com&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Rede de Tradutores:&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Carolina de Paula&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Celeste Marcondes&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Elisa Andrade Buzzo&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Elisabete de Almeida&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Elvira Serapicos Rodrigues Alves&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Fabio de Castro&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Gabriela Leite Martins&lt;br&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Julien Bonnin&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Jean-Yves de Neufville&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Leonardo Abreu &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Leonardo Rocha &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Marcelo Aparecido de Val&#233;cio&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Marci Helaine &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;M&#225;rcia Macedo &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Maria Alice Farah &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Mariana Joffily &lt;br/&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Patr&#237;cia Andrade&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Silas Mart&#237;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;S&#237;lvia Pedrosa&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Simone Pereira Gon&#231;alves&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Wanda Caldeira Brant&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_ps'&gt;1&lt;/div&gt;
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	</item>



	<item>
		<title>Sal&#225;rios inviol&#225;veis: uma quest&#227;o de liberdade</title>
		<link>http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2828</link>
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		<dc:date>2009-03-16T20:46:00Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Walter Cezar Addeo</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79">LMDBrasil</category>


		<description>Os bancos p&#250;blicos falam num potencial a atingir de nove milh&#245;es de pessoas no cr&#233;dito consignado. Leia-se nove milh&#245;es de pessoas com seus sal&#225;rios provisoriamente bloqueados. Os refinanciamentos sucessivos s&#227;o o triste resultado dessa camisa de for&#231;a do cr&#233;dito consignado &lt;br /&gt;Desgra&#231;as, &#224;s vezes, veem embaladas em boas inten&#231;&#245;es equivocadas. O governo do P.T. ofereceu aos trabalhadores aposentados empr&#233;stimos com desconto dos pagamentos diretamente em folha. Como contrapartida, exigiu juros menores dos (...)


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&lt;a href="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79" rel="directory"&gt;LMDBrasil&lt;/a&gt;


		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Os bancos p&#250;blicos falam num potencial a atingir de nove milh&#245;es de pessoas no cr&#233;dito consignado. Leia-se nove milh&#245;es de pessoas com seus sal&#225;rios provisoriamente bloqueados. Os refinanciamentos sucessivos s&#227;o o triste resultado dessa camisa de for&#231;a do cr&#233;dito consignado&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Desgra&#231;as, &#224;s vezes, veem embaladas em boas inten&#231;&#245;es equivocadas. O governo do P.T. ofereceu aos trabalhadores aposentados empr&#233;stimos com desconto dos pagamentos diretamente em folha. Como contrapartida, exigiu juros menores dos bancos, se &#233; que juros de at&#233; 3% ao m&#234;s podem ser considerados decentes. Este presente de grego aos aposentados agraciou os bancos com o fim da inadimpl&#234;ncia. Os pagamentos das presta&#231;&#245;es dos empr&#233;stimos passaram a ser garantidos diretamente pelo INSS que os descontam dos holerites dos aposentados e os repassam contabilmente aos bancos. Isso permitiu tamb&#233;m uma grande redu&#231;&#227;o de custos &#224;s entidades financeiras que n&#227;o precisam mais arcar com as despesas de cobran&#231;a sejam nos seus caixas ou atrav&#233;s de carn&#234;s. J&#225; o aposentado n&#227;o tem mais como administrar seu pagamento. Ele j&#225; vem reduzido da presta&#231;&#227;o contratada, diretamente na fonte, restando ao aposentado administrar apenas a sobra do seu sal&#225;rio.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Estranho capitalismo brasileiro. &#201; inerente aos neg&#243;cios capitalistas, tanto o auferir dos lucros quanto o risco do neg&#243;cio. Por aqui, o governo cuida de eliminar o risco e garantir o lucro do sistema banc&#225;rio e financeiro. Ou seja, o melhor dos mundos poss&#237;veis para quem tem um banco ou uma financeira neste pa&#237;s. Agora, os jornais anunciam outro futuro &#8220;benef&#237;cio&#8221; aos assalariados do pa&#237;s. Os empr&#233;stimos da casa pr&#243;pria ser&#227;o tamb&#233;m descontados diretamente da folha de pagamento dos mutu&#225;rios. Ou seja, o risco do neg&#243;cio, da falta de pagamento, ser&#225; mais uma vez anulado. O mutu&#225;rio pagar&#225; compulsoriamente quer possa ou n&#227;o. Poder&#225; passar fome, deixar de comprar rem&#233;dios e comida para seus filhos, mas as presta&#231;&#245;es ao sistema financeiro estar&#227;o garantidas todo m&#234;s diretamente na fonte. A modernidade acabou com a pris&#227;o por d&#237;vida, mas a tend&#234;ncia atual de bloquear pagamentos diretamente nos holerites dos trabalhadores os condena &#224; pen&#250;ria for&#231;ada at&#233; o final dos contratos. Possibilidades de renegocia&#231;&#227;o das d&#237;vidas contra&#237;das em valores mais acess&#237;veis e prazos mais longos deixam de ser uma possibilidade para o devedor. Uma propaganda maci&#231;a na televis&#227;o e nos jornais cuida em convencer os aposentados desconfiados do &#243;timo neg&#243;cio que far&#227;o ao hipotecar e bloquear parcialmente seus sal&#225;rios. Se os funcion&#225;rios p&#250;blicos e os aposentados s&#227;o os alvos preferenciais desses empr&#233;stimos, o consignado para os empregados de empresas privadas &#233; o pr&#243;ximo mercado a ser ampliado e conquistado. Os bancos p&#250;blicos falam num potencial a atingir de nove milh&#245;es de pessoas no cr&#233;dito consignado. Leia-se nove milh&#245;es de pessoas com seus sal&#225;rios provisoriamente bloqueados. Os refinanciamentos sucessivos s&#227;o o triste resultado dessa camisa de for&#231;a do cr&#233;dito consignado.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Bem, isso &#233; uma viola&#231;&#227;o da liberdade do cidad&#227;o brasileiro. Cada cidad&#227;o deste pa&#237;s deve ter o sagrado direito de decidir o que quer pagar no fim do m&#234;s com seu sal&#225;rio. Isso se chama liberdade! Sal&#225;rio &#233; o resultado da venda de sua capacidade de trabalho e de seu talento a terceiros. Mais ainda, ao receber um sal&#225;rio ele trocou horas e dias do seu tempo de vida em prol da produ&#231;&#227;o de alguma empresa privada ou estatal. &#201;, portanto, um leg&#237;timo fruto que lhe pertence por inteiro e n&#227;o pode ser reduzido e fragmentado por dedu&#231;&#245;es compuls&#243;rias que anulam o direito de administrar esse seu bem exclusivo e &#224;s vezes &#250;nico. &#201; uma quest&#227;o de liberdade civil fundamental que todo cidad&#227;o brasileiro possa decidir sobre a totalidade de seu sal&#225;rio e onde e quando ele dever&#225; ser gasto, quais despesas e contratos honrar, pois no caso de inadimpl&#234;ncias j&#225; existe aparato jur&#237;dico adequado protegendo os credores, leis essas &#224; que os devedores est&#227;o sujeitos. Os bancos e financeiras, portanto, contam com leis mais do que suficientes para sua prote&#231;&#227;o, al&#233;m dos seguros especiais para enfrentarem inadimpl&#234;ncias, perdas e quebra de lucros em seus contratos e neg&#243;cios. Ao permitir que presta&#231;&#245;es de qualquer tipo sejam descontadas compulsoriamente dos holerites, passamos a ser tutelados pelo estado sobre nossos ganhos de trabalho, como crian&#231;as que n&#227;o t&#234;m compet&#234;ncia e discernimento para administrar suas vidas. Pagar ou deixar de pagar, em face de conting&#234;ncias imprevistas que possam surgir inesperadamente na vida de cada cidad&#227;o, &#233; direito leg&#237;timo da pessoa. N&#227;o cabe ao estado ou &#224;s institui&#231;&#245;es financeiras decidirem sobre isso. Cabem a eles as cobran&#231;as e execu&#231;&#245;es previstas em lei. N&#227;o poderiam nunca invadir e seq&#252;estrar valores no holerite de cada trabalhador. Sobre isso, inclusive, h&#225; jurisprud&#234;ncia firmada orientando que em contratos s&#227;o proibidas cl&#225;usulas onde um dos contratantes abra m&#227;o de seus direitos futuros. Sal&#225;rios integrais s&#227;o direitos futuros. N&#227;o se hipoteca o futuro.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#201; chegada a hora de se criar um movimento de conscientiza&#231;&#227;o nacional contra qualquer investida do governo e do sistema financeiro na folha de pagamento dos trabalhadores brasileiros. Lament&#225;vel que seja um partido nascido das lutas trabalhistas que fa&#231;a esse assalto ao bem maior do trabalhador que &#233; o seu sal&#225;rio, expresso em seu holerite mensal. O sal&#225;rio deve ser inviol&#225;vel e constitucionalmente protegido, sendo proibido nele efetuar qualquer desconto, sob qualquer pretexto, principalmente os de origens contratuais. Caber&#225; sempre &#224; liberdade de cada cidad&#227;o decidir como e quando gast&#225;-lo ou poup&#225;-lo. &#201; isso, entre outras decis&#245;es, que se chama liberdade civil. Tanto a moradia como o sal&#225;rio de cada cidad&#227;o deve ser sempre inviol&#225;vel. O resto &#233; mera prote&#231;&#227;o e outorga de privil&#233;gios a segmentos poderosos da sociedade. Que se termine com os empr&#233;stimos consignados em folha de pagamento neste pa&#237;s. Pelo direito de todo trabalhador a um sal&#225;rio inviol&#225;vel como cl&#225;usula p&#233;trea a ser inserida na constitui&#231;&#227;o brasileira. Trata-se de novo em delimitar at&#233; onde pode o governo intervir no espa&#231;o de nossa vida particular, lugar de autonomia e liberdade de cada ser humano. Espa&#231;o de cidadania e direitos conquistados que n&#227;o podem ser vendidos no balc&#227;o dos neg&#243;cios.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>&lt;i&gt;Palavra&lt;/i&gt; 57</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Gurgel</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-05,r79">LMDBrasil</category>


		<description>Aqu&#233;m das expectativas &lt;br /&gt;Greg&#243;rio Dantas analisa Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial, colet&#226;nea de textos superficiais, mas &#224;s vezes curiosos e divertidos. &lt;br /&gt;Aqui &lt;br /&gt;Vida e morte no museu &lt;br /&gt;Romilda Raeder devorou o romance policial Museu, de V&#233;ronique Roy, e n&#227;o conseguiu parar at&#233; a &#250;ltima linha. Para contextualizar o leitor, nossa colaboradora rev&#234; um pouco do debate que envolve evolucionistas e criacionistas. &lt;br /&gt;Aqui &lt;br /&gt;Ma&#231;&#227; caramelada &lt;br /&gt;Maria Bitarello escreve sobre Ma&#231;&#227; caramelada, de (...)


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		</description>


 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;&lt;div style=&quot;background-color:#FFEEEE; padding-top:5px; padding-bottom:5px; margin-top:0px;&quot;&gt;
&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Aqu&#233;m das expectativas&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Greg&#243;rio Dantas analisa &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial&lt;/i&gt;, colet&#226;nea de textos superficiais, mas &#224;s vezes curiosos e divertidos.&lt;br&gt;
&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2823&quot; class=&quot;spip_in&quot;&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Vida e morte no museu&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Romilda Raeder devorou o romance policial &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Museu&lt;/i&gt;, de V&#233;ronique Roy, e n&#227;o conseguiu parar at&#233; a &#250;ltima linha. Para contextualizar o leitor, nossa colaboradora rev&#234; um pouco do debate que envolve evolucionistas e criacionistas.&lt;br&gt;
&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2822&quot; class=&quot;spip_in&quot;&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Ma&#231;&#227; caramelada&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Maria Bitarello escreve sobre &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Ma&#231;&#227; caramelada&lt;/i&gt;, de Andr&#233; Rezende, pe&#231;a que enfoca &#8220;a ang&#250;stia da escolha, o medo do esquecimento, a preocupa&#231;&#227;o com a mem&#243;ria no futuro&#8221;.&lt;br&gt;
&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2825&quot; class=&quot;spip_in&quot;&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Cl&#225;ssico da filosofia anal&#237;tica demole mito&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;
Jos&#233; Renato Salatiel leu, especialmente para o &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Palavra&lt;/i&gt;, um cl&#225;ssico da filosofia anal&#237;tica &#8211; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Empirismo e filosofia da mente&lt;/i&gt;, de Wilfrid Sellars &#8211;, lan&#231;ado h&#225; poucas semanas pela Editora Vozes. Na opini&#227;o de Salatiel, Sellars &#8220;refutou o verificacionismo e atomismo l&#243;gico dos positivistas, e tamb&#233;m uma determinada ideia de mente compartilhada tanto por tradi&#231;&#245;es empiristas como racionalistas&#8221;.&lt;br&gt;
&lt;a href=&quot;http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2824&quot; class=&quot;spip_in&quot;&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Greg&#243;rio Dantas analisa &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial&lt;/i&gt;, colet&#226;nea de textos superficiais, mas &#224;s vezes curiosos e divertidos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Romilda Raeder devorou o romance policial &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Museu&lt;/i&gt;, de V&#233;ronique Roy, e n&#227;o conseguiu parar at&#233; a &#250;ltima linha. Para contextualizar o leitor, nossa colaboradora rev&#234; um pouco do debate que envolve evolucionistas e criacionistas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Maria Bitarello escreve sobre &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Ma&#231;&#227; caramelada&lt;/i&gt;, de Andr&#233; Rezende, pe&#231;a que enfoca &#8220;a ang&#250;stia da escolha, o medo do esquecimento, a preocupa&#231;&#227;o com a mem&#243;ria no futuro&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Jos&#233; Renato Salatiel leu, especialmente para o &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Palavra&lt;/i&gt;, um cl&#225;ssico da filosofia anal&#237;tica &#8211; &lt;i class=&quot;spip&quot;&gt;Empirismo e filosofia da mente&lt;/i&gt;, de Wilfrid Sellars &#8211;, lan&#231;ado h&#225; poucas semanas pela Editora Vozes. Na opini&#227;o de Salatiel, Sellars &#8220;refutou o verificacionismo e atomismo l&#243;gico dos positivistas, e tamb&#233;m uma determinada ideia de mente compartilhada tanto por tradi&#231;&#245;es empiristas como racionalistas&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Boa leitura &#173;&#173;&#8211; e at&#233; a pr&#243;xima edi&#231;&#227;o, em 27 de mar&#231;o!&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Rodrigo Gurgel, editor de&lt;i class=&quot;spip&quot;&gt; Palavra&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



	<item>
		<title>Por acaso, o passado&#8230;</title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Maria Bitarello</dc:creator>

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		<description>A pe&#231;a &#8220;Ma&#231;&#227; caramelada&#8221;, de Andr&#233; Rezende, &#233; um convite para que fa&#231;amos do passado uma cria&#231;&#227;o din&#226;mica no presente e uma reatualiza&#231;&#227;o no futuro. &lt;br /&gt;Se pensarmos a velhice como a constante presen&#231;a do passado, e a inf&#226;ncia como a estrita proje&#231;&#227;o do futuro, a vida deve ser o que acontece no meio, entre estas duas esperas; uma perda dos sonhos e um ac&#250;mulo sempre progressivo de mem&#243;rias. O poeta mineiro, Murilo Mendes, tem uma frase em que diz que &#8220;a mem&#243;ria &#233; uma constru&#231;&#227;o do futuro, mais que do passado&#8221;, e (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;A pe&#231;a &#8220;Ma&#231;&#227; caramelada&#8221;, de Andr&#233; Rezende, &#233; um convite para que fa&#231;amos do passado uma cria&#231;&#227;o din&#226;mica no presente e uma reatualiza&#231;&#227;o no futuro.&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Se pensarmos a velhice como a constante presen&#231;a do passado, e a inf&#226;ncia como a estrita proje&#231;&#227;o do futuro, a vida deve ser o que acontece no meio, entre estas duas esperas; uma perda dos sonhos e um ac&#250;mulo sempre progressivo de mem&#243;rias. O poeta mineiro, Murilo Mendes, tem uma frase em que diz que &#8220;a mem&#243;ria &#233; uma constru&#231;&#227;o do futuro, mais que do passado&#8221;, e a considero bastante pertinente se aplicada &#224; leitura da pe&#231;a de Andr&#233; Resende, Ma&#231;&#227; caramelada, publicada pela Editora Cubzac (em uma edi&#231;&#227;o digna de ser adquirida).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;No texto &#8211; curto e pontual &#8211;, Eus&#233;bio, Greta e Ad&#237;lio fazem de um encontro, ao acaso, em uma antiga emissora de TV, uma reconstru&#231;&#227;o do passado e uma recria&#231;&#227;o para o futuro. A partir do acervo da emissora, que est&#225; prestes a se perder, estes tr&#234;s personagens paradigm&#225;ticos pensam, conversam a respeito e nos fazem pensar &#8211; n&#243;s, os leitores &#8211; sobre a persist&#234;ncia da mem&#243;ria, o legado a que damos continuidade e que seguir&#225; quando j&#225; n&#227;o mais aqui estivermos, o mal-estar provocado por nossas escolhas e consequentes ren&#250;ncias que implicam e o papel que o acaso, que a coincid&#234;ncia, tem em nossos encontros e trombadas entre a inf&#226;ncia e a velhice, inclusive (e sobretudo) este que ocorre entre os tr&#234;s e que conduz Ma&#231;&#227; caramelada.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Ad&#237;lio, em busca das proje&#231;&#245;es da inf&#226;ncia, nos obriga a repensar a constru&#231;&#227;o da mem&#243;ria e se em nossas est&#243;rias existiu algum dia &#8211; ou existir&#225; &#8211; a Hist&#243;ria, ou se n&#227;o passam todas de interpreta&#231;&#245;es, pass&#237;veis de cair nas pe&#231;as em que nos prega a mem&#243;ria, t&#227;o esquecida e t&#227;o pass&#237;vel de criatividade espont&#226;nea, recriando-se. Seria por isso menos v&#225;lida?&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Greta personifica nosso mal-estar contempor&#226;neo, nossa vertigem de possibilidades, a eterna indaga&#231;&#227;o in&#250;til sobre o caminho que n&#227;o seguimos, as escolhas que n&#227;o fizemos e a ansiedade que emerge de sua irrealiza&#231;&#227;o material, por&#233;m acompanhada de sua exist&#234;ncia v&#237;vida em nossas proje&#231;&#245;es do que seriam mem&#243;rias de um fato irrealizado. Reflexo e modelo do que passamos todos n&#243;s, homens e mulheres p&#243;s-modernos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Eus&#233;bio amarra os dois extremos, o arrependimento e a insaciedade, a proje&#231;&#227;o e a nostalgia, em um personagem ciente de que &#8220;sem registrar os momentos da vida, o passado fica mais dif&#237;cil de lembrar&#8221;, mas tampouco caindo na tenta&#231;&#227;o de acreditar que &#8220;porque existe n&#227;o quer dizer que &#233; eterno&#8221;. E, acima de tudo, prezando e pregando o poder da coincid&#234;ncia, &#8220;a &#250;nica coisa em que [conseguiu] acreditar e entender como poss&#237;vel&#8221;, &#8220;algo revelador das oportunidades que est&#227;o em nossa volta&#8221;, pois, justamente por &#8220;parecer acasos [&#8230;], revelam um mundo desconhecido que, no entanto, n&#227;o estava perdido, muito menos era inexistente&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;A chave&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tenho para mim que a chave est&#225; em Zaldok. O personagem que nunca sabemos ao certo se existiu, e muito menos quem foi, &#233; uma pessoa distinta na mem&#243;ria de cada um, &#224;s vezes mais que um para uma mesma pessoa. Zaldok, personagem associado a valores m&#225;gicos de nossa inf&#226;ncia, n&#227;o envelheceu, n&#227;o morreu, e tem acesso ao lugar onde nossa entrada n&#227;o &#233; permitida: o futuro.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Se para Eus&#233;bio &#8220;depois daquela ma&#231;&#227; caramelada, tudo foi sorte na vida&#8221;, o autor nos diz tamb&#233;m que, sim, ele, como n&#243;s, entende e sente a ang&#250;stia da escolha, o medo do esquecimento, a preocupa&#231;&#227;o com a mem&#243;ria no futuro, mas, acima disso tudo, est&#225; nos dizendo, nas palavras de Eus&#233;bio, que &#8220;[aceitemos] as coincid&#234;ncias&#8221;, que fa&#231;amos do passado uma cria&#231;&#227;o din&#226;mica no presente e uma reatualiza&#231;&#227;o no futuro, que deixemos as recorda&#231;&#245;es museol&#243;gicas de lado, pois n&#227;o existe nossa Hist&#243;ria oficial. Seu (meu) passado est&#225; t&#227;o em transforma&#231;&#227;o quanto o futuro, e aprision&#225;-lo no arquivo &#233; priv&#225;-lo de vida, &#233; assassin&#225;-lo. A ma&#231;&#227; caramelada &#233; o presente de Eus&#233;bio a Ad&#237;lio e Greta, &#233; o presente de Andr&#233; Resende a n&#243;s.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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	</item>



	<item>
		<title>Cl&#225;ssico da filosofia anal&#237;tica demole mito </title>
		<link>http://diplobr.rezo.net/2009-03,a2824</link>
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		<dc:date>2009-03-13T21:09:43Z</dc:date>
		<dc:format>text/html</dc:format>
		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Jos&#233; Renato Salatiel</dc:creator>

<category domain="http://diplobr.rezo.net/2009-03,r138">Palavra</category>


		<description>Conhecer envolve, segundo Wilfrid Sellars, um processo inferencial e uma dimens&#227;o social. &lt;br /&gt;A obra Empirismo e filosofia da mente (Editora Vozes, 2008), de Wilfrid Sellars (1912-1989), &#233; um dos marcos da filosofia anal&#237;tica, uma das mais influentes escolas na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;Apesar de curto, o ensaio de Sellars &#233; denso e requer um leitor mais atento e dedicado, al&#233;m de exigir certo repert&#243;rio em hist&#243;ria da filosofia, uma vez que o autor dialoga com correntes diversas. (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Conhecer envolve, segundo Wilfrid Sellars, um processo inferencial e uma dimens&#227;o social.&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A obra Empirismo e filosofia da mente (Editora Vozes, 2008), de Wilfrid Sellars (1912-1989), &#233; um dos marcos da filosofia anal&#237;tica, uma das mais influentes escolas na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Apesar de curto, o ensaio de Sellars &#233; denso e requer um leitor mais atento e dedicado, al&#233;m de exigir certo repert&#243;rio em hist&#243;ria da filosofia, uma vez que o autor dialoga com correntes diversas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A edi&#231;&#227;o brasileira, entretanto, preservou a introdu&#231;&#227;o de Richard Rorty (um dos mais importantes fil&#243;sofos norte-americanos da atualidade), que contextualiza o trabalho, e os coment&#225;rios de Robert Brandom, direcionados inicialmente para seus alunos dos cursos de gradua&#231;&#227;o e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o na Universidade de Pittsburgh (EUA), onde Sellars tamb&#233;m lecionou. Ambos os textos podem servir como fio de Ariadne nos labirintos argumentativos do fil&#243;sofo.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Al&#233;m disso, a import&#226;ncia de Sellars no pensamento contempor&#226;neo, incluindo a filosofia da mente, &#233; suficiente para recompensar o leitor mais obstinado. Mas qual &#233; a contribui&#231;&#227;o deste pensador norte-americano para a filosofia? Para responder a quest&#227;o, passaremos brevemente por alguns princ&#237;pios b&#225;sicos da filosofia anal&#237;tica.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Teoria do conhecimento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Epistemologia &#233; o ramo da filosofia que trata das teorias do conhecimento. Ela procura responder a perguntas como &#8220;O que &#233; o conhecimento?&#8221;, &#8220;Como posso conhecer algo e em que condi&#231;&#245;es?&#8221; e &#8220;Como posso obter um conhecimento verdadeiro e, ainda, saber se estou de posse de um?&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tradicionalmente, duas correntes da filosofia apresentaram solu&#231;&#245;es diferentes para o problema. Os racionalistas &#8211; Ren&#233; Descartes (1596-1650), Gottfried Leibniz (1646-1716) e Baruch de Spinoza (1632-1677), entre outros &#8211; desenvolveram sistemas que inseriam a metaf&#237;sica no caminho seguro da matem&#225;tica, fornecedora de conhecimento dedutivo e necess&#225;rio. Enquanto os empiristas, como Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke (1632-1704) e David Hume (1711-1776), viam na experi&#234;ncia, apesar de contingente, a &#250;nica fonte de saber para o homem.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O fil&#243;sofo alem&#227;o Immanuel Kant (1724-1804) superou as duas tend&#234;ncias com seu m&#233;todo transcendental. Pare ele, sem a luz da raz&#227;o para nos guiar, tateamos cegos pelo mundo dos objetos. Por outro lado, a raz&#227;o sem a experi&#234;ncia n&#227;o tem conte&#250;do e, sem o peso das coisas e o lastro da realidade, sente-se livre para arriscados voos dogm&#225;ticos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tendo a cr&#237;tica kantiana &#224;s metaf&#237;sicas tradicionais como ponto de partida, a filosofia anal&#237;tica emerge no &#226;mbito da chamada &#8220;virada lingu&#237;stica&#8221; (linguistic turn), que substituiu uma perspectiva do conhecimento baseada na rela&#231;&#227;o entre sujeito e objeto por uma compreens&#227;o centrada e amparada na linguagem, seja ela ordin&#225;ria ou l&#243;gico-simb&#243;lica.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Deste modo, fez da filosofia, basicamente, uma an&#225;lise do significado de conceitos, aliando, inicialmente, o transcendentalismo kantiano e o empirismo cl&#225;ssico brit&#226;nico ao m&#233;todo oriundo da l&#243;gica de Gottlob Frege (1848-1925), considerado o &#8220;pai&#8221; da l&#243;gica moderna.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A filosofia anal&#237;tica se origina pouco antes da Segunda Guerra Mundial, com o positivismo ou empirismo l&#243;gico, escola criada em torno do chamado C&#237;rculo de Viena, que reunia nomes como Moritz Schlick (1882-1936) e Rudolf Carnap (1891-1970).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Para eles, era essencial a distin&#231;&#227;o kantiana entre proposi&#231;&#245;es anal&#237;ticas e sint&#233;ticas. O crit&#233;rio de verifica&#231;&#227;o para proposi&#231;&#245;es anal&#237;ticas &#233; meramente dedutivo, como senten&#231;as aritm&#233;ticas, por exemplo. J&#225; ju&#237;zos sint&#233;ticos dependem de uma checagem emp&#237;rica, isto &#233;, de um confronto com a realidade. Proposi&#231;&#245;es do tipo &#8220;Deus existe&#8221;, portanto, eram destitu&#237;das de sentido, porque n&#227;o se pode provar empiricamente a exist&#234;ncia de Deus.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Consequentemente, a tarefa da reflex&#227;o filos&#243;fica seria prover fundamentos emp&#237;ricos para o conhecimento, reduzindo conceitos a dados dos sentidos (o chamado fenomenalismo). A proposi&#231;&#227;o &#8220;A cadeira &#233; verde&#8221; s&#243; teria sentido se fosse poss&#237;vel demonstrar, com base na intui&#231;&#227;o sens&#237;vel (vis&#227;o da &#8220;verdidude&#8221; da cadeira, por exemplo), que a cadeira &#233;, de fato, verde.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Mito do dado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Os pressupostos iniciais do positivismo l&#243;gico foram abalados por tr&#234;s trabalhos seminais: Dois dogmas do empirismo (1951), de Willard V. O. Quine (1908-2000), que invalidou a distin&#231;&#227;o entre senten&#231;as anal&#237;ticas e sint&#233;ticas, Investiga&#231;&#245;es filos&#243;ficas (1956), de Ludwig Wittgenstein (1889-1951), cujo trabalho levou ao abandono do fundacionismo, e, finalmente, Empirismo e filosofia da mente, de Sellars.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O ensaio foi apresentado, inicialmente na forma de palestras, em 1956, nas Confer&#234;ncias Especiais em Filosofia, na Universidade de Londres, sob o t&#237;tulo &#8220;O Mito do Dado: tr&#234;s confer&#234;ncias sobre empirismo e a filosofia da mente&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O trabalho ficou conhecido, justamente, pelo &#8220;mito do dado&#8221;, em que o autor ataca a teoria dos dados dos sentidos, o cerne do fenomenalismo dos te&#243;ricos do C&#237;rculo de Viena. A teoria afirma ser poss&#237;vel fundamentar o conhecimento emp&#237;rico nas impress&#245;es ou dados dos sentidos dos objetos e, desta maneira, obter saber n&#227;o-inferencial sobre quest&#245;es de fato.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Sellars aponta uma inconsist&#234;ncia no fato de se extrair fatos epist&#234;micos, do tipo &#8220;(eu sei que) a cadeira &#233; verde&#8221;, de fatos n&#227;o-epist&#234;micos &#8211; &#8220;Eu vejo a cadeira verde&#8221;. H&#225; uma diferen&#231;a em ter a sensa&#231;&#227;o de uma cadeira verde e saber que &#233; uma cadeira verde.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O ponto &#233; que n&#227;o se pode conhecer sem antes ter adquirido uma compet&#234;ncia lingu&#237;stica. Conhecer envolve, diz Sellars, um processo inferencial e uma dimens&#227;o social que foi capturada, com compet&#234;ncia, pelo conceito de &#8220;jogos de linguagem&#8221; do &#8220;segundo&#8221; Wittgenstein.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Al&#233;m disso, a dificuldade de se saber que &#8220;A cadeira &#233; verde&#8221; somente ao ter impress&#245;es do &#8220;verde&#8221; est&#225; no fato de que conhecer algo envolve uma consci&#234;ncia classificat&#243;ria &#8211; isto &#233; verde, aquilo &#233; n&#227;o-verde &#8211; e subsun&#231;&#227;o de particulares a classes gerais, como o termo geral &#8220;cadeira&#8221; que representa todas as cadeiras individuais. Envolve, em suma, conceitos e infer&#234;ncias.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#201; essa propriedade de se obter um conhecimento n&#227;o-conceitual que Sellars rejeita e, existindo essa incoer&#234;ncia na teoria dos dados dos sentidos, n&#227;o h&#225; como fundamentar o conhecimento emp&#237;rico em dados sensoriais, pois o pr&#233;-requisito &#233; o dom&#237;nio de uma linguagem.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Linguagem e consci&#234;ncia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Sellars vai al&#233;m ao afirmar que a linguagem &#233; n&#227;o somente prerrogativa de qualquer conhecimento como tamb&#233;m da pr&#243;pria consci&#234;ncia. Estar consciente n&#227;o &#233; simplesmente ter sensa&#231;&#245;es, mas possuir uma habilidade lingu&#237;stica. E, como a linguagem &#233; um fen&#244;meno social, a consci&#234;ncia e o conhecimento se esgar&#231;am num processo coletivo e autoregulat&#243;rio de aprendizagem.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Uma crian&#231;a s&#243; pode desenvolver uma capacidade cognitiva quando adentrar, por via dos conceitos, o espa&#231;o normativo de raz&#245;es, em que a comunidade de interlocutores se insere. Somente ali poder&#225; justificar e se responsabilizar pelo que diz, pois &#8220;[...] dizer que certa experi&#234;ncia &#233; um ver que algo &#233; o caso &#233; fazer mais do que descrever a experi&#234;ncia. &#201; caracteriz&#225;-la, por assim dizer, como uma asser&#231;&#227;o ou afirma&#231;&#227;o, [...] endossar tal afirma&#231;&#227;o.&#8221;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;N&#227;o h&#225; possibilidade de cren&#231;a que n&#227;o seja articulada conceitualmente e nem possibilidade de fundamenta&#231;&#227;o de conhecimento emp&#237;rico, uma vez que o processo &#233; apenas regulador. Conforme diz Sellars, &#8220;[...] o conhecimento emp&#237;rico, como sua sofisticada extens&#227;o, a ci&#234;ncia, &#233; racional, n&#227;o por ter uma funda&#231;&#227;o, mas por ser um empreendimento autoregulador que pode colocar qualquer afirma&#231;&#227;o em quest&#227;o, embora n&#227;o todas simultaneamente&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tais reflex&#245;es refutaram o verificacionismo e atomismo l&#243;gico dos positivistas, e tamb&#233;m uma determinada ideia de mente compartilhada tanto por tradi&#231;&#245;es empiristas como racionalistas.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;S&#227;o interessantes as conflu&#234;ncias entre as propostas de Sellars e o fundador do pragmatismo, Charles Sanders Peirce (1839-1914), que no artigo Quest&#245;es referentes a certas faculdades reivindicadas pelo homem, de 1868, fez a mesma trajet&#243;ria e chegou a destino muito parecido. As proximidades entre os autores, j&#225; apontadas por Rorty, mostram que fil&#243;sofos anal&#237;ticos e pragmatistas talvez sejam mais do que meros vizinhos.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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		<title>Aqu&#233;m das expectativas </title>
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		<dc:language>pt_br</dc:language>
		<dc:creator>Greg&#243;rio Dantas</dc:creator>

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		<description>Colet&#226;nea de artigos escritos ao longo de trinta anos, &#8220;Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial&#8221; carece de unidade estrutural. &lt;br /&gt;A publica&#231;&#227;o de Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial (Editora Odiss&#233;ia), de M&#225;rio Pontes, &#233; muito oportuna. Medeiros e Albuquerque, &#193;lvaro Lins e Jos&#233; Paulo Paes foram alguns dos intelectuais que j&#225; de dedicaram com seriedade ao assunto; mas hoje em dia, salvo engano, o mercado editorial brasileiro n&#227;o parece contar com muitos t&#237;tulos (...)


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 <content:encoded>&lt;div class='rss_chapo'&gt;Colet&#226;nea de artigos escritos ao longo de trinta anos, &#8220;Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial&#8221; carece de unidade estrutural.&lt;/div&gt;
		&lt;div class='rss_texte'&gt;&lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A publica&#231;&#227;o de Elementares &#8211; notas sobre a hist&#243;ria da literatura policial (Editora Odiss&#233;ia), de M&#225;rio Pontes, &#233; muito oportuna. Medeiros e Albuquerque, &#193;lvaro Lins e Jos&#233; Paulo Paes foram alguns dos intelectuais que j&#225; de dedicaram com seriedade ao assunto; mas hoje em dia, salvo engano, o mercado editorial brasileiro n&#227;o parece contar com muitos t&#237;tulos nesta &#225;rea, com exce&#231;&#227;o feita ao trabalho da professora Sandra Reim&#227;o, que vem se dedicando com compet&#234;ncia ao mapeamento e an&#225;lise dos romances policiais brasileiros (Reim&#227;o &#233; autora de Literatura policial brasileira &#8211; pela Editora Jorge Zahar, e O que &#233; romance policial, pela Brasiliense).&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Mas o tema poderia render mais. N&#227;o apenas porque, aos poucos, uma certa tradi&#231;&#227;o de romances policiais vem se afirmando no Brasil, mas tamb&#233;m porque os bons exemplares do g&#234;nero t&#234;m muito a nos ensinar, principalmente que &#233; poss&#237;vel haver literatura de entretenimento de qualidade. Al&#233;m do ineg&#225;vel fato de que procedimentos e temas associados ao g&#234;nero s&#227;o cada vez mais populares dentro da literatura dita &#8220;culta&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Elementares, portanto, deveria ser recebido com entusiasmo pelos aficionados. Infelizmente, por&#233;m, o resultado final ficou aqu&#233;m das expectativas. Em parte devido a sua pr&#243;pria organiza&#231;&#227;o: colet&#226;nea de artigos escritos ao longo de trinta anos, Elementares carece de unidade estrutural. N&#227;o que uma estrutura fragmentada n&#227;o possa ser produtiva (e reproduzir, por exemplo, os percal&#231;os sempre pouco lineares da hist&#243;ria de qualquer leitor), ou que as inevit&#225;veis repeti&#231;&#245;es entre os artigos n&#227;o possa ser &#250;til aos leitores que optarem por ler os cap&#237;tulos fora de ordem (o que &#233; absolutamente leg&#237;timo, principalmente neste tipo de volume). Mas faltou a esse conjunto de artigos uma proposta mais clara: s&#227;o ensaios em torno de um mesmo tema ou partes separadas de um grande panorama sobre a hist&#243;ria do romance policial, como indica o subt&#237;tulo do livro?&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Nem uma coisa nem outra. &#192; grande maioria dos artigos faltou objetividade para que pudessem ser considerados ensaios. Representativos dessa car&#234;ncia s&#227;o os finais em aberto, com interroga&#231;&#245;es ou exclama&#231;&#245;es beirando o clich&#234;, como &#8220;Ent&#227;o viva o Pequeno Detetive!&#8221; ou &#8220;Elementar!&#8221;. S&#227;o desfechos que, na verdade, espelham a superficialidade dos textos, muitos dos quais s&#227;o apenas perfis, apresenta&#231;&#245;es de autores e temas da tradi&#231;&#227;o policial, sem uma tese ou uma opini&#227;o final a ser defendida. Assim, termina, por exemplo, o primeiro cap&#237;tulo:&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&#8212; Por que a fic&#231;&#227;o policial criada no Brasil destes &#250;ltimos setenta, oitenta anos cabe inteirinha em uma prateleira da menor estante que temos em nossa casa?&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;O travess&#227;o simula a informalidade de um di&#225;logo entre amigos, e a quest&#227;o &#233; de fato provocadora. Mas caberia ao jornalista criar algumas hip&#243;teses para respond&#234;-la. O mesmo acontece no &#250;ltimo artigo, sobre a legitima&#231;&#227;o do romance policial. Pontes descreve um conjunto de opini&#245;es de autores e te&#243;ricos da literatura a respeito do tema para, ao final, perguntar:&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Seria poss&#237;vel tomar esses fatos como ind&#237;cio de que est&#225; chegando &#224; sua etapa definitiva o lento e gradual processo de legitima&#231;&#227;o da literatura policial, iniciado h&#225; quase uma centena de anos?&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;A quest&#227;o fica em aberto. O autor se limita a comentar a obviedade de que, para que &#8220;a porta da arte&#8221; se abra para o policial, &#233; preciso que seus &#8220;autores sejam artistas&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;&lt;strong class=&quot;spip&quot;&gt;Trabalho de edi&#231;&#227;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Elementares n&#227;o &#233;, tamb&#233;m, uma hist&#243;ria da literatura policial, nem uma &#8220;tentativa in&#233;dita no Brasil de sistematiza&#231;&#227;o das regras do romance policial&#8221;, como indica o texto da contracapa. Para tanto, faltou um trabalho de edi&#231;&#227;o dos artigos, que suprimisse as repeti&#231;&#245;es mais evidentes e unisse textos que fossem mais afins, conferindo ao livro um rigor na organiza&#231;&#227;o que ele n&#227;o tem. N&#227;o h&#225;, por exemplo, a indica&#231;&#227;o de fontes de pesquisa, inclusive os locais e as datas exatas em que foram publicados os artigos. Faltou rigor, enfim.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Por exemplo: faltam algumas refer&#234;ncias importantes, como a do texto de Julian Symons, publicado no The Times de Londres, e no qual Pontes baseou toda sua exposi&#231;&#227;o do &#8220;pequeno detetive&#8221;, no cap&#237;tulo 2. Como faltam tamb&#233;m a refer&#234;ncia bibliogr&#225;fica e uma descri&#231;&#227;o mais detalhada do romance Um espelho distante (1978), de Barbara Tuchman, comparado a O nome da rosa, de Umberto Eco. J&#225; que a compara&#231;&#227;o foi indicada com &#234;nfase &#8212; Pontes chega a se perguntar se Eco teria lido Tuchman &#8212;, seria importante desenvolv&#234;-la para al&#233;m do coment&#225;rio superficial de que ambos os ficcionistas teriam a &#8220;inten&#231;&#227;o de descobrir a exist&#234;ncia de paralelismos entre o passado e o presente da civiliza&#231;&#227;o ocidental&#8221;.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;S&#227;o lacunas importantes, porque impedem que os artigos se desenvolvam para al&#233;m do coment&#225;rio superficial. E a bibliografia final do volume n&#227;o basta para garantir rigor ensa&#237;stico aos textos.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Mas justi&#231;a seja feita a Mario Pontes. Trata-se, sem d&#250;vida, de um leitor voraz de hist&#243;rias policiais, com um repert&#243;rio de leitura invej&#225;vel. Tamb&#233;m &#233; verdade que alguns cap&#237;tulos de Elementares s&#227;o informativos e divertidos. Em &#8220;Um certo culto &#224; personalidade&#8221;, Pontes descreve e recomenda alguns textos interessantes sobre o mito de Sherlock Holmes: Rex Stout, por exemplo, chegou a criar a ins&#243;lita hip&#243;tese de que o dr. Watson era, na verdade, uma mulher, com quem Holmes se casou. Interessante tamb&#233;m &#233; &#8220;&#201;dipo, Di &amp; Cia&#8221;, em que se descreve a carreira de escritores como o Isa&#237;as Pessotti e John Dickson Carr, autor de um inusitado romance hist&#243;rico-policial protagonizado por alguns dos mais importantes escritores do s&#233;culo XVIII, como Henry Fielding e Laurence Sterne. S&#227;o cap&#237;tulos interessantes porque v&#227;o al&#233;m do conhecimento mais usual do leitor do g&#234;nero, e funcionam como valiosas indica&#231;&#245;es de leitura.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;spip&quot;&gt;Tais qualidades se perdem, por&#233;m, em livro que parecia promissor, mas que, infelizmente, n&#227;o ultrapassou a superficialidade dos textos de divulga&#231;&#227;o mais apressados. E que n&#227;o faz justi&#231;a &#224; evidente paix&#227;o que seu autor tem dedicado &#224; narrativa policial.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
		
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